18 de maio de 2011

Se Fosse no Brasil...


O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso Peluso, apresentou uma proposta que impede que algumas ações judiciais subam para os tribunais superiores, depois de julgados em duas instâncias, a chamada "PEC Peluso", que provocou uma polêmica entre a classe jurídica e a sociedade civil.

Para a OAB a proposta atenta contra a Constituição de 1988 porque não dá o direito ao cidadão de recorrer aos tribunais superiores quando uma ação é julgada nas instâncias inferiores.

Bem a questão é controversa porque muitas decisões de instâncias baixas foram revertidas nos tribunais superiores. No entanto em países desenvolvidos não existem quatro instâncias de julgamento como no Brasil, o que valoriza e prestigia as decisões tomadas pelos juízes. Em nosso país criou-se um sistema viciante em que julgamentos de menor ou maior grau de importância acabam desaguando no Supremo, que se tornou o super-órgão que decide tudo, acima do bem e do mal.

Peluso diz que a aprovação desta medida irá descongestionar os tribunais, que graças ao acumulo de processos, são os responsáveis pela enorme morosidade da justiça brasileira. A maior injustiça da Justiça brasileira é justamente sua falta de agilidade. Os processos demoram anos a fio e se acumulam indefinidamente nos tribunais, beneficiando somente os que serão punidos pelas decisões. Segundo Peluso as medidas tomadas até o momento foram inócuas para corrigir a morosidade da Justiça: "A meu ver, não é que tenha lhes faltado inteligência ou alguma eficácia, é porque atacaram fatores secundários como causas. Não foram propostas radicais porque não desceram à raiz da questão, que está exatamente naquilo que a esta proposta tende a remover. A causa principal dos atrasos dos processos no Brasil é a multiplicidade de recursos e, especificamente, o nosso sistema de quatro instâncias", afirmou.

Além da PEC Peluso faz-se necessário uma reforma urgente do código penal brasileiro. Nosso código penal está ultrapassado e é leniente com o grau de criminalidade que campeia na sociedade nos dias correntes. Assassinatos premeditados e a sangue frio como estamos presenciando hoje em dia deveriam ser punidos com prisão perpetua como o fazem os países desenvolvidos. Estamos fartos de ver parceiros ceifando a vida de companheiros por ciúme, ou outros motivos fúteis, bandidos atirando em vítimas sem titubear, contando de antemão com o alto grau de impunidade de nossa legislação. Enterram-se as vítimas e às vezes psicologicamente seus parentes juntos, e os réus se transmutam em santos de pau oco nos tribunais. Cumprem parte de suas penas e na maioria dos casos retornam às ruas para amedrontar a população e cometer os mesmos crimes. O índice de recuperação é baixíssimo, porque o sistema está corroído em suas bases.

Cremos que se fossemos advogado sentiríamos vergonha de defender um criminoso que é confessadamente culpado. Quando são claras as evidências do crime, o criminoso nem merece que alguém o defenda.

O Brasil precisa copiar o grau de severidade dos EUA que prendeu o diretor do FMI, sem direito à fiança, por agressão sexual a uma camareira de origem africana. Se o fato tivesse acontecido aqui ele já estaria em Paris cuidando de seus afazeres a esta hora e o caso já estaria mais que abafado.



João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista


http://jofideli.blogspot.com/

30 de abril de 2011

COMBATE A HIPERTENSÃO ARTERIAL: um doença que se não controlada pode levar a outras complicações comprometendo vários órgãos, podendo levar a morte ou a invalidez.

Portando uma doença que deve ser levado a sério pelos gestores de saúde.
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SEGUE UM ARTIGO DO Dr. Frederico Lobo -PORTAL ECODEBATE.
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O sal é um composto químico natural e abundante na Terra. É constituído de Cloro (Cl) e Sódio (Na) que ao se unirem formam o Cloreto de sódio (NaCl). Na mistura de Na com Cl 40% corresponde ao Sódio e 60% de cloreto. Logo, 1g de Sal tem 0,4g de Sódio e 0,6g de Cloreto.
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Existe basicamente 2 tipos de sal:
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1) Sal marinho: é extraído através da evaporação da água do mar,
2) Sal de rocha também conhecido como sal-gema: é retirado das minas subterrâneas que são resultantes de mares e lagos antigos que secaram.

Apesar da abundância hoje conhecida, durante muitos séculos o sal foi considerado muito precioso, principalmente pela sua ação de preservar os alimentos. Já foi denominado ouro branco.

Os Gregos e Romanos, utilizavam o sal como moeda para suas compras e vendas e com este condimento os romanos eram pagos, por isso surgiu a palavra salário que deriva de sal. Foi também considerado um artigo de luxo e só os mais ricos tinham acesso a ele.

O sal em seu estado puro consiste de cloreto de sódio e é encontrado em grande quantidade na natureza, em alguns casos são adicionados a ele substâncias ou temperos para o seu uso culinário.

O Sal de cozinha, de mesa ou refinado: é o mais comum e também mais usado para preparar os alimentos; neste sal pelas leis brasileiras deve-se adicionar o mineral iodo para evitar o bócio, devido o nosso solo ser pobre em Iodo.

Tipos de sal

Sal marinho: Existem diversos tipos, dependendo da procedência e a cor de seus cristais pode variar. Muito usado na cozinha macrobiótica.

Sal grosso: Não refinado, apresenta-se na forma em que sai da salina. Na culinária é comumente usado em churrasco, assados de forno e peixes curtidos.

Sal light: seu teor de sódio é reduzido, sendo fruto da mistura de partes iguais de cloreto de sódio e cloreto de potássio. É ideal para pessoas em dietas com restrição ao sal .

Sal kosher: Este sal contém cristais grossos e irregulares que tanto pode ser extraído de mina ou do mar , desde que seja sob supervisão de rabinos. Sendo sua granulação mais grossa, tem a preferência dos chefes de cozinha, porque adere com muito mais facilidade a superfície das carnes.

Sal de Guérande: Considerado como o melhor do mundo este sal tem sua produção artesanal. Extraído da cidade de Guérande, região da Grã-Bretanha, França, torna-se um condimento caro.

Sal defumado: Tem sabor e aroma próprios que dão um toque especial às preparações.

Sal de aipo: É um sal de mesa misturado com grãos de aipo secos e moídos . É utilizado para dar melhor sabor aos grelhados de peixes, carnes e caldos consommés.

Gersal: Também muito utilizado na cozinha macrobiótica. É um sal misturado com sementes de gergelim tostadas e amassadas.

Dose máxima diária de Sal

O mínimo de Sal necessário para o homem é 1,2g/dia. Em 2005 a Organização Mundial de Saúde preconizou que a dose máxima diária de Sal (prestem atenção = NaCl e não apenas o Sódio isoladamente) seria de 5 gramas por dia (5g/dia), o que em medidas caseiras corresponde e aproximadamente 1 colher de café cheia. Portanto se em 1grama temos 0,4g de Sócio, em 5 gramas temos (+- 1colher de café) 2gramas de sódio. Logo o máximo a ser consumido de Sódio por dia é 2gramas/dia.

Em novembro de 2010 o Governo Brasileiro divulgou um acordo com a indústria para a redução do teor de sódio (e de glicose) dos produtos alimentícios. A redução deverá ser gradativa a fim de que os brasileiros não estranhem. Portanto, segundo o acordo, até 2020 os alimentos industrializados do Brasil deverão ter 50% menos sódio que hoje em dia. Estudos mostram que o brasileiro ingere em média 10g/dia.

Na época José Gomes Temporão (ministro da saúde) afirmou “ A redução do teor de sal é um novo desafio. O consumo excessivo pode causar, a longo prazo, problemas de saúde pública como hipertensão arterial sistêmica (HAS), entre outros. Entregamos à Abia um documento técnico com prioridades para a redução. Haverá agora o desenvolvimento de um trabalho técnico, com estabelecimento de metas, para que esse trabalho continue avançando. Estudos apontam que a redução de 3 gramas no consumo diário de sal levaria a uma redução de 13% nos casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e 10% nas doenças isquêmicas do coração”.

Redução de 6 gramas para 5 gramas por dia de Sal

As novas diretrizes brasileiras de hipertensão (elaborada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia), publicadas em 2010 (disponível aqui) afirmam que:
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1 – “Ingestão excessiva de sódio tem sido correlacionada com elevação da Pressão arterial (PA). A população brasileira apresenta um padrão alimentar rico em sal, açúcar e gorduras. Em contrapartida, em populações com dieta pobre em sal, como os índios brasileiros Yanomami, não foram encontrados casos de HAS. Por outro lado, o efeito hipotensor da restrição de sódio tem sido demonstrado”.
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2 – “A relação entre PA e a quantidade de sódio ingerido é heterogênea. Esse fenômeno é conhecido como sensibilidade ao sal. Indivíduos normotensos com elevada sensibilidade à ingestão de sal apresentaram incidência cinco vezes maior de HAS, em 15 anos, do que aqueles com baixa sensibilidade. Alguns trabalhos demonstraram que o peso do indivíduo ao nascer tem relação inversa com a sensibilidade ao sal e está diretamente relacionado com o ritmo de filtração glomerular e HAS na idade adulta”.
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3 – “Uma dieta com baixo teor de sódio promoveu rápida e importante redução de PA em hipertensos resistentes. Apesar das diferenças individuais de sensibilidade, mesmo modestas reduções na quantidade de sal são, em geral, eficientes em reduzir a PA. Tais evidências reforçam a necessidade de orientação a hipertensos e “limítrofes” quanto aos benefícios da redução de sódio na dieta. A necessidade diária de sódio para os seres humanos é a contida em 5 g de cloreto de sódio ou sal de cozinha. O consumo médio do brasileiro corresponde ao dobro do recomendado.Dieta hipossódica: grau de recomendação IIb e nível de evidência B”.
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Portanto, as sociedades brasileiras de nefrologia, cardiologia e hipertensão adotaram a redução de 6 gramas para 5 gramas de Sal por dia. O mesmo limite adotado pela Organização mundial de Saúde (OMS) em 2005.
A redução em 1g pode parecer ínfima mas tem um grande impacto em saúde pública. Segundo um estudo publicado em Fevereiro de 2010 na maior revista científica do mundo (The New England Journal of Medicine), mostrou que a redução 6 para 5g/dia evita 10% das mortes por doenças cardiovasculares, sobretudo infarto e derrame. O que representa, em termos globais, em torno de 1 milhão de vidas salvas anualmente. Para hipertensos há um aumento de 4 anos na expectativa.
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Segundo Marcus Bolívar Malachias (presidente da sociedade Brasileira de Cardiologia) “Os benefícios aumentam proporcionalmente à quantidade reduzida”.

Sal e hipertensão arterial
O sal começou a aparecer nas diretrizes médicas a partir dos anos 80, quando a Associação Americana do Coração relacionou o consumo excessivo do mineral a um aumento nos riscos de hipertensão, doença responsável por 54% das mortes por derrame e 47% dos óbitos por infarto.
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Descobriu-se que, depois da genética, o excesso de sal é o fator de maior influência para a pressão alta. Quando em excesso, além de ter ação vasoconstritora, o mineral aumenta o volume de sangue circulante pelas artérias, agredindo a parede dos vasos. A lesão, por sua vez, facilita o depósito de gorduras e reduz a síntese de substâncias vasodilatadoras. Com isso, as artérias enrijecem e têm seu calibre diminuído. A PA portanto aumenta.
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O ideal é que ela não ultrapasse a marca dos 120 por 80. O número 120 corresponde a pressão máxima ou sistólica e equivale à força do fluxo de sangue contra a parede dos vasos, quando o músculo cardíaco se contrai e bombeia sangue para o resto do organismo. Já o 80 corresponde à pressão diastólica ou mínima, refere-se à medição no momento em que o coração relaxa e se enche de sangue.
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Quando a sistólica ultrapassa 140 e a diastólica 90 o quadro é de hipertensão.
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No Brasil, 30% dos adultos estão doentes – o que representa cerca de 30 milhões de homens e mulheres. Em oito de cada dez desses casos, a hipertensão é produto de uma combinação de múltiplos fatores – e o consumo excessivo de sal é um aspecto preponderante entre diversos fatores de risco (obesidade, sedentarismo e stress).
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Portanto, faz-se necessário controlar a ingesta de Sal.
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Abaixo algumas das orientações que faço aos meus pacientes hipertensos:

1 – Use o mínimo de sal no preparo dos alimentos, no começo pode-se estranhar o sabor, porém depois acostuma-se:

Dica: Substitua por temperos naturais como: salsinha, cebola, orégano etç. Sabe-se que uma das melhores maneiras de controlar a hipertensão (pressão alta) e a retenção de líquidos (inchaço, edema) é reduzir o consumo de sal.
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O sódio é um elemento químico que faz parte da composição do “sal de cozinha” (cloreto de sódio). O sal é a maior fonte de sódio, mas este também é encontrado em diversos alimentos.
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Abaixo, listo os alimentos (na maioria das vezes industrializados) que são ricos em sódio:
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Carnes processadas e embutidos: presunto, mortadela, copa, bacon, paio, salsicha, linguiça, salaminho e salame, carne seca, chouriço, etc.
Aves processadas: nuggets de frango, por exemplo.
Queijos amarelos: parmesão, prato, provolone, cheddar, suíço, roquefort.
Bolos prontos, arroz de preparo rápido, patês.
Alimentos enlatados e conservas: aspargos, milho, ervilha, azeitona, palmito, picles, alcaparras. Além do excesso de sal, possuem conservantes. Uma alternativa é deixa-los de molho em duas águas antes de consumi-los.
Biscoitos salgadinhos, bolacha de água e sal, etc.
Manteiga ou margarina com sal.
Macarrão instantâneo, sopas em pó.
Temperos e molhos industrializados: caldos concentrados e extratos de carne/frango/legumes, temperos prontos (Arisco, Sazon, Ajinomoto, etc), catchup, mostarda, maionese, molho de soja (shoyo), molho inglês, molhos de salada, extrato e molho e tomate. Todos são ricos em sódio porém nosso paladar não percebe. O mesmo acontece com os refrigerantes ditos Diet ou Light, na maioria das vezes possuem alto teor de Sódio.

ATENÇÃO para o RÓTULO dos alimentos.
Existem nos mercados produtos chamados “substitutos do sal” (como o sal light). Entretanto, a maioria deles substitui o sódio por potássio e, portanto, não devem ser usados por pacientes com problemas renais.
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Uma dúvida freqüente dos meus pacientes é com relação ao que fazer no restaurante.
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Dicas:
Dar preferência a alimentos frescos, que possuem menos sal que os produtos de laticínios (se possível orgânicos);
Evitar pratos e molhos com queijo (apesar do cálcio promover relaxamento das artérias);
Escolher carnes grelhadas ou assadas; evitar frituras e carnes com molhos;
Pedir ao garçom que os alimentos sejam preparados sem sal;
Em caso de saladas, pedir o molho separadamente; dar preferência ao vinagre (ou limão) e azeite.
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Faça uso de ervas no preparo dos alimentos; prepare uma mistura de temperos que mais lhe agrada e coloque-os moídos em um recipiente (tipo saleiro, com buracos maiores), para ser usado à mesa. Tais temperos podem ser encontrados em casas de produtos naturais. Utilizo um chamado Tempero Terapêutico e que contém diversas ervas e especiarias.
2 – Evite acrescentar sal aos alimentos já prontos e para isso a única saída é retirar o saleiro da mesa. Lembre-se que para hipertensos a dose máxima diária é de 5g (ou seja, 1 colher de café)
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3 – O Sal marinho possui vários minerais que são retirados durante o refinamento. Portanto use o sal marinho ao invés do sal refinado.

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4 – Um agente causador freqüente de hipertensão é o estresse emocional. As causas do estresse podem variar de acordo com o indivíduo. O melhor a fazer é se possível, identificar o motivo gerador da tensão e elimina-lo. Na impossibilidade, deve-se procurar encarar a situação com mais leveza e fazer psicoterapia, meditação transcendental, atividades que promovam relaxamento mental.

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5 – Evite carnes salgadas como carne seca, carne de sol salgada, bacalhau e defumados.

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6 – Evite aditivos: glutamato monossódico utilizado em alguns condimentos e em sopas instantâneas, além de terem sal, causam excitação cerebral.

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7 – Alimentos ricos em cálcio são essenciais para a diminuição da pressão, mas não pense que somente o leite é rico em cálcio (lembre-se que o Leite também tem sódio). Outras fontes boas de cálcio e que devem ser consumidas diariamente são: Brócolis, espinafre, couve crua, ovos cozidos, gergelim, tofu, levedo de cerveja, castanhas.

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8 – Alimentos ricos em potássio também são essenciais para a diminuição da pressão. A cada 100 gramas desses alimentos você encontrará:
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Ameixa seca (616 mg);

Amendoim torrado sem sal (740 mg);

Banana (370 mg);

Batatas (400 mg),

Uva passa (842 mg);

Chicória (519 mg),

Cogumelos (669 mg);

Couve (400 mg),

Damasco seco (1179 mg),

Ervilhas verdes e vagem (937 mg);

Feijão azuki (1300 mg),

Polpa de tomate (88 mg),

Soja (800 mg).
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9 – O magnésio é um dos minerais mais abundantes em nosso planeta e está envolvido no mecanismo de relaxamente dos vasos e com isso diminuição da pressão arterial. Na minha prática clínica percebo que a maioria dos meus pacientes apresentam deficiência de magnésio e respondem bem à reposição. Tal deficiência se deve a três fatores principais:

Na manipulação de alimentos (refino) mais de 80% do Magnésio é perdido devido a remoção do gérmen e das camadas externas dos grãos,
O solo brasileiro é naturalmente pobre em Magnésio e com a monocultura praticada por séculos o teor ficou ainda menor. Inúmeros estudos demonstraram que locais onde o solo é pobre em magnésio a incidência de hipertensão arterial e doenças cardíacas é maior. Além disso um estudo Finlandês mostrou que a suplementação de Magnésio na água sob a forma e um sal evidenciou redução na incidência de doenças cardíacas.
O terceiro fator é a ingesta de alimentos refinados e com alto índice glicêmico. Alimentos com índice glicêmico elevado solicitam uma maior quantidade de insulina. Para que a insulina se ligue ao receptor e promova a entrada de glicose na célula, utiliza-se além de outros minerais o magnésio, logo uma dieta rica em carboidratos, “manda muito magnésio embora”.
O magnésio está envolvido em mais de 300 reações metabólicos essenciais. As principais fontes de magnésio são:
Grãos integrais (aveia, arroz integral, trigo integral, farelo de milho e de arroz),
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Nozes e sementes secas: sementes de abóbora, girassol (torrada), gergelim. Amêndoas, castanhas, amendoim, pistache, soja, nozes
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Frutas: banana, abacate,
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Verduras e legumes: folha de beterraba, beterraba, grão-de-bico, figo seco, feijão, ervilha, mandioca (raiz), lentilhas, quiabo, batata com casca, fécula de batata, figo (seco), uva passa, algas marinhas, soja, espinafres, couve.
Ostras, soja e seus derivados, rapadura (ocasionalmente)
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10 – Uma dieta rica em alimentos que contenham ômega 3 pode ajudar a reduzir a pressão arterial. Onde você encontrará }ômega 3 ? Em peixes como truta, salmão e cavala. Outras fontes ricas são: nozes, semente de linhaça dourada (deve ser usada diariamente). O ômega 3 já foi associado a um melhor desenvolvimento cerebral e a um baixo risco de desenvolvimento de câncer e de doenças cardíacas.
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11 – Se você gosta de chocolate, uma boa notícia, alguns estudos mostram quem chocolate com mais de 70% de cacau, podem auxiliar na redução da pressão. Mas cuidado com o açúcar e lactose. Não ultrapassar 30g/dia.

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12 – Diminua o consumo de bebidas alcoólicas, pois elas aumentam a diurese, podendo posteriormente aumentar a pressão arterial. Por isso, os homens não devem ultrapassar o limite diário de 60 mililitros de bebidas destiladas (uísque, vodca, aguardente etc.), ou 240 mililitros de vinho, ou 720 mililitros de cerveja (2 latinhas/dia). As mulheres e os indivíduos de baixo peso devem limitar a ingestão de álcool à metade da quantidade permitida aos homens. Se você não consegue se enquadrar nesses limites, sugere-se a abstenção de bebidas alcoólicas, pois, além de fazer subir a pressão, o álcool é uma das causas de resistência ao tratamento anti-hipertensivo, causando gastrite, problemas no fígado, no coração e no cérebro, sem contar os problemas sociais provocados pela bebida.

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13 – Procure manter-se em seu peso ideal. O excesso de peso também aumenta consideravelmente o risco de hipertensão, um famoso estudo ( Framingham) demonstrou que em pacientes obeso, a incidência de hipertensão era 8 vezes maior. Estimou-se que para cada 1kg acima do peso ideal, a pressão eleva-se 1mmHg.

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14 – Pratique um exercício físico, pois eles ajudam a diminuir a pressão arterial. Se possível sempre deve ser realizado sob supervisão. A assiduidade é um fator importante, caso não exista contra-indicação, faça atividade física diariamente. O seu coração agradece.

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15 – O tabagismo é o mais importante fator de risco, passível de prevenção, para as doenças cardiovasculares, sendo responsável por um em cada seis óbitos. A nicotina aumenta a pressão arterial e acelera a progressão da aterosclerose que pode gerar infarto ou derrame (depósito de gorduras nas paredes das artérias). Portanto, abandonar o tabagismo deve ser a primeira providência do hipertenso. Além disso, o cigarro aumenta o risco de trombose, câncer de pulmão, mama, próstata, intestino, boca e diminui a elasticidade da pele favorecendo o envelhecimento.

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16 – Antes de vir à consulta médica, evite: Beber café, coca-cola ou estar com a bexiga cheia. Podem ocasionar um aumento da pressão.

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17 – Lembre-se que a hipertensão é a doença que mais mata em todo o mundo, devido as suas conseqüências. Ela atinge quase todos os órgãos do corpo:
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a) Coração: infarto, insuficiência cardíaca
b) Olhos: cegueira
c) Cérebro: derrame, diminuição da inteligência e memória
d) Rins: Insuficiência renal crônica evoluindo para necessidade de hemodiálise ou transplante renal
e) Membros inferiores: Trombose
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18 – Use corretamente os medicamentos prescritos pelo médico e tenha consigo anotado o nome, dosagem e como foi orientado a usar.

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19 – Cuidado com os anti-inflamatórios pois eles podem aumentar a sua pressão, quando algum médico receitar um anti-inflamatório sempre diga que é portador de hipertensão. 
Exemplos de Anti-inflamatórios: Diclofenaco, AAS, Nimesulida, Piroxicam, Meloxicam, Ibruprofeno.

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20 – Ufa, quantas orientações, agora pode dormir, pois diversos estudos mostram que pacientes com insônia ou outros distúrbios do sono tendem a ter pressão arterial mais alta. Uma boa noite de sono, além de reparadora auxilia a diminuir o nível de estresse, eleva a produção de substâncias que diminuem a tensão nos vasos sanguíneos e com isso favorece uma melhora na pressão arterial. Então DURMA!
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Dr. Frederico Lobo – Sou médico, clínico geral e dentro do meu arsenal terapêutico utilizo da medicina tradicional chinesa (acupuntura) e de estratégias ortomoleculares (lembrando que ortomolecular não é especialidade médica ou área de atuação). Busco ter uma abordagem holística/integrativa dos meus pacientes, utilizando tal arsenal. Acredito que todos nós temos o dever de lutar pela restauração do equilíbrio entre o homem e a natureza e para isso, faz-se necessário que a Saúde seja interpretada por uma ótica ecológica (por isso ecologia médica). Não acredito que possa existir saúde sem a integração multidisciplinar entre todos os profissionais da área da saúde, sem educação em saúde (educação é a base de tudo) e muito menos sem respeito pelo ecossistema.
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Artigo originalmente publicado no Blog Ecologia Médica e republicado pelo EcoDebate, 28/04/2011
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[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]



J A P Ã O

Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.

Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.

Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.

Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.

Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.

Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.

Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.

Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.

Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.

Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.

Mãos em prece (gassho)
Monja Coen

Obs.Esse texto recebi por email de Teruko Kanto

21 de abril de 2011

BELO MONTE

Questão ambiental:

A região pleiteada pela obra apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora. No caso dos animais, 174 espécies de peixes, 387 espécies de répteis, 440 espécies de aves e 259 espécies de mamíferos, algumas espécies endêmicas (aquelas que só ocorrem na região), e outras ameaçadas de extinção. O grupo de ictiólogos do Painel dos Especialistas tem alertado para o caráter irreversível dos impactos sobre a fauna aquática (peixes e quelônios) no trecho de vazão reduzida (TVR) do rio Xingu, que afeta mais de 100 km de rio, demonstrando a inviabilidade do empreendimento do ponto de vista ambiental. Segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade de peixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa. Essa biodiversidade é devida inclusive às barreiras geográficas das corredeiras e pedrais da Volta Grande do Xingu, no município de Altamira (PA), que isolam em duas regiões o ambiente aquático da bacia. O sistema de eclusa poderia romper esse isolamento, causando a perda irreversível de centenas de espécies.

Questão cultural e impactos da obra sobre as populações indígenas:

 O projeto tem desconsiderado o fato de o rio Xingu (PA) ser o ‘mais indígena’ dos rios brasileiros, com uma população de 13 mil índios e 24 grupos étnicos vivendo ao longo de sua bacia. O barramento do Xingu representa a condenação dos seus povos e das culturas milenares que lá sempre residiram.

Thales Pereira

16 de abril de 2011

O Japão sofre, mas ensina

Não sei se você se lembra de um anúncio já meio antigo que dizia que "nossos japoneses são melhores do que os outros"? Era de uma multinacional japonesa e tinha uma dupla mensagem: exaltava o avanço tecnológico de que os japoneses tanto se orgulham e a criatividade tapuia, capaz de tornar ainda melhor o que os outros já fazem bem.

A tragédia em curso no Japão me fez pensar em uma inversão desse slogan: dá a sensação de que "os japoneses deles" [do próprio Japão] são melhores do que somos, pelo menos em matéria de prevenção e enfrentamento de catástrofes.

Sheila Smith, pesquisadora do Council on Foreign Relations (EUA) para o Japão, chamava a atenção, na segunda-feira, para a "calma e a dignidade" com que tanto a população como o governo reagiram a um desastre "cuja intensidade não pode ser subestimada", conforme ela própria ressaltava.

De fato, chamo a atenção do leitor para uma foto eloquente, publicada na segunda-feira, na página A12 da "Folha": uma fila de pessoas serpenteava em busca de água em uma escola de Sendai, a cidade mais atingida, seguindo marcas de giz traçadas no chão. O incrível é que ninguém furava a fila, por mais improvisados que tivessem sido os riscos.

No jornal "El País" desta terça-feira, também de Sendai, os enviados especiais Georgina Higueras e José Reinoso espantavam-se com o fato "de que mal houve saques, e nenhum comerciante ou transportador aumentou os preços".

Nesta mesma Folha.com, o brasileiro Ricardo Uehara, há 16 anos no Japão, confirmava que "as pessoas esperam em filas e não ocorrem saques. Nós latinos, sempre nos queixamos de que os japoneses são frios, mas hoje compreendo que esta tranquilidade é muito útil nestes momentos."

Mais: segundo a Tokyo Electric Power, responsável pelo abastecimento energético, disse que os "apagões" que chegaram a ser previstos estão por ora descartados porque o público espontaneamente passou a poupar energia o suficiente.

Preciso lembrar que, no Brasil, após tragédias, mesmo de proporções infinitamente menores, os saques são comuns (em outros países também, é bom que se diga)? Preciso lembrar que, no Brasil, há "apagões" mesmo sem terremotos ou tsunamis?

À reação pós-catástrofe some-se a prevenção. Sheila Smith, a especialista em Japão, do CFR, lembra que a população japonesa está entre as mais bem treinadas e mais bem informadas do mundo sobre a eventualidade de fenômenos naturais.

Depois do terremoto em Kobe, faz 16 anos, a prevenção avançou ainda mais, na medida em que os currículos escolares passaram a incluir informações e treinamento para lidar com situações como a que aconteceu a partir de sexta-feira.

Além disso, os japoneses desenvolveram os chamados "edifícios inteligentes", capazes de resistir a choques como os de um terremoto violento. É bom notar que os grandes estragos foram provocados muito mais pelo tsunami do que pelo terremoto em si.

Prevenção contra tsunamis da força do que atingiu o Japão é ainda uma arte em desenvolvimento. Não funcionou na sexta-feira e talvez seja de fato impossível erguer um muro preventivo capaz de barrar ondas tão altas. Só mesmo afastando a população das costas o máximo possível, o que não é trivial, se se considerar que as cidades vão crescendo sempre, por muito baixo que seja o índice de natalidade.

O curioso é que, em meio aos elogios que se leem em toda parte a respeito do Japão, surja um político relevante para criticar o espírito de seus concidadãos. É o governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, para quem o desastre foi "uma punição dos céus", porque os japoneses se tornaram "gananciosos".

Pode ser, mas o fato é que os danos do terremoto/tsunami, mesmo que as mortes passem de 10 mil, como se começa a supor, serão infinitamente inferiores às 230 mil do grande tsunami de 2004, nas costas da Ásia.

Parece, portanto, que os "japoneses deles" são realmente dignos de estudo, especialmente para um país como o Brasil que lida tão precariamente com catástrofes de dimensões comparativamente bem mais modestas.

Recebi por email da amiga Teruko Kanto





10 de abril de 2011

QUE JESUS NOS DESPERTE

O crime do Realengo é um desses episódios que faz arcar a espinha dorsal de qualquer orgulho patriótico. Não tem como ser indiferente a ele e aos seus desdobramentos. Muito já se disse e muito ainda se dirá sobre suas motivações, responsabilidades e conseqüências. Doze inocentes vítimas fatais e um não menos inocente, pois que sua ação só é compreensível se o considerarmos vítima de uma insanidade sem tipificação específica. Talvez nem mesmo os maiores especialistas da área consigam um diagnóstico convincente. De nada adianta isso agora, senão para evitarmos outras tragédias.


Não é preciso nenhum doutorado para se perceber um fato: atos extremos de violência são gritos de protestos de alguém não amado, carente, deslocado do meio. Alguém que, como o atirador Wellington Menezes, 23, há muito vivia isolado de tudo e de todos, num mundinho próprio e com uma religiosidade distorcida, confusa entre o certo e o errado, o puro e o impuro, o justo e o injusto. “Nada que seja impuro poderá tocar meu sangue”, instruía em sua carta de despedida. E ainda recomendava para retirarem suas vestes, banharem seu corpo e o envolverem num lençol branco. “Quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme”! Ah, infinito aconchego do colo materno! Quem não o deseja?

Mas, no auge de sua reveladora carta de despedida, o pobre demente expõe sua fé: “Preciso da visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo que eu fiz, rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna”. Triste lampejo de fé... Uma fé abstrata, superficial, que “ouviu falar” de um amor maior, mas nunca o encontrou na clausura de suas carências afetivas ou sequer pode vivenciá-la na redoma que construiu para seus dilemas pessoais. Que Jesus nos desperte desse perigoso individualismo em que nos metemos, indiferentes aos dramas que se desenrolam ao nosso lado.

De forma alguma apresento justificativas para tamanha monstruosidade. Busco tão somente uma razão. Disse um colega de classe do atirador: “Nós temos certeza de que, quando ele subia aquelas escadas viajava no tempo, até dez anos atrás, quando estudávamos juntos” (FSP). Vingança pelas humilhações passadas? Bullying é o americanismo em voga. Já muitos de seus vizinhos citaram seu procedimento estranho, sem amigos, introspectivo e usuário inveterado da internet. Citaram mudanças de religião. Mas ninguém citou uso de drogas. Volto ao diagnóstico inicial: comportamento típico das pessoas mal amadas.

Sim, porque mesmo que se confirmasse uma doença mental, sentir-se amado sem maiores pretensões seria um lenitivo eficaz. Porque a raiz de todos os males é a falta de amor. Como reagir e evitar novas tragédias? São Paulo nos dá uma resposta bem próxima ao lampejo da fé demonstrado pelo atirador em questão. “Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e procura com todo empenho a piedade, a fé. Conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e fizeste aquele nobre profissão de fé perante muitas testemunhas. Em presença de Deus que dá vida a todas as coisas e de Cristo Jesus, que ante Pôncio Pilatos abertamente testemunhou a verdade, recomendo-te que guardes o mandamento sem mácula, irrepreensível, até a Aparição de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual a seu tempo será realizada”... (II Tim 6, 11-15). Só Jesus é capaz de nos despertar de uma vida sem esperanças maiores, sem sentido.

Wagner Pedro Menezes

http://www.wmeac.blogspot.com/






24 de março de 2011

Estudo aponta agrotóxico em leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, MT.

Pesquisa em cidade de 45 mil habitantes do MT detecta presença da substância em amostras coletadas de 62 mulheres. Em algumas, havia até seis tipos do produto; toxicologista diz que contaminação põe em risco saúde de crianças.

O leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, cidade de 45 mil habitantes na região central de Mato Grosso, está contaminado por agrotóxicos, revela uma pesquisa da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso). Reportagem de Natália Cancian e Marília Rocha, na Folha de S.Paulo.

Foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres, 3 delas da zona rural, entre fevereiro e junho de 2010. O município é um dos principais produtores de grãos do MT.

A presença de agrotóxicos foi detectada em todas. Em algumas delas havia até seis tipos diferentes do produto.

Essas substâncias podem pôr em risco a saúde das crianças, diz o toxicologista Félix Reyes, da Unicamp. “Bebês em período de lactação são mais suscetíveis, pois sua defesa não está completamente desenvolvida.”

Ele ressalta, porém, que os efeitos dependem dos níveis ingeridos. A ingestão diária de leite não foi avaliada, então não é possível saber se a quantidade encontrada está acima do permitido por lei.

“A avaliação deve ser feita caso a caso, mas crianças não podem ser expostas a substâncias estranhas ao organismo”, diz Reyes.

A bióloga Danielly Palma, autora da pesquisa, afirma que a contaminação ocorre principalmente pela ingestão de alimentos contaminados, mas também por inalação e contato com a pele.

Entre os produtos encontrados há substâncias proibidas há mais de 20 anos.

O DDE, derivado do agrotóxico (DDT) proibido em 1998 por causar infertilidade masculina e abortos espontâneos, foi o mais encontrado.


MÁ-FORMAÇÃO

Das mães que participaram da pesquisa, 19% já sofreram abortos espontâneos em gestações anteriores. Também relataram má-formação fetal e câncer, mas não é possível afirmar se os casos são consequência da ingestão de agrotóxicos.

Mais de 5 milhões de litros de agrotóxicos foram utilizados no município em 2009, segundo a pesquisa.

Associação afirma que danos à saúde não são provados

DE SÃO PAULO


A Associação Nacional de Defesa Vegetal, representante dos produtores de agrotóxicos, diz desconhecer detalhes da pesquisa, mas ressalta que a avaliação de estudos toxicológicos é complexa.

Segundo a entidade, faltam estudos que comprovem prejuízos à saúde provocados por produtos usados adequadamente. “Não há evidências científicas de que, quando usados apropriadamente, os defensivos agrícolas causem efeito à saúde”.

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso diz que problema semelhante foi detectado em uma pesquisa feita há cinco anos, quando multas foram aplicadas. O caso “não se tornou um problema de saúde” na época, diz a pasta.

O governo afirma que vai avaliar a situação atual.

EcoDebate, 24/03/2011

Nota do EcoDebate: Apesar da burocrática argumentação da Associação Nacional de Defesa Vegetal os casos de contaminação por agrotóxicos em Lucas do Rio Verde estão bem documentados, conforme podem ler na matéria “Campo Verde e Lucas do Rio Verde, MT: Agrotóxicos em amostras de ar, água da chuva, sangue e urina”

[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]


NOTA DO BLOG PAINEL GERAL:No Brasil o ser humano sempre fica em ultimo plano nos casos ambientais x financeiros, mesmo com Leis Ambientais e a Constituição Federal referente ao meio ambiente nos diz a desrespeito.

Alem disso o PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO é usado em muitos países quando existe alguma dúvida sobre os maleficios a saude humana e ao meio ambiente, principio que aqui no Brasil dificilmente é praticado. Só depois de alguma catástrofe ou vários casos de doenças e mortes que as “autoridades” resolvem tomar providências.

Assim é impossivel nos tornarmos um país de primeiro mundo...

FONTE:
http://www.ecodebate.com.br/

22 de março de 2011

Robôs e Alienígenas

João Fidélis de Campos Filho

Uma comissão de cientistas da NASA (Agência Espacial Norte-Americana) divulgou nestes dias o resultado de um amplo estudo sobre a possibilidade de vida no universo, no qual chegou-se à conclusão de que é praticamente impossível (devido às condições atmosféricas, climáticas, etc.) a existência de vida extra-terrestre.Curioso é que em dezembro a descoberta de uma novo tipo de bactéria num lago da Califórnia levou a mesma NASA a afirmar que poderia haver vida fora do planeta Terra, portanto esta mudança de ponto de vista em tão pouco tempo levanta dúvidas sobre veracidade do estudo.

È importante lembrar que estas pesquisas se atem unicamente à forma de vida biológica existente em nosso planeta. A Terra reúne condições propícias para que os seres vivos aqui se desenvolvam para manter acesa a chama do ciclo vital através da transmissão dos genes de cada espécie. Pode ser que existam (e isto a pesquisa não cita) outras formas de seres, os alienígenas, que não necessitem da energia que os seres vivos precisam para se manter em atividade. No entanto os cientistas reforçaram a tese de que não há evidências científicas aceitas pela comunidade acadêmica internacional para se afirmar que existem outras formas de seres.

Para muitas mentes inteligentes é pouco provável que este gigantesco e ainda desconhecido universo abrigue apenas os seres do nosso planeta. Contudo com a difusão do cientificismo atual vem aumentando o número de céticos, ateus e materialistas que negam até a existência da própria mente. Muitos sustentam que as reações químicas do cérebro são responsáveis não só pelo nosso raciocínio assim como nossas emoções. Separar o cérebro da consciência (ou do eu) tem sido uma tarefa desafiadora para a neurociência.

Segundo Henri Bergson o homem não é uma maquina passivamente adaptável; ele é um foco de força redirecionada, um centro de evolução criativa. E a escolha (o livre-arbítrio) é criação e criação é trabalho. O homem só capta o fluxo da vida pelo pensamento e pelo intelecto, portanto como a matéria poderia produzir intuição e imaginação? Matéria não pensa e não sente.

Sem a mente os animais agiriam unicamente pelo instinto de conservação e isso na prática inexiste. Eles agem também por sentimentos e aspirações diversas. Não faz muito tempo o psiquiatra norte-americano Martin Paulus, professor da Universidade da Califórnia anunciou a descoberta que a ínsula é a ponte de conexão entre o cérebro e a mente. Através de exames de ressonância ele chegou a conclusão que a ínsula (órgão do tamanho de uma ameixa situada no cérebro) interpreta as emoções e a partir daí que a mente toma suas resoluções.

Calcula-se que o cérebro funciona com 100 bilhões de células nervosas e mais de 50 neurotransmissoras, que resultam em mais de 500 trilhões de conexões neuronais. Graças a elaboração mental hoje em dia se conhece mais deste órgão complexo. Mas lhe dar a primazia mecanicista do domínio completo do corpo humano é uma quimera. Se assim fosse seriamos robôs.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista



FONTE:
http://jofideli.blogspot.com/






17 de março de 2011

Senciência nos animais? artigo de Fernanda Tripode

Inicialmente importante sabermos o que significa “senciência”. Consiste em “a capacidade que um ser possui para sentir dor, medo, angústia, prazer e alegria”, sendo uma palavra que ainda não consta no dicionário formal da língua portuguesa, somente a palavra “senciente”, definido como aquele “que sente”.


Ciência e a “Senciência nos animais”
A definição de “senciência” nos animais encontra grande “ceticismo” em alguns segmentos do âmbito científico.

Para a grande maioria dos cientistas, que particularmente rotulo de “céticos”, (com o devido respeito à outros entendimentos), considerar a vida emocional nos animais, exige considerável e incontestável prova científica.

Não houve prova o contrário, ou seja, declaração da “ não existência da senciência em animais”, mas, esse fato não é levado em consideração. Segundo um dos estudiosos da consciência animal, Donald Griffin, a grande maioria entre a comunidade científica exige maiores evidências para aceitar os sentimentos nos animais, fato que não ocorre em outras áreas da ciência.

A razão desta exigência dá-se pelas experiências subjetivas serem assuntos privados, ou seja, que residam no cérebro de cada um, sendo inacessíveis aos outros. Esta conclusão torna o assunto restrito e conveniente aos “céticos cientistas”, ao afirmarem que jamais terão certeza dos sentimentos dos animais e, por este motivo, encerrarem a questão. Neste aspecto, interessante notar que numa análise dos estudos científicos, verificaremos que raramente temos um conhecimento por completo das questões envolvidas em qualquer assunto, sendo usado a predição em cada caso específico. A ciência pode fazer a predição com base na observação.

Aliás, perfeição no conhecimento é algo que pouquíssimos cientistas puderam oferecer. Na verdade, ao seguirmos essa linha de análise, devemos reconhecer que a senciência de outro ser humano também não pode ser provada cientificamente. O acesso à mente e aos sentimentos de outros indivíduos é limitado porque não podemos adentrar na esfera privada de um outro indivíduo, humano ou não humano, consequentemente “sentir o que esse ser sente”.

Mas, evidentemente, que essa limitação não nos impede de compreender ou pelo menos “tentar compreender”, o que um outro ser humano está sentindo, nem nos impede de utilizar essa informação para tomarmos decisões com respeito e ética ao agirmos.

A ciência tradicional cartesiana precisa evoluir da postura simplista de “não temos certeza, então não existe”.

Por outro lado, vários cientistas vêm compreendendo e dando ênfase sobre a questão da senciência animal. Estamos numa mudança, a transição para uma ciência mais repleta de valores e ciente de suas limitações já se iniciou, pelo menos no que diz respeito à ciência animal. As recentes descobertas têm alardeado debates à respeito da consciência animal que já vinha sendo discutido entre filósofos, psicólogos e outros cientistas. E caso seja reconhecido que os animais podem pensar, então a idéia de que a consciência é um atributo único dos humanos, um dos postulados básicos do ocidente desde o filósofo francês Renè Descartes – onde argumentava que animais não têm almas, logo não pensam e não sentem dor, sendo que os maus tratos não eram errados – torna-se insustentável.

Senciência nos seres humanos e não humanos/animais
Nós seres humanos, somos sencientes, sentimos raiva, medo, felicidade, prazer, dor, dentre outros sentimentos. Possuímos sistema nervoso central, onde nossa mente capta informações que nos fazem reagir à todos os sentimentos mencionados. O mesmo ocorre com um ser não humano / animal, que possui o sistema nervoso central, tornando consciente de sua percepção sensorial, reagindo à todos os sentimentos provocados externamente.

A mente humana e não humana, interagem em seus mundos de acordo com suas naturezas. A mente do ser humano usa da linguagem simbólica para interagir com o seu mundo, podendo ser diferente da mente de outras espécies, onde podem usar de forma diversa para interagir com seus próprios mundos e de acordo com suas comunidades de cada espécies. Torna-se impossível saber com precisão a forma usada, porém, é irrelevante, pois tanto os humanos quanto outras espécies não humanas/animais, são sencientes e capazes da consciência de sua percepção sensorial. Possuem interesses, inerentes à sua própria natureza, todos têm preferências, desejos ou vontades.

O pensamento humano e não humano/animal apresentam diferenças no modo de pensar sobre seus interesses, mas, não há dúvidas que têm iguais interesses básicos, sendo alguns deles: não “sentir” dor e de sofrer, o interesse de permanecerem vivos e junto de sua respectiva comunidade. São interesses inerentes às suas naturezas, ligados à própria senciência de seres humanos e não humanos/animais.

Mas… e as plantas ? Elas também sentem e sofrem!!!…

Como poderá ocorrer, algum leitor após essas breves análises sobre a senciência nos animais, consequentemente indagar: mas, e as plantas? E o Reino vegetal ?

Na verdade noto que raramente essa indagação é com o propósito de uma discussão e esclarecimento sobre a senciência nas plantas, mas sim, pelo fato de tentar abranger a senciência nas plantas (como se fosse possível) e concluir: se plantas e animais sentem, é correto que continue com a prática de sofrimento aos animais, ou seja, “ se não posso impedir que a planta sofra, portanto, não posso impedir que ninguém sofra, assim, estou com a consciência tranquila do meu entendimento de infligir sofrimento animal.”

Entendo que é mais uma desculpa e um álibe para continuar no ato reiterado de contribuir sofrimento animal: já que não posso impedir o sofrimento numa alface, então vou continuar matando porcos, galinhas, bois, peixes, cordeiros…

Por mais que essas diferenças sejam dotadas de lógica e bom senso, torna-se viável esclarecer alguns dos muitos aspectos que diferenciam seres humanos/não humanos-animais (reino animal) das plantas (reino vegetal):

Primeiramente, quando retiramos frutos, folhas, sementes dos vegetais, esses não morrem. Quando podamos uma planta, ela não morre. Obviamente que, caso retiremos a planta pela raíz ela morrerá, porém, não são capazes de sentir “dor”.

Plantas não são dotadas de sistema nervoso central, logo não possuem a senciência. Para serem capazes de sentir dor e sofrer, necessitariam possuir a senciência.

Plantas respondem à estímulos, diferentemente de possuir senciência, pois, inclusive organismos não-vivos como células e proteínas respondem à estímulos. (Quem nunca viu isso no microscópio naquelas aulas de laboratório do colégio ?)

Caso as plantas tenham algum tipo de sensibilidade, situação hipotética, ela seria muito diferente da senciência dos animais, inclusive essa questão é abordada nos estudos que tratam da sensibilidade das plantas. Podem ter mecanismos de defesa, atração, estratégias de dispersão de sementes ou mesmo captura de presas, porém, não experimentam dor ou sentimentos como os seres não humanos/animais e os humanos.

Mesmo com essas poucas, entre as muitas diferenças existentes, sempre terá alguém afirmando que as plantas não diferem dos animais, em relação aos sentimentos, porém, o único propósito com a afirmativa é confrontar e não dialogar, já que com o mínimo de bom senso, sem necessitar de inteligência, conseguimos compreender claramente a diferença entre os animais e as plantas. Afinal não é difícil compreender diferenças entre aparar uma grama / cortar um tomate e cortar o pescoço de um cão, galinha, ou de qualquer outro animal !


A subjetividade na senciência – Aplicação da ética e respeito


Para esclarecer melhor sobre a senciência e sua subjetividade tanto no ser humano, quanto nos animais, traço alguns exemplos:

Um ser humano ainda incapaz- bebê humano. Sabemos que é um ser senciente, assim, se fizermos algo à esse ser, mutilá-lo ou maltratá-lo de alguma forma, sabemos que “sente”, não pelo “choro” ou por se “debater”. Mas, compreenderemos que possa sentir a dor e o sofrimento, em razão de que possuimos a consciência para compreender que “bebês humanos” são seres sencientes e que por questão de respeito e ética, não devemos maltratar um ser possuidor de senciência. O ponto crucial de impedir o ato cruel à um bebê é o caráter moral desenvolvido no cérebro do ser humano, através da cultura na sociedade em que vive, praticando a ética e o respeito, cumprindo Leis que nasceram dessa cultura. Assim, estará ciente de que caso ultrapasse a linha do caráter moral, a ética e o respeito, valores basilares de uma sociedade, terá a devida punição. Desta forma, o ser humano não maltrata um bebê, por compreender o sofrimento diante o seu caráter moral desenvolvido, através de sua cultura, consequentemente agindo com ética e respeito e não “por sentir o que esse bebê humano sente”.

Caso o ser humano, totalmente capaz, também seja vitimado pela dor, ao cortá-lo, não saberei o que sente pelo fato de simplesmente afirmar que “sofre” e “que dói” , pois, é subjetivo, ele diz que “sente a dor”, mas, “eu não sinto”. Não posso adentrar a sua mente, mas, posso usar da predição, aplicar a ética e respeito, impedindo que esse ser sinta dor e sofra. Assim, temos que a senciência é subjetiva, pois, não podemos dizer sobre o outro ser, somente sobre o nosso sentimento.

Caso algo me faça sentir “dor” e “sofrimento”, poderei medir o grau do sofrimento, se fizerem à um bezerro ou à um bebê humano, cortando-os, nestes casos, não poderei medir o grau de sentimento experimentados por eles, somente com relação ao meu próprio sentimento, com relação especificamente aos exemplos – bezerro e bebê humano, saberei que ambos estarão sofrendo, por serem seres sencientes, e ter na minha concepção de moral desenvolvida , e, aplicação da ética e respeito, que devo impedir os dois atos de sofrimento.

Diga-se que essa concepção moral desenvolvida, a maiorira dos seres humanos aplicam somente a sua própria espécie. A senciência de outros seres são deixadas de lado, não aplicando a ética e respeito, pois, o ser humano desenvolve a capacidade mental de compreender que os animais são de uso e exploração, e esse caráter moral desenvolvido passa por gerações.

E nesse aspecto que nasce um grupo formado por minorias de pessoas das mais diversas culturas, nacionalidades, crenças, religiões, onde compreendem claramente a senciência nos animais; possuem a concepção moral de não infligir dor e sofrimento também aos animais, estendendo a ética e o respeito para com seres de outras espécies, são os denominados “veganos”. (meu entendimento sobre “veganos”, uns entendem que veganos são aqueles que independente de moralidade, somente aplicam-se a ética e o respeito, particularmente entendo que o vegano desenvolve o caráter moral também com os animais).

Recentes pesquisas sobre a questão da senciência animal

Conforme recentes pesquisas científicas, os animais são considerados “seres sencientes”, ou seja, eles possuem a capacidade emocional para sentir dor, medo, prazer, alegria e estresse, além de terem memória e, até mesmo, saudades. Foi diante este princípio da senciência nos animais que a WSPA (World Society for the Protection of Animals), realizou um documentário através do filme “Animais, Seres Sencientes”, demonstrando que o conceito de senciência animal, se aplica a todos os animais vertebrados – mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes. Possuindo a capacidade da percepção de sentimentos como agonia, medo, dor, dentre outros.

O documentário teve a participação dos maiores especialistas em bem-estar animal do Brasil e do mundo. Eles comentaram, de maneira clara e didática, sobre os animais usados para consumo, entretenimento, produção de ovos e leites, selvagens, dentre outros tipos de explorações.

A omissão
Muitos, apesar de reconhecerem a existência da senciência nos animais e o quanto é errado o que ocorre à eles, preferem a omissão: “Não quero ver. Não gosto de ver isso. Nem me fale sobre isso. Não quero informação. Não quero saber, pois, vou sofrer. Eu não suporto crueldade com animais. Prefiro não saber, pois, gosto de churrasco”, “Já foi morto mesmo, então eu como”, dentre outros.

Mas, mesmo diante de todos os argumentos, as comprovações da senciência e de sofrimento que animais passam dia e noite, continua-se no ato de contribuir para a exploração, uso e assassinato animal, puramente pela omissão. É mais fácil e cômodo. Está mais do que na hora de raciocinarmos sobre nossos atos com os seres não humanos/ animais, dotados de senciência e tomarmos uma atitude deixando a omissão e comodismo de lado.

Como sempre lemos e ouvimos: O silêncio generalizado sempre favorece ao opressor nunca a vítima.


Conclusão
Portanto, a senciência existe tanto em seres humanos, quanto em não humanos/animais, sendo que, cada um possui direitos e interesses inerentes de sua própria natureza, dentre eles: não sofrerem, não sentirem dor, medo e angústia; não morrerem, não serem explorados e maltratados; devendo estender a ética e o respeito, à todos esses seres possuidores de senciência, independentemente de espécie.


“O passado fugiu, o que esperas está ausente, mas o presente é teu”.(Provérbio árabe)

* Fernanda Tripode – Advogada e vegana
** Colaboração de Izamarina Martins para o EcoDebate, 15/03/2011



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9 de março de 2011

V I O L Ê N C I A

Como é alimentada a violência no Rio e em outras partes do Brasil?

Seriam as drogas o principal alimento da violência? Combater as drogas é cortar os galhos da árvore e permitir que eles brotem ainda mais verdes e fortes.

Seria uma grande hipocrisia admitir isso.

É mais cômodo para uma sociedade egoísta que paga salário de fome a sua empregada doméstica o mesmo valor que paga num litro de bebida fina.

Que consome caviar sem imaginar quem os serve muitas vezes enfrentam dificuldades gigantescas para sobreviver: com um sistema de saúde doente cheio de pessoas amontoadas nos corredores dos hospitais e ainda se dão por satisfeitas nessa condição, mesmo sendo atendidas nas macas e muitas vezes no chão.

Levantam de madrugada e viajam quilometros até o seu trabalho. Sofrem com enchentes, desmoronamentos e tantas infinitas dificuldades. Uma rotina que atesta o pacifismo deste povo.

Imaginem uma madame estressada que sempre anda de carro de luxo dentro de um ônibus!! Ficaria histérica. ..

Uma sociedade que grita por justiça mais não a pratica...

Convenhamos quem alimenta a violência? No final desse fio estão as drogas, mas antes, vem a fome, o analfabetismo, a cultura do consumismo, ao desmonte da religiosidade pelos meios de comunicação, o terrível mau exemplo da corrupção escancarada dos políticos que levam a todos nós a falta de esperança de um país justo.

Um jovem nascido nesses bolsões de pobreza são presas fáceis do mundo do crime, ficam entre a cruz e a espada: ou morrem de fome, tráfico de drogas, ou se sujeitam ao trabalho escravo que a nossa sociedade submetem seus trabalhadores menos afortunados.



7 de março de 2011

REFLEXÃO SOBRE O CARNAVAL

O carnaval está aí, e com ele, o Reinado de Momo, da folia, da liberdade, ou seria, libertinagem?

A cultura é algo que faz e deve sempre fazer parte de nossas vidas, porque é uma das marcas dos povos... ouvir um bom samba, um eletrizante frevo,um emocionante maracatu, caboclinhos, e outros ritmos de nossa riquíssima cultura popular, é saudável...

O que queremos questionar aqui é a cultura de libertinagem do Carnaval! Três dias onde aqueles que "brincam" se vêem livres para fazerem tudo o que der na cabeça...

Sexo desregrado, drogas, bebidas, confusões, obsessões... tudo isto ocorre neste período onde a criatura humana abdica de sua razão.


Antes que alguém grite: "santos?" não!
Não falamos aqui de santidade, até porque não
somos santos! Falamos de coerência.

E, neste aspecto perguntamos:
qual deve ser a atitude do Cristão, acima de tudo, diante deste período?

Quem tiver coerencia, saberá à saciedade qual a influência nefasta que ocorre durante os três dias de loucura generalizada.

O povo tem o direito de se divertir sim, mas o povo ainda não sabe, ou não quer saber, do aspecto espiritual da vida... das consequências de todas as nossas palavras, pensamentos e atos nesta vida, refletidos na outra.

Sim, o Carnaval é uma bela festa, mas já foi o tempo do confete e da serpentina; hoje é o loló, o crack, a maconha e todas as drogas alucinógenas que se podem usar nas festas na rua, e diante de todas as autoridades, que nada podem fazer diante da multidão de loucos.



O Cristão deverá ter a consciência de suas responsabilidades perante a vida e seu compromisso, além do que, sua capacidade psíquica sofrerá sim
a influência da legião de entidades libertinas, perversas, do mais baixo nível que se juntam às pessoas, em suas "macaquices" momescas!



Se partirmos para os "clubes fechados", aí então a situação é mais grave: orgias, orgias e orgias... parece a revivescência das festas nos jardins palacianos de Calígula!

Precisamos ter a consciência que as festas de Momo não trazem nada, absolutamente nada de bom para ninguém, no aspecto espiritual da vida.

Mas quem quer saber do "aspecto espiritual da vida"?

Ainda bem que nenhuma escola de samba resolveu "homenagear" algum personagem cristão.
Seria muito estranho ver alguém seminu "dançando" em "homenagem" a Deus.

Meus amigos, nada temos contra o Carnaval,sob o ponto de vista cultural, mas o que há de mais belo nas Escolas de Samba?

As mulheres nuas, os homens nus ou o mestre-sala e a porta-bandeira,
dignamente vestidos, fazendo evoluções para o povo? Estes sim, merecem o nosso aplauso!

Agora uma questão para medir nossa sinceridade em relação ao Evangelho de Jesus e o Carnaval: se Jesus aparecesse em plena segunda feira de carnaval e chamasse o povo para seguir seu Evangelho, qual seria a nossa resposta?


Repassando este texto recebido de
Meire Michelin - Grupo Em Nome do Amor

(Texto recebido do amigo Renato Silveira)


FONTE: http://www.bycarminhaslides.com

12 de fevereiro de 2011

Arte Conceitual

João Fidélis de Campos Filho

Ser sensível ás coisas belas e indiferente ás negativas e de mau gosto é uma boa receita anti-depressão nesta corrida contra o tempo que se transformou o mundo atual. Isto significa que a total ausência/indiferença proposta pelos hindus não é exatamente uma boa escolha, pois cria uma sociedade individualista, egoísta e sem valores éticos e morais. Recebi uma matéria enviada por um querido amigo da jornalista Márcia Tiburi cujo título é “A Arte Enlutada” que é uma bela análise dos descaminhos do movimento artístico contemporâneo. A visão de uma era de conflitos por autodeterminação, direitos de minorias, guerra por matérias primas e inserção social de uma população mundial que aumenta dia a dia, leva a arte a refletir toda esta situação, transmitindo ao interlocutor toda esta energia.

Márcia fala de uma arte que provoca, sem limites do bom senso, por isso às vezes apelativa. A seu ver esta arte exalta o feio e provoca até asco em quem a vê. Mas há dois ingredientes que a autora não cita ou esquece em sua abordagem que soa importantes na sua análise, que são a predisposição da mídia em penetrar na grande população e vender seu peixe através do sensacionalismo e da supervalorização do lado negativo das noticias da nossa realidade. A tragédia da vida comum ascende ao primeiro plano suprimindo largamente o belo e as boas coisas da vida humana. O artista Damien Hirst expõe bezerros e tubarões em formol; na Bienal de São Paulo urubus são colocados em um cercado e mostrados como forma de provocação. Esta chamada “arte conceitual” deve realmente ser vista como arte?

Em meados do mês passado o neurocientista canadense Mario Beauregard esteve no Brasil para lançar seu livro: O cérebro espiritual – Uma explicação neurocientífica para a existência da alma (Editora Best Seller) no qual defende a tese que a consciência humana (ou a mente, ou a alma), é uma entidade separada dos “meros mecanismos cerebrais”. E as manifestações artísticas estão incluídas nesta forma de extravasar da alma. Segundo autor: “a idéia central do materialismo consiste em que tudo o que existe tem uma causa material, isto é, uma causa governada pelas forças da natureza tais como compreendidas pela física clássica. Segundo o materialismo, a consciência e o espírito (quer dizer, os processos mentais) não podem existir independentemente do cérebro; e a crença numa vida após a morte seria absurda. Além disso, todas as crenças e experiências referentes a Deus e a mundos espirituais seriam fruto de superstições ou alucinações; o livre-arbítrio, ainda, seria uma ilusão”. Mas a prova cientifica da existência da alma poria fim a estas especulações. “Para mim, a alma é o princípio pensante de toda entidade dotada de vida” diz o autor canadense. Beauregard reafirma que a arte não é um produto material, pois se assim o fosse nunca seria criativa. Ela é uma expressão individual e única porque vem do inconsciente (a alma).

Se a alma é um celeiro de memórias do mundo atual e da história humana, que o homem traz consigo quando nasce (geneticamente ou não), toda vez que ele cria algo novo, utilizando a intuição, a imaginação, o sentimento e o raciocínio, ele está produzindo arte. Contudo qualquer maneira de representação reflete o estado de espírito de quem cria. Assim sendo a arte conceitual passa a ser produto não só de um tempo em que o sensacionalismo tornou-se um objeto de consumo, mas também dos fatores psicológicos que influenciam o autor e sua visão da realidade. O abstracionismo que domina a arte contemporânea não é em si um reducionismo em relação aos movimentos artísticos anteriores porque o essencial está em tudo que o artista transmite e na percepção do espectador.

João Fidélis de Campos Filho- Cirurgião-Dentista

http://jofideli.blogspot.com/

16 de janeiro de 2011

Mario Augusto de M. Machado(Morani)-Suas Pinturas de Nova Friburgo-RJ

O pintor desses quadros , meu amigo  Morani, reside em Nova Friburgo-RJ, felizmente sobreviveu a tragédia climática que atingiu aquela bela cidade serrana do Estado do Rio de Janeiro. 
Foram horas de preocupação com sua segurança, até que no domingo posterior a tragédia, logo de manhã veio a notícia que o Morani estava bem.

Clique sobre as imagens para ve-las no tamanho original:



Nova Friburgo, 14/03/08
Esta é uma das mais belas vistas existentes na cidade serrana de Nova Friburgo.

O grande prédio amarelo, no centro da tela pintada por De Moraes em 1997, é o famoso "COLÉGIO ANCHIETA" da Ordem dos Jesuitas. Dali de suas salas sairam alunos que mais tarde se projetaram no cenário político, econômico e artistico de nosso país. Aqui, nessa terra, nasceu o famoso pintor Guignard e nesse egrégio estabelecimento de ensino passou Euclides da Cunha, o famoso autor da obra "Os Sertões" que conta a saga dos recontros entre o exército da Primeira República e os habitantes de Canudos, ao norte do estado da Bahia. Logo ao pé da grande pedra está a UERJ, da Fundação Getulio Vargas que antes fora um colégio de sistema de internato para rapazes de abastadas famílias de todo o Brasil. São vistos os topos de alguns prédios da cidade, parte das copas dos antigos eucaliptos que dão sombras e beleza à Praça Getulio Vargas e abaixo, no lado direito da tela, os arbustos próximos a casa do pintor.
Nota: De Moraes é o cognome de Mario Augusto de Moraes Machado que se assina MORANI em suas correspondências na internet.


Nova Friburgo, 17/03/08
Esta é mais uma paisagem pintada por mim. Montei meu cavalete na sala de estar, pois dali posso ter a visão clara das pedras irmãs que têm o nome de DUAS PEDRAS, não por elas, mas, sim, por duas outras que ficam na montanha à esquerda, no alto, também à esquerda, e que se inclinam para o abismo como mostro aqui. São duas montanhas de pura rocha cobertas em parte, nos cimos, principalmente, por uma verdura rasteira. Sobranceira à cidade, tem imediatamente ao seu pé a conhecida Fundação Getulio Vargas. À direita, rente ao limite da tela se pode ver uma parte do Colégio Anchieta: o predio amarelo no qual aparecem três janelas, porém são muito mais em todo o prédio de uma imponência admirável e com suas muitas palmeiras altaneiras a completar a "moldura" natural do lugar. Abaixo, quase no meio da tela, vemos os últimos andares do Edificio Italia; mais um pouco à direita se vê a torre da companhia telefônica e partes de outros prédios ali e mais além, na direção ao Colégio Anchieta. Logo acima do topo do Edificio Italia outra pequena torre, que sobrepuja levemente a de cores vermelha e branca (da Telefônica), prédios brancos, encobertos em parte pela vegetação, pertencem: um ao Teleférico, e o outro a um restaurante. Atualmente, existem mais prédios residenciais lá nas alturas incluindo prédios de apartamentos, pois a paisagem acima reproduzida por meus pincéis foi feita em 1998. Pode-se bem avaliar a vista que se tem de toda a cidade, incluindo outras montanhas, pedras como a da Catarina e a mais alta da região: a montanha da Caledônia com 2.219 metros de altitude. Lá os ventos são poderosos e capazes de derrubar homens que se coloquem de pé em seu pico. Avista-se do seu alto a cidade do Rio de Janeiro, em meio às brumas que sobem da serra de Friburgo. Tudo se veste de uma beleza sem par, tanto à frente como à esquerda ou à direita de quem chega até à base das Duas Pedras. Nossa cidade de Nova Friburgo foi fundada por suiços. A principio, aqui chegaram 2006 emigrantes com o aval de D.João VI vindos do Cantão suiço para as terras da fazenda Morro Queimado, por volta de 1818. No trajeto do Rio para o alto da serra as perdas de vidas humanas chegaram a 386, mas 14 novas crianças chegaram no "Novo Mundo" serrano. 16 de maio é a data magna da cidade, que de agrícola por excelência adotou, paulatinamente, um parque industrial de importância inegável. Nova Friburgo deu guarida ao eminente Ruy Barbosa que ocupava mansão à Praça XV de Novembro, hoje Praça Presidente Vargas. A mansão, que deveria ter sido tombada pelo Patrimônio Histórico, hoje já não mais existe. Era um pequeno castelo de pujante presença, mas derrubado pela incúria de alguns que não lhe deram os devidos valores histórico e turístico. Poderia ter sido um Museu, que a cidade não tem, para o registro de toda a história belíssima de nossa cidade. Sou carioca de nascimento, mas friburguense de alma.
Morani

FONTE: http://blogdomorani.blogspot.com/2008_03_01_archive.html  


SEGUNDA PARTE: 



CASARIO E MATRIZ DE ALDEIA BRASILEIRA

Nova Friburgo, 12/04/08


Eis um lugar em que muitos brasileiros gostariam de viver. Muita tranquilidade num lugarejo sem pressa de o tempo passar, para se viver um dia como se o mesmo tivesse 48 horas.

A torre da velha igreja, que está se inclinando para a direita por motivo do terreno estar cedendo ao seu peso, teima ainda continuar de pé como baluarte da fé que determina todos os principios do mundo.

Ao seu lado um campinho, gramado, onde a molecada do lugarejo vai bater a sua bola nos finais de semana. Abaixo desse local de brincadeiras vê-se o que restou de um antigo muro que protegeu, por anos, uma casa que já não mais existe. Só na lembrança da vizinhança.

Do outro lado da rua o casario se estende até à beira do rio, mostrando as ruínas de uma outra antiga residência. Sobre o que restou do muro, um rapaz tenta pescar o almoço do dia. Esse jovem está folgando. Subindo a ladeira, um trabalhador autônomo tenta vender suas frutas, e sobre a caixa dágua do casarão, em primeiro plano, um homem ajoelhado tenta algum conserto. O prédio todo pede socorro. A pintura vai-se consumindo com a umidade do rio, mostrando o emboço e a idade do casarão. À frente passa o rio tranquilo como todo o resto da aldeia. É meio-dia. Todos estão recolhidos aos seus lares, talvez sentados às mesas para consumirem o almoço. O sol a pino não deixa os freguezes sairem à rua para atender o vendedor que sobe a ladeira com o cesto na cabeça. No céu, nuvens pesadas prenunciam chuvas vespertinas. E a vida vai sendo vencida e vencendo os moradores.

A tela foi pintada em 1991 e assinada De Moraes, medindo 0,48 x 0,63, em
óleo.



Paisagem matinal em Friburgo.
Nova Friburgo, 18/04/08


Mais uma bela vista que o local onde moro me privilegia sobremaneira.

Ainda é muito cedo, mas podemos ver uma mulher ao canto esquerdo inferior da tela indo a algum lugar.

Por trás do primeiro plano a primeira montanha, ao longe, se acha parcialmente coberta por densa cortina de nuvens.

O céu se acha límpido como cristal, e os primeiros raios do sol começam a se esbater nas fachadas das casas, nas copas das árvores e ao chão se estendem como lençois, dando um toque de luz no gramado e em parte do pequeno barranco de onde sobem três troncos delgados de eucalipto - árvore muito encontrada em regiões frias. As chuvas torrenciais que cairam durante a noite desbarrancaram a pequena elevação à direita, até à base de um dos prédios do local. Esses trê pés de eucalipto infelizmente já não existem mais. Derrubaram-nos por medida de segurança. E, assim, vamos perdendo o nosso arvoredo por desculpas inaceitáveis. As chuvas violentas, mais os ventos fortes que correm por ali, nem sequer mexeram nos delgados troncos: continuaram eretos.
Essa tela foi pintada na década de 90 , em óleo sobre duratex.
 


INICIO DO GRANDE BOSQUE DO PERISSÊ
Nova Friburgo, 11/04/08

O bairro em que vivo é um lugar da cidade que descortina aos nossos olhos, sempre atentos, os mais lindos recantos.

Ali se vive em meio à vegetação abundante; um bosque que vai da rua onde se encontra a casa focada até ao seu mais elevado ponto: a mata que se estende até os límites da floresta serrana.

A árvore isolada às demais, foi vítima de um poderoso raio que a fendeu de alto a baixo em um dia de muita tormenta. Só os ventos, que vêm do Alto da Caledônia, por sí sós fazem os estragos desnecessários, mas tiveram como sócio a faísca elétrica que acabou com a vida da árvore grácil.

A que se encontra mais acima dela (com o tronco e alguns galhos aparecendo) foi derrubada por questão de "segurança", disseram os soldados do Corpo de Bombeiros da cidade. Porém, já não havia vida nela, pela incúria de alguns desocupados que tocaram fogo na mata ao pé da mesma.

As outras, pouco tempo duraram. A mão violenta do homem foi mais uma vez causadora do desaparecimento das belas e antigas árvores. Hoje não se vê a casa com tal facilidade. O mato cresceu de tal forma que a tudo encobriu, juntamente com outros pequenos arbustos, que se transformarão em árvores, futuramente, se o homem deixar. Contudo, esse é mais um belo recanto do meu bairro que o meu pincel registrou em suporte de eucatex. Ao fundo, em um verde mais claro, pedaço da mata do Catarcione que corre serra abaixo seguindo paralela à mata do Perissê.





 BOSQUE NO ALTO DA SERRA DO MAR
Nova Friburgo, 11/04/08

Quem desce a serra que leva a Rio das Ostras, no litoral fluminense, obriga-se a desviar do seu curso para, penetrando à direita, em uma das muitas estradas que levam a fazendas naqueles rincões topar com bosques como este captado por minha câmera e posteriormente registrado em suporte igualmente de eucatex. Pintar ao vivo torna-se impossível, por causa das muitas chuvas e ventanias intensas no local.

Trata-se de região de dificil acesso e bastante inóspita. A cabana vista sob as sombras das árvores, nada reserva de atraente por dentro. É um cômodo só, e sem qualquer confôrto. A porta está sempre aberta, pelo que me foi dito, servindo tão somente de entrada aos caminhantes que procuram lugares mais ermos para um descanso do dia-a-dia das cidades, mas com um teto sob as cabeças. A água do riacho, que vem descendo em direção à serra mais abaixo, é gelada e ótima para consumo. Ali nada se ouve, a não ser o canto suave dos pássaros e, às vezes, o rosnar das onças que rondam toda a região da mata. É o típico recanto dessa serra abençoada que nos convida ao abandono de nossas vidas no corre-corre das cidades, porém com todo cuidado para se chegar lá sem tropeços.
FONTE:
http://blogdomorani.blogspot.com/2008_04_01_archive.html



26 de dezembro de 2010

Secretaria do Meio Ambiente divulga ranking ambiental dos municípios paulistas.

A adesão dos municípios ao Protocolo Verde é voluntária. Seu endosso resulta no comprometimento com uma agenda de 10 diretivas ambientais. São elas:
1. Esgoto Tratado
Realizar a despoluição dos dejetos em 100% até o ano de 2010, ou, sendo financeiramente inviável, firmar um termo de compromisso com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, comprometendo-se a efetivar o serviço até o final de 2014.
2. Lixo Mínimo
Estabelecer no município gestão que garanta inexistência de qualquer tipo de disposição irregular de resíduos sólidos e promover coleta seletiva e a reciclagem do resíduo gerado no município.
3. Mata Ciliar
Participar em parceria com outros órgãos públicos e entes da sociedade da recuperação de matas ciliares, identificando áreas, elaborando projetos municipais e viabilizando e execução de outros projetos com este fim.
4. Arborização urbana
Programar, aprimorar as áreas verdes municipais, diversificando a utilização das espécies plantadas e garantir a manutenção destas áreas e o suprimento de mudas destinadas à re-vegetação de áreas degradadas e para arborização preferencialmente de espécies nativas e frutíferas.
5. Educação ambiental
Estabelecer programa de educação ambiental na rede de ensino municipal, promovendo a conscientização da população a respeito das ações da agenda ambiental e participar em parceria das iniciativas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
6. Habitação sustentável
Definir critérios de sustentabilidade na expedição de alvarás da construção civil, restringindo o uso de madeira nativa, principalmente oriunda da Amazônia e favorecendo o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias para economia de recursos naturais.
7. Uso da água
Implantar um programa municipal contra o desperdício de água e apoiar mecanismos de cobrança pelo uso da água em sua bacia hidrográfica, favorecendo e se integrando ao trabalho dos Comitês de Bacia.
8. Poluição do ar
Auxiliar o governo no controle da poluição atmosférica, especialmente no controle das emissões veiculares de fumaça preta nos veículos a diesel da prefeitura e nos prestadores de serviço do município, além de participar de demais iniciativas na defesa da qualidade do ar.
9. Estrutura ambiental
Constituir na estrutura municipal executiva, órgão responsável pela política ambiental, sendo que nos municípios com população superior a 100 mil habitantes seja estabelecida uma Secretaria de Meio Ambiente e garantir a capacitação do corpo técnico que compõe esta estrutura.
10. Conselho de Meio Ambiente
Constituir órgão de representação e participação da sociedade, de caráter consultivo, deliberativo e paritário, envolvendo a comunidade na agenda política administrativa ambiental local.


Veja Pontuação dos municípios do estado:

http://www.cetesb.sp.gov.br/municipioverde/relatorio_2010/default.asp


FONTE:
AMBIENTE:municipioverdeazul


Veja a relação dos municípios certificados com o selo verde em

ordem descrecente conforme a sua pontuação

1º SANTA ROSA DE VITERBO 94,31
2º SARUTAIÁ 94,23
3º PAULO DE FARIA 93,54
4º MARTINÓPOLIS 93,16
5º ANHUMAS 92,94
6º ALTINÓPOLIS 92,59
7º SOROCABA 92,47
8º LINS 92,29
9º PONTALINDA 92,09
10º CORONEL MACEDO 92,08
11º TORRE DE PEDRA 92,05
12º NOVO HORIZONTE 91,54
13º PEREIRA BARRETO 91,51
14º TAMBAÚ 91,49
15º TEODORO SAMPAIO 91,23
16º ORINDIÚVA 90,96
17º POTIRENDABA 90,90
18º GUZOLÂNDIA 90,69
19º TAQUARITUBA 90,63
20º JALES 90,60
21º BENTO DE ABREU 90,49
22º SANTA FÉ DO SUL 90,33
23º REGENTE FEIJÓ 90,27
24º FRANCA 90,08
25º ARARAQUARA 89,87
26º VOTUPORANGA 89,52
27º VIRADOURO 89,43
28º ESTRELA DO NORTE 89,27
29º GUARACI 88,89
30º RIOLÂNDIA 88,72
31º GUAIÇARA 88,59
32º SANTO ANTONIO DA ALEGRIA 88,52
33º BERTIOGA 88,36
34º VALPARAÍSO 88,31
35º SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 88,20
36º ESPÍRITO SANTO DO TURVO 87,89
37º BORBOREMA 87,80
38º GABRIEL MONTEIRO 87,69
39º BOFETE 87,43
40º POMPÉIA 87,38
41º TUPÃ 87,29
42º LOURDES 87,28
43º ITAPIRA 86,99
44º SANTOS 86,97
45º TAGUAI 86,80
46º ITU 86,57
47º PIRANGI 86,54
48º GUAPIAÇU 86,48
49º ANGATUBA 86,45
50º BARRETOS 86,33
51º GASTÃO VIDIGAL 86,31
52º LUIS ANTONIO 86,31
53º CERQUILHO 86,27
54º ADOLFO 86,22
55º SÃO FRANCISCO 86,12
56º RIBEIRÃO PRETO 85,99
57º PIACATU 85,98
58º TAQUARIVAÍ 85,94
59º ASSIS 85,86
60º MAGDA 85,84
61º GUARARAPES 85,77
62º GARÇA 85,68
63º PALMITAL 85,50
64º DIRCE REIS 85,33
65º IPUÃ 85,22
66º CAIABU 85,20
67º ITAJOBI 85,11
68º TARABAI 85,07
69º FERNANDÓPOLIS 85,05
70º SANDOVALINA 84,80
71º OUROESTE 84,78
72º CRISTAIS PAULISTA 84,59
73º RIBEIRÃO DO SUL 84,57
74º FLORA RICA 84,26
75º AMERICANA 84,25
76º ALFREDO MARCONDES 84,14
77º MONTE ALTO 84,06
78º SANTO ANTONIO DO ARACANGUÁ 83,99
79º SÃO CAETANO DO SUL 83,94
80º NARANDIBA 83,87
81º JUNQUEIRÓPOLIS 83,76
82º LAGOINHA 83,74
83º SALESÓPOLIS 83,65
84º JABOTICABAL 83,65
85º RIBEIRÃO PIRES 83,54
86º SANTA SALETE 83,53
87º PIRAJU 83,53
88º CLEMENTINA 83,44
89º BILAC 83,36
90º COSMORAMA 83,22
91º TUPI PAULISTA 83,16
92º SÃO JOÃO DA BOA VISTA 82,98
93º TANABI 82,91
94º AVANHANDAVA 82,90
95º LORENA 82,84
96º IBIRAREMA 82,73
97º LAVÍNIA 82,70
98º GUARANI D'OESTE 82,51
99º RESTINGA 82,49
100º POPULINA 82,33
101º IRAPURU 82,27
102º MERIDIANO 82,15
103º URUPÊS 82,14
104º CÂNDIDO RODRIGUES 81,91
105º PENÁPOLIS 81,83
106º UBATUBA 81,80
107º CÂNDIDO MOTA 81,75
108º ITAPORANGA 81,74
109º TURMALINA 81,67
110º OSVALDO CRUZ 81,59
111º SANTO ANTONIO DO JARDIM 81,55
112º PARANAPUÃ 81,40
113º SANTO ANDRÉ 81,30
114º TERRA ROXA 81,27
115º PIRATININGA 81,20
116º CEDRAL 81,12
117º TABAPUÃ 80,98
118º ASPÁSIA 80,97
119º CARDOSO 80,96
120º VINHEDO 80,96
121º NHANDEARA 80,91
122º BROTAS 80,85
123º BURITAMA 80,85
124º RINÓPOLIS 80,72
125º NOVA CANAÃ PAULISTA 80,71
126º GUARAÇAÍ 80,69
127º SALMOURÃO 80,69
128º BOCAINA 80,68
129º ÁLVARES MACHADO 80,67
130º PEDRINHAS PAULISTA 80,62
131º JOSÉ BONIFÁCIO 80,58
132º MACATUBA 80,51
133º TRÊS FRONTEIRAS 80,42
134º CAMPINA DO MONTE ALEGRE 80,31
135º SÃO JOÃO DAS DUAS PONTES 80,30
136º ADAMANTINA 80,28
137º MIRA ESTRELA 80,28
138º INDAIATUBA 80,21
139º VALENTIM GENTIL 80,20
140º FERNÃO 80,18
141º IACRI 80,17
142º SÃO PAULO 80,13
143º ESTRELA D'OESTE 80,10