16 de abril de 2011

O Japão sofre, mas ensina

Não sei se você se lembra de um anúncio já meio antigo que dizia que "nossos japoneses são melhores do que os outros"? Era de uma multinacional japonesa e tinha uma dupla mensagem: exaltava o avanço tecnológico de que os japoneses tanto se orgulham e a criatividade tapuia, capaz de tornar ainda melhor o que os outros já fazem bem.

A tragédia em curso no Japão me fez pensar em uma inversão desse slogan: dá a sensação de que "os japoneses deles" [do próprio Japão] são melhores do que somos, pelo menos em matéria de prevenção e enfrentamento de catástrofes.

Sheila Smith, pesquisadora do Council on Foreign Relations (EUA) para o Japão, chamava a atenção, na segunda-feira, para a "calma e a dignidade" com que tanto a população como o governo reagiram a um desastre "cuja intensidade não pode ser subestimada", conforme ela própria ressaltava.

De fato, chamo a atenção do leitor para uma foto eloquente, publicada na segunda-feira, na página A12 da "Folha": uma fila de pessoas serpenteava em busca de água em uma escola de Sendai, a cidade mais atingida, seguindo marcas de giz traçadas no chão. O incrível é que ninguém furava a fila, por mais improvisados que tivessem sido os riscos.

No jornal "El País" desta terça-feira, também de Sendai, os enviados especiais Georgina Higueras e José Reinoso espantavam-se com o fato "de que mal houve saques, e nenhum comerciante ou transportador aumentou os preços".

Nesta mesma Folha.com, o brasileiro Ricardo Uehara, há 16 anos no Japão, confirmava que "as pessoas esperam em filas e não ocorrem saques. Nós latinos, sempre nos queixamos de que os japoneses são frios, mas hoje compreendo que esta tranquilidade é muito útil nestes momentos."

Mais: segundo a Tokyo Electric Power, responsável pelo abastecimento energético, disse que os "apagões" que chegaram a ser previstos estão por ora descartados porque o público espontaneamente passou a poupar energia o suficiente.

Preciso lembrar que, no Brasil, após tragédias, mesmo de proporções infinitamente menores, os saques são comuns (em outros países também, é bom que se diga)? Preciso lembrar que, no Brasil, há "apagões" mesmo sem terremotos ou tsunamis?

À reação pós-catástrofe some-se a prevenção. Sheila Smith, a especialista em Japão, do CFR, lembra que a população japonesa está entre as mais bem treinadas e mais bem informadas do mundo sobre a eventualidade de fenômenos naturais.

Depois do terremoto em Kobe, faz 16 anos, a prevenção avançou ainda mais, na medida em que os currículos escolares passaram a incluir informações e treinamento para lidar com situações como a que aconteceu a partir de sexta-feira.

Além disso, os japoneses desenvolveram os chamados "edifícios inteligentes", capazes de resistir a choques como os de um terremoto violento. É bom notar que os grandes estragos foram provocados muito mais pelo tsunami do que pelo terremoto em si.

Prevenção contra tsunamis da força do que atingiu o Japão é ainda uma arte em desenvolvimento. Não funcionou na sexta-feira e talvez seja de fato impossível erguer um muro preventivo capaz de barrar ondas tão altas. Só mesmo afastando a população das costas o máximo possível, o que não é trivial, se se considerar que as cidades vão crescendo sempre, por muito baixo que seja o índice de natalidade.

O curioso é que, em meio aos elogios que se leem em toda parte a respeito do Japão, surja um político relevante para criticar o espírito de seus concidadãos. É o governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, para quem o desastre foi "uma punição dos céus", porque os japoneses se tornaram "gananciosos".

Pode ser, mas o fato é que os danos do terremoto/tsunami, mesmo que as mortes passem de 10 mil, como se começa a supor, serão infinitamente inferiores às 230 mil do grande tsunami de 2004, nas costas da Ásia.

Parece, portanto, que os "japoneses deles" são realmente dignos de estudo, especialmente para um país como o Brasil que lida tão precariamente com catástrofes de dimensões comparativamente bem mais modestas.

Recebi por email da amiga Teruko Kanto





10 de abril de 2011

QUE JESUS NOS DESPERTE

O crime do Realengo é um desses episódios que faz arcar a espinha dorsal de qualquer orgulho patriótico. Não tem como ser indiferente a ele e aos seus desdobramentos. Muito já se disse e muito ainda se dirá sobre suas motivações, responsabilidades e conseqüências. Doze inocentes vítimas fatais e um não menos inocente, pois que sua ação só é compreensível se o considerarmos vítima de uma insanidade sem tipificação específica. Talvez nem mesmo os maiores especialistas da área consigam um diagnóstico convincente. De nada adianta isso agora, senão para evitarmos outras tragédias.


Não é preciso nenhum doutorado para se perceber um fato: atos extremos de violência são gritos de protestos de alguém não amado, carente, deslocado do meio. Alguém que, como o atirador Wellington Menezes, 23, há muito vivia isolado de tudo e de todos, num mundinho próprio e com uma religiosidade distorcida, confusa entre o certo e o errado, o puro e o impuro, o justo e o injusto. “Nada que seja impuro poderá tocar meu sangue”, instruía em sua carta de despedida. E ainda recomendava para retirarem suas vestes, banharem seu corpo e o envolverem num lençol branco. “Quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme”! Ah, infinito aconchego do colo materno! Quem não o deseja?

Mas, no auge de sua reveladora carta de despedida, o pobre demente expõe sua fé: “Preciso da visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo que eu fiz, rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna”. Triste lampejo de fé... Uma fé abstrata, superficial, que “ouviu falar” de um amor maior, mas nunca o encontrou na clausura de suas carências afetivas ou sequer pode vivenciá-la na redoma que construiu para seus dilemas pessoais. Que Jesus nos desperte desse perigoso individualismo em que nos metemos, indiferentes aos dramas que se desenrolam ao nosso lado.

De forma alguma apresento justificativas para tamanha monstruosidade. Busco tão somente uma razão. Disse um colega de classe do atirador: “Nós temos certeza de que, quando ele subia aquelas escadas viajava no tempo, até dez anos atrás, quando estudávamos juntos” (FSP). Vingança pelas humilhações passadas? Bullying é o americanismo em voga. Já muitos de seus vizinhos citaram seu procedimento estranho, sem amigos, introspectivo e usuário inveterado da internet. Citaram mudanças de religião. Mas ninguém citou uso de drogas. Volto ao diagnóstico inicial: comportamento típico das pessoas mal amadas.

Sim, porque mesmo que se confirmasse uma doença mental, sentir-se amado sem maiores pretensões seria um lenitivo eficaz. Porque a raiz de todos os males é a falta de amor. Como reagir e evitar novas tragédias? São Paulo nos dá uma resposta bem próxima ao lampejo da fé demonstrado pelo atirador em questão. “Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e procura com todo empenho a piedade, a fé. Conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e fizeste aquele nobre profissão de fé perante muitas testemunhas. Em presença de Deus que dá vida a todas as coisas e de Cristo Jesus, que ante Pôncio Pilatos abertamente testemunhou a verdade, recomendo-te que guardes o mandamento sem mácula, irrepreensível, até a Aparição de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual a seu tempo será realizada”... (II Tim 6, 11-15). Só Jesus é capaz de nos despertar de uma vida sem esperanças maiores, sem sentido.

Wagner Pedro Menezes

http://www.wmeac.blogspot.com/






24 de março de 2011

Estudo aponta agrotóxico em leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, MT.

Pesquisa em cidade de 45 mil habitantes do MT detecta presença da substância em amostras coletadas de 62 mulheres. Em algumas, havia até seis tipos do produto; toxicologista diz que contaminação põe em risco saúde de crianças.

O leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, cidade de 45 mil habitantes na região central de Mato Grosso, está contaminado por agrotóxicos, revela uma pesquisa da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso). Reportagem de Natália Cancian e Marília Rocha, na Folha de S.Paulo.

Foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres, 3 delas da zona rural, entre fevereiro e junho de 2010. O município é um dos principais produtores de grãos do MT.

A presença de agrotóxicos foi detectada em todas. Em algumas delas havia até seis tipos diferentes do produto.

Essas substâncias podem pôr em risco a saúde das crianças, diz o toxicologista Félix Reyes, da Unicamp. “Bebês em período de lactação são mais suscetíveis, pois sua defesa não está completamente desenvolvida.”

Ele ressalta, porém, que os efeitos dependem dos níveis ingeridos. A ingestão diária de leite não foi avaliada, então não é possível saber se a quantidade encontrada está acima do permitido por lei.

“A avaliação deve ser feita caso a caso, mas crianças não podem ser expostas a substâncias estranhas ao organismo”, diz Reyes.

A bióloga Danielly Palma, autora da pesquisa, afirma que a contaminação ocorre principalmente pela ingestão de alimentos contaminados, mas também por inalação e contato com a pele.

Entre os produtos encontrados há substâncias proibidas há mais de 20 anos.

O DDE, derivado do agrotóxico (DDT) proibido em 1998 por causar infertilidade masculina e abortos espontâneos, foi o mais encontrado.


MÁ-FORMAÇÃO

Das mães que participaram da pesquisa, 19% já sofreram abortos espontâneos em gestações anteriores. Também relataram má-formação fetal e câncer, mas não é possível afirmar se os casos são consequência da ingestão de agrotóxicos.

Mais de 5 milhões de litros de agrotóxicos foram utilizados no município em 2009, segundo a pesquisa.

Associação afirma que danos à saúde não são provados

DE SÃO PAULO


A Associação Nacional de Defesa Vegetal, representante dos produtores de agrotóxicos, diz desconhecer detalhes da pesquisa, mas ressalta que a avaliação de estudos toxicológicos é complexa.

Segundo a entidade, faltam estudos que comprovem prejuízos à saúde provocados por produtos usados adequadamente. “Não há evidências científicas de que, quando usados apropriadamente, os defensivos agrícolas causem efeito à saúde”.

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso diz que problema semelhante foi detectado em uma pesquisa feita há cinco anos, quando multas foram aplicadas. O caso “não se tornou um problema de saúde” na época, diz a pasta.

O governo afirma que vai avaliar a situação atual.

EcoDebate, 24/03/2011

Nota do EcoDebate: Apesar da burocrática argumentação da Associação Nacional de Defesa Vegetal os casos de contaminação por agrotóxicos em Lucas do Rio Verde estão bem documentados, conforme podem ler na matéria “Campo Verde e Lucas do Rio Verde, MT: Agrotóxicos em amostras de ar, água da chuva, sangue e urina”

[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]


NOTA DO BLOG PAINEL GERAL:No Brasil o ser humano sempre fica em ultimo plano nos casos ambientais x financeiros, mesmo com Leis Ambientais e a Constituição Federal referente ao meio ambiente nos diz a desrespeito.

Alem disso o PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO é usado em muitos países quando existe alguma dúvida sobre os maleficios a saude humana e ao meio ambiente, principio que aqui no Brasil dificilmente é praticado. Só depois de alguma catástrofe ou vários casos de doenças e mortes que as “autoridades” resolvem tomar providências.

Assim é impossivel nos tornarmos um país de primeiro mundo...

FONTE:
http://www.ecodebate.com.br/

22 de março de 2011

Robôs e Alienígenas

João Fidélis de Campos Filho

Uma comissão de cientistas da NASA (Agência Espacial Norte-Americana) divulgou nestes dias o resultado de um amplo estudo sobre a possibilidade de vida no universo, no qual chegou-se à conclusão de que é praticamente impossível (devido às condições atmosféricas, climáticas, etc.) a existência de vida extra-terrestre.Curioso é que em dezembro a descoberta de uma novo tipo de bactéria num lago da Califórnia levou a mesma NASA a afirmar que poderia haver vida fora do planeta Terra, portanto esta mudança de ponto de vista em tão pouco tempo levanta dúvidas sobre veracidade do estudo.

È importante lembrar que estas pesquisas se atem unicamente à forma de vida biológica existente em nosso planeta. A Terra reúne condições propícias para que os seres vivos aqui se desenvolvam para manter acesa a chama do ciclo vital através da transmissão dos genes de cada espécie. Pode ser que existam (e isto a pesquisa não cita) outras formas de seres, os alienígenas, que não necessitem da energia que os seres vivos precisam para se manter em atividade. No entanto os cientistas reforçaram a tese de que não há evidências científicas aceitas pela comunidade acadêmica internacional para se afirmar que existem outras formas de seres.

Para muitas mentes inteligentes é pouco provável que este gigantesco e ainda desconhecido universo abrigue apenas os seres do nosso planeta. Contudo com a difusão do cientificismo atual vem aumentando o número de céticos, ateus e materialistas que negam até a existência da própria mente. Muitos sustentam que as reações químicas do cérebro são responsáveis não só pelo nosso raciocínio assim como nossas emoções. Separar o cérebro da consciência (ou do eu) tem sido uma tarefa desafiadora para a neurociência.

Segundo Henri Bergson o homem não é uma maquina passivamente adaptável; ele é um foco de força redirecionada, um centro de evolução criativa. E a escolha (o livre-arbítrio) é criação e criação é trabalho. O homem só capta o fluxo da vida pelo pensamento e pelo intelecto, portanto como a matéria poderia produzir intuição e imaginação? Matéria não pensa e não sente.

Sem a mente os animais agiriam unicamente pelo instinto de conservação e isso na prática inexiste. Eles agem também por sentimentos e aspirações diversas. Não faz muito tempo o psiquiatra norte-americano Martin Paulus, professor da Universidade da Califórnia anunciou a descoberta que a ínsula é a ponte de conexão entre o cérebro e a mente. Através de exames de ressonância ele chegou a conclusão que a ínsula (órgão do tamanho de uma ameixa situada no cérebro) interpreta as emoções e a partir daí que a mente toma suas resoluções.

Calcula-se que o cérebro funciona com 100 bilhões de células nervosas e mais de 50 neurotransmissoras, que resultam em mais de 500 trilhões de conexões neuronais. Graças a elaboração mental hoje em dia se conhece mais deste órgão complexo. Mas lhe dar a primazia mecanicista do domínio completo do corpo humano é uma quimera. Se assim fosse seriamos robôs.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista



FONTE:
http://jofideli.blogspot.com/






17 de março de 2011

Senciência nos animais? artigo de Fernanda Tripode

Inicialmente importante sabermos o que significa “senciência”. Consiste em “a capacidade que um ser possui para sentir dor, medo, angústia, prazer e alegria”, sendo uma palavra que ainda não consta no dicionário formal da língua portuguesa, somente a palavra “senciente”, definido como aquele “que sente”.


Ciência e a “Senciência nos animais”
A definição de “senciência” nos animais encontra grande “ceticismo” em alguns segmentos do âmbito científico.

Para a grande maioria dos cientistas, que particularmente rotulo de “céticos”, (com o devido respeito à outros entendimentos), considerar a vida emocional nos animais, exige considerável e incontestável prova científica.

Não houve prova o contrário, ou seja, declaração da “ não existência da senciência em animais”, mas, esse fato não é levado em consideração. Segundo um dos estudiosos da consciência animal, Donald Griffin, a grande maioria entre a comunidade científica exige maiores evidências para aceitar os sentimentos nos animais, fato que não ocorre em outras áreas da ciência.

A razão desta exigência dá-se pelas experiências subjetivas serem assuntos privados, ou seja, que residam no cérebro de cada um, sendo inacessíveis aos outros. Esta conclusão torna o assunto restrito e conveniente aos “céticos cientistas”, ao afirmarem que jamais terão certeza dos sentimentos dos animais e, por este motivo, encerrarem a questão. Neste aspecto, interessante notar que numa análise dos estudos científicos, verificaremos que raramente temos um conhecimento por completo das questões envolvidas em qualquer assunto, sendo usado a predição em cada caso específico. A ciência pode fazer a predição com base na observação.

Aliás, perfeição no conhecimento é algo que pouquíssimos cientistas puderam oferecer. Na verdade, ao seguirmos essa linha de análise, devemos reconhecer que a senciência de outro ser humano também não pode ser provada cientificamente. O acesso à mente e aos sentimentos de outros indivíduos é limitado porque não podemos adentrar na esfera privada de um outro indivíduo, humano ou não humano, consequentemente “sentir o que esse ser sente”.

Mas, evidentemente, que essa limitação não nos impede de compreender ou pelo menos “tentar compreender”, o que um outro ser humano está sentindo, nem nos impede de utilizar essa informação para tomarmos decisões com respeito e ética ao agirmos.

A ciência tradicional cartesiana precisa evoluir da postura simplista de “não temos certeza, então não existe”.

Por outro lado, vários cientistas vêm compreendendo e dando ênfase sobre a questão da senciência animal. Estamos numa mudança, a transição para uma ciência mais repleta de valores e ciente de suas limitações já se iniciou, pelo menos no que diz respeito à ciência animal. As recentes descobertas têm alardeado debates à respeito da consciência animal que já vinha sendo discutido entre filósofos, psicólogos e outros cientistas. E caso seja reconhecido que os animais podem pensar, então a idéia de que a consciência é um atributo único dos humanos, um dos postulados básicos do ocidente desde o filósofo francês Renè Descartes – onde argumentava que animais não têm almas, logo não pensam e não sentem dor, sendo que os maus tratos não eram errados – torna-se insustentável.

Senciência nos seres humanos e não humanos/animais
Nós seres humanos, somos sencientes, sentimos raiva, medo, felicidade, prazer, dor, dentre outros sentimentos. Possuímos sistema nervoso central, onde nossa mente capta informações que nos fazem reagir à todos os sentimentos mencionados. O mesmo ocorre com um ser não humano / animal, que possui o sistema nervoso central, tornando consciente de sua percepção sensorial, reagindo à todos os sentimentos provocados externamente.

A mente humana e não humana, interagem em seus mundos de acordo com suas naturezas. A mente do ser humano usa da linguagem simbólica para interagir com o seu mundo, podendo ser diferente da mente de outras espécies, onde podem usar de forma diversa para interagir com seus próprios mundos e de acordo com suas comunidades de cada espécies. Torna-se impossível saber com precisão a forma usada, porém, é irrelevante, pois tanto os humanos quanto outras espécies não humanas/animais, são sencientes e capazes da consciência de sua percepção sensorial. Possuem interesses, inerentes à sua própria natureza, todos têm preferências, desejos ou vontades.

O pensamento humano e não humano/animal apresentam diferenças no modo de pensar sobre seus interesses, mas, não há dúvidas que têm iguais interesses básicos, sendo alguns deles: não “sentir” dor e de sofrer, o interesse de permanecerem vivos e junto de sua respectiva comunidade. São interesses inerentes às suas naturezas, ligados à própria senciência de seres humanos e não humanos/animais.

Mas… e as plantas ? Elas também sentem e sofrem!!!…

Como poderá ocorrer, algum leitor após essas breves análises sobre a senciência nos animais, consequentemente indagar: mas, e as plantas? E o Reino vegetal ?

Na verdade noto que raramente essa indagação é com o propósito de uma discussão e esclarecimento sobre a senciência nas plantas, mas sim, pelo fato de tentar abranger a senciência nas plantas (como se fosse possível) e concluir: se plantas e animais sentem, é correto que continue com a prática de sofrimento aos animais, ou seja, “ se não posso impedir que a planta sofra, portanto, não posso impedir que ninguém sofra, assim, estou com a consciência tranquila do meu entendimento de infligir sofrimento animal.”

Entendo que é mais uma desculpa e um álibe para continuar no ato reiterado de contribuir sofrimento animal: já que não posso impedir o sofrimento numa alface, então vou continuar matando porcos, galinhas, bois, peixes, cordeiros…

Por mais que essas diferenças sejam dotadas de lógica e bom senso, torna-se viável esclarecer alguns dos muitos aspectos que diferenciam seres humanos/não humanos-animais (reino animal) das plantas (reino vegetal):

Primeiramente, quando retiramos frutos, folhas, sementes dos vegetais, esses não morrem. Quando podamos uma planta, ela não morre. Obviamente que, caso retiremos a planta pela raíz ela morrerá, porém, não são capazes de sentir “dor”.

Plantas não são dotadas de sistema nervoso central, logo não possuem a senciência. Para serem capazes de sentir dor e sofrer, necessitariam possuir a senciência.

Plantas respondem à estímulos, diferentemente de possuir senciência, pois, inclusive organismos não-vivos como células e proteínas respondem à estímulos. (Quem nunca viu isso no microscópio naquelas aulas de laboratório do colégio ?)

Caso as plantas tenham algum tipo de sensibilidade, situação hipotética, ela seria muito diferente da senciência dos animais, inclusive essa questão é abordada nos estudos que tratam da sensibilidade das plantas. Podem ter mecanismos de defesa, atração, estratégias de dispersão de sementes ou mesmo captura de presas, porém, não experimentam dor ou sentimentos como os seres não humanos/animais e os humanos.

Mesmo com essas poucas, entre as muitas diferenças existentes, sempre terá alguém afirmando que as plantas não diferem dos animais, em relação aos sentimentos, porém, o único propósito com a afirmativa é confrontar e não dialogar, já que com o mínimo de bom senso, sem necessitar de inteligência, conseguimos compreender claramente a diferença entre os animais e as plantas. Afinal não é difícil compreender diferenças entre aparar uma grama / cortar um tomate e cortar o pescoço de um cão, galinha, ou de qualquer outro animal !


A subjetividade na senciência – Aplicação da ética e respeito


Para esclarecer melhor sobre a senciência e sua subjetividade tanto no ser humano, quanto nos animais, traço alguns exemplos:

Um ser humano ainda incapaz- bebê humano. Sabemos que é um ser senciente, assim, se fizermos algo à esse ser, mutilá-lo ou maltratá-lo de alguma forma, sabemos que “sente”, não pelo “choro” ou por se “debater”. Mas, compreenderemos que possa sentir a dor e o sofrimento, em razão de que possuimos a consciência para compreender que “bebês humanos” são seres sencientes e que por questão de respeito e ética, não devemos maltratar um ser possuidor de senciência. O ponto crucial de impedir o ato cruel à um bebê é o caráter moral desenvolvido no cérebro do ser humano, através da cultura na sociedade em que vive, praticando a ética e o respeito, cumprindo Leis que nasceram dessa cultura. Assim, estará ciente de que caso ultrapasse a linha do caráter moral, a ética e o respeito, valores basilares de uma sociedade, terá a devida punição. Desta forma, o ser humano não maltrata um bebê, por compreender o sofrimento diante o seu caráter moral desenvolvido, através de sua cultura, consequentemente agindo com ética e respeito e não “por sentir o que esse bebê humano sente”.

Caso o ser humano, totalmente capaz, também seja vitimado pela dor, ao cortá-lo, não saberei o que sente pelo fato de simplesmente afirmar que “sofre” e “que dói” , pois, é subjetivo, ele diz que “sente a dor”, mas, “eu não sinto”. Não posso adentrar a sua mente, mas, posso usar da predição, aplicar a ética e respeito, impedindo que esse ser sinta dor e sofra. Assim, temos que a senciência é subjetiva, pois, não podemos dizer sobre o outro ser, somente sobre o nosso sentimento.

Caso algo me faça sentir “dor” e “sofrimento”, poderei medir o grau do sofrimento, se fizerem à um bezerro ou à um bebê humano, cortando-os, nestes casos, não poderei medir o grau de sentimento experimentados por eles, somente com relação ao meu próprio sentimento, com relação especificamente aos exemplos – bezerro e bebê humano, saberei que ambos estarão sofrendo, por serem seres sencientes, e ter na minha concepção de moral desenvolvida , e, aplicação da ética e respeito, que devo impedir os dois atos de sofrimento.

Diga-se que essa concepção moral desenvolvida, a maiorira dos seres humanos aplicam somente a sua própria espécie. A senciência de outros seres são deixadas de lado, não aplicando a ética e respeito, pois, o ser humano desenvolve a capacidade mental de compreender que os animais são de uso e exploração, e esse caráter moral desenvolvido passa por gerações.

E nesse aspecto que nasce um grupo formado por minorias de pessoas das mais diversas culturas, nacionalidades, crenças, religiões, onde compreendem claramente a senciência nos animais; possuem a concepção moral de não infligir dor e sofrimento também aos animais, estendendo a ética e o respeito para com seres de outras espécies, são os denominados “veganos”. (meu entendimento sobre “veganos”, uns entendem que veganos são aqueles que independente de moralidade, somente aplicam-se a ética e o respeito, particularmente entendo que o vegano desenvolve o caráter moral também com os animais).

Recentes pesquisas sobre a questão da senciência animal

Conforme recentes pesquisas científicas, os animais são considerados “seres sencientes”, ou seja, eles possuem a capacidade emocional para sentir dor, medo, prazer, alegria e estresse, além de terem memória e, até mesmo, saudades. Foi diante este princípio da senciência nos animais que a WSPA (World Society for the Protection of Animals), realizou um documentário através do filme “Animais, Seres Sencientes”, demonstrando que o conceito de senciência animal, se aplica a todos os animais vertebrados – mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes. Possuindo a capacidade da percepção de sentimentos como agonia, medo, dor, dentre outros.

O documentário teve a participação dos maiores especialistas em bem-estar animal do Brasil e do mundo. Eles comentaram, de maneira clara e didática, sobre os animais usados para consumo, entretenimento, produção de ovos e leites, selvagens, dentre outros tipos de explorações.

A omissão
Muitos, apesar de reconhecerem a existência da senciência nos animais e o quanto é errado o que ocorre à eles, preferem a omissão: “Não quero ver. Não gosto de ver isso. Nem me fale sobre isso. Não quero informação. Não quero saber, pois, vou sofrer. Eu não suporto crueldade com animais. Prefiro não saber, pois, gosto de churrasco”, “Já foi morto mesmo, então eu como”, dentre outros.

Mas, mesmo diante de todos os argumentos, as comprovações da senciência e de sofrimento que animais passam dia e noite, continua-se no ato de contribuir para a exploração, uso e assassinato animal, puramente pela omissão. É mais fácil e cômodo. Está mais do que na hora de raciocinarmos sobre nossos atos com os seres não humanos/ animais, dotados de senciência e tomarmos uma atitude deixando a omissão e comodismo de lado.

Como sempre lemos e ouvimos: O silêncio generalizado sempre favorece ao opressor nunca a vítima.


Conclusão
Portanto, a senciência existe tanto em seres humanos, quanto em não humanos/animais, sendo que, cada um possui direitos e interesses inerentes de sua própria natureza, dentre eles: não sofrerem, não sentirem dor, medo e angústia; não morrerem, não serem explorados e maltratados; devendo estender a ética e o respeito, à todos esses seres possuidores de senciência, independentemente de espécie.


“O passado fugiu, o que esperas está ausente, mas o presente é teu”.(Provérbio árabe)

* Fernanda Tripode – Advogada e vegana
** Colaboração de Izamarina Martins para o EcoDebate, 15/03/2011



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9 de março de 2011

V I O L Ê N C I A

Como é alimentada a violência no Rio e em outras partes do Brasil?

Seriam as drogas o principal alimento da violência? Combater as drogas é cortar os galhos da árvore e permitir que eles brotem ainda mais verdes e fortes.

Seria uma grande hipocrisia admitir isso.

É mais cômodo para uma sociedade egoísta que paga salário de fome a sua empregada doméstica o mesmo valor que paga num litro de bebida fina.

Que consome caviar sem imaginar quem os serve muitas vezes enfrentam dificuldades gigantescas para sobreviver: com um sistema de saúde doente cheio de pessoas amontoadas nos corredores dos hospitais e ainda se dão por satisfeitas nessa condição, mesmo sendo atendidas nas macas e muitas vezes no chão.

Levantam de madrugada e viajam quilometros até o seu trabalho. Sofrem com enchentes, desmoronamentos e tantas infinitas dificuldades. Uma rotina que atesta o pacifismo deste povo.

Imaginem uma madame estressada que sempre anda de carro de luxo dentro de um ônibus!! Ficaria histérica. ..

Uma sociedade que grita por justiça mais não a pratica...

Convenhamos quem alimenta a violência? No final desse fio estão as drogas, mas antes, vem a fome, o analfabetismo, a cultura do consumismo, ao desmonte da religiosidade pelos meios de comunicação, o terrível mau exemplo da corrupção escancarada dos políticos que levam a todos nós a falta de esperança de um país justo.

Um jovem nascido nesses bolsões de pobreza são presas fáceis do mundo do crime, ficam entre a cruz e a espada: ou morrem de fome, tráfico de drogas, ou se sujeitam ao trabalho escravo que a nossa sociedade submetem seus trabalhadores menos afortunados.



7 de março de 2011

REFLEXÃO SOBRE O CARNAVAL

O carnaval está aí, e com ele, o Reinado de Momo, da folia, da liberdade, ou seria, libertinagem?

A cultura é algo que faz e deve sempre fazer parte de nossas vidas, porque é uma das marcas dos povos... ouvir um bom samba, um eletrizante frevo,um emocionante maracatu, caboclinhos, e outros ritmos de nossa riquíssima cultura popular, é saudável...

O que queremos questionar aqui é a cultura de libertinagem do Carnaval! Três dias onde aqueles que "brincam" se vêem livres para fazerem tudo o que der na cabeça...

Sexo desregrado, drogas, bebidas, confusões, obsessões... tudo isto ocorre neste período onde a criatura humana abdica de sua razão.


Antes que alguém grite: "santos?" não!
Não falamos aqui de santidade, até porque não
somos santos! Falamos de coerência.

E, neste aspecto perguntamos:
qual deve ser a atitude do Cristão, acima de tudo, diante deste período?

Quem tiver coerencia, saberá à saciedade qual a influência nefasta que ocorre durante os três dias de loucura generalizada.

O povo tem o direito de se divertir sim, mas o povo ainda não sabe, ou não quer saber, do aspecto espiritual da vida... das consequências de todas as nossas palavras, pensamentos e atos nesta vida, refletidos na outra.

Sim, o Carnaval é uma bela festa, mas já foi o tempo do confete e da serpentina; hoje é o loló, o crack, a maconha e todas as drogas alucinógenas que se podem usar nas festas na rua, e diante de todas as autoridades, que nada podem fazer diante da multidão de loucos.



O Cristão deverá ter a consciência de suas responsabilidades perante a vida e seu compromisso, além do que, sua capacidade psíquica sofrerá sim
a influência da legião de entidades libertinas, perversas, do mais baixo nível que se juntam às pessoas, em suas "macaquices" momescas!



Se partirmos para os "clubes fechados", aí então a situação é mais grave: orgias, orgias e orgias... parece a revivescência das festas nos jardins palacianos de Calígula!

Precisamos ter a consciência que as festas de Momo não trazem nada, absolutamente nada de bom para ninguém, no aspecto espiritual da vida.

Mas quem quer saber do "aspecto espiritual da vida"?

Ainda bem que nenhuma escola de samba resolveu "homenagear" algum personagem cristão.
Seria muito estranho ver alguém seminu "dançando" em "homenagem" a Deus.

Meus amigos, nada temos contra o Carnaval,sob o ponto de vista cultural, mas o que há de mais belo nas Escolas de Samba?

As mulheres nuas, os homens nus ou o mestre-sala e a porta-bandeira,
dignamente vestidos, fazendo evoluções para o povo? Estes sim, merecem o nosso aplauso!

Agora uma questão para medir nossa sinceridade em relação ao Evangelho de Jesus e o Carnaval: se Jesus aparecesse em plena segunda feira de carnaval e chamasse o povo para seguir seu Evangelho, qual seria a nossa resposta?


Repassando este texto recebido de
Meire Michelin - Grupo Em Nome do Amor

(Texto recebido do amigo Renato Silveira)


FONTE: http://www.bycarminhaslides.com

12 de fevereiro de 2011

Arte Conceitual

João Fidélis de Campos Filho

Ser sensível ás coisas belas e indiferente ás negativas e de mau gosto é uma boa receita anti-depressão nesta corrida contra o tempo que se transformou o mundo atual. Isto significa que a total ausência/indiferença proposta pelos hindus não é exatamente uma boa escolha, pois cria uma sociedade individualista, egoísta e sem valores éticos e morais. Recebi uma matéria enviada por um querido amigo da jornalista Márcia Tiburi cujo título é “A Arte Enlutada” que é uma bela análise dos descaminhos do movimento artístico contemporâneo. A visão de uma era de conflitos por autodeterminação, direitos de minorias, guerra por matérias primas e inserção social de uma população mundial que aumenta dia a dia, leva a arte a refletir toda esta situação, transmitindo ao interlocutor toda esta energia.

Márcia fala de uma arte que provoca, sem limites do bom senso, por isso às vezes apelativa. A seu ver esta arte exalta o feio e provoca até asco em quem a vê. Mas há dois ingredientes que a autora não cita ou esquece em sua abordagem que soa importantes na sua análise, que são a predisposição da mídia em penetrar na grande população e vender seu peixe através do sensacionalismo e da supervalorização do lado negativo das noticias da nossa realidade. A tragédia da vida comum ascende ao primeiro plano suprimindo largamente o belo e as boas coisas da vida humana. O artista Damien Hirst expõe bezerros e tubarões em formol; na Bienal de São Paulo urubus são colocados em um cercado e mostrados como forma de provocação. Esta chamada “arte conceitual” deve realmente ser vista como arte?

Em meados do mês passado o neurocientista canadense Mario Beauregard esteve no Brasil para lançar seu livro: O cérebro espiritual – Uma explicação neurocientífica para a existência da alma (Editora Best Seller) no qual defende a tese que a consciência humana (ou a mente, ou a alma), é uma entidade separada dos “meros mecanismos cerebrais”. E as manifestações artísticas estão incluídas nesta forma de extravasar da alma. Segundo autor: “a idéia central do materialismo consiste em que tudo o que existe tem uma causa material, isto é, uma causa governada pelas forças da natureza tais como compreendidas pela física clássica. Segundo o materialismo, a consciência e o espírito (quer dizer, os processos mentais) não podem existir independentemente do cérebro; e a crença numa vida após a morte seria absurda. Além disso, todas as crenças e experiências referentes a Deus e a mundos espirituais seriam fruto de superstições ou alucinações; o livre-arbítrio, ainda, seria uma ilusão”. Mas a prova cientifica da existência da alma poria fim a estas especulações. “Para mim, a alma é o princípio pensante de toda entidade dotada de vida” diz o autor canadense. Beauregard reafirma que a arte não é um produto material, pois se assim o fosse nunca seria criativa. Ela é uma expressão individual e única porque vem do inconsciente (a alma).

Se a alma é um celeiro de memórias do mundo atual e da história humana, que o homem traz consigo quando nasce (geneticamente ou não), toda vez que ele cria algo novo, utilizando a intuição, a imaginação, o sentimento e o raciocínio, ele está produzindo arte. Contudo qualquer maneira de representação reflete o estado de espírito de quem cria. Assim sendo a arte conceitual passa a ser produto não só de um tempo em que o sensacionalismo tornou-se um objeto de consumo, mas também dos fatores psicológicos que influenciam o autor e sua visão da realidade. O abstracionismo que domina a arte contemporânea não é em si um reducionismo em relação aos movimentos artísticos anteriores porque o essencial está em tudo que o artista transmite e na percepção do espectador.

João Fidélis de Campos Filho- Cirurgião-Dentista

http://jofideli.blogspot.com/

16 de janeiro de 2011

Mario Augusto de M. Machado(Morani)-Suas Pinturas de Nova Friburgo-RJ

O pintor desses quadros , meu amigo  Morani, reside em Nova Friburgo-RJ, felizmente sobreviveu a tragédia climática que atingiu aquela bela cidade serrana do Estado do Rio de Janeiro. 
Foram horas de preocupação com sua segurança, até que no domingo posterior a tragédia, logo de manhã veio a notícia que o Morani estava bem.

Clique sobre as imagens para ve-las no tamanho original:



Nova Friburgo, 14/03/08
Esta é uma das mais belas vistas existentes na cidade serrana de Nova Friburgo.

O grande prédio amarelo, no centro da tela pintada por De Moraes em 1997, é o famoso "COLÉGIO ANCHIETA" da Ordem dos Jesuitas. Dali de suas salas sairam alunos que mais tarde se projetaram no cenário político, econômico e artistico de nosso país. Aqui, nessa terra, nasceu o famoso pintor Guignard e nesse egrégio estabelecimento de ensino passou Euclides da Cunha, o famoso autor da obra "Os Sertões" que conta a saga dos recontros entre o exército da Primeira República e os habitantes de Canudos, ao norte do estado da Bahia. Logo ao pé da grande pedra está a UERJ, da Fundação Getulio Vargas que antes fora um colégio de sistema de internato para rapazes de abastadas famílias de todo o Brasil. São vistos os topos de alguns prédios da cidade, parte das copas dos antigos eucaliptos que dão sombras e beleza à Praça Getulio Vargas e abaixo, no lado direito da tela, os arbustos próximos a casa do pintor.
Nota: De Moraes é o cognome de Mario Augusto de Moraes Machado que se assina MORANI em suas correspondências na internet.


Nova Friburgo, 17/03/08
Esta é mais uma paisagem pintada por mim. Montei meu cavalete na sala de estar, pois dali posso ter a visão clara das pedras irmãs que têm o nome de DUAS PEDRAS, não por elas, mas, sim, por duas outras que ficam na montanha à esquerda, no alto, também à esquerda, e que se inclinam para o abismo como mostro aqui. São duas montanhas de pura rocha cobertas em parte, nos cimos, principalmente, por uma verdura rasteira. Sobranceira à cidade, tem imediatamente ao seu pé a conhecida Fundação Getulio Vargas. À direita, rente ao limite da tela se pode ver uma parte do Colégio Anchieta: o predio amarelo no qual aparecem três janelas, porém são muito mais em todo o prédio de uma imponência admirável e com suas muitas palmeiras altaneiras a completar a "moldura" natural do lugar. Abaixo, quase no meio da tela, vemos os últimos andares do Edificio Italia; mais um pouco à direita se vê a torre da companhia telefônica e partes de outros prédios ali e mais além, na direção ao Colégio Anchieta. Logo acima do topo do Edificio Italia outra pequena torre, que sobrepuja levemente a de cores vermelha e branca (da Telefônica), prédios brancos, encobertos em parte pela vegetação, pertencem: um ao Teleférico, e o outro a um restaurante. Atualmente, existem mais prédios residenciais lá nas alturas incluindo prédios de apartamentos, pois a paisagem acima reproduzida por meus pincéis foi feita em 1998. Pode-se bem avaliar a vista que se tem de toda a cidade, incluindo outras montanhas, pedras como a da Catarina e a mais alta da região: a montanha da Caledônia com 2.219 metros de altitude. Lá os ventos são poderosos e capazes de derrubar homens que se coloquem de pé em seu pico. Avista-se do seu alto a cidade do Rio de Janeiro, em meio às brumas que sobem da serra de Friburgo. Tudo se veste de uma beleza sem par, tanto à frente como à esquerda ou à direita de quem chega até à base das Duas Pedras. Nossa cidade de Nova Friburgo foi fundada por suiços. A principio, aqui chegaram 2006 emigrantes com o aval de D.João VI vindos do Cantão suiço para as terras da fazenda Morro Queimado, por volta de 1818. No trajeto do Rio para o alto da serra as perdas de vidas humanas chegaram a 386, mas 14 novas crianças chegaram no "Novo Mundo" serrano. 16 de maio é a data magna da cidade, que de agrícola por excelência adotou, paulatinamente, um parque industrial de importância inegável. Nova Friburgo deu guarida ao eminente Ruy Barbosa que ocupava mansão à Praça XV de Novembro, hoje Praça Presidente Vargas. A mansão, que deveria ter sido tombada pelo Patrimônio Histórico, hoje já não mais existe. Era um pequeno castelo de pujante presença, mas derrubado pela incúria de alguns que não lhe deram os devidos valores histórico e turístico. Poderia ter sido um Museu, que a cidade não tem, para o registro de toda a história belíssima de nossa cidade. Sou carioca de nascimento, mas friburguense de alma.
Morani

FONTE: http://blogdomorani.blogspot.com/2008_03_01_archive.html  


SEGUNDA PARTE: 



CASARIO E MATRIZ DE ALDEIA BRASILEIRA

Nova Friburgo, 12/04/08


Eis um lugar em que muitos brasileiros gostariam de viver. Muita tranquilidade num lugarejo sem pressa de o tempo passar, para se viver um dia como se o mesmo tivesse 48 horas.

A torre da velha igreja, que está se inclinando para a direita por motivo do terreno estar cedendo ao seu peso, teima ainda continuar de pé como baluarte da fé que determina todos os principios do mundo.

Ao seu lado um campinho, gramado, onde a molecada do lugarejo vai bater a sua bola nos finais de semana. Abaixo desse local de brincadeiras vê-se o que restou de um antigo muro que protegeu, por anos, uma casa que já não mais existe. Só na lembrança da vizinhança.

Do outro lado da rua o casario se estende até à beira do rio, mostrando as ruínas de uma outra antiga residência. Sobre o que restou do muro, um rapaz tenta pescar o almoço do dia. Esse jovem está folgando. Subindo a ladeira, um trabalhador autônomo tenta vender suas frutas, e sobre a caixa dágua do casarão, em primeiro plano, um homem ajoelhado tenta algum conserto. O prédio todo pede socorro. A pintura vai-se consumindo com a umidade do rio, mostrando o emboço e a idade do casarão. À frente passa o rio tranquilo como todo o resto da aldeia. É meio-dia. Todos estão recolhidos aos seus lares, talvez sentados às mesas para consumirem o almoço. O sol a pino não deixa os freguezes sairem à rua para atender o vendedor que sobe a ladeira com o cesto na cabeça. No céu, nuvens pesadas prenunciam chuvas vespertinas. E a vida vai sendo vencida e vencendo os moradores.

A tela foi pintada em 1991 e assinada De Moraes, medindo 0,48 x 0,63, em
óleo.



Paisagem matinal em Friburgo.
Nova Friburgo, 18/04/08


Mais uma bela vista que o local onde moro me privilegia sobremaneira.

Ainda é muito cedo, mas podemos ver uma mulher ao canto esquerdo inferior da tela indo a algum lugar.

Por trás do primeiro plano a primeira montanha, ao longe, se acha parcialmente coberta por densa cortina de nuvens.

O céu se acha límpido como cristal, e os primeiros raios do sol começam a se esbater nas fachadas das casas, nas copas das árvores e ao chão se estendem como lençois, dando um toque de luz no gramado e em parte do pequeno barranco de onde sobem três troncos delgados de eucalipto - árvore muito encontrada em regiões frias. As chuvas torrenciais que cairam durante a noite desbarrancaram a pequena elevação à direita, até à base de um dos prédios do local. Esses trê pés de eucalipto infelizmente já não existem mais. Derrubaram-nos por medida de segurança. E, assim, vamos perdendo o nosso arvoredo por desculpas inaceitáveis. As chuvas violentas, mais os ventos fortes que correm por ali, nem sequer mexeram nos delgados troncos: continuaram eretos.
Essa tela foi pintada na década de 90 , em óleo sobre duratex.
 


INICIO DO GRANDE BOSQUE DO PERISSÊ
Nova Friburgo, 11/04/08

O bairro em que vivo é um lugar da cidade que descortina aos nossos olhos, sempre atentos, os mais lindos recantos.

Ali se vive em meio à vegetação abundante; um bosque que vai da rua onde se encontra a casa focada até ao seu mais elevado ponto: a mata que se estende até os límites da floresta serrana.

A árvore isolada às demais, foi vítima de um poderoso raio que a fendeu de alto a baixo em um dia de muita tormenta. Só os ventos, que vêm do Alto da Caledônia, por sí sós fazem os estragos desnecessários, mas tiveram como sócio a faísca elétrica que acabou com a vida da árvore grácil.

A que se encontra mais acima dela (com o tronco e alguns galhos aparecendo) foi derrubada por questão de "segurança", disseram os soldados do Corpo de Bombeiros da cidade. Porém, já não havia vida nela, pela incúria de alguns desocupados que tocaram fogo na mata ao pé da mesma.

As outras, pouco tempo duraram. A mão violenta do homem foi mais uma vez causadora do desaparecimento das belas e antigas árvores. Hoje não se vê a casa com tal facilidade. O mato cresceu de tal forma que a tudo encobriu, juntamente com outros pequenos arbustos, que se transformarão em árvores, futuramente, se o homem deixar. Contudo, esse é mais um belo recanto do meu bairro que o meu pincel registrou em suporte de eucatex. Ao fundo, em um verde mais claro, pedaço da mata do Catarcione que corre serra abaixo seguindo paralela à mata do Perissê.





 BOSQUE NO ALTO DA SERRA DO MAR
Nova Friburgo, 11/04/08

Quem desce a serra que leva a Rio das Ostras, no litoral fluminense, obriga-se a desviar do seu curso para, penetrando à direita, em uma das muitas estradas que levam a fazendas naqueles rincões topar com bosques como este captado por minha câmera e posteriormente registrado em suporte igualmente de eucatex. Pintar ao vivo torna-se impossível, por causa das muitas chuvas e ventanias intensas no local.

Trata-se de região de dificil acesso e bastante inóspita. A cabana vista sob as sombras das árvores, nada reserva de atraente por dentro. É um cômodo só, e sem qualquer confôrto. A porta está sempre aberta, pelo que me foi dito, servindo tão somente de entrada aos caminhantes que procuram lugares mais ermos para um descanso do dia-a-dia das cidades, mas com um teto sob as cabeças. A água do riacho, que vem descendo em direção à serra mais abaixo, é gelada e ótima para consumo. Ali nada se ouve, a não ser o canto suave dos pássaros e, às vezes, o rosnar das onças que rondam toda a região da mata. É o típico recanto dessa serra abençoada que nos convida ao abandono de nossas vidas no corre-corre das cidades, porém com todo cuidado para se chegar lá sem tropeços.
FONTE:
http://blogdomorani.blogspot.com/2008_04_01_archive.html



26 de dezembro de 2010

Secretaria do Meio Ambiente divulga ranking ambiental dos municípios paulistas.

A adesão dos municípios ao Protocolo Verde é voluntária. Seu endosso resulta no comprometimento com uma agenda de 10 diretivas ambientais. São elas:
1. Esgoto Tratado
Realizar a despoluição dos dejetos em 100% até o ano de 2010, ou, sendo financeiramente inviável, firmar um termo de compromisso com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, comprometendo-se a efetivar o serviço até o final de 2014.
2. Lixo Mínimo
Estabelecer no município gestão que garanta inexistência de qualquer tipo de disposição irregular de resíduos sólidos e promover coleta seletiva e a reciclagem do resíduo gerado no município.
3. Mata Ciliar
Participar em parceria com outros órgãos públicos e entes da sociedade da recuperação de matas ciliares, identificando áreas, elaborando projetos municipais e viabilizando e execução de outros projetos com este fim.
4. Arborização urbana
Programar, aprimorar as áreas verdes municipais, diversificando a utilização das espécies plantadas e garantir a manutenção destas áreas e o suprimento de mudas destinadas à re-vegetação de áreas degradadas e para arborização preferencialmente de espécies nativas e frutíferas.
5. Educação ambiental
Estabelecer programa de educação ambiental na rede de ensino municipal, promovendo a conscientização da população a respeito das ações da agenda ambiental e participar em parceria das iniciativas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
6. Habitação sustentável
Definir critérios de sustentabilidade na expedição de alvarás da construção civil, restringindo o uso de madeira nativa, principalmente oriunda da Amazônia e favorecendo o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias para economia de recursos naturais.
7. Uso da água
Implantar um programa municipal contra o desperdício de água e apoiar mecanismos de cobrança pelo uso da água em sua bacia hidrográfica, favorecendo e se integrando ao trabalho dos Comitês de Bacia.
8. Poluição do ar
Auxiliar o governo no controle da poluição atmosférica, especialmente no controle das emissões veiculares de fumaça preta nos veículos a diesel da prefeitura e nos prestadores de serviço do município, além de participar de demais iniciativas na defesa da qualidade do ar.
9. Estrutura ambiental
Constituir na estrutura municipal executiva, órgão responsável pela política ambiental, sendo que nos municípios com população superior a 100 mil habitantes seja estabelecida uma Secretaria de Meio Ambiente e garantir a capacitação do corpo técnico que compõe esta estrutura.
10. Conselho de Meio Ambiente
Constituir órgão de representação e participação da sociedade, de caráter consultivo, deliberativo e paritário, envolvendo a comunidade na agenda política administrativa ambiental local.


Veja Pontuação dos municípios do estado:

http://www.cetesb.sp.gov.br/municipioverde/relatorio_2010/default.asp


FONTE:
AMBIENTE:municipioverdeazul


Veja a relação dos municípios certificados com o selo verde em

ordem descrecente conforme a sua pontuação

1º SANTA ROSA DE VITERBO 94,31
2º SARUTAIÁ 94,23
3º PAULO DE FARIA 93,54
4º MARTINÓPOLIS 93,16
5º ANHUMAS 92,94
6º ALTINÓPOLIS 92,59
7º SOROCABA 92,47
8º LINS 92,29
9º PONTALINDA 92,09
10º CORONEL MACEDO 92,08
11º TORRE DE PEDRA 92,05
12º NOVO HORIZONTE 91,54
13º PEREIRA BARRETO 91,51
14º TAMBAÚ 91,49
15º TEODORO SAMPAIO 91,23
16º ORINDIÚVA 90,96
17º POTIRENDABA 90,90
18º GUZOLÂNDIA 90,69
19º TAQUARITUBA 90,63
20º JALES 90,60
21º BENTO DE ABREU 90,49
22º SANTA FÉ DO SUL 90,33
23º REGENTE FEIJÓ 90,27
24º FRANCA 90,08
25º ARARAQUARA 89,87
26º VOTUPORANGA 89,52
27º VIRADOURO 89,43
28º ESTRELA DO NORTE 89,27
29º GUARACI 88,89
30º RIOLÂNDIA 88,72
31º GUAIÇARA 88,59
32º SANTO ANTONIO DA ALEGRIA 88,52
33º BERTIOGA 88,36
34º VALPARAÍSO 88,31
35º SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 88,20
36º ESPÍRITO SANTO DO TURVO 87,89
37º BORBOREMA 87,80
38º GABRIEL MONTEIRO 87,69
39º BOFETE 87,43
40º POMPÉIA 87,38
41º TUPÃ 87,29
42º LOURDES 87,28
43º ITAPIRA 86,99
44º SANTOS 86,97
45º TAGUAI 86,80
46º ITU 86,57
47º PIRANGI 86,54
48º GUAPIAÇU 86,48
49º ANGATUBA 86,45
50º BARRETOS 86,33
51º GASTÃO VIDIGAL 86,31
52º LUIS ANTONIO 86,31
53º CERQUILHO 86,27
54º ADOLFO 86,22
55º SÃO FRANCISCO 86,12
56º RIBEIRÃO PRETO 85,99
57º PIACATU 85,98
58º TAQUARIVAÍ 85,94
59º ASSIS 85,86
60º MAGDA 85,84
61º GUARARAPES 85,77
62º GARÇA 85,68
63º PALMITAL 85,50
64º DIRCE REIS 85,33
65º IPUÃ 85,22
66º CAIABU 85,20
67º ITAJOBI 85,11
68º TARABAI 85,07
69º FERNANDÓPOLIS 85,05
70º SANDOVALINA 84,80
71º OUROESTE 84,78
72º CRISTAIS PAULISTA 84,59
73º RIBEIRÃO DO SUL 84,57
74º FLORA RICA 84,26
75º AMERICANA 84,25
76º ALFREDO MARCONDES 84,14
77º MONTE ALTO 84,06
78º SANTO ANTONIO DO ARACANGUÁ 83,99
79º SÃO CAETANO DO SUL 83,94
80º NARANDIBA 83,87
81º JUNQUEIRÓPOLIS 83,76
82º LAGOINHA 83,74
83º SALESÓPOLIS 83,65
84º JABOTICABAL 83,65
85º RIBEIRÃO PIRES 83,54
86º SANTA SALETE 83,53
87º PIRAJU 83,53
88º CLEMENTINA 83,44
89º BILAC 83,36
90º COSMORAMA 83,22
91º TUPI PAULISTA 83,16
92º SÃO JOÃO DA BOA VISTA 82,98
93º TANABI 82,91
94º AVANHANDAVA 82,90
95º LORENA 82,84
96º IBIRAREMA 82,73
97º LAVÍNIA 82,70
98º GUARANI D'OESTE 82,51
99º RESTINGA 82,49
100º POPULINA 82,33
101º IRAPURU 82,27
102º MERIDIANO 82,15
103º URUPÊS 82,14
104º CÂNDIDO RODRIGUES 81,91
105º PENÁPOLIS 81,83
106º UBATUBA 81,80
107º CÂNDIDO MOTA 81,75
108º ITAPORANGA 81,74
109º TURMALINA 81,67
110º OSVALDO CRUZ 81,59
111º SANTO ANTONIO DO JARDIM 81,55
112º PARANAPUÃ 81,40
113º SANTO ANDRÉ 81,30
114º TERRA ROXA 81,27
115º PIRATININGA 81,20
116º CEDRAL 81,12
117º TABAPUÃ 80,98
118º ASPÁSIA 80,97
119º CARDOSO 80,96
120º VINHEDO 80,96
121º NHANDEARA 80,91
122º BROTAS 80,85
123º BURITAMA 80,85
124º RINÓPOLIS 80,72
125º NOVA CANAÃ PAULISTA 80,71
126º GUARAÇAÍ 80,69
127º SALMOURÃO 80,69
128º BOCAINA 80,68
129º ÁLVARES MACHADO 80,67
130º PEDRINHAS PAULISTA 80,62
131º JOSÉ BONIFÁCIO 80,58
132º MACATUBA 80,51
133º TRÊS FRONTEIRAS 80,42
134º CAMPINA DO MONTE ALEGRE 80,31
135º SÃO JOÃO DAS DUAS PONTES 80,30
136º ADAMANTINA 80,28
137º MIRA ESTRELA 80,28
138º INDAIATUBA 80,21
139º VALENTIM GENTIL 80,20
140º FERNÃO 80,18
141º IACRI 80,17
142º SÃO PAULO 80,13
143º ESTRELA D'OESTE 80,10

21 de dezembro de 2010

Dura é a Lei

João Fidélis de Campos Filho

Os tribunais não julgam os princípios éticos de uma determinada causa, apenas a lei! Mas será que esta afirmativa é verdadeira? No exato momento que o dono do site Wikileaks, Julian Assange, foi mantido preso por uma artificial acusação, apenas pelo impacto político, por ter divulgado documentos secretos de vários países, um velho conhecido da justiça brasileira e do mundo, Paulo Maluf, consegue reverter no Tribunal de Justiça de São Paulo a impugnação de sua eleição à Câmara de Deputados Federal. Eleito com quase 500 mil votos Maluf se tornou um expert em se livrar dos inúmeros processos que amealhou na vida pública. Deve ter uma boa equipe de advogados.

Assange se tornou um perigo para a segurança de muitos países, que se vêem ameaçados com sua liberdade e a divulgação das muitas tramóias do jogo político internacional. Neste caso os juízes agiram com cautela a despeito dos princípios legais.

Maluf acusado no escândalo “Frangogate”, ao contrario de Assange se safou. O Frangogate foi a compra de frangos para a escolas do município de São Paulo de duas empresas, a Obelisco e Ad´Oro , ambas pertencentes à filha e à mulher de Maluf, no período em que ele era prefeito por um valor superfaturado. Para o desembargador Nogueira Diefenthäler, "em que pese o grande esforço do Ministério Público não emerge dos autos a concretização de atos de improbidade administrativa. Forçosa a conclusão de que não houve a propalada mancomunação."

Assange e Maluf mostram duas faces da justiça, o primeiro foi preso por uma acusação banal, apenas para intimidá-lo ou para tirá-lo de circulação e evitar que divulgue os documentos confidenciais e vexatórios de nações que tomam decisões passando por cima dos valores éticos e morais. O segundo comprova a teoria de que neste país não existe ficha suja para quem tem muito dinheiro para enfrentar os processos em que são envolvidos. De acordo com um promotor público que atua no caso Frangogate "Condenar o Paulo Maluf é mais difícil do que escalar o monte Everest".

Julgar alguém tendo como base o bom senso pode ser uma acertada alternativa principalmente quando o réu é uma ameaça à sociedade. È o caso, por exemplo, de certos psicopatas que se forem soltos, depois de cumprirem a pena, poderão cometer novos crimes. O assassino de John Lennon, Mark Chapman, teve negado seu pedido de liberdade por questão de segurança e continua preso. Em relação aos crimes de colarinho branco no Brasil ninguém acaba condenado depois de ser acusado. Mesmo depois de dar enormes prejuízos à sociedade. Com a Lei da Ficha Limpa esperava-se uma moralização da política brasileira, mas pelo que se vê nos julgamentos dos tribunais, nos meandros da lei, nos recursos e nas subjetividades interpretativas a maioria continuará impune.

A lei continua sendo um instrumento punitivo apenas para os pobres e oprimidos do nosso sistema capitalista. Se não houver mudanças no código penal os poderosos e os mais abastados sempre estarão acima dela. “Dura Lex, sed lex” (a lei é dura, mas é a lei).

João Fidélis de Campos Filho- Cirurgião –Dentista

14 de dezembro de 2010

O último discurso de “O Grande Ditador” Texto e filme de Charles Chaplin


Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!

Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!


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4 de dezembro de 2010

Força Mental

João Fidélis de Campos Filho*
Um bom amigo me disse que 2010 superou todas as suas expectativas. Grande parte do que projetou e ansiou para este ano aconteceu, por isso tem muito que comemorar e agradecer por tudo que conseguiu. Ele crê que a elaboração mental é uma das mais importantes partes na concretização de nossos sonhos, porque a partir desta idealização a mente começa articular os meios de alcançá-los mesmo inconscientemente. É, a mente trabalha a nível inconsciente (ou a nível de espírito) para atingir seus anseios.

Isto funciona também quando evitamos situações, lugares e notícias que nos trazem desprazer, amargura ou tristeza, pois agindo desta maneira contribuímos para o nosso próprio equilíbrio. Depois de algum tempo, assisti dias atrás integralmente, um jornal televisivo de grande audiência, mas a sensação posterior não foi das melhores. São muitas informações desagradáveis jogadas em sua mente continuamente, sem muito tempo para digerir completamente e de forma bombástica. Tragédias de diferentes formas, vidas perdidas de maneira irracional, atentados a inocentes e crimes indiscriminados à civilidade e à boa cidadania, ocupam a quase totalidade destes sisudos noticiários.

Longe de mim a alienação aos fatos mundanos, a perda do senso crítico, mas se deixarmos nossa mente ser dominada por todas as coisas ruins que os meios de comunicação divulgam diuturnamente abre-se uma perigosa brecha para um processo depressivo. É mister ter consciência de nossa que a ordem programada dos acontecimentos mundanos estão, neste mundo de mais de 6 bilhões de pessoas, bem distante de nosso foco de ação. Trocando em miúdos: quem somos nós diante da ordem natural das coisas?

Ai você pode dizer: se alguém que temos forte laço afetivo sofre ou parte deste mundo, se uma escola desaba e mata criancinhas, se alguém que amamos fica doente ou perdemos algo material ou imaterial a que prezamos muito, isto é ordem natural das coisas? A resposta é positiva quando pensamos num principio ordenador do cosmos, quando pensamos que tudo tem uma finalidade racional e que o acaso é apenas uma teoria obsoleta. Voltamos aqui à antiga idéia filosófica da “necessidade” dos fatos do mundo, pois se existe um Deus tudo que ocorre é necessário. Voltamos também à idéia do livre arbítrio parcial do homem, porque ele exerce sua vontade de escolha, mas o resultado depende da vontade divina.

No entanto a mesma Lei da Ação e Reação, que na física clássica foi proposta por Newton (Terceira lei de Newton) e que diz que a toda ação corresponde uma reação de mesma intensidade, é na metafísica o resultado das escolhas individuais que acabam interferindo nos acontecimentos coletivos. Isto quer dizer, de maneira mais simples, que nosso futuro será resultado de nossa conduta atual e que se todos agirem com bondade e paz de espírito o planeta Terra certamente será o paraíso celeste. A Lei de Ação e Reação (ou Causa e Efeito) é taxativa ao determinar que todos os fatos resultam dos atos humanos e como diz a Bíblia se plantamos tempestade colhemos tempestade se plantamos coisas boas colhemos na mesma proporção. Mas sempre é assim? Não, porque às vezes vemos pessoas a quem amamos e são boas passando por muito sofrimento. E neste ponto entra a idéia do carma, que fecha o círculo ao propor que as pessoas simplesmente resgatam dívidas de vidas passadas.

Quando o homem se prende excessivamente às necessidades físicas e afetivas para sua auto-realização suas decepções podem ser maiores porque tudo é transição e ilusão neste mundo terreno. Se leva uma vida mais simples e contemplativa, sem esperar muita reciprocidade ou contrapartida de seus atos as doenças que nascem na sua mente e invadem seu corpo tenderão a ser menores. Retornamos assim ao principio do que escrevi no início desta matéria, meu amigo José tem razão ao defender que a maior parte dos seres humanos desconhece a enorme força mental que possui e se a usasse em seu favor poderia angariar incontáveis benefícios. Centenas de livros best-sellers trataram deste tema realçando o poder da mente e o quanto melhora a vida do individuo quando consegue usá-la a seu favor. Muitas pessoas porem não tem consciência desta força.

*João Fidélis de Campos Filho - Cirurgião - Dentista

2 de novembro de 2010

ONU critica trabalho escravo no Brasil

Relatório da ONU afirma que punições previstas não intimidam e também lança suspeitas de conivência de políticos. O documento traz, ainda, como recomendação, a aprovação da proposta de emenda constitucional que prevê a expropriação de terras onde for encontrado trabalho forçado.

Documento destaca, porém, conhecimento do governo sobre o tema e elogia políticas públicas implantadas.


Relatório afirma que punições previstas não intimidam e também lança suspeitas de conivência de políticos.

Falta de punições, número insuficiente de policiais e assassinatos de defensores dos direitos humanos são alguns dos obstáculos para a erradicação do trabalho análogo ao escravo no Brasil.

A informação é da relatora especial da ONU sobre formas contemporâneas de escravidão, Gulnara Shahinian, que veio ao país em maio. As críticas estão em relatório que será divulgado hoje no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

"O uso continuado do trabalho escravo, evidenciado pelo número dos libertados, sugere que as multas (pagas diretamente ao Estado) e as sanções criminais não são meios de intimidação suficientes", diz o documento.

Uma das recomendações do relatório é a aprovação da proposta de emenda constitucional que prevê a expropriação de terras onde for encontrado trabalho forçado.

O documento também sugere que há participação de políticos nessa prática, o que explicaria, segundo o relatório, o fato de a emenda ainda não ter sido aprovada.

O relatório também elogia o governo brasileiro por reconhecer o trabalho análogo à escravidão como um problema e pelas políticas públicas aplicadas, como os grupos móveis de fiscalização.

Procurado, o Ministério do Trabalho afirmou que só se manifestará após a divulgação oficial do relatório.

O governo avalia o relatório como positivo pelo destaque dado a programas de combate à prática. Parte das críticas recebidas, como o longo tempo de tramitação de processos, deverá ser encaminhada ao conhecimento do Judiciário.

Ações contra trabalho irregular resultam em multa de R$ 448 mil

Três ações contra trabalho escravo resultaram no pagamento de R$ 448 mil em verbas rescisórias para 167 pessoas achadas em condições análogas à escravidão em plantações de morango, em MG, e em canaviais, no RJ.

Em Campos (norte do RJ), a ação do Ministério Público do Trabalho achou 33 trabalhadores em situação irregular. Em MG, 51 trabalhadores de Cambuí (447 km de BH) foram encontrados em situação irregular em 12 de agosto -39 em condições análogas à escravidão.

O responsável não fornecia condições adequadas de trabalho, como água potável. Os nomes das empresas envolvidas não foram divulgados.


Fonte: http://www.cptnacional.org.br/

1 de novembro de 2010

CAMPANHA PLANTE UMA ÁRVORE: "Lei Municipal sobre plantio de árvores" LEI Nº 3.469/2010














 



Está em andamento na cidade de José Bonifácio-SP a campanha PLANTE UMA ARVORE, a Lei n. 3.469/2010 obriga os proprietários de imóveis localizados na zona urbana do município o plantio de ao menos uma árvore no passeio publico em frente ao seu imóvel, alem disso o proprietário deve realizar a manutenção dessa árvore até que complete cinco anos. E no caso de uma arvore ser cortada sem justificativa aceitável, o proprietário fica obrigado ao replantio imediatamente.

A Lei Complementar 08/2009, Seção III, artigo 15º, referente ao código de posturas municipal/Meio Ambiente proíbe com rigor o corte de árvores no município, o que levou as pessoas entrar em contato com a Prefeitura Municipal de José Bonifácio com a finalidade de esclarecer duvidas sobre o assunto.

A arborização além de contribuir com a despoluição do ar, absorve os ruídos, e tem uma grande importância para diminuir as temperaturas nos centros urbanos, que se transformam em verdadeiras ilhas de calor nas épocas mais quentes do ano.

Essas "ilhas ou bolhas" de ar quente favorecem a formação de tempestades que podem ser devastadoras, dependendo do choque das frentes frias com a diferença das temperaturas encontradas nessas regiões, que muitas vezes impera apenas o asfalto das ruas e o concreto dos prédios.

Uma verdadeira fonte geradora de calor localizado, que altera a pressão atmosférica desses locais criando ali um ponto de grande força de atração de chuvas e ventos, uma equação conforme a força da frente fria e o calor das regiões, isso ocorre visto que o ar quente é sabidamente mais leve do que o frio. Vamos imaginar o peso do ar frio sobre uma região que está com as temperaturas elevadas, forma-se uma verdadeira pororoca na atmosfera, por essa razão as grandes ventanias quanto as temperaturas caem.

Temos uma escolha. Conviver com a presença das arvores que apenas geram algumas folhas caídas ou os prejuízos que podem ser advindos de uma tempestade por falta dessas nossas amigas.

Diante disso a PREFEITURA MUNICIPAL DE JOSE BONIFÁCIO está procurando proteger a sua população do calor insuportável dos últimos tempos, contribuindo para diminuir o aquecimento global e formar uma barreira contra as famosas pancadas de chuvas, que na realidade são tempestades localizadas por causa dessas "bolhas" de ar quente.

Cortes de arvores do passeio publico:

Fazer um requerimento junto a Prefeitura Municipal endereçado ao Prefeito Pedro José Brandão dos Reis solicitando autorização, evitando dessa forma multas e medidas judiciais.

Como plantar uma árvore?

Em José Bonifácio existem dois viveiros de mudas:

1)Um é situado no prédio da Policia Ambiental, localizado na Avenida Luiz Pereira Lima, 406 – Santa Maria.


2)E o outro em fase de construção situado no Jardim Carlos Cassetari, junto à horta comunitária do projeto municipal “Travessia”, localizado na Rua Sebastião Antônio de Mendonça, 268 – Carlos Cassetari.


Mais informações você encontra no link:

https://www.josebonifacio.sp.gov.br/meioambiente  





LEI Nº 3.469/2010

DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DO PLANTIO DE ÁRVORES JUNTO A IMÓVEIS LOCALIZADOS NA ZONA URBANA DO MUNICÍPIO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.


DR. PEDRO JOSÉ BRANDÃO DOS REIS, Prefeito Municipal de José Bonifácio, Estado de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por Lei e etc...
FAZ SABER que a Câmara Municipal Aprovou e ele Sanciona e Promulga, a seguinte Lei:


Art. 1º Esta lei torna obrigatório ao proprietário o plantio de ao menos uma árvore, em imóveis localizados na área urbana do Município.

Art. 2º Para cada imóvel existente na área urbana do município, fica obrigado seu proprietário a dar manutenção durante os 05 (cinco) primeiros anos de plantio da árvore.

Art. 3º O plantio da árvore deverá ser feito no passeio público em frente ao imóvel, observando-se as disposições legais pertinentes.

Art. 4º As características das árvores a serem plantadas serão estabelecidas pelo Serviço de Agricultura e Meio Ambiente do município, através de legislação municipal vigente.

Art. 5º Compete ao Serviço de Agricultura e Meio Ambiente do município e as demais unidades político-administrativas, no âmbito de suas competências legais, a fiscalizar a perfeita aplicação desta Lei.

Art. 6º O não atendimento ao disposto nesta lei sujeitará o infrator na aplicação de sanções administrativas através do órgão competente da Prefeitura Municipal.

Art. 7º O Executivo Municipal terá o mesmo prazo estabelecido no artigo 8º, para regulamentar através de decreto, quais as sanções a serem aplicadas no caso de desrespeito a presente lei.

Art. 8º Esta lei entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2.011, revogadas as disposições em contrário.

Prefeitura Municipal de José Bonifácio, "Paço Municipal João Felix de Mendonça", aos nove dias do mês de março de dois mil e dez.

PEDRO JOSÉ BRANDÃO DOS REIS
Prefeito Municipal

Esta Lei encontra-se registrada às fls. 020 e 021, do livro nº 015, iniciado em 18 de fevereiro de 2010.

MARIA LUIZA ROSSI - Secretaria Designada

MEU AMIGO MAZZAROPI :: JOSÉ BONIFÁCIO-SP-PERSONAGENS

Aqui Mazzaropi está na recepção do Ambulatório João Lania fazendo sua visitinha diária.  

José Bonifácio-SP já está chegando muito perto de ser considerada uma cidade de porte médio, pois está crescendo vertiginosamente.

O seu transito comprova isso, pois não é mais o mesmo e os congestionamentos já se formam uma vez ou outra nas horas de pico no centro da cidade. Construções brotam em vários pontos... 

Contudo ainda é uma cidade onde todos se conhecem pelo nome ou apelido, e entre nós existe um homem que acredito que grande maioria dos bonifacianos o conhece, por causa da sua simpatia e seu jeito extrovertido de ser.

Além disso, ele já compôs o personagem Pai Noel varias vezes em um supermercado da cidade.

Estamos esperando nesse ano aonde a sua magia irá brilhar: divertindo crianças e adultos de bom coração.

Mario Rocha, também conhecido como Mazzaropi, é uma dessas pessoas que faz a diferença numa cidade. Eles ajudam a compor a identidade de qualquer comunidade, é a cor mais forte desse quadro, pois nunca passam despercebidos, geralmente são pessoas brincalhonas, sempre bem humoradas e de uma humildade quase divina.

Nós de José Bonifácio-SP devemos ser gratos a Deus por manter entre nós um ser humano como o Mazzaropi.



Feliz Natal!


PREFEITURA MUNICIPAL DE JOSÉ BONIFÁCIO-SP

(Meio Ambiente e Natureza)

O município de José Bonifácio-SP está caminhando em passos largos no sentido de melhorar o seu MEIO AMBIENTE E A NATUREZA, uma luta de todos nós, porque é para todos nós.

O município assinou a adesão ao projeto do Governo do Estado de São Paulo-MUNICÍPIO VERDE/AZUL, e já vem realizando obras no sentido de melhorar a sua avaliação nesse ano de 2010. Uma vez que em 2009 foram alcançados apenas 28,07 pontos.

Veja no link do Município as obras realizadas e já projetadas nesse sentido:

http://www.josebonifacio.sp.gov.br/meioambiente

A senadora Marina Silva usou e usa muito esse termo “Sustentabilidade”, é um conceito básico para o meio ambiente, um alicerce para o desenvolvimento ser construído com segurança se não tudo pode cair por terra literalmente, pois segundo relatório da ONG WWF-BRASIL a demanda humana por recursos naturais sobe vertiginosamente e chega a 50% a mais do que o planeta pode suportar.

Então vamos escolher a Vida preservando a natureza ou o fim, dando importância apenas ao consumo sem sentido como se fossemos bobos ou crianças atraídos por brinquedos. Que terminam sem valor algum, poluindo e lotando as lixeiras.

11 de setembro de 2010

Ataque à Imprensa Independente

*João Fidélis de Campos Filho

A imprensa livre é um dos mais fortes pilares do regime democrático. Ela informa, analisa, investiga e denuncia tudo que se refere aos direitos civis e as instituições que regem a sociedade. Assim como no período ditatorial, em que a censura política exercia um rígido controle sobre os meios de comunicação, a esquerda que hoje dirige o país tem dado sinais de equivocado retrocesso ao impor leis que limitam a liberdade de expressão.

Dias desses o ministro Franklin Martins fez um pronunciamento ao lado do presidente Lula no qual se referiu ao projeto do governo de impor um controle sobre a imprensa independente. O velho sonho socialista de manipulação das informações para se perpetuar no poder está em andamento. Isto quando o “eterno” ditador cubano, Fidel Castro fez esta semana uma autocrítica contundente ao dizer que o comunismo de seu país está fadado ao fracasso e este modelo não pode ser exportado para outras nações.

O discurso de Franklin aumenta a suspeita de que o governo planeja aumentar sua influencia e domínio sobre as comunicações no futuro para não criar embaraços de aumentar o poder dos sindicatos, dos sem-terra, sem-teto e de facções do partido.

O último lance desta investida foi a tentativa de amordaçar os humoristas que retratam jocosamente os políticos brasileiros. Mas o maior temor e maior preocupação da classe pensante brasileira é o crescimento do governo dentro do Estado. O chamado Big Brother, que aparelhado e exercendo influência quase total sobre a mídia, possa manipular ainda mais a massa populacional do país. O exemplo de Hugo Chavez, eliminando e perseguindo toda e qualquer oposição aos seus desmandos está ai e pode ser motivo de inveja de muitos de seus amigos e discípulos. Por que o Brasil não poderia se transformar numa Venezuela?

Estes dossiês e quebras de sigilo demonstram cristalinamente como são desprezados os direitos constitucionais e podem ser indício, ao findar as eleições e confirmar os prognósticos, que caminhamos para uma ditadura branca a dominar os destinos do povo brasileiro. Os métodos de coerção, de imposição de idéias, distribuição de benesses burocráticas, são típicos de regimes de exceção, bem distantes dos básicos conceitos de democracia.

A exposição e o desenrolar dos fatos ligados a este novo escândalo (mais um entre vários) nos asseguram que os direitos de cidadania são nulos quando a máquina pública passa a ser usada de maneira tendenciosa, com objetivos específicos, com clara intenção política e contando com a impunidade dos poderes constituídos.

A verdade é dolorida para os que se julgam acima das instituições democráticas. Por isso a imprensa livre incomoda muito os governantes. Não há atalhos ou pressão que esteja acima dos fatos para a imprensa democrática. Sem ela o povo estaria aprisionado na “Caverna de Platão”, procurando enxergar a luz do sol, que muitos oportunistas fazem questão de esconder.

*Cirurgião-Dentista