22 de julho de 2021

A SOLIDÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Janela de Patty-Inclusiva

(Patrícia Lorete / Pós - graduada em Saúde Mental)
A estrutura social, desde sempre, segregou as pessoas com deficiência, privando-as do pleno exercício dos seus direitos.

A falta de (re)conhecimento da capacidade dessas pessoas produz - E reproduz! - exclusão e faz com que a deficiência seja considerada um problema para a sociedade. A falta de promoção na interação das pessoas com e sem deficiência e de conscientização coletiva nas áreas de urbanização, acessibilidade, saúde, educação, trabalho, esporte e cultura ficam em 2º plano (Ou seria em 3º?). Por isto, o investimento real, significativo, para este público é mínimo e a inclusão não acontece efetivamente.
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Inúmeras pessoas com deficiência estão agora em suas casas vivenciando uma profunda sensação de vazio. Esta sensação é fruto de uma situação específica: o isolamento. A solidão por ele causada vem acompanhada de um sentimento penoso de tristeza, carência e desamparo, o que traz à pessoa isolada um gigantesco sofrimento psicológico. Existe a vontade de passear, namorar, estudar, mas os meios para a realização dessas atividades são extremamente difíceis!
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Dizem que após o surgimento da internet ninguém mais está de fato isolado. É, não há como negar que as influências tecnológicas, as redes sociais, diminuíram a solidão e criaram certo “contato”. No entanto, ao conversarmos com as pessoas com deficiência, quase todas, senão todas, dirão que gostariam de ter uma vida “mais real”, que sentem falta do toque, do olhar, do cheiro e confessam que em vários momentos se cansam de estar em frente à tela do computador o dia inteiro. Mas, infelizmente, a internet passou a ser a única companhia possível para elas.
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E, não devemos desconsiderar um agravante relacionado à rede, a vulnerabilidade emocional. Como o processo de relacionamento se encontra prejudicado por causa do rompimento ou diminuição do contato humano, há a possibilidade de inúmeros problemas. Pois, na ânsia de desfrutar de companhia, muitos aceitam qualquer migalha de afeto e acolhimento. E, assim, abre-se um ótimo espaço para relacionamentos amorosos tóxicos, amizades oportunistas e empregos não condizentes com a qualificação e, muitas vezes, com pagamento inferior ao das pessoas sem deficiência, pelo mesmo trabalho prestado. E o pior acontece quando estes “laços” se rompem! A pessoa com deficiência tende a achar que a culpa é sua e cada vez o isolamento intensifica-se.
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Talvez alguém se pergunte: Qual o problema de se isolar e querer a solidão? Eu respondo. Nenhum! Afinal, a solidão é uma característica existencial. Mas, para ser vista como positiva, precisa ser fruto de escolha, e não de imposição. E é, justamente, pela imposição - da sociedade - que a maioria das pessoas com deficiência vivencia esta condição. Escolher estar só gera prazer! A pessoa tem sua própria companhia e gosta desta “cumplicidade”. Já, estar sozinho, forçadamente isolado, gera frustração, angústia e sensação de abandono. Todo ser humano é um ser gregário e, quando a possibilidade de contato com o outro é negada, há muito sofrimento, e a situação torna-se desumana.

Siga o Instagram da Janela da Patty Inclusiva https://www.instagram.com/janeladapatty/
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Card verde mostra uma moça cadeirante (Avisar autoria do desenho). Ela usa blusa (tipo vestido), meia 3/4 e botas. Está de cabelo solto e usa um arco rosa. Uma de suas mãos está no rosto e sua expressão é triste. A cadeira é preta e rosa. Aparece escrito: "A solidão da pessoa com deficiência". Aparece também o arroba da página da janela da Patty


21 de junho de 2021

Junho Vermelho – Mês da conscientização para doação de sangue

 

ORIGEM:

Durante o inverno é comum observar os bancos de sangue do país com uma grande escassez de sangue, já que essa é a temporada de doenças respiratórias e é quando as pessoas saem menos de casa. Acrescente a isso que neste ano, este período coincide com uma pandemia mundial, o que piorou muito este quadro. Em razão disso foi criado a campanha Junho Vermelho com o objetivo de alertar para a importância de fazer a doação independente da época do ano. O Dia Mundial do Doador de Sangue que é celebrado anualmente em 14 de junho foi criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o objetivo principal é homenagear todos os doadores de sangue e conscientizar os não-doadores sobre a importância deste ato, que é responsável pela salvação de milhares de vidas. No Brasil a campanha começou em junho de 2015 e é estendida anualmente pelo Ministério da Saúde para todo o país. A ideia é incentivar o espírito de solidariedade doando sangue, conscientizando a população que é um simples ato de amor ao próximo. Mesmo com a campanha apenas 1,8% da população brasileira se dispõe a doar sangue, enquanto o ideal seria 5%. É fundamental que as pessoas, empresas e instituições de saúde participem do movimento. A população pode divulgar a campanha por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens e as organizações podem pensar em eventos voltados para a campanha. A doação de sangue é um ato voluntário que ajuda a salvar muitas vidas. Em cada doação, uma pessoa doa no máximo 400 ml de sangue e esta única doação pode beneficiar até quatro pessoas. O processo de doação de sangue dura em média 40 minutos à uma hora. Vale destacar que o organismo repõe rapidamente a quantidade de sangue retirada na doação. Nestes tempos de Covid é importante atentar que os protocolos criados para a doação são extremamente rigorosos e com alta preocupação na saúde e bem estar do doador. Exemplo de alguns requisitos para doação de sangue: ● ter entre 16 e 69 anos ● ter mais de 50 kg e estar em boas condições de saúde ● ter se alimentado antes do procedimento ● estar descansado Existem algumas situações onde a doação não é permitida: mulheres gestantes, pessoas gripadas, mulheres que fizeram parto recente, pessoas com tatuagem, etc. Maiores informações podem ser encontradas nos hemocentros. É fundamental que as pessoas se engajem e participem das sucessivas campanhas de esclarecimento para que o número de doadores de sangue em todo país aumente. Doar sangue é um ato de amor ao próximo. FAÇA PARTE DESSA CAMPANHA. Texto e narração: Paulo Vieira Criação de vídeo: David Brandes


6 de junho de 2021

COMUNICADO DO GOVERNO DA AUSTRÁLIA AOS SOBREVIVENTES DA POLIOMIELITE DAQUELE PAÍS.

Comunicado do Governo da Austrália, em livre tradução:

"2 de junho de 2021
Continuando o apoio aos sobreviventes da poliomielite da Austrália Mais de $ 400.000(Dólares) foram investidos pelo Governo Federal para continuar a apoiar os sobreviventes da poliomielite que sofrem impactos da doença ao longo da vida.
Dezenas de milhares de australianos sobreviveram à infecção e agora sofrem com a condição neurológica debilitante, Efeitos Tardios da Pólio (LEOP) / Síndrome Pós-Pólio (PPS).
O Ministro Regional da Saúde e co-presidente do Parlamento Parlamentar Amigos dos Sobreviventes da Pólio, Mark Coulton disse: A Austrália foi declarada livre de novas infecções de poliomielite desde 2000. "A maioria dos sobreviventes da poliomielite tem agora mais de 50 anos, e LEOP ou PPS podem ter impactos significativos e debilitantes sobre suas vidas ", disse o ministro Coulton.

"Os australianos têm sorte de que a vacina contra a poliomielite bem-sucedida foi incorporada ao nosso Programa Nacional de Imunização da Austrália em 1975. Em 25 anos, erradicamos a doença mortal e incapacitante de nossas costas.

"Queremos garantir que os sobreviventes australianos tenham apoio para uma vida plena e saudável, por isso, fornecemos mais de US $ 400.000 para dar continuidade ao Programa de Informação à Comunidade da Pólio da Austrália."

O Ministro Coulton disse que o programa ajuda os sobreviventes da pólio a identificar e entender melhor sua condição e as estratégias disponíveis para administrar essa condição.

Gillian Thomas, presidente nacional da Polio Austrália e ela própria uma sobrevivente da poliomielite, disse que após uma experiência bem-sucedida de programas comunitários em menor escala, a Polio Austrália está emocionada por ter a oportunidade de aumentar seu alcance para a comunidade da poliomielite em todo o país.

"Muitas pessoas que tiveram poliomielite não sabem que os sintomas que estão experimentando estão diretamente relacionados a isso infecção infantil. E eles não sabem com quem ver ou o que podem fazer para controlar sua própria condição ", Sra. Disse Thomas.

"Nossas sessões de informações da comunidade, recursos para impressão e envolvimento online podem ajudar a preencher essa lacuna."
PPS é uma condição neurológica diagnosticada que pode afetar pessoas que tiveram pólio paralítica na juventude. O principal sintoma é a fraqueza muscular que se desenvolve e piora gradualmente.

Pessoas com LEOP / PPS também podem sentir fadiga geral, dores musculares e articulares, fraqueza e atrofia muscular, espasmos ou contrações, problemas respiratórios e de sono, dificuldades para engolir e falar e intolerância ao frio.

O Ministro Coulton disse que como os sobreviventes da pólio envelhecem, os serviços de saúde devem estar prontos e cientes da necessidade de oferecer cuidado aumentado para este grupo.

"A sorte teve muito a ver com muitas pessoas que sobreviveram à pólio paralítica nos últimos anos. Agora, à medida que esses sobreviventes envelhecem e sua saúde se deteriora, eles podem depender mais de profissionais de saúde habilidosos e experientes para cuidar de seus cuidados e saúde - e em suas próprias estratégias de autogestão e menos na sorte"







26 de abril de 2021

Relato de um portador de Sequelas da poliomielite: sobre sua luta para conseguir sua aposentadoria pelo INSS.

Bom dia polioamiga, eu fui vítima da poliomielite entre os anos 1956 e 1957 com 01 e 03 meses de vida.

A doença deixou sequelas na perna direita, sendo enfraquecimento muscular, deformação grave no pé direito, diminuição no desenvolvimento ósseo e no crescimento dessa perna. E as consequências mais acentuadas foram na dificuldade ao caminhar, visto que manco forte do lado direito, me obrigando a jogar todo peso do meu corpo para o lado esquerdo, isto é sobre a perna esquerda(sadia). 

E isso sobrecarrega a perna esquerda(sadia)causando e piorando os desgastes nos quadris e joelhos prejudicando ainda mais a minha locomoção.Para melhorar esses problemas que vinham se acentuando na perna esquerda(sadia), foi recomendado pelo meu ortopedista o uso de bengala na tentativa de diminuir o esforço e apoio sobre a perna esquerda até então se apresentava sadia.   

Fiz vários exames comprovando tudo isso. Inclusive um deles  um Eletroneuromiografia na perna esquerda(sadia), mostrou que essa perna também foi atingida pela polio atestando dessa forma a razão da sua fraqueza muscular crescente. 

Diante disso entrei no INSS assegurado pela Lei complementar 142/2013  (Pesquisa no Google) que favorece deficientes físicos aposentarem com menos anos de contribuição. 

Meu médico me assegurou que minha deficiência seria MODERADA e examinando a lei 142/2013( consta que a exigência seria de 29 anos de contribuição para ter direito a aposentadoria, e eu já tinha 31 anos sem dúvida conseguiria me aposentar. E no dia 07/04/2014 fui convocado para a perícia médica no INSS: Agência José Bonifácio,SP.

MAS O PERITO DO INSS na época além de não me examinar como deveria se negou a ver meus exames médicos que tinha em mãos, onde todos comprovavam minha dificuldade de caminhar e por orientação médica eu deveria poupar meus esforços físicos para diminuir os desgastes ósseos que vinha apresentando.

Esse Perito foi extremamente mal educado e desumano, fui humilhado a ponto de não segurar a emoção e sai chorando do consultório me sentindo um traste humano e desprezível. Aproveito a afirmar que nem todos no INSS são carrascos, no balcão um funcionário me orientou a entrar na justiça que no meu caso sim eu conseguiria me aposentar. 

Pois bem em 2017 entramos na justiça. Depois de todos os trâmites legais na justiça fui intimado a passar por uma nova perícia médica agora judicial no dia 02/10/2018 e minha deficiência foi confirmada pelo perito judicial como MODERADA GRAVE. 

O Juiz da Primeira Estância dá época, Município de José Bonifácio-SP dentro de todas as provas julgou PROCEDENTE e me concedeu a aposentadoria.

MAS O INSS RECORREU, e vem recorrendo até hoje. Nesse dia(26/04/21) está no TRF-3 e o último movimento no Portal do TJSP consta que foi no dia 06/06/2020.

Imaginem enviar ao TRF-3 um processo simples de aposentadoria como se meu caso fosse um processo da LAVA JATO ou de grande valor envolvido, mas beira a 02 salários mínimos, compreendo que isso não vem ao caso. A Lei é indiferente a valores e pessoas, a minha indignação que foi anexado ao processo exames e provas periciais da minha deficiência e tempo de contribuição junto ao INSS. Por que o INSS recorreu a uma estância superior?    

Minha advogada requereu antecipação de tutela que foi concedido pela justiça no dia 08/11/2019 até que o processo seja julgado e finalizado. 

Concluindo, estou aguardando o julgamento final do processo no TRF-3, caso eu perca entrarei com a aposentadoria normal que já tenho direito(Pois desde o inicio do processo até o momento, completei 35 anos de contribuição e 65 anos de idade com direito a aposentadoria normal.)Mas acho injusto depois desses anos todos lutando e trabalhando com dores e dificuldades para ir ao trabalho. Sem reclamar, pois muitos colegas e chefes te olham enviesado te acusando de fingimento ou preguiçoso...Se ainda tiver direito entrarei na justiça para reavaliar meu caso, pois creio na justiça do meu país.

Por isso eu sempre digo, nós deficientes somos mais fortes do que as pessoas sadias exatamente nesse ponto, aquentamos firmes nossas dores, preconceitos e não desistimos da luta... Espero em Deus, porque Ele é o único justo que nos defende, que em breve minha aposentadoria será julgada com justiça e com todos meus direitos já assegurados em Lei. 

(Esse texto vem de um comentário que fiz na página da nossa Associação G-14, gostei e resolvi  publica-lo com algumas alterações também aqui no meu blog)


Lei complementar 142/2013 (Presidência da República)

Analise da lei 142/2013



21 de abril de 2021

Eu tomei a vacina da pólio e tive pólio! Um relato que leva a refletir sobre o negacionismo da Vacina Covid-19

“Aos seis meses de idade, fui vitima do vírus da poliomielite. Até onde consta em meu cartão de vacina, recebi duas doses. As dificuldades econômicas vividas à época, a desconfiança do diagnóstico inusual para o ano de 1984 em uma capital brasileira e a necessidade de superação das sequelas físicas deixadas colaboraram para que pouco se investigasse o de fato aconteceu.

Somente aos 19 anos conheci uma pessoa nascida na década de 1980 que compartilhava comigo as consequências do vírus já inofensivo diante da vacina. Quando inteiradas da causa da minha deficiência física, a resposta das pessoas é o espanto: “Mas você não foi vacinado?”.
Os mais jovens, em geral, já sabem o que é poliomielite. Os benefícios da vacina se tornaram silenciosos, e a ameaça virótica se transformou em alguma história fictícia.

Sempre convivi com três hipóteses para o meu caso. A doença se desenvolveu ou porque a vacina falhou (o conteúdo estava inerte ou a aplicação não foi adequada) ou porque eu fui infectado antes de ser vacinado ou porque o conteúdo virótico não estava devidamente atenuado. De uma forma ou de outra, meu caso foi um daqueles eventos que existem para mostrar que o pouco provável não é apenas probabilidade estatística.

Assim, no debate antivacina, que ganha força com a ideologização do imunizante contra a Covid-19 no mundo, minhas marcas físicas poderiam servir de elementos para compor o argumento daqueles que só enxergam aspectos negativos nas vacinas. Afinal, de que adiantou eu me vacinar se a poliomielite e suas sequelas não foram evitadas?

Confesso que não foi fácil passar boa parte da minha infância entre sessões de fisioterapia, consultórios médicos e oficinas ortopédicas. Ser o “diferente”, não poder correr, jogar bola, andar de bicicleta e, em alguns momentos, simplesmente não poder usar o tênis da moda, causou muitos sofrimentos.

Aprender a reagir com naturalidade diante do desconcerto das pessoas com dois quilos de aço e plástico que preciso arrastar para andar foi um grande desafio. Atravessar da adolescência para a vida adulta com a dúvida adicional de quão limitante poderia ser a deficiência no desempenho da vida profissional, amorosa e familiar foi um processo muito angustiante.

Apesar disso, não consigo ser egoísta suficiente para desacreditar do benefício da vacina. Se eu não pude usufruir disso, meus amigos, familiares e outros bilhões de seres humanos o fizeram. Sou bastante cético com leituras religiosas. De forma bastante racional, não há como sustentar que a ocorrência do evento pouco provável é capaz de anular os benefícios obtidos em relação a todos os outros eventos que se tornaram improváveis, no caso, pela ação da vacina.

É nessa perspectiva que os argumentos antivacina se enfraquecem. O resultado que interessa não é o individual, mas o coletivo. Ainda que não consigam garantir que a totalidade dos indivíduos estejam protegidos contra certo patógeno, as vacinas conseguem garantir, ao longo do tempo que esses microrganismos sejam minimizados ou destruídos.

Utilizar as consequências de uma doença para um indivíduo como argumento contra uma medida que beneficia a coletividade é desonestidade com todas as partes. É preciso muita lucidez para não cair na falácia de que se a vacina falhou para um pode falhar para todos. Para quem acredita nisso, melhor não ter pisado neste mundo. A materialidade do evento pouco provável é inerente ao viver. Assim, o que importa é que a vida possa prosseguir.”
- João Paulo Andrade - Físico e Mestre em engenharia mecânica pela UFMG. Publicado na Folha de São Paulo 07/01/2021


"Eu não teria conseguido descrever melhor a minha indignação quando colocamos tratamentos inócuos ou negacionistas frente a esta pandemia."
Adelmir Sciessere











Fonte página do Face de Adelmir Sciessere(Foto quando criança)


15 de abril de 2021

DIA NACIONAL DE LUTA PELA EDUCAÇÃO INCLUSIVA - SOU UMA PRIVILEGIADA (Alessandra Trigo)

Você irá vencer. Tenha isso como meta e desafie os seus próprios limites rumo à educação.

Posso dizer que sou uma privilegiada por ter tido acesso à educação em uma época em que a pessoa com deficiência não tinha direito de estudar. Onde a pessoa com deficiência era símbolo de ineficiência e a única obrigação por parte do Estado era assisti-la e não incluí-la na sociedade.
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Foi fácil? Claro que não. Os percalços foram inúmeros. Meus pais não conseguiam nenhuma escola primária que me aceitasse. Depois de peregrinarem fui não apenas acolhida, mas incluída no SESI 338, onde recebi o combustível principal para o meu desenvolvimento e a minha busca por espaço e independência: o amor dos meus queridos professores, diretora, funcionários em geral.
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Depois as coisas foram acontecendo, os anjos do caminho foram surgindo.
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Formei-me em Direito, fiz pós graduação em Direito Tributário, mas algo me faltava e me impulsionava a ampliar as perspectivas da minha existência. Então, decidi fazer mestrado, em Direito Constitucional, momento ímpar da minha vida que, também, foi marcado pela presença de um “professor nota dez”, Dr. Luiz Alberto David Araujo. Os amigos, nesse período, foram muitos e, as possibilidades de poder fazer a diferença na vida das pessoas com deficiência, principalmente na salvaguarda de seus direitos e demonstrando que elas também poderiam vencer, continua sendo o principal combustível que me impulsiona.
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As coisas não pararam por aí. Incentivada por amigos e familiares quis trazer minha biografia para que pudesse ajudar as famílias de PCD e elas na construção do seu “eu”, da ampliação da sua vontade de seguir em frente. Afinal, “OI, não é o fim é só o começo”.
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Para quem não me conhece, nasci com ossos de vidro e ao longo da minha vida já passei por mais de 30 cirurgias e tive mais de 100 fraturas.
Diante de tudo isso luto muito para que todas as PCD tenham acesso à educação, pois ela nos faz sonhar, nos amplia horizontes, muitas vezes sombrios, e, nos impulsiona a acreditar que somos capazes de sairmos vitoriosos.
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Nesse dia, DIA NACIONAL DE LUTA PELA EDUCAÇÃO INCLUSIVA, fica o meu apelo para que os direitos sejam observados, as potencialidades de cada criança sejam levadas em consideração, que as suas individualidades não figurem como obstáculo para o aprendizado.
Acreditem, cada um de nós é único e precisa ser respeitado. Certo é que, conviver com as diferenças fazem das pessoas, cidadãos melhores.
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Não posso deixar de abrir um parênteses para agradecer a Deus, aos meus familiares, amigos e profissionais da educação por terem me ajudado a vencer as dificuldades e conquistar o meu espaço.
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PARABÉNS a todos os educadores que fazem a diferença na vida das pessoas.
PARABÉNS a quem arregaça as mangas e luta para a mudança de paradigmas.

OBS: fotos do dia da defesa de mestrado (quanta saudades, faz tempo, em idos de 2008) e do lançamento do meu livro.

13 de março de 2021

Hospital de Amor (atual nome do Hospital de Câncer de Barretos)


Excelência em oncologia, o Hospital de Amor (atual nome do Hospital de Câncer de Barretos) fechou o ano de 2019 com 1.047.440 atendimentos realizados a 224.883 pacientes vindos de 2.335 municípios de todos os estados do país - um recorde de cobertura.
Foram realizadas 24.351 internações, 252.258 quimioterapias, 9.500 refeições servidas por dia, 100% de forma gratuita. O déficit operacional é de R$ 29,5 milhões/mês (segundo publicação do balanço oficial). A entidade reúne 560 médicos e mais de 5.300 funcionários, em todas as suas unidades espalhadas pelo Brasil. Confira o vídeos sobre a instituição e saiba mais sobre o trabalho do HA:


1 de março de 2021

26 de janeiro de 2021

RELATOS DOS ALUNOS DE MEDICINA QUE CUIDARAM DE PACIENTES TERMINAIS DE COVID-19-UTI HOSPITAL DAS CLINICAS EM SÃO PAULO



Relato triste e emocionante de médicos paliativista que atuam na UTI nos Hospital das Clinicas em São Paulo com pacientes em estado terminal.

A comunicação desses doentes com seus parentes do lado de fora via celular ou carta de despedida, com a certeza da morte desses doentes nos lembra nosso estado de seres humanos frágeis e dependentes uns dos outros e de Deus...

'Li a carta de despedida do filho para a mãe': os relatos dos alunos de Medicina que cuidaram de pacientes terminais de covid-19





18 de janeiro de 2021

A TRAGÉDIA DA COVID-19 EM MANAUS- AMAZONAS.

Nesta semana, o brasil acompanhou o drama da falta de oxigênio em Manaus. Roberto Cabrini viajou para o Amazonas e mostra, com exclusividade, a situação dentro dos hospitais. São pacientes que lutam pelo direito de respirar. 



Inscreva-se no canal Domingo Espetacular:

Assista às íntegras no PlayPlus: https://www.playplus.com

19 de novembro de 2020

MORRE PAULO HENRIQUE MACHADO - Ele passou 51 anos "morando" no Hospital das Clínicas em São Paulo.

Homenagem a Paulo Henrique Machado: 

Faleceu no dia 18/11/2020  

TODOS NÓS DA FAMÍLIA POLIO-AMIGOS ESTAMOS MUITO TRISTES POR CAUSA DA MORTE DE "PAULO HENRIQUE MACHADO",  Ele "morou" 51 anos no Hospital das Clinicas em São Paulo,vitima da poliomielite ficou com corpo paralisado e respirava com ajuda de aparelhos, necessitando portando de serviços de UTI para continuar vivendo. 

Ele vai fazer muita falta por causa da sua linda personalidade, apesar do seu problema tinha sempre um sorriso lindo e de uma inteligência fabulosa. 

Assim que possível traremos sua história completa aqui no Blog.

 VAI COM DEUS AMIGO DE TODOS.



Foto retirada da internet 



14 de novembro de 2020

14 DE NOVEMBRO: DIA MUNDIAL DE DIABETES

 



A diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo.

Existem 4 tipos de diabetes:
Pré-diabetes, 
Diabetes tipo 1, 
Diabetes tipo 2 e 
Diabetes gestacional.

Os sintomas variam de acordo com cada tipo de diabetes.

Os principais sintomas da diabetes são: fome e sede excessiva e vontade de urinar várias vezes ao dia. 
Dependendo do tipo, há sinais específicos. 

No caso do tipo 1, pode ocorrer perda de peso, fraqueza, mudanças de humor, náusea e vômito. 

Já no tipo 2, os sintomas também envolvem cicatrização demorada de feridas, visão embaçada e formigamento de pés e mãos.

Prevenção
Pacientes com história familiar de diabetes devem:
  • Manter o peso adequado;
  • Abandonar o cigarro;
  • Controlar a pressão arterial;
  • Evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas;
  • Praticar atividade física regular.

#DiaMundialDoDiabetes

Mais informações:


SBD - Sociedade Brasileira de Diabetes