22 de agosto de 2011

Energia do Pensamento-Por João Fidélis de Campos Filho

Imagine um mundo onde muitas das ações desenvolvidas pela energia elétrica sejam substituídas pela “energia do pensamento”. Não leitor, não digitei a frase errada. Esta e outras idéias avançadas estão presentes numa deliciosa obra de um cientista brasileiro pouco conhecido pela maioria da nossa população, mas que tem sido citado com freqüência entre os candidatos ao premio Nobel de medicina, pela comunidade cientifica internacional. Seu nome é Miguel Nicolelis e suas pesquisas na Universidade Duke (USA) têm surpreendido a todos no campo neurocientifico.

Nestes últimos dias li com imenso prazer o livro “Muito Além de Nosso Eu”, enviado por um amigo com fartas recomendações. Foi uma obra lançada com muita expectativa na última FLIP (Festival Literário de Paraty), com a presença do autor que fez uma palestra sobre seus estudos do cérebro.

Nicolelis escreve de maneira acessível ao leitor não afeito aos termos científicos, apesar de tratar de teorias complexas sobre a atuação de cadeias de neurônios nas inúmeras ações que norteiam a vida humana. E seu estilo é cativante, prende a atenção e a curiosidade do leitor, por focalizar assuntos que realmente despertam o interesse de todos e os obriga a pensar de maneira inteligente e simples.

Achei interessante como Nicolelis tentou demonstrar que os sentimentos produzem intempestivas alterações nas células corticais do cérebro e como as relações afetivas podem ocasionar mudanças positivas ou negativas de acordo com o curso dos acontecimentos da vida individual. No caso do amor, uma afeição mais forte e profunda, o autor afirma que as pesquisas comprovam que as mudanças cerebrais são de tamanha dimensão que se tornam difíceis de dissipar porque se tornam parte contínua do córtex. A imagem da pessoa amada se torna quase onipresente ou parte integrante do eu e dificilmente se esvai. Por isso a sabedoria popular diz que o amor de verdade nunca se esquece.

Quanto à força do pensamento Nicolelis e sua equipe estão trabalhando incansavelmente para provar sua veracidade e freqüência nas ações mais comuns do dia-a-dia dos seres humanos. E prevê um uso consciente da força do pensamento na próxima década. Toda a energia que hoje a humanidade usa de forma instintiva ela usará de maneira racional daqui a algum tempo. Ele diz: “Nesse futuro, sentado na varanda de sua casa de praia, de frente para seu oceano favorito, você um dia poderá conversar com uma multidão, fisicamente localizada em qualquer parte do planeta, por meio de uma nova versão da internet (a “brainet”), sem a necessidade de digitar ou pronunciar uma única palavra. Nenhuma contração muscular envolvida. Somente através de seu pensamento”. Utilizando uma macaca, cujas atividades cerebrais estavam interligadas a um robô no Japão através de computadores, Nicolelis sugeriu que ela movesse os braços do robô para posições diferentes e ela obedecendo à ordem fez os movimentos corretamente. Ou seja, o robô obedeceu à força do pensamento do primata.

Outra faceta deste neurocientista que sugere que não estamos somente diante de pesquisador frio e calculista como grande parte de seus pares, é sua capacidade de simulação futurista, a sua imensa imaginação e visão prognostica dos efeitos dos estudos das funções cerebrais. Ele afirma: “como você se sentiria caso lhe fosse dado acesso a um banco de memórias de seus ancestrais remotos, de modo que pudesse, num mero instante, recuperar os pensamentos, emoções e recordações de cada um desses seus entes queridos, criando assim, por meio de impressões e sensações vividas, um encontro de gerações que jamais seria possível de outra forma? Exemplos como esses oferecem apenas uma pequena amostra do que será viver num mundo muito além das fronteiras do nosso eu, um mundo onde o cérebro humano se libertará, enfim, de sua sentença de prisão de milhões de anos, cumprida, desde tempos imemoriais, numa cela orgânica constritiva e limitada, vulgarmente conhecida como corpo”. Não é muita viagem?

Nicolelis sustenta que o pensamento são atividades elétricas do cérebro que influenciam o meio externo e também recebem esta corrente deste meio, dessa forma as pessoas que perderam os movimentos devido às lesões da medula espinhal continuam a pensar que podem locomover-se e, com a ajuda da tecnologia robótica, conseguirão realizar novamente certos movimentos através da força do pensamento.

Ao terminar o livro de Nicolelis a impressão predominante é de que os estudos do cérebro ainda reservam inúmeras surpresas que certamente dirimirão muitas dúvidas que acompanham a humanidade. Uma delas, talvez a principal seja a seguinte: será que a alma comanda as ações do cérebro? Em caso positivo, como ela atua? O futuro dirá?

João Fidélis de Campos Filho- Cirurgião-Dentista


8 de agosto de 2011

A PRIMEIRA BOMBA ATÔMICA QUE MARCOU PARA SEMPRE A HISTÓRIA DA HUMANIDADE




Genebra, 06 ago (RV) – Hoje, 06 de agosto, é uma data que não pode passar em branco para o mundo. É o aniversário de 66 anos do bombardeio atômico estadunidense sobre Hiroshima, no Japão. Era o ano de 1945, no contexto da Segunda Grande Guerra. Três dias depois, 09 de agosto, portanto, outra bomba atômica foi lançada, dessa vez sobre Nagasaki. As conseqüências são sofridas pelo povo japonês ainda hoje.
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Por isso, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) difundiu uma declaração para relembrar a data. E lê-se na mensagem que “a cada agosto, com pesar mas também com esperança, nosso pensamento vai àqueles que sofreram com esses bombardeamentos”. O documento, aliás, intitula-se “Não Podemos Viver com tais Perigos”, em clara referência à energia atômica.
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“Certamente – continua a nota – o memorial mais bonito que se poderia fazer para o meio milhão de vítimas de Hiroshima e Nagasaki seria o de eliminar as armas nucleares enquanto ainda vivem os sobreviventes daquele episódio”.
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O Conselho Mundial de Igrejas expressou apressamento pelo acordo assinado entre Estados Unidos e Rússia, no ano passado, segundo o qual ambos comprometeram-se em diminuir gradativamente o seu arsenal atômico. Contudo, o CMI lembra que, mesmo em meio a crise, enormes somas têm sido aplicadas para modernizar o arsenal atômicos de vários países.
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Encerra-se o documento com as palavras do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I: “A nossa situação atual é sem precedentes na história, pois nunca antes foi possível para o ser humano eliminar tantas pessoas ao mesmo tempo e também grandes proporções do planeta”.
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E lê-se, por fim, ainda retomando as palavras o Patriarca: “Estamos diante de circunstâncias completamente novas, as quais exigem um empenho radical pela paz. Como Igrejas, não podemos aceitar ameaças dessa magnitude, e como membros da família humana, não podemos permitir que perigos tão grandes fiquem sem resposta”. (ED)



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2 de agosto de 2011

Riachos e Córregos em José Bonifácio-SP

Córrego Monte Alegre.
José Bonifácio-SP

ESSA POSTAGEM FOI TRANSFERIDA PARA OUTRO BLOG QUE EDITO
https://aldeia-mundus777.blogspot.com.br/, ESPECIALIZADO EM MEIO AMBIENTE E NATUREZA, COM A MESMA DATA  PUBLICADO AQUI... 
Com o objetivo de reunir todos os dados sobre esse córrego numa mesma página, ao mesmo tempo essa pagina atual será destinada a outros temas fora do meio ambiente.  

31 de julho de 2011

PASSEIO DE DOMINGO, por Kleber A.Ribeiro

Sempre gostei de natureza. Acredito que relacionando com ela, somos surpreendidos com respostas que buscamos encontrar, muitas vezes em lugares equivocados. 
Me criei na cidade, distante das matas, porém aprendi com meu pai a respeitar e admirar momentos que a natureza nos oferece.

Domingo, dia ensolarado, uma trégua no tempo e uma bicicleta na terra. 
Eis o resultado!




















Foto Kleber A. Ribeiro- José Bonifácio-SP


25 de julho de 2011

As árvores situadas na Rua 07 de setembro,em frente à Fundação Oswaldo Bertazoni, estão precisando de cuidados. Por Rivaldo R.Ribeiro

Eu sempre tive por opção em publicar nos meus blogs artigos sobre meio ambiente e natureza de outros sites que dão essa autorizao de reproduzi-los, ou escrever sobre o problema ambiental no mundo, incluindo ai as queimadas nos canaviais que de forma contundente influi no clima por causa dos gases que essas queimadas acumulam na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global.

Mas à medida que meu site foi se tornando conhecido por aqui, alguns amigos me indagavam porque não escrever sobre José Bonifacio? Porque aqui também havia muitas agressões ao meio ambiente e na natureza. Faltava e falta muita conscientização sobre as causas ambientais.

Assim sendo, já há algum tempo um amigo vem me falando sobre as arvores situadas a Rua 7 de setembro, em frente à Fundação de Ensino Oswaldo Bertazoni.

Hoje 24/07/2011 eu fui lá ver de perto, fiquei desolado pelo que vi.

Se não forem recuperadas com urgência logo estarão condenadas, por causa do maltrato nas podas, troncos corroídos aparentemente por cupins. Conforme demonstra as fotos abaixo.

Eu sou contra o reflorestamento no estágio climático que estamos vivendo, porque muitas espécies levam cerca de 20 a 30 anos para chegarem ao tamanho equivalente a sua espécie. Para que não haja um mal entendido esclareço que devemos sim, plantar novas arvores, novas florestas, mas não acredito no reflorestamento pois se trata da reposição de uma area devastada e já modificada por essa agressão.
Assim o clima ira permitir que elas desenvolvam normalmente?
Não poderiam atrofiar por falta de adaptação ao novo clima?

Dessa forma precisamos preservar e não destruir com a promessa do reflorestamento, proteger as espécies que já estão crescidas para tentar frear o aquecimento global e a mudança drástica do clima.

Mas parece que isso não é o que acontece tanto por aqui como lá na Amazônia, as empresas predadoras destroem com promessa do reflorestamento. Dará certo? A natureza é soberana, ela não aceita que o homem interfere na sua ordem natural, pois se assim continuar todo o ecossistema irá desmoronar como um castelo de cartas...

As arvores vistas de longe parecem saudáveis, mas de perto:
Clique sobre as fotos para ve-las no tamanho real.












Veja entre os galhos ninhos de cupins:




17 de julho de 2011

José Bonifácio-SP sofre de novo com o SUFOCO das queimadas nos canaviais: A irresponsabilidade continua...!

Hoje, dia 16/07/2011 eu dirigia pela Avenida Campos Sales na cidade de José Bonifácio-SP quando  notei que sol escurecia, mas era um dia sem nuvens. Estamos vivendo um tempo seco, a chuva foi embora...

Segundo o SIGAM - Sistema Integrado de Gestão Ambiental - SMA/CBRN a umidade relativa do ar nesse dia 16/07/2011 foi de apenas 25% (Região dministrativa de São Jose do Rio Preto-SP.)

Olhei para o horizonte e vi a causa: novamente a maldição das queimadas da palha da cana ou queimadas nos canaviais. O Sufoco estaria recomeçando...

As pessoas já sofrem com o clima árido, o cheiro ardido destas queimadas que infelizmente jamais ficaremos livres, mesmo que cumpram as leis, proibição por causa da umidade do ar, mesmo que haja mortes de animais e de pessoas. Mesmo que mecanizem as lavouras. Os incêndios irão ocorrer, pois é uma cultura altamente inflamável que somando com o clima seco fatalmente isso irá sempre acontecer.

O nosso horizonte de uma região próspera agora está vendo o retrocesso.

Campos que antes eram verdes e enchia nossos olhos com plantações de arroz, milho, café, algodão, criação de gado, agora domina a cultura feia e nociva da cana de açúcar, que alem de poluir a atmosfera com suas queimadas já vem contaminando o aguifero guarani uma das maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo com uso excessivo de agrotóxico.

O governo perde tempo em não planejar um zoneamento agrícola para o Estado de São Paulo, pois tem uma grande densidade demográfica justamente onde concentra a monocultura da cana de açúcar que coincidentemente é um fator negativo a saúde dessa mesma população.

Agora à noite o ar está irrespirável, as luminárias dos postes estão ofuscadas pela fumaça escondida pela noite, sofremos com isso... Cadê as autoridades que elegemos para nos defender? Cadê a justiça que confiamos? Até quando ficaremos aqui como cordeiros à espera das enfermidades que essa poluição possa causar.

Antes que sejamos tosquiados temos uma das maiores armas que a democracia ainda nos permite: eleger realmente quem nos quer bem. Se isso não for possível, cabe apenas devolver o mesmo tratamento que os políticos nos impõem, jogar nosso voto na lata do lixo...

Vejam as fotos:








Vejam mais fotos, clique aqui: ALDEIA MUNDUS II 


 

11 de julho de 2011

Levantamento da Unesp revela 266 novas espécies de plantas na região de São José do Rio Preto-SP

A flora catalogada da região de Rio Preto aumentou 82% com o levantamento florístico realizado por pesquisadores pelo Ibilce/Universidade Estadual Paulista (Unesp). O estudo, que durou cinco anos, registrou 266 espécies na vegetação nativa de 16 cidades da região. Além disso, os pesquisadores descobriram uma espécie arbórea inédita e outras 27 ameaçadas de extinção. ..

LEIA MAIS...

18 de junho de 2011

URGENTE- CRIANÇA DESAPARECIDA.


Menino de 4 anos desaparece em fazenda em Catiguá , SP


Se alguém ver esse menino, entre em contato com a policia de Catigua.

Ele sumiu sábado dia 04/06/2011.

A familia está desesperada e o caso está comovendo a todos nós da região de São José do Rio Preto.

6 de junho de 2011

Equilíbrio de Forças-João Fidélis de Campos Filho

O chamado choque cultural provocado pela integração das comunicações é apontado como o fenômeno mais importante da atualidade. Vários analistas tem-se debruçado sobre o grau de interferência nas sociedades, e em especial aquelas dominadas por ditaduras ou por regimes religiosos, por todas estas ferramentas proporcionadas pela tecnologia, como a internet, o celular e as comunicações por satélite. Há tantas coisas que a humanidade desconhecia até a bem pouco tempo e que agora fazem parte da chamada “modernidade” que as ciências sociais ainda procuram redefinir seus efeitos no mundo.

Vive-se mais e com mais prazer atualmente devido a esta incessante vontade humana de tornar mais útil tudo em sua volta. Contudo apesar do dinamismo da troca de conhecimentos e das descobertas cientificas de nossa era, há um consenso que a humanidade está em sua infância e são desconhecidas as fronteiras do saber. Velhos mistérios ainda rondam as mentes humanas e há mais teorias do que propriamente fatos concretos fazendo parte do cotidiano do mundo hoje.

A teoria do Big Bang, que deu origem à multiplicidade de astros (as galáxias, os sistemas planetários, os cometas, etc.) do universo recebeu nos últimos anos mais reforços científicos, mas não há evidências conclusivas sobre ela.

Também há um grande mistério sobre o aparecimento da vida em nosso planeta com também da questão da existência de outras formas de vida em outros pontos do universo. Não faz muito tempo o professor de Oxford Peter Atkins depois de muito estudo disse: “Para mim, a existência deste universo extraordinário tem um esplendor maravilhoso e impressionante. Ele está ali com toda a sua glória, inteira e completamente sem utilidade”. Atkins sustenta que diante da falta de evidências o homem continua sozinho no universo.

Outra questão intrigante que aguça a curiosidade de pensadores atualmente é sobre o design inteligente, a teoria que diz que a natureza tem uma ordem e uma perfeição advinda de um Criador.

Na verdade a pergunta que se faz é a seguinte: tudo que existe é obras do acaso ou advém de um projeto intencional? Para alguns pensadores de nossa época a existência de um cosmo completamente sem objetivo é puramente uma idéia irracional. O cosmo é regido por leis fundamentais que o regulam.

Nosso planeta, por exemplo, se mantém dentro de um sistema complexo de forças cuja perfeição assombra qualquer pesquisador. E qualquer alteração neste sistema poderia ser letal tanto para a vida na Terra como para todo ecossistema.
O cosmologista Paul Davies diz: “Se os prótons fossem ligeiramente mais pesados do que os nêutrons, em vez de ligeiramente mais leves, como de fato são, todos os prótons seriam transformados em nêutrons. E sem os prótons e sua fundamental carga elétrica os átomos não existiriam”. Como todos sabem o átomo é a base fundamental de tudo que existe.

A força da gravidade, a força eletromagnética, a fotossíntese, a transmissão genética são fatores imprescindíveis para que o planeta mantenha o equilíbrio. Sem a gravidade ou mesmo sem a existência da lua as condições de vida em nosso planeta seriam nulas.

Como se vê o design inteligente se tornou um forte argumento para a existência de um “Ordenador” do universo. No entanto sustenta-se que o homem em sua tenra idade em nosso planeta está muito longe de compreender a essência divina.

João Fidélis de Campos Filho- Cirurgião Dentista
http://jofideli.blogspot.com




18 de maio de 2011

Se Fosse no Brasil...


O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso Peluso, apresentou uma proposta que impede que algumas ações judiciais subam para os tribunais superiores, depois de julgados em duas instâncias, a chamada "PEC Peluso", que provocou uma polêmica entre a classe jurídica e a sociedade civil.

Para a OAB a proposta atenta contra a Constituição de 1988 porque não dá o direito ao cidadão de recorrer aos tribunais superiores quando uma ação é julgada nas instâncias inferiores.

Bem a questão é controversa porque muitas decisões de instâncias baixas foram revertidas nos tribunais superiores. No entanto em países desenvolvidos não existem quatro instâncias de julgamento como no Brasil, o que valoriza e prestigia as decisões tomadas pelos juízes. Em nosso país criou-se um sistema viciante em que julgamentos de menor ou maior grau de importância acabam desaguando no Supremo, que se tornou o super-órgão que decide tudo, acima do bem e do mal.

Peluso diz que a aprovação desta medida irá descongestionar os tribunais, que graças ao acumulo de processos, são os responsáveis pela enorme morosidade da justiça brasileira. A maior injustiça da Justiça brasileira é justamente sua falta de agilidade. Os processos demoram anos a fio e se acumulam indefinidamente nos tribunais, beneficiando somente os que serão punidos pelas decisões. Segundo Peluso as medidas tomadas até o momento foram inócuas para corrigir a morosidade da Justiça: "A meu ver, não é que tenha lhes faltado inteligência ou alguma eficácia, é porque atacaram fatores secundários como causas. Não foram propostas radicais porque não desceram à raiz da questão, que está exatamente naquilo que a esta proposta tende a remover. A causa principal dos atrasos dos processos no Brasil é a multiplicidade de recursos e, especificamente, o nosso sistema de quatro instâncias", afirmou.

Além da PEC Peluso faz-se necessário uma reforma urgente do código penal brasileiro. Nosso código penal está ultrapassado e é leniente com o grau de criminalidade que campeia na sociedade nos dias correntes. Assassinatos premeditados e a sangue frio como estamos presenciando hoje em dia deveriam ser punidos com prisão perpetua como o fazem os países desenvolvidos. Estamos fartos de ver parceiros ceifando a vida de companheiros por ciúme, ou outros motivos fúteis, bandidos atirando em vítimas sem titubear, contando de antemão com o alto grau de impunidade de nossa legislação. Enterram-se as vítimas e às vezes psicologicamente seus parentes juntos, e os réus se transmutam em santos de pau oco nos tribunais. Cumprem parte de suas penas e na maioria dos casos retornam às ruas para amedrontar a população e cometer os mesmos crimes. O índice de recuperação é baixíssimo, porque o sistema está corroído em suas bases.

Cremos que se fossemos advogado sentiríamos vergonha de defender um criminoso que é confessadamente culpado. Quando são claras as evidências do crime, o criminoso nem merece que alguém o defenda.

O Brasil precisa copiar o grau de severidade dos EUA que prendeu o diretor do FMI, sem direito à fiança, por agressão sexual a uma camareira de origem africana. Se o fato tivesse acontecido aqui ele já estaria em Paris cuidando de seus afazeres a esta hora e o caso já estaria mais que abafado.



João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista


http://jofideli.blogspot.com/

30 de abril de 2011

COMBATE A HIPERTENSÃO ARTERIAL: um doença que se não controlada pode levar a outras complicações comprometendo vários órgãos, podendo levar a morte ou a invalidez.

Portando uma doença que deve ser levado a sério pelos gestores de saúde.
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SEGUE UM ARTIGO DO Dr. Frederico Lobo -PORTAL ECODEBATE.
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O sal é um composto químico natural e abundante na Terra. É constituído de Cloro (Cl) e Sódio (Na) que ao se unirem formam o Cloreto de sódio (NaCl). Na mistura de Na com Cl 40% corresponde ao Sódio e 60% de cloreto. Logo, 1g de Sal tem 0,4g de Sódio e 0,6g de Cloreto.
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Existe basicamente 2 tipos de sal:
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1) Sal marinho: é extraído através da evaporação da água do mar,
2) Sal de rocha também conhecido como sal-gema: é retirado das minas subterrâneas que são resultantes de mares e lagos antigos que secaram.

Apesar da abundância hoje conhecida, durante muitos séculos o sal foi considerado muito precioso, principalmente pela sua ação de preservar os alimentos. Já foi denominado ouro branco.

Os Gregos e Romanos, utilizavam o sal como moeda para suas compras e vendas e com este condimento os romanos eram pagos, por isso surgiu a palavra salário que deriva de sal. Foi também considerado um artigo de luxo e só os mais ricos tinham acesso a ele.

O sal em seu estado puro consiste de cloreto de sódio e é encontrado em grande quantidade na natureza, em alguns casos são adicionados a ele substâncias ou temperos para o seu uso culinário.

O Sal de cozinha, de mesa ou refinado: é o mais comum e também mais usado para preparar os alimentos; neste sal pelas leis brasileiras deve-se adicionar o mineral iodo para evitar o bócio, devido o nosso solo ser pobre em Iodo.

Tipos de sal

Sal marinho: Existem diversos tipos, dependendo da procedência e a cor de seus cristais pode variar. Muito usado na cozinha macrobiótica.

Sal grosso: Não refinado, apresenta-se na forma em que sai da salina. Na culinária é comumente usado em churrasco, assados de forno e peixes curtidos.

Sal light: seu teor de sódio é reduzido, sendo fruto da mistura de partes iguais de cloreto de sódio e cloreto de potássio. É ideal para pessoas em dietas com restrição ao sal .

Sal kosher: Este sal contém cristais grossos e irregulares que tanto pode ser extraído de mina ou do mar , desde que seja sob supervisão de rabinos. Sendo sua granulação mais grossa, tem a preferência dos chefes de cozinha, porque adere com muito mais facilidade a superfície das carnes.

Sal de Guérande: Considerado como o melhor do mundo este sal tem sua produção artesanal. Extraído da cidade de Guérande, região da Grã-Bretanha, França, torna-se um condimento caro.

Sal defumado: Tem sabor e aroma próprios que dão um toque especial às preparações.

Sal de aipo: É um sal de mesa misturado com grãos de aipo secos e moídos . É utilizado para dar melhor sabor aos grelhados de peixes, carnes e caldos consommés.

Gersal: Também muito utilizado na cozinha macrobiótica. É um sal misturado com sementes de gergelim tostadas e amassadas.

Dose máxima diária de Sal

O mínimo de Sal necessário para o homem é 1,2g/dia. Em 2005 a Organização Mundial de Saúde preconizou que a dose máxima diária de Sal (prestem atenção = NaCl e não apenas o Sódio isoladamente) seria de 5 gramas por dia (5g/dia), o que em medidas caseiras corresponde e aproximadamente 1 colher de café cheia. Portanto se em 1grama temos 0,4g de Sócio, em 5 gramas temos (+- 1colher de café) 2gramas de sódio. Logo o máximo a ser consumido de Sódio por dia é 2gramas/dia.

Em novembro de 2010 o Governo Brasileiro divulgou um acordo com a indústria para a redução do teor de sódio (e de glicose) dos produtos alimentícios. A redução deverá ser gradativa a fim de que os brasileiros não estranhem. Portanto, segundo o acordo, até 2020 os alimentos industrializados do Brasil deverão ter 50% menos sódio que hoje em dia. Estudos mostram que o brasileiro ingere em média 10g/dia.

Na época José Gomes Temporão (ministro da saúde) afirmou “ A redução do teor de sal é um novo desafio. O consumo excessivo pode causar, a longo prazo, problemas de saúde pública como hipertensão arterial sistêmica (HAS), entre outros. Entregamos à Abia um documento técnico com prioridades para a redução. Haverá agora o desenvolvimento de um trabalho técnico, com estabelecimento de metas, para que esse trabalho continue avançando. Estudos apontam que a redução de 3 gramas no consumo diário de sal levaria a uma redução de 13% nos casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e 10% nas doenças isquêmicas do coração”.

Redução de 6 gramas para 5 gramas por dia de Sal

As novas diretrizes brasileiras de hipertensão (elaborada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia), publicadas em 2010 (disponível aqui) afirmam que:
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1 – “Ingestão excessiva de sódio tem sido correlacionada com elevação da Pressão arterial (PA). A população brasileira apresenta um padrão alimentar rico em sal, açúcar e gorduras. Em contrapartida, em populações com dieta pobre em sal, como os índios brasileiros Yanomami, não foram encontrados casos de HAS. Por outro lado, o efeito hipotensor da restrição de sódio tem sido demonstrado”.
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2 – “A relação entre PA e a quantidade de sódio ingerido é heterogênea. Esse fenômeno é conhecido como sensibilidade ao sal. Indivíduos normotensos com elevada sensibilidade à ingestão de sal apresentaram incidência cinco vezes maior de HAS, em 15 anos, do que aqueles com baixa sensibilidade. Alguns trabalhos demonstraram que o peso do indivíduo ao nascer tem relação inversa com a sensibilidade ao sal e está diretamente relacionado com o ritmo de filtração glomerular e HAS na idade adulta”.
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3 – “Uma dieta com baixo teor de sódio promoveu rápida e importante redução de PA em hipertensos resistentes. Apesar das diferenças individuais de sensibilidade, mesmo modestas reduções na quantidade de sal são, em geral, eficientes em reduzir a PA. Tais evidências reforçam a necessidade de orientação a hipertensos e “limítrofes” quanto aos benefícios da redução de sódio na dieta. A necessidade diária de sódio para os seres humanos é a contida em 5 g de cloreto de sódio ou sal de cozinha. O consumo médio do brasileiro corresponde ao dobro do recomendado.Dieta hipossódica: grau de recomendação IIb e nível de evidência B”.
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Portanto, as sociedades brasileiras de nefrologia, cardiologia e hipertensão adotaram a redução de 6 gramas para 5 gramas de Sal por dia. O mesmo limite adotado pela Organização mundial de Saúde (OMS) em 2005.
A redução em 1g pode parecer ínfima mas tem um grande impacto em saúde pública. Segundo um estudo publicado em Fevereiro de 2010 na maior revista científica do mundo (The New England Journal of Medicine), mostrou que a redução 6 para 5g/dia evita 10% das mortes por doenças cardiovasculares, sobretudo infarto e derrame. O que representa, em termos globais, em torno de 1 milhão de vidas salvas anualmente. Para hipertensos há um aumento de 4 anos na expectativa.
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Segundo Marcus Bolívar Malachias (presidente da sociedade Brasileira de Cardiologia) “Os benefícios aumentam proporcionalmente à quantidade reduzida”.

Sal e hipertensão arterial
O sal começou a aparecer nas diretrizes médicas a partir dos anos 80, quando a Associação Americana do Coração relacionou o consumo excessivo do mineral a um aumento nos riscos de hipertensão, doença responsável por 54% das mortes por derrame e 47% dos óbitos por infarto.
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Descobriu-se que, depois da genética, o excesso de sal é o fator de maior influência para a pressão alta. Quando em excesso, além de ter ação vasoconstritora, o mineral aumenta o volume de sangue circulante pelas artérias, agredindo a parede dos vasos. A lesão, por sua vez, facilita o depósito de gorduras e reduz a síntese de substâncias vasodilatadoras. Com isso, as artérias enrijecem e têm seu calibre diminuído. A PA portanto aumenta.
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O ideal é que ela não ultrapasse a marca dos 120 por 80. O número 120 corresponde a pressão máxima ou sistólica e equivale à força do fluxo de sangue contra a parede dos vasos, quando o músculo cardíaco se contrai e bombeia sangue para o resto do organismo. Já o 80 corresponde à pressão diastólica ou mínima, refere-se à medição no momento em que o coração relaxa e se enche de sangue.
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Quando a sistólica ultrapassa 140 e a diastólica 90 o quadro é de hipertensão.
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No Brasil, 30% dos adultos estão doentes – o que representa cerca de 30 milhões de homens e mulheres. Em oito de cada dez desses casos, a hipertensão é produto de uma combinação de múltiplos fatores – e o consumo excessivo de sal é um aspecto preponderante entre diversos fatores de risco (obesidade, sedentarismo e stress).
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Portanto, faz-se necessário controlar a ingesta de Sal.
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Abaixo algumas das orientações que faço aos meus pacientes hipertensos:

1 – Use o mínimo de sal no preparo dos alimentos, no começo pode-se estranhar o sabor, porém depois acostuma-se:

Dica: Substitua por temperos naturais como: salsinha, cebola, orégano etç. Sabe-se que uma das melhores maneiras de controlar a hipertensão (pressão alta) e a retenção de líquidos (inchaço, edema) é reduzir o consumo de sal.
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O sódio é um elemento químico que faz parte da composição do “sal de cozinha” (cloreto de sódio). O sal é a maior fonte de sódio, mas este também é encontrado em diversos alimentos.
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Abaixo, listo os alimentos (na maioria das vezes industrializados) que são ricos em sódio:
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Carnes processadas e embutidos: presunto, mortadela, copa, bacon, paio, salsicha, linguiça, salaminho e salame, carne seca, chouriço, etc.
Aves processadas: nuggets de frango, por exemplo.
Queijos amarelos: parmesão, prato, provolone, cheddar, suíço, roquefort.
Bolos prontos, arroz de preparo rápido, patês.
Alimentos enlatados e conservas: aspargos, milho, ervilha, azeitona, palmito, picles, alcaparras. Além do excesso de sal, possuem conservantes. Uma alternativa é deixa-los de molho em duas águas antes de consumi-los.
Biscoitos salgadinhos, bolacha de água e sal, etc.
Manteiga ou margarina com sal.
Macarrão instantâneo, sopas em pó.
Temperos e molhos industrializados: caldos concentrados e extratos de carne/frango/legumes, temperos prontos (Arisco, Sazon, Ajinomoto, etc), catchup, mostarda, maionese, molho de soja (shoyo), molho inglês, molhos de salada, extrato e molho e tomate. Todos são ricos em sódio porém nosso paladar não percebe. O mesmo acontece com os refrigerantes ditos Diet ou Light, na maioria das vezes possuem alto teor de Sódio.

ATENÇÃO para o RÓTULO dos alimentos.
Existem nos mercados produtos chamados “substitutos do sal” (como o sal light). Entretanto, a maioria deles substitui o sódio por potássio e, portanto, não devem ser usados por pacientes com problemas renais.
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Uma dúvida freqüente dos meus pacientes é com relação ao que fazer no restaurante.
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Dicas:
Dar preferência a alimentos frescos, que possuem menos sal que os produtos de laticínios (se possível orgânicos);
Evitar pratos e molhos com queijo (apesar do cálcio promover relaxamento das artérias);
Escolher carnes grelhadas ou assadas; evitar frituras e carnes com molhos;
Pedir ao garçom que os alimentos sejam preparados sem sal;
Em caso de saladas, pedir o molho separadamente; dar preferência ao vinagre (ou limão) e azeite.
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Faça uso de ervas no preparo dos alimentos; prepare uma mistura de temperos que mais lhe agrada e coloque-os moídos em um recipiente (tipo saleiro, com buracos maiores), para ser usado à mesa. Tais temperos podem ser encontrados em casas de produtos naturais. Utilizo um chamado Tempero Terapêutico e que contém diversas ervas e especiarias.
2 – Evite acrescentar sal aos alimentos já prontos e para isso a única saída é retirar o saleiro da mesa. Lembre-se que para hipertensos a dose máxima diária é de 5g (ou seja, 1 colher de café)
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3 – O Sal marinho possui vários minerais que são retirados durante o refinamento. Portanto use o sal marinho ao invés do sal refinado.

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4 – Um agente causador freqüente de hipertensão é o estresse emocional. As causas do estresse podem variar de acordo com o indivíduo. O melhor a fazer é se possível, identificar o motivo gerador da tensão e elimina-lo. Na impossibilidade, deve-se procurar encarar a situação com mais leveza e fazer psicoterapia, meditação transcendental, atividades que promovam relaxamento mental.

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5 – Evite carnes salgadas como carne seca, carne de sol salgada, bacalhau e defumados.

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6 – Evite aditivos: glutamato monossódico utilizado em alguns condimentos e em sopas instantâneas, além de terem sal, causam excitação cerebral.

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7 – Alimentos ricos em cálcio são essenciais para a diminuição da pressão, mas não pense que somente o leite é rico em cálcio (lembre-se que o Leite também tem sódio). Outras fontes boas de cálcio e que devem ser consumidas diariamente são: Brócolis, espinafre, couve crua, ovos cozidos, gergelim, tofu, levedo de cerveja, castanhas.

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8 – Alimentos ricos em potássio também são essenciais para a diminuição da pressão. A cada 100 gramas desses alimentos você encontrará:
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Ameixa seca (616 mg);

Amendoim torrado sem sal (740 mg);

Banana (370 mg);

Batatas (400 mg),

Uva passa (842 mg);

Chicória (519 mg),

Cogumelos (669 mg);

Couve (400 mg),

Damasco seco (1179 mg),

Ervilhas verdes e vagem (937 mg);

Feijão azuki (1300 mg),

Polpa de tomate (88 mg),

Soja (800 mg).
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9 – O magnésio é um dos minerais mais abundantes em nosso planeta e está envolvido no mecanismo de relaxamente dos vasos e com isso diminuição da pressão arterial. Na minha prática clínica percebo que a maioria dos meus pacientes apresentam deficiência de magnésio e respondem bem à reposição. Tal deficiência se deve a três fatores principais:

Na manipulação de alimentos (refino) mais de 80% do Magnésio é perdido devido a remoção do gérmen e das camadas externas dos grãos,
O solo brasileiro é naturalmente pobre em Magnésio e com a monocultura praticada por séculos o teor ficou ainda menor. Inúmeros estudos demonstraram que locais onde o solo é pobre em magnésio a incidência de hipertensão arterial e doenças cardíacas é maior. Além disso um estudo Finlandês mostrou que a suplementação de Magnésio na água sob a forma e um sal evidenciou redução na incidência de doenças cardíacas.
O terceiro fator é a ingesta de alimentos refinados e com alto índice glicêmico. Alimentos com índice glicêmico elevado solicitam uma maior quantidade de insulina. Para que a insulina se ligue ao receptor e promova a entrada de glicose na célula, utiliza-se além de outros minerais o magnésio, logo uma dieta rica em carboidratos, “manda muito magnésio embora”.
O magnésio está envolvido em mais de 300 reações metabólicos essenciais. As principais fontes de magnésio são:
Grãos integrais (aveia, arroz integral, trigo integral, farelo de milho e de arroz),
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Nozes e sementes secas: sementes de abóbora, girassol (torrada), gergelim. Amêndoas, castanhas, amendoim, pistache, soja, nozes
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Frutas: banana, abacate,
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Verduras e legumes: folha de beterraba, beterraba, grão-de-bico, figo seco, feijão, ervilha, mandioca (raiz), lentilhas, quiabo, batata com casca, fécula de batata, figo (seco), uva passa, algas marinhas, soja, espinafres, couve.
Ostras, soja e seus derivados, rapadura (ocasionalmente)
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10 – Uma dieta rica em alimentos que contenham ômega 3 pode ajudar a reduzir a pressão arterial. Onde você encontrará }ômega 3 ? Em peixes como truta, salmão e cavala. Outras fontes ricas são: nozes, semente de linhaça dourada (deve ser usada diariamente). O ômega 3 já foi associado a um melhor desenvolvimento cerebral e a um baixo risco de desenvolvimento de câncer e de doenças cardíacas.
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11 – Se você gosta de chocolate, uma boa notícia, alguns estudos mostram quem chocolate com mais de 70% de cacau, podem auxiliar na redução da pressão. Mas cuidado com o açúcar e lactose. Não ultrapassar 30g/dia.

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12 – Diminua o consumo de bebidas alcoólicas, pois elas aumentam a diurese, podendo posteriormente aumentar a pressão arterial. Por isso, os homens não devem ultrapassar o limite diário de 60 mililitros de bebidas destiladas (uísque, vodca, aguardente etc.), ou 240 mililitros de vinho, ou 720 mililitros de cerveja (2 latinhas/dia). As mulheres e os indivíduos de baixo peso devem limitar a ingestão de álcool à metade da quantidade permitida aos homens. Se você não consegue se enquadrar nesses limites, sugere-se a abstenção de bebidas alcoólicas, pois, além de fazer subir a pressão, o álcool é uma das causas de resistência ao tratamento anti-hipertensivo, causando gastrite, problemas no fígado, no coração e no cérebro, sem contar os problemas sociais provocados pela bebida.

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13 – Procure manter-se em seu peso ideal. O excesso de peso também aumenta consideravelmente o risco de hipertensão, um famoso estudo ( Framingham) demonstrou que em pacientes obeso, a incidência de hipertensão era 8 vezes maior. Estimou-se que para cada 1kg acima do peso ideal, a pressão eleva-se 1mmHg.

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14 – Pratique um exercício físico, pois eles ajudam a diminuir a pressão arterial. Se possível sempre deve ser realizado sob supervisão. A assiduidade é um fator importante, caso não exista contra-indicação, faça atividade física diariamente. O seu coração agradece.

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15 – O tabagismo é o mais importante fator de risco, passível de prevenção, para as doenças cardiovasculares, sendo responsável por um em cada seis óbitos. A nicotina aumenta a pressão arterial e acelera a progressão da aterosclerose que pode gerar infarto ou derrame (depósito de gorduras nas paredes das artérias). Portanto, abandonar o tabagismo deve ser a primeira providência do hipertenso. Além disso, o cigarro aumenta o risco de trombose, câncer de pulmão, mama, próstata, intestino, boca e diminui a elasticidade da pele favorecendo o envelhecimento.

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16 – Antes de vir à consulta médica, evite: Beber café, coca-cola ou estar com a bexiga cheia. Podem ocasionar um aumento da pressão.

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17 – Lembre-se que a hipertensão é a doença que mais mata em todo o mundo, devido as suas conseqüências. Ela atinge quase todos os órgãos do corpo:
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a) Coração: infarto, insuficiência cardíaca
b) Olhos: cegueira
c) Cérebro: derrame, diminuição da inteligência e memória
d) Rins: Insuficiência renal crônica evoluindo para necessidade de hemodiálise ou transplante renal
e) Membros inferiores: Trombose
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18 – Use corretamente os medicamentos prescritos pelo médico e tenha consigo anotado o nome, dosagem e como foi orientado a usar.

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19 – Cuidado com os anti-inflamatórios pois eles podem aumentar a sua pressão, quando algum médico receitar um anti-inflamatório sempre diga que é portador de hipertensão. 
Exemplos de Anti-inflamatórios: Diclofenaco, AAS, Nimesulida, Piroxicam, Meloxicam, Ibruprofeno.

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20 – Ufa, quantas orientações, agora pode dormir, pois diversos estudos mostram que pacientes com insônia ou outros distúrbios do sono tendem a ter pressão arterial mais alta. Uma boa noite de sono, além de reparadora auxilia a diminuir o nível de estresse, eleva a produção de substâncias que diminuem a tensão nos vasos sanguíneos e com isso favorece uma melhora na pressão arterial. Então DURMA!
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Dr. Frederico Lobo – Sou médico, clínico geral e dentro do meu arsenal terapêutico utilizo da medicina tradicional chinesa (acupuntura) e de estratégias ortomoleculares (lembrando que ortomolecular não é especialidade médica ou área de atuação). Busco ter uma abordagem holística/integrativa dos meus pacientes, utilizando tal arsenal. Acredito que todos nós temos o dever de lutar pela restauração do equilíbrio entre o homem e a natureza e para isso, faz-se necessário que a Saúde seja interpretada por uma ótica ecológica (por isso ecologia médica). Não acredito que possa existir saúde sem a integração multidisciplinar entre todos os profissionais da área da saúde, sem educação em saúde (educação é a base de tudo) e muito menos sem respeito pelo ecossistema.
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Artigo originalmente publicado no Blog Ecologia Médica e republicado pelo EcoDebate, 28/04/2011
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[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]



J A P Ã O

Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.

Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.

Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.

Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.

Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.

Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.

Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.

Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.

Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.

Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.

Mãos em prece (gassho)
Monja Coen

Obs.Esse texto recebi por email de Teruko Kanto

21 de abril de 2011

BELO MONTE

Questão ambiental:

A região pleiteada pela obra apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora. No caso dos animais, 174 espécies de peixes, 387 espécies de répteis, 440 espécies de aves e 259 espécies de mamíferos, algumas espécies endêmicas (aquelas que só ocorrem na região), e outras ameaçadas de extinção. O grupo de ictiólogos do Painel dos Especialistas tem alertado para o caráter irreversível dos impactos sobre a fauna aquática (peixes e quelônios) no trecho de vazão reduzida (TVR) do rio Xingu, que afeta mais de 100 km de rio, demonstrando a inviabilidade do empreendimento do ponto de vista ambiental. Segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade de peixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa. Essa biodiversidade é devida inclusive às barreiras geográficas das corredeiras e pedrais da Volta Grande do Xingu, no município de Altamira (PA), que isolam em duas regiões o ambiente aquático da bacia. O sistema de eclusa poderia romper esse isolamento, causando a perda irreversível de centenas de espécies.

Questão cultural e impactos da obra sobre as populações indígenas:

 O projeto tem desconsiderado o fato de o rio Xingu (PA) ser o ‘mais indígena’ dos rios brasileiros, com uma população de 13 mil índios e 24 grupos étnicos vivendo ao longo de sua bacia. O barramento do Xingu representa a condenação dos seus povos e das culturas milenares que lá sempre residiram.

Thales Pereira

16 de abril de 2011

O Japão sofre, mas ensina

Não sei se você se lembra de um anúncio já meio antigo que dizia que "nossos japoneses são melhores do que os outros"? Era de uma multinacional japonesa e tinha uma dupla mensagem: exaltava o avanço tecnológico de que os japoneses tanto se orgulham e a criatividade tapuia, capaz de tornar ainda melhor o que os outros já fazem bem.

A tragédia em curso no Japão me fez pensar em uma inversão desse slogan: dá a sensação de que "os japoneses deles" [do próprio Japão] são melhores do que somos, pelo menos em matéria de prevenção e enfrentamento de catástrofes.

Sheila Smith, pesquisadora do Council on Foreign Relations (EUA) para o Japão, chamava a atenção, na segunda-feira, para a "calma e a dignidade" com que tanto a população como o governo reagiram a um desastre "cuja intensidade não pode ser subestimada", conforme ela própria ressaltava.

De fato, chamo a atenção do leitor para uma foto eloquente, publicada na segunda-feira, na página A12 da "Folha": uma fila de pessoas serpenteava em busca de água em uma escola de Sendai, a cidade mais atingida, seguindo marcas de giz traçadas no chão. O incrível é que ninguém furava a fila, por mais improvisados que tivessem sido os riscos.

No jornal "El País" desta terça-feira, também de Sendai, os enviados especiais Georgina Higueras e José Reinoso espantavam-se com o fato "de que mal houve saques, e nenhum comerciante ou transportador aumentou os preços".

Nesta mesma Folha.com, o brasileiro Ricardo Uehara, há 16 anos no Japão, confirmava que "as pessoas esperam em filas e não ocorrem saques. Nós latinos, sempre nos queixamos de que os japoneses são frios, mas hoje compreendo que esta tranquilidade é muito útil nestes momentos."

Mais: segundo a Tokyo Electric Power, responsável pelo abastecimento energético, disse que os "apagões" que chegaram a ser previstos estão por ora descartados porque o público espontaneamente passou a poupar energia o suficiente.

Preciso lembrar que, no Brasil, após tragédias, mesmo de proporções infinitamente menores, os saques são comuns (em outros países também, é bom que se diga)? Preciso lembrar que, no Brasil, há "apagões" mesmo sem terremotos ou tsunamis?

À reação pós-catástrofe some-se a prevenção. Sheila Smith, a especialista em Japão, do CFR, lembra que a população japonesa está entre as mais bem treinadas e mais bem informadas do mundo sobre a eventualidade de fenômenos naturais.

Depois do terremoto em Kobe, faz 16 anos, a prevenção avançou ainda mais, na medida em que os currículos escolares passaram a incluir informações e treinamento para lidar com situações como a que aconteceu a partir de sexta-feira.

Além disso, os japoneses desenvolveram os chamados "edifícios inteligentes", capazes de resistir a choques como os de um terremoto violento. É bom notar que os grandes estragos foram provocados muito mais pelo tsunami do que pelo terremoto em si.

Prevenção contra tsunamis da força do que atingiu o Japão é ainda uma arte em desenvolvimento. Não funcionou na sexta-feira e talvez seja de fato impossível erguer um muro preventivo capaz de barrar ondas tão altas. Só mesmo afastando a população das costas o máximo possível, o que não é trivial, se se considerar que as cidades vão crescendo sempre, por muito baixo que seja o índice de natalidade.

O curioso é que, em meio aos elogios que se leem em toda parte a respeito do Japão, surja um político relevante para criticar o espírito de seus concidadãos. É o governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, para quem o desastre foi "uma punição dos céus", porque os japoneses se tornaram "gananciosos".

Pode ser, mas o fato é que os danos do terremoto/tsunami, mesmo que as mortes passem de 10 mil, como se começa a supor, serão infinitamente inferiores às 230 mil do grande tsunami de 2004, nas costas da Ásia.

Parece, portanto, que os "japoneses deles" são realmente dignos de estudo, especialmente para um país como o Brasil que lida tão precariamente com catástrofes de dimensões comparativamente bem mais modestas.

Recebi por email da amiga Teruko Kanto





10 de abril de 2011

QUE JESUS NOS DESPERTE

O crime do Realengo é um desses episódios que faz arcar a espinha dorsal de qualquer orgulho patriótico. Não tem como ser indiferente a ele e aos seus desdobramentos. Muito já se disse e muito ainda se dirá sobre suas motivações, responsabilidades e conseqüências. Doze inocentes vítimas fatais e um não menos inocente, pois que sua ação só é compreensível se o considerarmos vítima de uma insanidade sem tipificação específica. Talvez nem mesmo os maiores especialistas da área consigam um diagnóstico convincente. De nada adianta isso agora, senão para evitarmos outras tragédias.


Não é preciso nenhum doutorado para se perceber um fato: atos extremos de violência são gritos de protestos de alguém não amado, carente, deslocado do meio. Alguém que, como o atirador Wellington Menezes, 23, há muito vivia isolado de tudo e de todos, num mundinho próprio e com uma religiosidade distorcida, confusa entre o certo e o errado, o puro e o impuro, o justo e o injusto. “Nada que seja impuro poderá tocar meu sangue”, instruía em sua carta de despedida. E ainda recomendava para retirarem suas vestes, banharem seu corpo e o envolverem num lençol branco. “Quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme”! Ah, infinito aconchego do colo materno! Quem não o deseja?

Mas, no auge de sua reveladora carta de despedida, o pobre demente expõe sua fé: “Preciso da visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo que eu fiz, rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna”. Triste lampejo de fé... Uma fé abstrata, superficial, que “ouviu falar” de um amor maior, mas nunca o encontrou na clausura de suas carências afetivas ou sequer pode vivenciá-la na redoma que construiu para seus dilemas pessoais. Que Jesus nos desperte desse perigoso individualismo em que nos metemos, indiferentes aos dramas que se desenrolam ao nosso lado.

De forma alguma apresento justificativas para tamanha monstruosidade. Busco tão somente uma razão. Disse um colega de classe do atirador: “Nós temos certeza de que, quando ele subia aquelas escadas viajava no tempo, até dez anos atrás, quando estudávamos juntos” (FSP). Vingança pelas humilhações passadas? Bullying é o americanismo em voga. Já muitos de seus vizinhos citaram seu procedimento estranho, sem amigos, introspectivo e usuário inveterado da internet. Citaram mudanças de religião. Mas ninguém citou uso de drogas. Volto ao diagnóstico inicial: comportamento típico das pessoas mal amadas.

Sim, porque mesmo que se confirmasse uma doença mental, sentir-se amado sem maiores pretensões seria um lenitivo eficaz. Porque a raiz de todos os males é a falta de amor. Como reagir e evitar novas tragédias? São Paulo nos dá uma resposta bem próxima ao lampejo da fé demonstrado pelo atirador em questão. “Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e procura com todo empenho a piedade, a fé. Conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e fizeste aquele nobre profissão de fé perante muitas testemunhas. Em presença de Deus que dá vida a todas as coisas e de Cristo Jesus, que ante Pôncio Pilatos abertamente testemunhou a verdade, recomendo-te que guardes o mandamento sem mácula, irrepreensível, até a Aparição de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual a seu tempo será realizada”... (II Tim 6, 11-15). Só Jesus é capaz de nos despertar de uma vida sem esperanças maiores, sem sentido.

Wagner Pedro Menezes

http://www.wmeac.blogspot.com/






24 de março de 2011

Estudo aponta agrotóxico em leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, MT.

Pesquisa em cidade de 45 mil habitantes do MT detecta presença da substância em amostras coletadas de 62 mulheres. Em algumas, havia até seis tipos do produto; toxicologista diz que contaminação põe em risco saúde de crianças.

O leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, cidade de 45 mil habitantes na região central de Mato Grosso, está contaminado por agrotóxicos, revela uma pesquisa da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso). Reportagem de Natália Cancian e Marília Rocha, na Folha de S.Paulo.

Foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres, 3 delas da zona rural, entre fevereiro e junho de 2010. O município é um dos principais produtores de grãos do MT.

A presença de agrotóxicos foi detectada em todas. Em algumas delas havia até seis tipos diferentes do produto.

Essas substâncias podem pôr em risco a saúde das crianças, diz o toxicologista Félix Reyes, da Unicamp. “Bebês em período de lactação são mais suscetíveis, pois sua defesa não está completamente desenvolvida.”

Ele ressalta, porém, que os efeitos dependem dos níveis ingeridos. A ingestão diária de leite não foi avaliada, então não é possível saber se a quantidade encontrada está acima do permitido por lei.

“A avaliação deve ser feita caso a caso, mas crianças não podem ser expostas a substâncias estranhas ao organismo”, diz Reyes.

A bióloga Danielly Palma, autora da pesquisa, afirma que a contaminação ocorre principalmente pela ingestão de alimentos contaminados, mas também por inalação e contato com a pele.

Entre os produtos encontrados há substâncias proibidas há mais de 20 anos.

O DDE, derivado do agrotóxico (DDT) proibido em 1998 por causar infertilidade masculina e abortos espontâneos, foi o mais encontrado.


MÁ-FORMAÇÃO

Das mães que participaram da pesquisa, 19% já sofreram abortos espontâneos em gestações anteriores. Também relataram má-formação fetal e câncer, mas não é possível afirmar se os casos são consequência da ingestão de agrotóxicos.

Mais de 5 milhões de litros de agrotóxicos foram utilizados no município em 2009, segundo a pesquisa.

Associação afirma que danos à saúde não são provados

DE SÃO PAULO


A Associação Nacional de Defesa Vegetal, representante dos produtores de agrotóxicos, diz desconhecer detalhes da pesquisa, mas ressalta que a avaliação de estudos toxicológicos é complexa.

Segundo a entidade, faltam estudos que comprovem prejuízos à saúde provocados por produtos usados adequadamente. “Não há evidências científicas de que, quando usados apropriadamente, os defensivos agrícolas causem efeito à saúde”.

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso diz que problema semelhante foi detectado em uma pesquisa feita há cinco anos, quando multas foram aplicadas. O caso “não se tornou um problema de saúde” na época, diz a pasta.

O governo afirma que vai avaliar a situação atual.

EcoDebate, 24/03/2011

Nota do EcoDebate: Apesar da burocrática argumentação da Associação Nacional de Defesa Vegetal os casos de contaminação por agrotóxicos em Lucas do Rio Verde estão bem documentados, conforme podem ler na matéria “Campo Verde e Lucas do Rio Verde, MT: Agrotóxicos em amostras de ar, água da chuva, sangue e urina”

[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]


NOTA DO BLOG PAINEL GERAL:No Brasil o ser humano sempre fica em ultimo plano nos casos ambientais x financeiros, mesmo com Leis Ambientais e a Constituição Federal referente ao meio ambiente nos diz a desrespeito.

Alem disso o PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO é usado em muitos países quando existe alguma dúvida sobre os maleficios a saude humana e ao meio ambiente, principio que aqui no Brasil dificilmente é praticado. Só depois de alguma catástrofe ou vários casos de doenças e mortes que as “autoridades” resolvem tomar providências.

Assim é impossivel nos tornarmos um país de primeiro mundo...

FONTE:
http://www.ecodebate.com.br/

22 de março de 2011

Robôs e Alienígenas

João Fidélis de Campos Filho

Uma comissão de cientistas da NASA (Agência Espacial Norte-Americana) divulgou nestes dias o resultado de um amplo estudo sobre a possibilidade de vida no universo, no qual chegou-se à conclusão de que é praticamente impossível (devido às condições atmosféricas, climáticas, etc.) a existência de vida extra-terrestre.Curioso é que em dezembro a descoberta de uma novo tipo de bactéria num lago da Califórnia levou a mesma NASA a afirmar que poderia haver vida fora do planeta Terra, portanto esta mudança de ponto de vista em tão pouco tempo levanta dúvidas sobre veracidade do estudo.

È importante lembrar que estas pesquisas se atem unicamente à forma de vida biológica existente em nosso planeta. A Terra reúne condições propícias para que os seres vivos aqui se desenvolvam para manter acesa a chama do ciclo vital através da transmissão dos genes de cada espécie. Pode ser que existam (e isto a pesquisa não cita) outras formas de seres, os alienígenas, que não necessitem da energia que os seres vivos precisam para se manter em atividade. No entanto os cientistas reforçaram a tese de que não há evidências científicas aceitas pela comunidade acadêmica internacional para se afirmar que existem outras formas de seres.

Para muitas mentes inteligentes é pouco provável que este gigantesco e ainda desconhecido universo abrigue apenas os seres do nosso planeta. Contudo com a difusão do cientificismo atual vem aumentando o número de céticos, ateus e materialistas que negam até a existência da própria mente. Muitos sustentam que as reações químicas do cérebro são responsáveis não só pelo nosso raciocínio assim como nossas emoções. Separar o cérebro da consciência (ou do eu) tem sido uma tarefa desafiadora para a neurociência.

Segundo Henri Bergson o homem não é uma maquina passivamente adaptável; ele é um foco de força redirecionada, um centro de evolução criativa. E a escolha (o livre-arbítrio) é criação e criação é trabalho. O homem só capta o fluxo da vida pelo pensamento e pelo intelecto, portanto como a matéria poderia produzir intuição e imaginação? Matéria não pensa e não sente.

Sem a mente os animais agiriam unicamente pelo instinto de conservação e isso na prática inexiste. Eles agem também por sentimentos e aspirações diversas. Não faz muito tempo o psiquiatra norte-americano Martin Paulus, professor da Universidade da Califórnia anunciou a descoberta que a ínsula é a ponte de conexão entre o cérebro e a mente. Através de exames de ressonância ele chegou a conclusão que a ínsula (órgão do tamanho de uma ameixa situada no cérebro) interpreta as emoções e a partir daí que a mente toma suas resoluções.

Calcula-se que o cérebro funciona com 100 bilhões de células nervosas e mais de 50 neurotransmissoras, que resultam em mais de 500 trilhões de conexões neuronais. Graças a elaboração mental hoje em dia se conhece mais deste órgão complexo. Mas lhe dar a primazia mecanicista do domínio completo do corpo humano é uma quimera. Se assim fosse seriamos robôs.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista



FONTE:
http://jofideli.blogspot.com/