11 de setembro de 2010

Ataque à Imprensa Independente

*João Fidélis de Campos Filho

A imprensa livre é um dos mais fortes pilares do regime democrático. Ela informa, analisa, investiga e denuncia tudo que se refere aos direitos civis e as instituições que regem a sociedade. Assim como no período ditatorial, em que a censura política exercia um rígido controle sobre os meios de comunicação, a esquerda que hoje dirige o país tem dado sinais de equivocado retrocesso ao impor leis que limitam a liberdade de expressão.

Dias desses o ministro Franklin Martins fez um pronunciamento ao lado do presidente Lula no qual se referiu ao projeto do governo de impor um controle sobre a imprensa independente. O velho sonho socialista de manipulação das informações para se perpetuar no poder está em andamento. Isto quando o “eterno” ditador cubano, Fidel Castro fez esta semana uma autocrítica contundente ao dizer que o comunismo de seu país está fadado ao fracasso e este modelo não pode ser exportado para outras nações.

O discurso de Franklin aumenta a suspeita de que o governo planeja aumentar sua influencia e domínio sobre as comunicações no futuro para não criar embaraços de aumentar o poder dos sindicatos, dos sem-terra, sem-teto e de facções do partido.

O último lance desta investida foi a tentativa de amordaçar os humoristas que retratam jocosamente os políticos brasileiros. Mas o maior temor e maior preocupação da classe pensante brasileira é o crescimento do governo dentro do Estado. O chamado Big Brother, que aparelhado e exercendo influência quase total sobre a mídia, possa manipular ainda mais a massa populacional do país. O exemplo de Hugo Chavez, eliminando e perseguindo toda e qualquer oposição aos seus desmandos está ai e pode ser motivo de inveja de muitos de seus amigos e discípulos. Por que o Brasil não poderia se transformar numa Venezuela?

Estes dossiês e quebras de sigilo demonstram cristalinamente como são desprezados os direitos constitucionais e podem ser indício, ao findar as eleições e confirmar os prognósticos, que caminhamos para uma ditadura branca a dominar os destinos do povo brasileiro. Os métodos de coerção, de imposição de idéias, distribuição de benesses burocráticas, são típicos de regimes de exceção, bem distantes dos básicos conceitos de democracia.

A exposição e o desenrolar dos fatos ligados a este novo escândalo (mais um entre vários) nos asseguram que os direitos de cidadania são nulos quando a máquina pública passa a ser usada de maneira tendenciosa, com objetivos específicos, com clara intenção política e contando com a impunidade dos poderes constituídos.

A verdade é dolorida para os que se julgam acima das instituições democráticas. Por isso a imprensa livre incomoda muito os governantes. Não há atalhos ou pressão que esteja acima dos fatos para a imprensa democrática. Sem ela o povo estaria aprisionado na “Caverna de Platão”, procurando enxergar a luz do sol, que muitos oportunistas fazem questão de esconder.

*Cirurgião-Dentista
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