Martha Ann Lillard (Shawnee, 8 de junho de 1948 – Shawnee, 26 de junho de 2026) foi uma sobrevivente norte-americana de poliomielite que, após a morte de Paul Alexander em 2024, se tornou a última pessoa conhecida que ainda dependia de um pulmão de aço. Contraiu poliomielite em 1953, quando tinha cinco anos de idade.[1]
Biografia
Lillard comemorou o seu quinto aniversário a 8 de junho de 1953, com uma festa no Joyland, um parque de diversões no Kansas. A 17 de junho de 1953, ela acordou com dor de garganta e dor no pescoço. No hospital, foi diagnosticada com poliomielite.[2]
Mais tarde, passou seis meses no hospital, conectada a um ventilador de pressão negativa, informalmente chamado de pulmão de aço, para ajudá-la a respirar. No final, ela optou por usar o pulmão de aço pelo resto da vida, dormindo nele todas as noites.[2] Numa entrevista à NBC News em 2012, ela disse que quando foi colocada no pulmão de aço pela primeira vez, "foi um grande alívio".[3] Diz sobre o ventilador: "é isso que me mantém saudável. É isso que me cura. É isso que me permite respirar no dia seguinte".[4]
No início do século XXI, Lillard ficou presa no seu pulmão de aço quando uma tempestade de gelo atingiu Oklahoma e seu gerador de emergência não ligou, deixando-a presa no aparelho sem aquecimento. Teve dificuldades para ligar para o 911 e descreveu a experiência como "quase como ser enterrada viva, percebe? É muito assustador".[5]
Após a morte de Paul Alexander a 11 de março de 2024, Lillard tornou-se a última pessoa conhecida nos Estados Unidos a ainda depender de um pulmão de aço.[6]
Lillard passou grande parte do seu tempo sozinha. Pintava, via filmes antigos de Hollywood e cuidava dos seus beagles. Procurou o isolamento durante a pandemia de COVID-19, visitando os seus familiares à noite.[1]
Martha Lillard morreu devido a complicações da COVID-19 de longa duração a 26 de junho de 2026, aos 78 anos.[7]