8 de setembro de 2013

AGROTÓXICO: SAÚDE HUMANA, MEIO AMBIENTE, FAUNA E FLORA...

Nota Conjunta Contra os Agrotóxicos - Fiocruz, INCA, Abrasco.

Uma verdade cientificamente comprovada: os agrotóxicos fazem mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente

Historicamente, o papel da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) é de produção de conhecimento científico pautado pela ética e pelo compromisso com a sociedade e em defesa da saúde, do ambiente e da vida. Essas instituições tiveram e têm contribuição fundamental na construção e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
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Quando pesquisas desenvolvidas nas referidas instituições contrariam interesses de negócios poderosos, incluindo o mercado de agrotóxicos, que movimenta anualmente bilhões de reais, eventualmente elas sofrem ataques ofensivos que, transcendendo o legítimo debate público e científico, visam confundir a opinião pública utilizando subterfúgios e difamações para a defesa e manutenção do uso de substâncias perigosas à saúde e ao meio ambiente.
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A Fiocruz, o Inca e a Abrasco não se eximem de seus papéis perante a sociedade e cumprem a missão de zelar pela prevenção da saúde e proteção da população. Por esta razão têm se posicionado claramente no que diz respeito aos perigos que os agrotóxicos e outras substâncias oferecem à saúde e ao meio ambiente. Desde 2008, o Brasil lidera o ranking de uso de agrotóxicos, o que gera um contexto de alto risco e exige ações prementes de controle e de transição para modelos de produção agrícola mais justos, saudáveis e sustentáveis.
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As pesquisas sociais, clínicas, epidemiológicas e experimentais desenvolvidas a partir de pressupostos da saúde coletiva, em entendimento à complexa determinação social do processo saúde-doença, envolvem questões éticas relativas às vulnerabilidades sociais e ambientais que necessariamente pertencem ao mundo real no qual as populações do campo e das cidades estão inseridas.
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Neste sentido, a Fiocruz, o Inca e a Abrasco estão seguros do cumprimento de seu papel. Portanto, repudiam a acusação de que são guiados por um “viés ideológico” e sem qualidade científica. As referidas instituições defendem os interesses da saúde pública e dos ecossistemas, em consonância com os direitos humanos universais, e firmados pelos princípios constitucionais que regem o Brasil.
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A Fiocruz, o Inca e a Abrasco atuam há décadas em parceria com diversas universidades e institutos de pesquisas, como a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em que atua o professor e pesquisador Wanderlei Pignati – citado em reportagem da revista “Galileu” mencionada abaixo –, e outros que desenvolvem pesquisas sobre os impactos dos agrotóxicos e de micronutrientes na saúde e no ambiente que são idôneas, independentes, críticas, com metodologias consistentes e livres de pressões de mercado. Tais pesquisas vêm revelando a gravidade, para a saúde de trabalhadores e da população em geral, do uso de agrotóxicos, e reforçam a necessidade de medidas mais efetivas de controle e prevenção, incluindo o banimento de substâncias perigosas já proibidas em outros países e o fim da pulverização aérea.
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O “Dossiê Abrasco–Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde” registra e difunde a preocupação de pesquisadores, professores e profissionais com a escalada ascendente de uso de agrotóxicos no Brasil e a contaminação do ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos na saúde pública e na segurança alimentar e nutricional da população.
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Os agrotóxicos podem causar danos à saúde extremamente graves, como alterações hormonais e reprodutivas, danos hepáticos e renais, disfunções imunológicas, distúrbios cognitivos e neuromotores e cânceres, dentre outros. Muitos desses efeitos podem ocorrer em níveis de dose muito baixos, como os que têm sido encontrados em alimentos, água e ambientes contaminados. Além disso, centenas de estudos demonstram que os agrotóxicos também podem desequilibrar os ecossistemas, diminuindo a população de espécies como pássaros, sapos, peixes e abelhas. Muitos desses animais também desempenham papel importante na produção agrícola, pois atuam como polinizadores, fertilizadores e predadores naturais de outros animais que atingem as lavouras. O “Dossiê Abrasco” cita dezenas dos milhares de estudos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais de renome que comprovam esses achados.
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É direito da população brasileira ter acesso às informações dos impactos dos agrotóxicos. Faz-se necessário avançar na construção de políticas públicas que possam proteger e promover a saúde humana e dos ecossistemas impactados negativamente pelos agrotóxicos, assim como fortalecer a regulação do uso dessas substâncias no Brasil, por meio do SUS.
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Nesse sentido, a Fiocruz, o Inca e a Abrasco repudiam as declarações do diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, e de Ângelo Trapé, da Unicamp, veiculadas na revista “Galileu” nº 266, edição de setembro de 2013, e também na entrevista divulgada no site da publicação, que atentam contra a qualidade científica das pesquisas desenvolvidas nessas instituições e, em especial, contra o “Dossiê Abrasco – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde”.
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As palavras do diretor-executivo da Andef, que tentam desqualificar e macular a credibilidade dessas instituições, são inéditas, dado o prestígio nacional e internacional e a relevância secular que temos na área da pesquisa e formulação de políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação em saúde, bem como na formação de profissionais altamente qualificados.
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A Andef é uma associação de empresas que produzem e lucram com a comercialização de agrotóxicos no Brasil. Em 2010, o mercado dessas substâncias movimentou cerca de US$ 7,3 bilhões no país, o que corresponde a 19% do mercado global de agrotóxicos. As seis empresas que controlam esse segmento no Brasil são transnacionais (Basf, Bayer, Dupont, Monsanto, Syngenta e Dow) e associadas à Andef. As informações sobre o mercado de agrotóxicos no Brasil, assim como a relação de lucro combinado das empresas na venda de sementes transgênicas e venenos agrícolas, estão disponíveis no referido Dossiê Abrasco “Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde”.
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A Fiocruz, o Inca e a Abrasco não aceitarão pressões de setores interessados na venda de agrotóxicos e convocam a sociedade brasileira a tomar conhecimento e se mobilizar frente à grave situação em que o país se encontra, de vulnerabilidade relacionada ao uso massivo de agrotóxicos.

FONTE:
http://www.abrasco.org.br/noticias/noticia_int.php?id_noticia=1484

Comentário do blog:

Até que enfim uma resposta a esse assassinato em massa que estamos vivendo.
Todos se calavam diante disso, o câncer se espalha como epidemia.
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E os nossos representantes: VEREADORES, DEPUTADOS ETC. nada fazem contra tantas agressões ao meio ambiente e a saúde humana. Cadê o PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO ?? Que eu saiba nunca foi aplicado no Brasil.
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Veneno nas partículas no ar que respiramos: Quase todos os dias nossos pulmões e quintais ficam pretos de tanta fuligens das queimadas nos canaviais. Aplica-se aqui o PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO ou o ART. 225 da Constituição, porque nunca o aplicaram tanto a justiça ou o legislativo.
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Somos cobaias das grandes empresas...E por lideres temerosos e permissivos.



6 de agosto de 2013

Casos de mastite atingem até 10% das mulheres pós-parto em Minas




Muitas mulheres desconhecem a mastite, uma inflamação nas glândulas das mamas provocada pelo entupimento dos dutos mamários; os canais por onde passa o leite. A doença geralmente ocorre nas primeiras semanas após o parto e afeta cerca de 10% das mulheres. Os principais sintomas são inchaço, vermelhidão e dor. As causas podem ser infecção por bactéria, excesso de leite ou ainda a maneira errada de amamentar o bebê. Acompanhe ao lado a cobertura em áudio e vídeo feita pelo Núcleo Multimídia da Agência Minas.



Fonte inicial Facebook: Dica da amiga de longa data Jussara Batista mãe da Renata que aparece do vídeo.

Fonte principal:  http://www.agenciaminas.mg.gov.br/

http://www.agenciaminas.mg.gov.br/multimidia/videos/video-casos-de-mastite-atingem-ate-10-das-mulheres-pos-parto-em-minas/


Clique no link e veja VÍDEO: Oficina lúdica sobre amamentação abre a Semana Mundial de Aleitamento Materno em Minas:

http://www.agenciaminas.mg.gov.br/multimidia/videos/video-oficina-ludica-sobre-amamentacao-abre-a-semana-mundial-de-aleitamento-materno-em-minas/



29 de julho de 2013

Consulte o IDHM do seu município

ONU divulgou Índice de Desenvolvimento Humano Municipal no Brasil.

São Caetano, SP, lidera ranking das cidades mais desenvolvidas com o IDHM 0,862

Consulte o IDHM do seu município acessando o link: 

O PERIGO DO NARGUILÉ: Fonte Jornal Nacional, Secretaria da Saúde do Est. de São Paulo, Anvisa, Instituto do Câncer



De acordo com a reportagem do Jornal Nacional (Rede Globo), exibida no dia 04/02/2011, os narguiles, forma de tabagismo muito usada pelos jovens, são mais perigosos à saúde do que os cigarros comuns.

ATUALIZADO EM 31/01/2013:
"A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promoveu um estudo":

http://www.saude.sp.gov.br/ses/noticias/2011/fevereiro/37-dos-jovens-paulistanos-aderiram-ao-narguile


Também foi publicado no site do Ministério da Justiça do Brasil 
http://www.obid.senad.gov.br/portais/mundojovem/conteudo/web/noticia/ler_noticia.php?id_noticia=104640

LEIA MAIS:
http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2011/02/10/voce-fuma-narguile-e-acha-que-causa-menos-males-do-que-o-cigarro/

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PORTAL DA ANVISA:

Narguilé

Narguilé (ou water pipe ou shisha ou Hookah) é um dispositivo para fumar, originário da Índia, no qual uma mistura de tabaco é aquecida e a fumaça gerada passa por um filtro de água antes de ser aspirada pelo fumante, por meio de uma longa mangueira.¹

Apesar de alguns fumantes pensarem que a água filtra os compostos tóxicos da fumaça, essa idéia é errada. A água não é capaz de filtrar todos os compostos tóxicos e cancerígenos. Além de conter compostos tóxicos e cancerígenos, assim como os cigarros e outros produtos derivados do tabaco, a exposição a esses compostos é maior uma vez que uma rodada de fumo no Narguilé pode levar cerca de 45 minutos, e o fumante acaba inalando mais fumaça que nos produtos convencionais.²
Além do tempo de inalação muito maior, as fontes de aquecimento geralmente utilizadas, como carvão e madeira em brasa, quando queimadas, liberarm grande quantidade de compostos químicos potencialmente perigosos, como metais e monóxido de carbono.² Por isso, diversos tipos de doenças são associados ao uso de Narguilé:

Dependência física e psíquica
Impotência
Câncer de pulmão
Câncer de fígado
Câncer oral (lábios, língua, faringe)
Doenças cardíacas

Referências Bibliográficas
1.AMERICAN CANCER SOCITY. The Tobacco Atlas. Disponível em: http://www.tobaccoatlas.org/typesoftobacco.html
2.AMERICAN LUNG ASSOCIATION (2007). Tobacco Policy Trend Alert. "An Emerging Deadly Trend: Waterpipe Tobacco Use," February 2007.
3.Waterpipes (Hookahs). Health Effects of Hookah Smoking. http://www.gethealthyclarkcounty.org/tobacco/waterpipes.html



Instituto do Câncer alerta sobre narguilé 



24 de julho de 2013

"ÁRVORE DO BEM": Plantar árvores será algo lucrativo para as prefeituras.

Clique para ampliar as imagens:

                     Foto: Rivaldo R.Ribeiro

Além do projeto do Governo do Estado de São Paulo, o SELO MUNICÍPIO VERDE/AZUL, agora os municípios podem ter mais um incentivo a favor do meio ambiente dessa vez vindo do governo federal. 

Os Municípios que tiverem uma árvore para cada habitante receberão o selo Árvore do Bem, e com ele terão privilégios na captação de recursos para os setores de Saneamento, Infraestrutura, Habitação, Saúde, Educação e Transporte. Esses privilégios estão previstos no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 52/2013, que chegou ao Senado Federal dia 15 de julho. Agora cabe aos senadores analisarem e votarem a proposta que almeja reconhecer a ação de governos municipais em prol do Meio Ambiente.

De acordo com o PLC, o selo seria concedido pelo governo federal. A quantidade de árvores será contada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e deverá ser igual ao número de habitantes contabilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As árvores, preferencialmente nativas, devem estar nas áreas urbanas, como vias, praças e demais logradouros públicos. As plantadas em áreas privadas, nos parques e em unidades de conservação não serão consideradas.

Tramitação
O PLC 52/2013 foi destinado para análise de duas Comissões: de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Educação, Cultura e Esporte (CE). A CMA será a primeira a votá-la e depois, em decisão terminativa – sem necessidade de ir ao Plenário – pela CE.
AUTOR DEPUTADO - Ricardo Izar
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=113723


FONTE INICIAL : https://www.facebook.com/goncalo.decarvalho.3


Em 2012 José Bonifácio-SP ficou em 197 LUGAR JOSÉ BONIFÁCIO COM 66,06 PONTOS.


27 de junho de 2013

ANO 2013: Manifestações contra corrupção também em José Bonifácio (SP)-Contra os gastos excessivos nos gastos nas ARENAS de futebol com o selo PADRÃO FIFA.


Uma manifestação pacífica contra corrupção e outras reivindicações como melhorias no transporte, saúde, educação ocorreu no dia 22/06/2013 em José Bonifácio-SP. 
Sendo os principais foco: Os gastos excessivos para a construção de estádios de futebol, as chamadas "ARENAS" para a copa de 2014 atendendo as exigências da FIFA. ESTÁDIOS PADRÃO FIFA. 

Enquanto nossos hospitais os doentes eram atendidos pelos corredores por falta de leitos.   

Foi muito bonita e ordeira: Os jovens bonifaciano nos mostrou sua politização e civilidade democrática, também por parte dos policiais que por nenhum momento se mostraram hostis, pelo contrário colaboraram o tempo todo com o evento, inclusive interditando ruas facilitando o desenvolvimento do protesto.

O tráfego da rodovia BR-153 também foi interrompido pelas viaturas por cerca de 30 minutos, ali cantaram o Hino Nacional e depois retornaram para o centro da cidade.

PARABÉNS A TODOS, senti orgulhoso de ser bonifaciano, pelo patriotismo, civilidade e demonstração de cidadania dos jovens e organizadores do evento em José Bonifácio- SP





CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR:

































































26 de junho de 2013

Protestos e o Jeitinho Brasileiro

João Fidélis de Campos Filho

Corrupção disseminada em todos os poderes, alto índice de criminalidade nos grandes centros urbanos, política econômica populista e sem responsabilidade fiscal, inflação e baixa renda per capta. Estes entre outros fatores certamente tenham motivado este clima de descontentamento que levou muitos jovens às ruas. O aumento da tarifa foi o estopim. O país acordou de repente e começa a fazer uma auto-avaliação, buscando saídas emergenciais.

Mas será que estes problemas serão solucionados? Realisticamente falando, as perspectivas são ínfimas. Contudo isto não invalida este movimento cívico, que procura sacudir os poderosos de seu comodismo com a situação e tenta estimulá-los a trabalhar por mudanças profundas no modo de tratar estas mazelas crônicas. Dizemos que são pequenas as perspectivas de solução no curto e médio prazo porque estas mazelas não se resolvem apenas por decretos: elas precisam ser sedimentadas culturalmente pelo povo. Isto quer dizer que o governo pode até mudar o código penal (para punir os crimes de corrupção), combater o tráfico (que é uma das maiores fontes de criminalidade) e tentar controlar o déficit das contas correntes (que provocou a fuga dos investidores estrangeiros), entre outras muitas medidas urgentes, mas o cerne dos problemas brasileiros chama-se educação.
Com uma educação de bom nível os valores culturais mudam e as pessoas passam a prezar mais a ética e a abandonar a prática de “levar vantagem em tudo”. Como se diz comumente: como ter políticos honestos se o brasileiro quer dar um jeitinho em tudo para burlar a lei?

Não há milagres quando se fala em aprimoramento comportamental. Em sociedades civicamente involuídas prevalece um jogo de interesses que talvez só sirva à concentração de renda, à desigualdade e aumento do poder dos que estão no ápice da pirâmide econômica. É inegável que os governos nas últimas décadas têm procurado implantar políticas de distribuição de riquezas para diminuir este lastimável percentual de pobres em relação à minoria que detêm os meios de produção, mas sem uma mudança cultural e educacional não há como avançar. Continuaremos a ser um país de maioria pobre e semianalfabeta.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista





25 de junho de 2013

JOSÉ BONIFÁCIO ( SP) TAMBÉM ADERE AS MANIFESTAÇÕES, E DEU UM EXEMPLO DE CIVILIDADE E DEMOCRACIA.



Uma manifestação pacífica contra corrupção e outras reivindicações como melhorias no transporte, saúde, educação ocorreu hoje(22/06/2013) em José Bonifácio-SP. Foi muito bonita e ordeira: a juventude bonifaciana nos mostrou sua politização e civilidade democrática, também por parte dos policiais que por nenhum momento se mostraram hostis, pelo contrário colaboraram o tempo todo com o evento, inclusive interditando ruas facilitando o desenvolvimento do protesto. 

O tráfego da rodovia BR-153 também foi interrompido pelas viaturas por cerca de 15 minutos, ali cantaram o Hino Nacional e depois retornaram para o centro da cidade.

PARABÉNS A TODOS, senti orgulhoso de ser bonifaciano, pelo patriotismo, civilidade e demonstração de cidadania dos jovens da nossa terra.


16 de junho de 2013

Vejam o drama dessa cadelinha abandonada(O problema de cães abandonados em José Bonifácio-SP)


Clique na foto para ampliar:

Fotos: Gabriela Ribeiro



Nesse momento nossa cadelinha pedia socorro, no seu olhar não deixa dúvidas disso...

Essa cadelinha foi abandonada na rua João Zaqueu na altura dos números 100, 120,122-Bairro Santa Teresinha-Jardim Patriarca, está muito doente, é dócil, tamanho médio.
Quem puder pelo menos dar abrigo a ela nessa noite ou cuidar dela, com certeza está fazendo um favor a Deus. 
Que São Francisco de Assis a proteja e abençoe a quem fazer essa caridade. 

" Todas as coisas da criação,são filhos do Pai e irmãos do homem...
Deus quer que ajudemos aos animais,se necessitam de ajuda! Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida." 
( São Francisco de Assis )


"Como podem abandonar um animal com um nível de companheirismo acima do humano."

Pensando nisso, no outro dia resolvemos ficar com ela, foi medicada, alimentada e tratada com muito carinho, hoje ainda assustada e em recuperação por causa do sofrimento nas ruas,  ela está assim, bem diferente das fotos(acima) do dia que a encontramos, foi batizada com nome de Duquesa:


Fotos: Rivaldo R.Ribeiro






Agora ela está tranquila e recuperada...






Um passeio pela rua:

Nossa netinha dando ração para a dócil Duquesa... 


Nossos três cães juntos, o branquinho não aceita o pretinho, deve ser ciúmes..

A Duquesa no inicio sozinha e triste, agora tem um amigo fiel e carinhoso, nosso cão preto:Barão.
Vejam a folga dos dois.




Momentos de folga e sossego: 



Ela sempre tinha essa fisionomia, um misto de medo e tristeza: TRAUMA DO SEU PASSADO QUE NÃO CONHECEMOS.




Não esqueça clique nas fotos para ampliar...


14 de junho de 2013

NEVOEIRO EM JOSÉ BONIFÁCIO, NO DIA 04/06/2013

No dia 29 de maio de 2012, houve o mesmo fenômeno climático, quase uma coincidência de datas.

As fotos abaixo foram no dia 04/06/2013.
Fotos:Rivaldo R.Ribeiro

Clique na imagem para ampliar. 



Veja mais fotos clicando no link Mais informações:


1 de junho de 2013

Código Florestal comemora 1° aniversário ‘regado’ a ações de inconstitucionalidade e insegurança jurídica


[Por Rodrigo Mesquita Costa] O novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) comemorou um ano de existência regado a ações de inconstitucionalidade, onde o MPF (Ministério Público Federal) questiona vários dispositivos que reduzem e até extinguem áreas antes consideradas protegidas.

Sem regulamentação e estabelecimento de regras gerais do chamado PRA (Programa de Regularização Ambiental), de responsabilidade dos Estados, que irá orientar a recuperação de áreas desmatadas ilegalmente e permitir que as propriedades se regularizem, das 5,3 milhões de propriedades no campo, mais de 4 milhões precisam se adequar à nova Lei, de acordo com a WWF-Brasil.

Outro dispositivo pendente de regulamentação é o CAR (Cadastro Ambiental Rural) que foi estabelecido para unificar um cadastro de propriedades em todo território nacional. As diferentes estruturas dos órgãos ambientais nos Estados e Municípios colaboram para a inércia na implementação da nova Lei.

O novo Código Florestal que determinou anistia aos desmatadores antes de 22 de junho de 2008 foi denominado de “lei que nasce morta” pela Geógrafa e Professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) Neli de Mello-Théry. A Geógrafa considerou ineficazes o Cadastro Ambiental Rural e o Programa de Regularização Ambiental, ainda não regulamentados. “O maior problema do Brasil é o cadastro” afirmou a Professora em encontro do Projeto Repórter do Futuro, no módulo Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter, curso organizado pela Oboré, em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP.

O Ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Herman Benjamin que participou no dia 14/05 de audiência pública da CMMC (Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas), no Senado Federal, reivindicou a regulamentação do artigo 41 do código florestal, que autoriza o governo federal a criar um programa de incentivo à conservação do meio ambiente. Para o Ministro do STJ, o pagamento ou incentivo a serviços ambientais como retribuição às atividades de conservação e melhoria dos ecossistemas, encabeça o rol de ações traçadas pelo programa.

Com diversos dispositivos inconstitucionais, segundo MPF e vários pontos passíveis de regulamentação, a nova Lei florestal mostra-se, em seu primeiro aniversário, ruim para os donos de terras e para a conservação da natureza, abrindo espaço para a insegurança jurídica no campo.

Rodrigo Mesquita Costa é Analista Ambiental do Instituto Estadual de Florestas (IEF), em atuação na Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande. Artigo originalmente publicado em seu blog pessoal – http://domambiental.blogspot.com

EcoDebate, 31/05/2013

[ O conteúdo do EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]



9 de maio de 2013

O Povo Quer Justiça

João Fidélis de Campos Filho

Desconhecia o uso da palavra “recall” para se referir à substituição de produtos alimentícios, mas nesta semana ela foi muito usada no caso do escândalo do leite fraudado no Rio Grande do Sul. Geralmente recall é usado quando se refere a automóveis. No caso do leite empresas transportadoras estavam injetando formaldeído nas caixinhas para aumentar os lucros. Coisa repugnante, dentre as várias que a mídia divulga todo dia.

O desrespeito aos direitos do consumidor brasileiro é enorme e pelo que se sabe só uma pequena porcentagem realmente se torna pública porque a fiscalização em nosso país é muito deficiente. Em relação ao escândalo do leite foram distribuídos mais de 100 milhões de litros para a população sem que ninguém soubesse. Suponho que alguém que estivesse no esquema e se sentiu prejudicado tenha denunciado. A maior parte dos crimes envolvendo empresários e políticos de grosso calibre partem de denúncias (e acabam em pizza). Ao pequeno consumidor resta rezar para que não esteja sendo lesado por empresários inescrupulosos.

Esta situação talvez explique o alto índice de popularidade do deputado Celso Russomano, que quase passou para o segundo turno na eleição da prefeitura de São Paulo. O povo quer justiça, mas ela na maioria das vezes anda tão distante que qualquer ajuda vinda de alguma autoridade pode ser útil. Dias atrás vi uma imagem que reflete esta constatação. Russomano fez uma visita à Curitiba e foi recebido em praça pública por uma multidão de pessoas que ansiavam por entregar-lhe uma reinvindicação. Ele juntou um calhamaço de papeis e prometeu lutar para solucionar a maioria dos pedidos.

Num país em que os criminosos utilizam menores para blindar suas ações. E que estes menores são empurrados para a criminalidade por não poderem trabalhar ou aprender uma profissão. Em que as escolas públicas se tornaram um retrato desfigurado da grave crise por que passa a educação. E também as instituições fraquejam impotentes ante aos índices de violência, a população sente a falta de amparo do Estado às suas necessidades prementes.

Desconheço estatísticas, mas devem muitas e muitas as demandas da população em busca de reparo de seus direitos, contudo ela (a população) enfrenta tantos entraves no percurso de obter justiça que muita gente acaba desistindo. Este sistema beneficia o infrator e propaga a impunidade. Beneficia o caloteiro que paga com um cheque sem fundo. O inquilino que não cumpre as obrigações contratuais. O acidente no qual o causador foge sem pagar pelo prejuízo, e assim por diante.

Resguardar os direitos de cidadão custa muito trabalho, horas perdidas nos tribunais e poucas perspectivas de obtê-los em médio prazo. As varas estão abarrotadas de processos esperando solução e a cada dia o número aumenta um pouco mais.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista

jofideli@gmail.com