24 de julho de 2013

"ÁRVORE DO BEM": Plantar árvores será algo lucrativo para as prefeituras.

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                     Foto: Rivaldo R.Ribeiro

Além do projeto do Governo do Estado de São Paulo, o SELO MUNICÍPIO VERDE/AZUL, agora os municípios podem ter mais um incentivo a favor do meio ambiente dessa vez vindo do governo federal. 

Os Municípios que tiverem uma árvore para cada habitante receberão o selo Árvore do Bem, e com ele terão privilégios na captação de recursos para os setores de Saneamento, Infraestrutura, Habitação, Saúde, Educação e Transporte. Esses privilégios estão previstos no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 52/2013, que chegou ao Senado Federal dia 15 de julho. Agora cabe aos senadores analisarem e votarem a proposta que almeja reconhecer a ação de governos municipais em prol do Meio Ambiente.

De acordo com o PLC, o selo seria concedido pelo governo federal. A quantidade de árvores será contada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e deverá ser igual ao número de habitantes contabilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As árvores, preferencialmente nativas, devem estar nas áreas urbanas, como vias, praças e demais logradouros públicos. As plantadas em áreas privadas, nos parques e em unidades de conservação não serão consideradas.

Tramitação
O PLC 52/2013 foi destinado para análise de duas Comissões: de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Educação, Cultura e Esporte (CE). A CMA será a primeira a votá-la e depois, em decisão terminativa – sem necessidade de ir ao Plenário – pela CE.
AUTOR DEPUTADO - Ricardo Izar
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=113723


FONTE INICIAL : https://www.facebook.com/goncalo.decarvalho.3


Em 2012 José Bonifácio-SP ficou em 197 LUGAR JOSÉ BONIFÁCIO COM 66,06 PONTOS.


27 de junho de 2013

ANO 2013: Manifestações contra corrupção também em José Bonifácio (SP)-Contra os gastos excessivos nos gastos nas ARENAS de futebol com o selo PADRÃO FIFA.


Uma manifestação pacífica contra corrupção e outras reivindicações como melhorias no transporte, saúde, educação ocorreu no dia 22/06/2013 em José Bonifácio-SP. 
Sendo os principais foco: Os gastos excessivos para a construção de estádios de futebol, as chamadas "ARENAS" para a copa de 2014 atendendo as exigências da FIFA. ESTÁDIOS PADRÃO FIFA. 

Enquanto nossos hospitais os doentes eram atendidos pelos corredores por falta de leitos.   

Foi muito bonita e ordeira: Os jovens bonifaciano nos mostrou sua politização e civilidade democrática, também por parte dos policiais que por nenhum momento se mostraram hostis, pelo contrário colaboraram o tempo todo com o evento, inclusive interditando ruas facilitando o desenvolvimento do protesto.

O tráfego da rodovia BR-153 também foi interrompido pelas viaturas por cerca de 30 minutos, ali cantaram o Hino Nacional e depois retornaram para o centro da cidade.

PARABÉNS A TODOS, senti orgulhoso de ser bonifaciano, pelo patriotismo, civilidade e demonstração de cidadania dos jovens e organizadores do evento em José Bonifácio- SP





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26 de junho de 2013

Protestos e o Jeitinho Brasileiro

João Fidélis de Campos Filho

Corrupção disseminada em todos os poderes, alto índice de criminalidade nos grandes centros urbanos, política econômica populista e sem responsabilidade fiscal, inflação e baixa renda per capta. Estes entre outros fatores certamente tenham motivado este clima de descontentamento que levou muitos jovens às ruas. O aumento da tarifa foi o estopim. O país acordou de repente e começa a fazer uma auto-avaliação, buscando saídas emergenciais.

Mas será que estes problemas serão solucionados? Realisticamente falando, as perspectivas são ínfimas. Contudo isto não invalida este movimento cívico, que procura sacudir os poderosos de seu comodismo com a situação e tenta estimulá-los a trabalhar por mudanças profundas no modo de tratar estas mazelas crônicas. Dizemos que são pequenas as perspectivas de solução no curto e médio prazo porque estas mazelas não se resolvem apenas por decretos: elas precisam ser sedimentadas culturalmente pelo povo. Isto quer dizer que o governo pode até mudar o código penal (para punir os crimes de corrupção), combater o tráfico (que é uma das maiores fontes de criminalidade) e tentar controlar o déficit das contas correntes (que provocou a fuga dos investidores estrangeiros), entre outras muitas medidas urgentes, mas o cerne dos problemas brasileiros chama-se educação.
Com uma educação de bom nível os valores culturais mudam e as pessoas passam a prezar mais a ética e a abandonar a prática de “levar vantagem em tudo”. Como se diz comumente: como ter políticos honestos se o brasileiro quer dar um jeitinho em tudo para burlar a lei?

Não há milagres quando se fala em aprimoramento comportamental. Em sociedades civicamente involuídas prevalece um jogo de interesses que talvez só sirva à concentração de renda, à desigualdade e aumento do poder dos que estão no ápice da pirâmide econômica. É inegável que os governos nas últimas décadas têm procurado implantar políticas de distribuição de riquezas para diminuir este lastimável percentual de pobres em relação à minoria que detêm os meios de produção, mas sem uma mudança cultural e educacional não há como avançar. Continuaremos a ser um país de maioria pobre e semianalfabeta.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista





25 de junho de 2013

JOSÉ BONIFÁCIO ( SP) TAMBÉM ADERE AS MANIFESTAÇÕES, E DEU UM EXEMPLO DE CIVILIDADE E DEMOCRACIA.



Uma manifestação pacífica contra corrupção e outras reivindicações como melhorias no transporte, saúde, educação ocorreu hoje(22/06/2013) em José Bonifácio-SP. Foi muito bonita e ordeira: a juventude bonifaciana nos mostrou sua politização e civilidade democrática, também por parte dos policiais que por nenhum momento se mostraram hostis, pelo contrário colaboraram o tempo todo com o evento, inclusive interditando ruas facilitando o desenvolvimento do protesto. 

O tráfego da rodovia BR-153 também foi interrompido pelas viaturas por cerca de 15 minutos, ali cantaram o Hino Nacional e depois retornaram para o centro da cidade.

PARABÉNS A TODOS, senti orgulhoso de ser bonifaciano, pelo patriotismo, civilidade e demonstração de cidadania dos jovens da nossa terra.


16 de junho de 2013

Vejam o drama dessa cadelinha abandonada(O problema de cães abandonados em José Bonifácio-SP)


Clique na foto para ampliar:

Fotos: Gabriela Ribeiro



Nesse momento nossa cadelinha pedia socorro, no seu olhar não deixa dúvidas disso...

Essa cadelinha foi abandonada na rua João Zaqueu na altura dos números 100, 120,122-Bairro Santa Teresinha-Jardim Patriarca, está muito doente, é dócil, tamanho médio.
Quem puder pelo menos dar abrigo a ela nessa noite ou cuidar dela, com certeza está fazendo um favor a Deus. 
Que São Francisco de Assis a proteja e abençoe a quem fazer essa caridade. 

" Todas as coisas da criação,são filhos do Pai e irmãos do homem...
Deus quer que ajudemos aos animais,se necessitam de ajuda! Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida." 
( São Francisco de Assis )


"Como podem abandonar um animal com um nível de companheirismo acima do humano."

Pensando nisso, no outro dia resolvemos ficar com ela, foi medicada, alimentada e tratada com muito carinho, hoje ainda assustada e em recuperação por causa do sofrimento nas ruas,  ela está assim, bem diferente das fotos(acima) do dia que a encontramos, foi batizada com nome de Duquesa:


Fotos: Rivaldo R.Ribeiro






Agora ela está tranquila e recuperada...






Um passeio pela rua:

Nossa netinha dando ração para a dócil Duquesa... 


Nossos três cães juntos, o branquinho não aceita o pretinho, deve ser ciúmes..

A Duquesa no inicio sozinha e triste, agora tem um amigo fiel e carinhoso, nosso cão preto:Barão.
Vejam a folga dos dois.




Momentos de folga e sossego: 



Ela sempre tinha essa fisionomia, um misto de medo e tristeza: TRAUMA DO SEU PASSADO QUE NÃO CONHECEMOS.




Não esqueça clique nas fotos para ampliar...


14 de junho de 2013

NEVOEIRO EM JOSÉ BONIFÁCIO, NO DIA 04/06/2013

No dia 29 de maio de 2012, houve o mesmo fenômeno climático, quase uma coincidência de datas.

As fotos abaixo foram no dia 04/06/2013.
Fotos:Rivaldo R.Ribeiro

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Veja mais fotos clicando no link Mais informações:


1 de junho de 2013

Código Florestal comemora 1° aniversário ‘regado’ a ações de inconstitucionalidade e insegurança jurídica


[Por Rodrigo Mesquita Costa] O novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) comemorou um ano de existência regado a ações de inconstitucionalidade, onde o MPF (Ministério Público Federal) questiona vários dispositivos que reduzem e até extinguem áreas antes consideradas protegidas.

Sem regulamentação e estabelecimento de regras gerais do chamado PRA (Programa de Regularização Ambiental), de responsabilidade dos Estados, que irá orientar a recuperação de áreas desmatadas ilegalmente e permitir que as propriedades se regularizem, das 5,3 milhões de propriedades no campo, mais de 4 milhões precisam se adequar à nova Lei, de acordo com a WWF-Brasil.

Outro dispositivo pendente de regulamentação é o CAR (Cadastro Ambiental Rural) que foi estabelecido para unificar um cadastro de propriedades em todo território nacional. As diferentes estruturas dos órgãos ambientais nos Estados e Municípios colaboram para a inércia na implementação da nova Lei.

O novo Código Florestal que determinou anistia aos desmatadores antes de 22 de junho de 2008 foi denominado de “lei que nasce morta” pela Geógrafa e Professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) Neli de Mello-Théry. A Geógrafa considerou ineficazes o Cadastro Ambiental Rural e o Programa de Regularização Ambiental, ainda não regulamentados. “O maior problema do Brasil é o cadastro” afirmou a Professora em encontro do Projeto Repórter do Futuro, no módulo Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter, curso organizado pela Oboré, em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP.

O Ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Herman Benjamin que participou no dia 14/05 de audiência pública da CMMC (Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas), no Senado Federal, reivindicou a regulamentação do artigo 41 do código florestal, que autoriza o governo federal a criar um programa de incentivo à conservação do meio ambiente. Para o Ministro do STJ, o pagamento ou incentivo a serviços ambientais como retribuição às atividades de conservação e melhoria dos ecossistemas, encabeça o rol de ações traçadas pelo programa.

Com diversos dispositivos inconstitucionais, segundo MPF e vários pontos passíveis de regulamentação, a nova Lei florestal mostra-se, em seu primeiro aniversário, ruim para os donos de terras e para a conservação da natureza, abrindo espaço para a insegurança jurídica no campo.

Rodrigo Mesquita Costa é Analista Ambiental do Instituto Estadual de Florestas (IEF), em atuação na Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande. Artigo originalmente publicado em seu blog pessoal – http://domambiental.blogspot.com

EcoDebate, 31/05/2013

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9 de maio de 2013

O Povo Quer Justiça

João Fidélis de Campos Filho

Desconhecia o uso da palavra “recall” para se referir à substituição de produtos alimentícios, mas nesta semana ela foi muito usada no caso do escândalo do leite fraudado no Rio Grande do Sul. Geralmente recall é usado quando se refere a automóveis. No caso do leite empresas transportadoras estavam injetando formaldeído nas caixinhas para aumentar os lucros. Coisa repugnante, dentre as várias que a mídia divulga todo dia.

O desrespeito aos direitos do consumidor brasileiro é enorme e pelo que se sabe só uma pequena porcentagem realmente se torna pública porque a fiscalização em nosso país é muito deficiente. Em relação ao escândalo do leite foram distribuídos mais de 100 milhões de litros para a população sem que ninguém soubesse. Suponho que alguém que estivesse no esquema e se sentiu prejudicado tenha denunciado. A maior parte dos crimes envolvendo empresários e políticos de grosso calibre partem de denúncias (e acabam em pizza). Ao pequeno consumidor resta rezar para que não esteja sendo lesado por empresários inescrupulosos.

Esta situação talvez explique o alto índice de popularidade do deputado Celso Russomano, que quase passou para o segundo turno na eleição da prefeitura de São Paulo. O povo quer justiça, mas ela na maioria das vezes anda tão distante que qualquer ajuda vinda de alguma autoridade pode ser útil. Dias atrás vi uma imagem que reflete esta constatação. Russomano fez uma visita à Curitiba e foi recebido em praça pública por uma multidão de pessoas que ansiavam por entregar-lhe uma reinvindicação. Ele juntou um calhamaço de papeis e prometeu lutar para solucionar a maioria dos pedidos.

Num país em que os criminosos utilizam menores para blindar suas ações. E que estes menores são empurrados para a criminalidade por não poderem trabalhar ou aprender uma profissão. Em que as escolas públicas se tornaram um retrato desfigurado da grave crise por que passa a educação. E também as instituições fraquejam impotentes ante aos índices de violência, a população sente a falta de amparo do Estado às suas necessidades prementes.

Desconheço estatísticas, mas devem muitas e muitas as demandas da população em busca de reparo de seus direitos, contudo ela (a população) enfrenta tantos entraves no percurso de obter justiça que muita gente acaba desistindo. Este sistema beneficia o infrator e propaga a impunidade. Beneficia o caloteiro que paga com um cheque sem fundo. O inquilino que não cumpre as obrigações contratuais. O acidente no qual o causador foge sem pagar pelo prejuízo, e assim por diante.

Resguardar os direitos de cidadão custa muito trabalho, horas perdidas nos tribunais e poucas perspectivas de obtê-los em médio prazo. As varas estão abarrotadas de processos esperando solução e a cada dia o número aumenta um pouco mais.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista

jofideli@gmail.com



12 de abril de 2013

O brasileiro é um povo fútil?


O paradoxal é que quanto menos se tem acesso ao capitalismo, maior o valor de status dos bens capitalistas.

No relatório de consumo de países emergentes da Credit Suisse, o Brasil é o país com um consumo “discricionário mais prevalente”, o que é uma forma educada de dizer que gastamos mais dinheiro com futilidades do que outros países emergentes. Entre os brasileiros com uma renda de até U$1.000 (PPP), 62% dos participantes disseram que pretendem comprar roupa ou tênis 'de marca' nos próximos 12 meses. A proporção sobre para 74% entre os que ganham mais de U$2.000, mais do que nos demais países emergentes do relatório. Lembrando que, mesmo em paridade de poder de compra, 'roupa de marca' é mais cara aqui que em outros países emergentes...


FRAGMENTOS CONTIDOS NESSE ARTIGO:

“Ter um smartphone ou um tênis Nike não serve para sinalizar status nas ruas de Londres ou nos cafés de Paris.”
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“Acabamos sendo um país que gasta mais com futilidades não porque os brasileiros são necessariamente tão mais fúteis, mas em parte porque nosso consumo de status se dá por meio de futilidades industrializadas, principalmente pela juventude.”
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“O adolescente gringo sinaliza status andando de tênis de lona; o adolescente brasileiro sinaliza status andando de tênis cheio de amortecedores. O gringo sinaliza status bebendo um café artesanal; o brasileiro, comendo um sanduíche industrial. O gringo usa uma camisa de tricot; o brasileiro usa uma polo de marca. O gringo sinaliza status andando de bicicleta; o brasileiro, andando de carro com adesivos e aerofólios. O gringo sinaliza status saindo à noite para ver uma apresentação musical independente; o brasileiro, saindo para ouvir música industrial com um DJ. O gringo planeja passar as férias em Costa Rica ou na Indonésia; o brasileiro planeja pasar férias em Las Vegas ou na Disney.”








7 de abril de 2013

UMA VELHA E UM CAOLHO

Uma declaração descuidada do presidente uruguaio José Mujica, a respeito de sua colega argentina e seu antecessor e falecido esposo, revoltou a família Kirchner e abalou as relações diplomáticas entre os dois países vizinhos.
Pensou alto o velho Mujica: “Esta velha é pior que o caolho”.
A frase caiu como uma bomba, após vazar por uma página da web, criando um desconforto e um corre-corre de delegações imbuídas em apagar a fogueira de um pensamento vago, até então oculto nos porões do inconsciente (não apenas de um, mas de muitos). No dia seguinte o uruguaio apenas acrescentou: “Nada, nem ninguém, pode apagar nossa história”. Referia-se, é claro, à histórica relação de amizade entre os dois países. Não entre os dois governantes.
Tirando a gafe e as questões preconceituosas da terminologia usada, eis que o incidente é um excelente manancial de reflexões, tanto quanto o é no confronto de muitas verdades ocultas. Há mais sabedoria numa frase impensada do que naquelas construídas sob as arestas de nossos interesses e posições que ocupamos. Pobres aqueles que dizem o que realmente pensam. Ou pensam muito e dizem pouco. O próprio Mujica deixou escapar em seu celebre discurso na Rio+20: “Pobre não é aquele que tem pouco, mas aquele que necessita de muito”. Entre uma frase e outra, uma única verdade: Pobres somos nós, que mantemos nossas “velhas opiniões formadas” sob o clivo do vesgo olhar da opinião alheia. Dizer verdades pode ferir, magoar. Então me calo, me omito.
Esse é o ponto. Quem nunca se omitiu nesse aspecto? Muitas das nossas gafes acabam sendo positivas, pois provocam a verdade e estampam na conduta do outro uma necessidade de rever suas posições, seu comportamento. Apesar do clima de insatisfação e total indignação provocado por opiniões contrárias à nossa, são elas que muitas vezes nos curam de uma cegueira comportamental. Quantos caolhos e cegos ainda guiam outros piores! Quantos ensinam o pai nosso aos vigários – no caso a presidente ensinando ao Papa argentino como usar uma cuia de chimarrão – e não enxergam o ridículo dum ato impensado. Eis então que o subconsciente de uma voz ao lado nos desperta para a realidade, porque nossa verdade não é absoluta.
O pensamento político-social está bem enraizado na mentira. “Uma mentira repetida mil vezes pode soar como verdade”. Esse fundamento assaz contraditório está presente em todo e qualquer veículo publicitário, especialmente aqueles que vendem uma ideologia político-partidária. Em nada difere dos padrões do comportamento social, onde prevalecem as aparências e não a verdade do indivíduo. Enganar as pessoas, com o fim de galgar posições e status, para muitos é sinônimo de esperteza, nunca mentira nua e crua. Dizer verdades, então, é quase um ato de suicídio, que a “velha” cantilena das condutas político-sociais desaconselha sempre. É um dos trunfos de vitórias certas. Se preciso, diga meia verdade... uma verdade caolha. Nunca diga tudo o que sabe ou pensa. Tudo que viu ou vê. Deixe sempre uma carta na manga. Esse é o jogo, o trunfo do sucesso humano. Essa é a verdade que temos vergonha de assumir.

E a verdade cristã? Na simplicidade de seus ensinamentos, a única pergunta deixada sem resposta por parte de Cristo foi exatamente esta: “Afinal, o que é a verdade?”. Seu silêncio e suas atitudes falaram mais alto. Ele mesmo já havia se manifestado como a própria Verdade. Certamente, a cegueira do poder não permitiria a Pilatos a compreensão de qualquer resposta, mesmo que essa viesse da boca de Jesus. Mesmo assim, diante de polêmica semelhante, um dia encurralaram o Mestre com uma questão que lhe poderia causar embaraços com a política vigente: “A quem devemos oferecer nossos tributos?” Qual a verdade de nossa obediência: Deus ou os homens? “A Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”. Não o surpreenderam em nenhuma mentira, mas, “admirados de sua resposta, calaram-se” Porque a verdade dói.
WAGNER PEDRO MENEZES wagner@meac.com.br

30 de março de 2013

REFORMA POLÍTICA JÁ!

João Fidélis de Campos Filho

Se esta avalanche de impostos recolhidos pela população brasileira retornasse, na mesma proporção, em investimentos em educação, saúde e programas sociais nosso país já teria saltado para o primeiro mundo.

Mesmo com a sonegação e os incontáveis artifícios que os mais abastados utilizam para burlar a legislação tributária, o governo, em todas as esferas (municipal, estadual e federal) ainda arrecada muito. E com o orçamento comprometido com gastos elevados/mal administrados acaba sobrando pouco para financiar as obras e serviços essenciais aos municípios brasileiros. Se administrasse melhor as finanças o governo federal, que concentra a maior parte da arrecadação poderia distribuir melhor a renda através de investimentos sociais.

Tudo se resume em eleger as reais prioridades do país. No entanto a casta política que desde o império se beneficia das verbas públicas exerce uma forte pressão para dirigir estas prioridades, tentando de maneira nada ética inverter o curso natural das coisas. Como se tornou evidente que o legislativo consome, direta ou indiretamente, parte considerável do orçamento do país, já há tempos repousa no Congresso vários projetos de reforma política, que foram abandonados por conveniência ou falta de vontade de nossos dirigentes. Mas a cada dia que passa vem se tornando mais urgente e indispensável estas reformas, pois é consenso que o Brasil está bem distante no que se refere a um legislativo mais ágil e menos dispendioso em relação a muitas nações.

O Brasil precisa copiar o modelo de alguns países onde o parlamentar recebe baixos salários, tem pouca verba de gabinete e tem que arcar com os custos de sua manutenção e transporte. Nenhum deputado ou senador pode se dar ao luxo de ter tantos serviços pagos pela união como no Brasil, que servem muitas vezes para desvio e enriquecimento ilícito.

Há muitos projetos urgentes e importantes engavetados porque existem muitos entraves burocráticos, a votação é a passos de tartaruga e com isso, entra ano sai ano, o país fica emperrado pelo sistema. Este fato provoca um grande desestímulo no parlamentar bem intencionado que pode até ter boas ideias, mas não enxerga no horizonte possibilidades de vê-las materializadas. O eleitor também se desanima com a falta de dinâmica do Congresso e confia cada vez menos na instituição política. Cria-se um ciclo vicioso em que todos perdem porque o sistema democrático foi idealizado para servir ao povo.

O Brasil não pode esperar mais pela reforma política. Ela já se tornou indispensável, temos que cobrar de nossos representantes mais empenho neste sentido.

jofideli@gmail.com