31 de agosto de 2010

VERDUGOS DA NATUREZA-(Sobre o explorador Ed Stafford)- Autor Bruno Peron Loureiro

FONTE:JORNAL DE UBERABA-MG

Causa inveja o modo de vida de comunidades indígenas nos rincões do Brasil. Enquanto elas organizam-se em função de suas necessidades e costumes próprios sem a desconfiança de que os "representantes" não cumpram bem seu papel, os homens urbanos da "civilização" mergulhamos na desordem, na violência e no desrespeito ao próprio meio de sobrevivência.

Ed Stafford é um britânico de trinta e quatro anos que percorreu em caminhada e com uma mochila onerosa na costa toda a extensão do rio Amazonas. Seu objetivo precípuo: ser testemunha ocular do desmatamento e a exploração madeireira mal fiscalizada e promover a consciência ambiental dos jovens.

Num trecho da caminhada que totalizou 6.800 quilômetros, Ed e seu acompanhante peruano foram ameaçados de morte por uma comunidade indígena cujos integrantes acreditaram que aqueles quisessem roubar e traficar os órgãos das crianças da aldeia. Não são raros grupos indígenas que ainda não foram catalogados.

Qual é o preço da "civilização" que se impõe arrogantemente, mas se lamenta veementemente quando o prejuízo ambiental e social é irreversível?

A Secretaria de Meio Ambiente do estado de São Paulo, Brasil, autoriza uma cota de queimada de cana que é criminosa, covarde e danosa para qualquer cidadão que vê seus bens materiais forrados de cinzas dos canaviais e ainda respira ar impuro em plena estiagem. Dizem que a prática estará proibida em no máximo cinco anos, mas há tempos vivemos de promessas.

Enquanto não se faz nada para conter a voracidade da "civilização" (destrutiva, inconsequente e inimiga da vida) numa das regiões mais populosas do Brasil, não se queira imaginar o ritmo de degradação da Amazônia, tão bela, remota e ameaçada. Não haverá mais espécimes nem para os cientistas gringos coletarem e carregarem em seus jatos sem ter que declarar na alfândega.

O cidadão britânico começou sua viagem em 2 de abril de 2008 desde a nascente do rio no sul do Peru e terminou em 9 de agosto de 2010 na costa atlântica, próximo de Belém. Ed atravessou Peru, Colômbia e Brasil sem ter que pegar filas ou dormir nos aeroportos por atraso dos voos.

Sua experiência na mata, porém, contou com picadas de mosquitos e escorpião, ferroadas de abelhas e ainda teve leishmaniose (doença causada por parasitas e transmitida por mosquitos) no percurso. Ed viveu de pesca de piranhas, reserva de arroz e feijão, e alimentos que comprou de comunidades ribeirinhas. Outros aventureiros já enfrentaram condições mais árduas, mas não tiveram tamanha publicidade.

Na incapacidade de o governo e os cidadãos do Brasil frearem tendências destrutivas em seu próprio território, outros países patrocinam aventureiros e cientistas, documentários e reportagens, organizações sem fins lucrativos que escancaram os problemas ambientais e sociais que abundam na América Latina. Nem sempre, portanto, são intrometidos.

Assim que uma questão local transforma-se numa preocupação global, as "autoridades" vernáculas começam a interpretar as leis do jeito que qualquer cidadão de bem merece vê-las cumpridas. Por isso, a legislação geralmente é boa no Brasil; maus são seus intérpretes.

A caminhada de mais de dois anos de Ed Stafford pelo "pulmão do mundo" serve para resgatar o debate sobre o desmatamento para pecuária e exploração madeireira, a governabilidade e o cumprimento da lei ambiental, e a internacionalização da Amazônia.

O ritmo de desmatamento tem diminuído nos últimos anos graças a políticas mais sustentáveis e o aumento da consciência ambiental dos jovens. A tendência é de que os verdugos da natureza tenham cada vez menos espaço a despeito de sua adaptação a outros negócios destrutivos mas rentáveis. A monocultura para exportação é um deles.

O planeta pede novos aventureiros que descortinem irresponsabilidades da espécie humana. Encontre alguma e denuncie! Hoje nos restam poucas evidências de que ser "humano" é sinônimo de virtude, a menos que, algum dia, resgate-se o romantismo perdido.

Sonho com uma relação homem <-> natureza pela qual aquele retire desta somente o necessário para sobrevivência sem ter que, por exemplo, queimar o excedente de café que se produzia durante a crise cafeeira no Brasil. Repetem-se os capítulos nebulosos da história do capitalismo. 
Que os probos superem os desonestos! 
Lute por uma ordem mundial equilibrada! 
Você tem um papel importante a cumprir!

Bruno Peron Loureiro é bacharel em Relações Internacionais


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26 de agosto de 2010

AGUA:Você sabia que...

Fonte. http://www.wwf.org.br

Que o Brasil é o país mais rico em água doce do planeta? Nada mensos que 13,7 % de toda água do mundo está aqui.

Que o Pantanal, no Mato Grosso do Sul, é a maior área úmida continental do mundo?

Que a Amazônia abriga as mais extensas florestas alagadas do planeta?

Que 70% das internações hospitalares do Brasil são causadas por doenças relacionadas à água?

Que em todo mundo, cerca de 10 milhões de mortes anuais resultam de doenças intestinais transmitidas pela água?

Que menos de 1% da água doce do planeta está disponível para o consumo?

Que em todo mundo, a irrigação na agricultura responde por cerca de 70% do consumo de água; 20% vão para a indústria; e os 10% restantes destinam-se ao uso doméstico?

Que no Brasil, a agricultura consome 70% da água, as indústrias, 20%, e as residências, 20% também?

Que cada minuto de banho gasta de 3 a 6 litros de água?

Que você economiza 70 litros de água se fechar a torneira enquanto ensaboa a louça?

Que o mau uso do solo nas regiões ribeirinhas é o maior causador das enchentes?

Que em todo o mundo, as enchentes causam perdas econômicas de cerca de cinco bilhões de dólares?

Que 40 milhões de brasileiro não têm acesso a água?

Que o uso de água mais que triplicou entre 1950 e 1980?

Que em São Paulo, 70% da poluição das águas é de origem doméstica e 30% de origem industrial?

Que o índice de desperdício de água no Brasil chega a 40% entre a produção e os domicílios?

24 de agosto de 2010

COMPOSIÇÃO FISICA E QUIMICA NA FUMAÇA DAS QUEIMADAS.

A fumaça, as fuligens agridem o meio ambiente e é prejudicial à saúde da população.
                            
Foto: Rivaldo R.Ribeiro 
                                           




Agressão à saúde –

Segundo artigo do médico e professor universitário José Carlos Manço, mais de 70 produtos químicos já foram identificados na fumaça resultante das queimadas, sendo que muitos desses produtos são tóxicos ou têm ação cancerígena. De modo geral, os componentes básicos da poluição atmosférica resultante das queimadas são:

Material particulado –

Mais de 90% da massa de partículas encontradas na fumaça produzida pela queima de produtos vegetais, como é o caso das queimadas nos canaviais e das queimadas urbanas, consiste de partículas finas, justamente a fração de material particulado (MP) que maior prejuízo traz à saúde. Essas partículas medem menos do que 10 micrômetros (milésima parte do milímetro), são invisíveis a olho nu, e podem ser levadas para dentro dos pulmões através do ar inalado na respiração. As partículas maiores não chegam a penetrar profundamente no aparelho respiratório, pois ficam retidas nas narinas e nas vias aéreas superiores, mas nem por isso deixam de ser prejudiciais. As partículas maiores, visíveis a olho nu, representam o “carvãozinho” que se deposita no chão e nos objetos quando ocorrem queimadas.

Substâncias cancerígenas –

As partículas descritas acima contêm, além do elemento carbono (principal constituinte do carvão), um número muito elevado de substâncias químicas, que formam o grupo de Material Orgânico Particulado (MOP).

A combustão de matéria orgânica, como nas queimadas, é uma das principais fontes do MOP encontrado na atmosfera. Entre as substâncias presentes no MOP, há os compostos conhecidos pelo nome de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs), muitos deles com propriedades carcinogênicas (causadoras de câncer), como é o caso do Benzopireno, Benzofluoranteno, Benzoantraceno e Benzofenantreno.

Gases tóxicos –

As queimadas lançam na atmosfera gases tóxicos tais como aldeídos (vários), dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio e monóxido de carbono. Sob a ação da irradiação solar, o monóxido de carbono, na presença de óxidos de nitrogênio e outros produtos orgânicos (hidrocarbonetos), sofrem reação química formando ozônio (O3), que é um gás extremamente tóxico e irritante para as mucosas e o aparelho respiratório.



18 de agosto de 2010

Belo Monte. ‘Lula será lembrado como o presidente que acabou com os povos indígenas do Xingu’. Entrevista com Dom Erwin Kräutler

“Os índios criaram uma nova visão sobre a própria vida, deixaram uma síndrome de autoflagelação e complexo de inferioridade e recuperaram o orgulho de pertencer àquele povo.” O pensamento é do bispo de Altamira, no Xingu, Dom Erwin Kräutler, uma das principais vozes a favor dos povos indígenas na América Latina. Em entrevista concedida à IHU On-Line, concedida pessoalmente, ele falou sobre a reafirmação da identidade indígena. “Eles, que eram sempre pisados, ergueram a cabeça e reconheceram que são filhos dessa terra e ninguém pode tirar isso deles.”

O bispo de Altamira (Pará), nascido na Áustria, chegou ao Brasil na década de 1960 e logo abraçou a causa dos indígenas. Na última semana, ele esteve na Unisinos para um ciclo de palestras. Dom Erwin é presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

IHU On-Line – Como é a atuação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Brasil, atualmente?

Dom Erwin Kräutler – O Cimi foi fundado em 1972 por iniciativas de bispos que tinham povos indígenas em suas áreas eclesiásticas. Chegaram à conclusão de que a atividade pastoral junto a eles precisava ser assumida, ao invés de cada religioso fazer as coisas por sua conta. Temos de ter linhas, diretrizes e prioridades comuns. Naquela época, o Estado também tomou iniciativas, através do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), que não agradava sempre à Igreja. Hoje, basicamente, o Cimi tem duas finalidades: uma delas é a presença real. Estamos no meio dos indígenas, no lugar onde acontece a história desse povo, através dos nossos missionários.

O segundo ponto é a sensibilização da sociedade brasileira, que tem uma vertente no aspecto internacional. Não estamos apenas nos restringindo à causa indígena dentro do Brasil, mas na América Latina e no mundo inteiro. Entendemos que os povos indígenas do Brasil são irmãos dos índios de toda a Terra, que têm os direitos garantidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Veiculamos informações para o mundo inteiro. Normalmente o contato é feito com a imprensa alternativa, embora, volta e meia, apareça algum fato relacionado aos povos indígenas na grande mídia.

IHU On-Line – E entre as prioridades do Cimi está a violência contra os índios…

Dom Erwin Kräutler – É o principal assunto. Estamos lutando contra a violência, mas é preciso perguntar o que há por trás dela. Não é como o caso de um cachaceiro que mata o outro em uma briga de bar. É na terra ou na falta dela que se fundamenta todo tipo de agressão contra os indígenas. São expulsos de suas terras, que acabam usurpadas. Quando falamos em violência, falamos de defesa dos direitos constitucionais, da terra, da cultura, da maneira de ser.

IHU On-Line – O senhor pode nos falar sobre o caso de um povo indígena recém-contatado que pode ser levado para uma localidade do Maranhão?

Dom Erwin Kräutler – Sobre esse caso específico não tenho nenhum detalhe no momento, o Brasil é muito grande. O Cimi é contra a transferência compulsória de um povo. Isso foi feito algumas vezes, inclusive durante a construção da Transamazônica, e, no geral, os integrantes acabam morrendo. São arrancados de seu habitat e não conseguem se adaptar. Faz parte da filosofia deles: “É a terra onde me criei, onde nasci, berço de nossos mitos e ritos, lugar dos nossos ancestrais.” E acabam morrendo, como os negros que viram escravizados da África, de uma saudade patológica.

Além disso, eles não têm imunidade contra nenhum surto de doença. Mas existem na Amazônia povos encontrados recentemente e outros com contato esporádico, dos quais não se sabe praticamente nada. Ainda é impossível dizer quais as principais características e como vivem. O fato é que, quando se faz uma descoberta dessas, é um “deus nos acuda” nos meios que estão querendo se apropriar daquelas terras e das riquezas naturais existentes ali. O índio se torna um obstáculo, um empecilho e tem de ser eliminado. Para esses gananciosos e ambiciosos, índio é bicho do mato e não possui direitos.

IHU On-Line – Como é a relação entre Cimi e Funai?

Dom Erwin Kräutler – É complicada. O Cimi tem sua visão, filosofia, diretrizes, teologia e plano pastoral. A Funai é o órgão executor do governo federal e não tem filosofia própria, mas sim aquela que o atual presidente adota. Se atrai ao governo salvar os índios, é isso que a Funai se esforça para fazer. Se, no fundo, os mandantes dizem “tomara que os índios desapareçam”, a Funai também não vai se preocupar muito. Foi sempre assim. No tempo dos militares prevalecia a “incorporação dos silvícolas à identidade nacional”. Depois veio a nova Constituição, mas ficou só no papel. Nós não exigimos nada mais que o que está na Constituição, que é a carta magna do país, essa é a nossa luta.

IHU On-Line – Às vésperas das eleições, quais as expectativas do Cimi quanto aos próximos anos? Algum candidato se mostra mais favorável às causas indígenas?

Dom Erwin Kräutler – Os candidatos que aparecem mais à frente nas pesquisas não darão passos significativos, porque índio não atrai votos. Nenhum traz o compromisso de abraçar as causas indígenas. Nossa luta vai continuar. Os minoritários, que aparecem atrás, cutucam e colocam esse tema em destaque. Mesmo que não ganhem, vão aproveitar o palanque.

IHU On-Line – Como o senhor vê a situação dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul?

Dom Erwin Kräutler – É terrível, a pior do Brasil. Foram expulsos, tiveram suas terras tomadas. Estão à beira da estrada ou em reservas tão diminutas que não há como sobreviver, estão encurralados. Instalou-se um pânico coletivo que chega ao ponto de os índios não quererem mais viver, apelando ao suicídio.

IHU On-Line – Essa prática tem crescido entre os indígenas?

Dom Erwin Kräutler – Não posso dizer que tem crescido, mas são muitos os casos, inclusive entre os jovens. Eles não têm perspectivas para sobreviver como povo.

IHU On-Line – E os índios gaúchos, como se encontram?

Dom Erwin Kräutler – O Rio Grande do Sul também tem seus problemas ligados às causas indígenas. Há gaúchos sensíveis, mas também aqueles que rezam a mesma cartilha de que índios são bugres, vagabundos, cachaceiros, mas nunca se perguntam: “o que aconteceu com esse povo?” De modo geral, tudo isso está relacionado à terra. Quando aqui se levanta questões a respeito da terra indígena, há muita contrariedade e hostilidade. Novamente dizem que os índios não precisam de tanto espaço, pois não produzem. A ideia do branco, da sociedade predominante, é que só tem direito de viver quem produz, o resto é supérfluo ou descartável. E os indígenas entram nessa categoria.

IHU On-Line – Ao mesmo tempo em que há todo sofrimento entre os índios, o senhor afirma que houve uma reafirmação da identidade indígena. Como ocorre isso?

Dom Erwin Kräutler – Em virtude dessa marginalização contra os povos indígenas, eles entranharam essa afirmação de que “são menos gente, uma categoria de pessoas que não têm direito a nada.” Entretanto, de repente, surgiu uma nova época em que eles caíram na real e se questionaram: “a final de contas, quem já estava aqui quando os outros chegaram? Quem tem cultura, uma língua e algo para contribuir para o mundo como um todo, inclusive, para o Brasil?” Criaram uma nova visão sobre a própria vida, deixaram uma síndrome de autoflagelação e complexo de inferioridade e recuperaram o orgulho de pertencer àquele povo. Os índios que eram sempre pisados ergueram a cabeça e reconheceram que são filhos dessa terra e ninguém pode tirar-lhes isso.

IHU On-Line – E nesse momento, o que o senhor tem a falar sobre Belo Monte?

Dom Erwin Kräutler – Se esse projeto for levado adiante, o Presidente Lula será lembrado como o presidente que acabou com os povos indígenas do Xingu. Não é verdade que está planejada apenas uma barragem, haverá outras. Todas as áreas indígenas do Xingu serão invadidas e os povos não vão sobreviver. Esse decreto é uma falácia. Quem deu o tiro de largada para essa monstruosidade será o responsável pela morte desses povos diante da história do Brasil e do mundo.

(Ecodebate, 17/08/2010) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.

[IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]


FONTE:Ecodebate

1 de agosto de 2010

Uma triste imagem da poluição causada pelas queimadas nos canaviais à oeste da cidade de José Bonifácio-SP, 30/07/10

Estas imagens foram captadas na tarde do dia 30.07.2010 a oeste da cidade de José Bonifácio, SP.


Uma triste imagem porque causa danos à saúde das pessoas, mortes de animais silvestres, ao clima, a atmosfera, aquecimento global, ao solo, aos rios, enfim a toda biodiversidade.


Natureza: Algo que o mais humilde homem do campo sempre soube pela sua sabedoria natural de filhos da terra, que é dela que se origina a vida e ajudava a mantê-la, mas o homem ‘moderno’ enburreceu-se nesse sentido por causa da tecnologia fria e do dinheiro que nada irá valer diante de um mundo inóspito ao seres vivos.
A poluição que essas queimadas causam a pequena cidade rural de José Bonifácio (SP) e a tantas outras, pode ser comparada a uma grande cidade industrializada.
Nosso céu que era antes azul e dava-se para ver os vôos dos pássaros noturnos e os que iam em direção dos seus ninhos já se preparando para a noite. Agora vemos essa triste imagem semelhante ao inferno: Um horizonte negro e avermelhado.


Leis existem e são bem claras, basta ler o art. 225 da Constituição Brasileira, Lei da Precaução, a lei da natureza.


Somos um país que não respeitamos as nossas próprias Leis, vivemos numa ditadura da omissão...


Clique sobre a imagem para ve-la no tamanho grande:
Fotos: Rivaldo R. Ribeiro





















As próximas imagens são assustadoras, pois mostram no horizonte uma mancha negra de gases tóxicos que se formou na atmosfera após as queimadas, que poderá causar chuvas ácidas com danos a outras culturas e a vegetação da região e dizem os cientistas a muitos quilômetros da sua origem.
Quantos animais  mortos? Quantos animais feridos e sofrendo por causa das queimaduras? Eu não compreendo o porquê disso, a inteligência humana não existe mais, voltamos a ser bárbaros?

As imagens estão escuras, pois a noite já chegava, e o que dominava era o cheiro ardido da fumaça e o silencio da morte da natureza.





O crime já foi cometido, mesmo que ele se interrompa em 2017.


26 de julho de 2010

Exemplo de desenvolvimento sustentável e consciência ecológica.


Essa foto é de um restaurante do sr. Rafael sito a Rua Joaquim Moreira-José Bonifácio-SP-Bairro São José, próximo a Igreja São José.
É um exemplo de desenvolvimento sustentável e de consciência ecológica.



No caminho da ampliação da sua empresa havia um pé de mangueira. Ele olhou e não teve duvidas: aumentou seu restaurante contornando o tronco da arvore.


Uma atitude diferenciada, pois no caso de outro proprietário sem essa consciência a teria eliminado.

Um exemplo para professores e educadores que querem transmitir a seus alunos a importância da preservação ambiental, mesmo que seja um caso exótico.

Escola Estadual Pedro Brandão dos Reis, no caso das podas das arvores externas houve uma agressão à natureza ou prevenção para evitar um dano maior?

As fotos abaixo denotam um crime ambiental ou não? Pois se vê que algumas árvores foram podadas e duas foram totalmente eliminadas aparentemente sem razão alguma. Ali houve um crime ambiental? Vamos aos fatos e que meus poucos leitores cheguem as suas conclusões.




REDE ELÉTRICA:

Notamos pelas fotos que a rede elétrica fica do outro lado da rua.



RISCO DE QUEDA:

As árvores estão saudáveis não apresentando risco de queda, a não ser uma que fica bem ao lado da portaria do colégio onde nota-se que suas raízes estão forçando o muro frontal que apresenta uma pequena envergadura (fotos), que poderia ser sanado facilmente com um reforço na sua estrutura. Ou se for o caso, depois de um estudo técnico competente o laudo comprovar esse risco de queda, ai sim depois disso, eliminá-la totalmente, pois a poda que houve não resolve o problema caso exista um real perigo nesse sentido.

TEMPESTADE:
No caso de uma tempestade pode ocorrer algum acidente, causando danos aos veículos dos funcionários da escola. Mas se olharmos por essa ótica a Prefeitura deve arrancar todas as arvores da cidade, pois todas podem cair em cima de algum veiculo estacionado na sua proximidade no caso de uma forte ventania, isso ninguém pode prever ou evitar, seria uma fatalidade que infelizmente acontece. Tempestades que estão vindo violentas por causa da inconseqüência do homem no trato com a mãe natureza, isto já comprovado pelos cientistas do todo o mundo.

ÁRVORES EXÓTICAS:
A diretora alegou que eram arvores exóticas que por causa disso podem ser eliminadas sem maiores problemas.

Belém do Pará é conhecida como a cidade das mangueiras, as incontáveis mangueiras existentes nas ruas da cidade ajudam a amenizar o calor, principalmente nos meses mais quentes de julho a novembro, quando a temperatura pode chegar a 35 graus. E estão nos planos daquela Prefeitura aumentar a quantidade de pés na tentativa de chegar a redução de até 4º graus nos meses mais quentes.

Precisamos enfrentar o aquecimento global, isso independe o tipo de vegetação, o exemplo de Belém nos diz isso.

SEGURANÇA PUBLICA:

Quando conversei com a diretora da escola Suzana F.de Souza, ela alegou que solicitou a poda das árvores e a eliminação de outras, visto que ali estava havendo consumo de drogas e era frequentado por deliquentes causando insegurança aos alunos e alunas, um ato para evitar o pior: estupros, assaltos ou qualquer outro tipo de violência.

Um argumento até certo ponto válido e verdadeiro, pois se trata da segurança dos jovens e crianças que por ali transitam. Entretanto é um problema que pertence às autoridades de segurança pública e a prefeitura no caso da iluminação do local, dessa forma creio que um boletim de ocorrência resguardaria a responsabilidade da direção da escola, uma vez que as árvores ficavam no lado externo da escola.

Se seguirmos esse raciocínio a prefeitura deve interromper o reflorestamento e jardinagem da margem do córrego Embira, pois as árvores ali plantadas vão trazer insegurança aos moradores dos Bairros próximos e os transeuntes a caminho de suas residências do outro lado do córrego.

QUEDA DE GALHOS SOBRE OS ALUNOS:

Se for essa a preocupação da direção da escola, temos aqui duas situações:

1)No interior da escola também existem algumas arvores de grande porte conforme poderemos ver nas fotos, que também podem causar esse tipo de acidente, mas que todos sabemos se bem cuidadas e podadas adequadamente eliminando os galhos velhos evitaria o problema.

2)Se mesmo assim a direção da escola pelos cuidados e responsabilidade natural com seus alunos não se sentir seguros para evitar um acidente, é recomendado a eliminação total de todas as arvores e plantar apenas arbustos.



Aqui poderemos ver vários tópicos sobre essa polêmica, mas onde fica o meio ambiente e a natureza?
Como devemos conservá-las se alguns apontam as árvores como inimigas, sem considerar que elas são a principal fonte de vida, pois nelas se originam a fotossíntese liberando o oxigênio, limpando a ar das poluições , do gás carbônico contribuindo para diminuir o aquecimento global, protegendo os mananciais onde se origina a nossa agua?

Se em cada espaço que permitir o plantio de um arvore para enfrentar-mos os problemas climáticos previstos, alguém apontar algum perigo que essa arvore possa causar, sem duvida alguma a humanidade corre um sério risco.



Meio ambiente e natureza tem que ser tratado como o ar que respiramos. Você, eu, nossos filhos, ricos e pobres todos servimos dele. Alguém questionou a sua origem???

Notamos pela cidade a poda de árvores das calçadas sem nenhum critério, algumas ficam apenas o tronco ou são arrancadas. Isso com certeza vêm agravar o já escaldante calor que estamos enfrentando.

O municipio de José Bonifácio alcançou em 2009 apenas 28.7 no projeto do Governo Estadual MUNICIPIO VERDEAZUL.
Ficamos atrás de pequenos municipios vizinhos como Ubarana, Adolfo, Mendonça, Monte Aprazivel e tantos outros. Vamos torcer para que em 2010 a nossa nota seja melhor, mesmo que nao cheguemos aos 80 pontos exigidos pelo governo, mas que melhoremos na questao ambiental. Porque meio ambiente saudável é saúde.


Nota: Agradeço a nobreza e gentileza da diretora Suzana F. Souza pelas informações e autorização para tirar as fotos. As criticas que apontei tem o objetivo de proteção da natureza e meio ambiente, ação que venho fazendo desde o ano 2006 com o primeiro blog.
Não sou filiado a nenhum partido político, levo em conta em primeiro lugar a minha religiosidade cristã e adepto ao ideal do carisma franciscano.
São Francisco de Assis amava a natureza por ser uma criação de Deus, e considerava todos os elementos naturais e animais como irmãos. 


Duas árvores eliminadas.




Se a árvore das fotos abaixo corre o risco de queda, necessita de um parecer técnico, se for o caso deve elimina-la. Nunca efetuar uma poda dessa forma. 









Contrariando a minha opinião acima, depois de tirar essa nova foto (inserida hoje 26/07/2010) da parte frontal da escola,
voce pode ver que a árvore não apresenta nenhum risco de queda, pois se apresenta
bastante sadia.Linda e frondosa.

  


As próximas fotos são de podas, argumento e opiniao no texto acima. 






As proximas fotos são do interior da escola.








24 de julho de 2010

Queimadas provocam doenças respiratórias no interior de SP

Clique aqui para ler a notícia:
Queimadas provocam doencas respiratorias no interior de São Paulo.

                                Foto Kleber A.Ribeiro

Os governantes são eleitos com  a esperança que eles sejam uma espécie  de "PAI" da  sociedade humana.
Para que cuidem de nós, principalmente os mais indefesos e fracos, mas  não é isso que vem acontecendo na questão ambiental.


Nós do interior paulista estamos abandonados, nosso ar que antes era limpo, saudável, agora somos obrigados a respirar o veneno das queimadas nos canaviais.
Prometem acabar com elas  em 2017, é muito tempo comparando com a média de vida de várias espécies, inclusive a humana.

Com as modificações repentinas causadas pelo homem em um bioma, será impossível a adaptação da vida vegetal e animal em curto espaço de tempo.

Vamos supor que algumas espécies da fauna e flora sobrevivem por centenas de anos numa área com a temperatura média equilibrada, os ciclos de chuvas regulares, ou se houve variação elas ocorreram gradativamente em milhares de nos, a VIDA teve tempo para adaptar-se.
Agora, essa área é alterada bruscamente pelo homem através de uma grande obra como a transposição do Rio São Francisco, ou pelo agronegócio das monoculturas que transformara grandes áreas dessa vegetação. A média das temperaturas dessa área que foi modificada poderá se alterar, os ventos podem mudar de direção, assim essa vegetação não irá reconhecer seu ambiente natural e podem se definhar, seus troncos sufocados não terão mais brotos, não produzirão mais frutos.
Os animais que há séculos ali vivem já estão adaptados àquele meio ambiente, terão que migrar ou morrerão de fome ou de doenças, esse equilíbrio e relação entre fauna e flora em uma área definida chama-se BIOMA.
O ser humano também faz parte de um bioma: a região onde vivemos somos acostumados com o clima, a água, os frutos, com os animais e os peixes dos rios da nossa região, dos quais muitos se alimentam. Muitas vezes o nosso espaço é modificando pelo “progresso”, pela poluição, modificando o clima trazendo desconforto as pessoas que sempre viveram nesse espaço, nesse bioma.
Assim não podemos chegar numa região e ir destruindo tudo, modificando rios, desmatando as florestas, expulsando animais, modificando o relevo e até altitudes, sem antes estudar e compreender todos os impactos que isso venha causar nessa região. Portando é um desastre ambiental e social propor um tipo de desenvolvimento econômico inadequado com as características de um bioma.

Essa é uma das razoes que em minha opinião, discordo das monoculturas, principalmente da cana de açúcar que é uma das mais agressivas ao meio ambiente: em áreas densamente povoadas ou em regiões que provocam o desmatamento e poluem os mananciais com os agrotóxicos, transformando o bioma de uma região e impondo a adaptação dos animais e vegetais em curto espaço de tempo.

Estamos vivendo numa encruzilhada: a humanidade deve evoluir-se no sentido de compreender o sentido da VIDA, abandonando atitudes de consumo supérfluo que nada acrescentam para a nossa sobrevivência, ou continuar apenas pensando num progresso que vai nos levar ao mundo desconfortável, inóspito, e sem condições de sobrevivência para várias espécies, inclusive a humana. Precisamos tomar o caminho certo...

Os ambientalistas estão fazendo a sua parte: alertando e tentando conscientizar as pessoas, uma tarefa difícil diante da cegueira dos que governa o mundo. A Natureza está ai, diante de nós, já pediu socorro por várias vezes, Deus o Criador já deu as ultimas chances ao homem, agora Ele espera que nós compreendamos isso, ou será o nosso fim...

No Brasil os maiores Biomas são:

Bioma AMAZÔNIA
Bioma CERRADO
Bioma MATA ATLÂNTICA
Bioma CAATINGA
Bioma PAMPA
Bioma PANTANAL

LEIAM MAIS SOBRE BIOMAS

22 de julho de 2010

FOTOS DE QUEIMADAS NO BAIRRO RURAL CÓRREGO FUNDO-JOSÉ BONIFÁCIO-SP

PESQUISE AQUI:Espécie vegetal Angico

CLIQUE SOBRE AS FOTOS PARA VE-LAS NO TAMANHO GRANDE










Não temos conhecimento se essa queimada foi acidental ou não, mas sem dúvida alguma a "pólvora" foi uma plantação de cana de açucar.
Um atentado a vida humana a fauna e flora.

O despeito a natureza é mais uma loucura humana equivalente a produção de armas nucleares, porque ambas ameaçam a vida no planeta TERRA.
Até quando iremos ser o perigo a todos tipo de vida, sendo que somos os únicos animais racionais que povoam o planeta????

18 de julho de 2010

JOÃO DE BARRO -Rivaldo R. Ribeiro

Foto Kleber A.Ribeiro

Meu dom: construtor..., olhei uma árvore e vi nela o meu mundo... Num galho confiei a minha esperança do resto da minha vida... Do alto vejo a planície, o vento, as borboletas, o vale, o rio, as sombras das nuvens, os pomares com meu alimento, a primavera, e a liberdade...


Nesta árvore fiz com barro e capim minha fortaleza. A porta de entrada nunca verá chuva: confiei no meu instinto e na minha sabedoria, sei de que lado que a chuva vai bater, de que lado que o vento vem com suas rajadas. Também como o amor ele bateu forte do lado esquerdo, definitivo e sempre... Sou um pássaro cristão não trabalho aos domingos.


É tão bom ser simples! Ser perfeito justamente porque não se importa com as imperfeições, olhar o mundo como um reino, não deixar pegadas porque os caminhos são mágicos...


Não me importar com os segredos da luz, os segredos da água, os segredos do vento, não ter medo da sede e da fome. Emprestei um galho daquela arvore, ela não se incomodou. Incomodar por quê? Não me declarei proprietário! Ali estou sem ser parasita, num convívio de amizade sem ser escravo.



Não abandonei meus filhotes, não tive medo não fui covarde... O mundo não os negou alimento, todos os dias eles aguardavam meu retorno com os bicos abertos, e com as asinhas batendo de alegria, todos faziam uma algazarra cabeça com cabeça certos de seu quinhão.


Éramos nós os filhotes e o amor...


O meu triunfo, não tem canções de vitória, caminhos manchados de sangue, ídolos, dores na alma, glorias covardes escondidas sobre outros infortúnios, apenas nossa casinha de barro, igual a todas as outras casinhas nos galhos das arvores das florestas... Porque a mentira, a arrogância, a maldade, a traição, não tem ninho, não existe e não é sonho, não tem passado e nem futuro...


Agora de repente estão me expulsando, quando vôo são longas distancias de um mar verde, não encontro lugar para pousar ou construir minha casa, apenas algumas arvores solitárias com seu tronco negro que denuncia que ali houve fogo, não vou arriscar minha família de serem queimadas, que pena aqui era meu mundo, tenho que ir embora para outras florestas... Ser intruso em outras paragens...


Pesquisar  João de Barro,pássaro.

11 de julho de 2010

PROJETO MUNICÍPIO VERDE/AZUL DO ESTADO DE SÃO PAULO-Reavaliação dos municípios


Clique nos links abaixo e veja a NOTA DO SEU MUNICÍPIO em 2009 depois da reavaliação pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo , dos 566 municípios inscritos no programa MUNICÍPIO VERDEAZUL, foram certificados antes dos recursos 156, e pós recursos 168.
Uma porcentagem ainda muito baixa, diante dos problemas climáticos que estamos enfrentando. Problemas que exigem das autoridades de cada município um maior empenho para que alcancem a nota mínima de 80 pontos para ter direito do certificado de MUNICÍPIO VERDE/AZUL.
Ou pelo menos mais próximo aos 80 pontos, pois é grande a quantidade de municípios com a classificação muito baixa.
A natureza vem devolvendo as agressões do homem com violência e muita destruição. Ainda a tempo de revertemos essa situação critica que todo o PLANETA vem atravessando, pois se a humanidade não acordar teremos um futuro sombrio.


Precisamos olhar para a Natureza e o Meio Ambiente independentemente dos movimentos partidários, que em muitos casos servem apenas para atravancar as soluções dos problemas, e ver que no caso ambiental todos serão beneficiados ou punidos conforme nossas ações daqui para frente.
A conscientização ambiental tem que ser primária como a nossa respiração.


Vejam a relação completa nos links:




RELAÇÃO:MUNICÍPIO VERDE/AZUL

CONSULTA DA PONTUAÇÃO INDIVIDUALMENTE

22 de junho de 2010

QUEIMADAS CANAVIAIS PRÓXIMO A JOSE BONIFÁCIO-SP



Essa foto foi tirada no dia 20/06/2010 próximo à cidade de José Bonifácio-SP, naquela tarde o ar da cidade ficou cinzento e sufocante.

Poluição que causa as pessoas  idosas, asmáticos, alérgicos e crianças  problemas respiratórios diversos. E segundo afirmações médicas altera a saúde em outros vários pontos, entre eles problemas cardíacos e cancerígenos.
Enquanto isso autoridades que foram eleitas por essas pessoas nada fazem, alguns deles alegam que a solução do problema cabe a outras esferas governamentais.

Entretanto em muitos municípios tais práticas já foram proibidas.

Notícia publicada no ALDEIA MUNDUS.

4 de junho de 2010

CARRO ELÉTRICO ESTÁ CHEGANDO.

No meu blog     ALDEIA MUNDUS  eu já havia falado sobre alguns lançamentos de carros elétricos.

Agora para a nossa alegria, eles  estão se transformando  numa realidade.

No próximo post falarei mais sobre o assunto...

30 de maio de 2010

O que queremos para nossa agricultura

João Pedro Stedile *

Adital -

As transformações do mundo nas últimas décadas fizeram com que o centro de acumulação do capital fosse para a esfera financeira e para as corporações transnacionais. Isso trouxe graves consequências e promoveu um enfrentamento crescente entre dois modelos de produção na agricultura.

O modelo dos capitalistas é uma aliança entre grandes proprietários de terras, empresas transnacionais e sistema financeiro. As empresas fornecem insumos, compram os produtos, controlam o mercado e fixam preços dos produtos agrícolas.

Os grandes proprietários (cerca de apenas 40 mil, que possuem mais de mil hectares) entram com a terra, destruindo a biodiversidade e superexplorando os trabalhadores, para repartir a taxa de lucro da agricultura das empresas.
Esse modelo foi autodenominado de agronegócio. Adota a monocultura, para ampliar a escala de produção, com o uso intensivo de venenos e maquinaria pesada.

Essa matriz tecnológica provoca um desequilíbrio climático e ambiental para obter lucros e fazer negócios a quaisquer custos.

O próprio sindicato das empresas de defensivos agrícolas anunciou exultante que, na safra passada, utilizou 1 bilhão de litros de agrotóxicos (cinco litros por habitante). Somos o maior consumidor mundial de venenos.

Isso degrada o solo, afeta o lençol freático, contamina até as chuvas, além dos alimentos.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Instituto Nacional do Câncer têm alertado que o aumento de câncer está ligado ao crescente uso de agrotóxicos.

Os ricos e a classe média alta compram produtos orgânicos, mais caros. No entanto, o povo está à mercê dos produtos contaminados.

O agronegócio ainda aumenta a concentração da terra e da produção, pela necessidade de ganhar escala no plantio. O Censo de 2006 aponta que a concentração da terra é maior do que na década de 1920.

Estamos fazendo o caminho inverso ao da reforma agrária. Cerca de 80% das nossas melhores terras são usadas para produzir para exportação três produtos: soja, milho e cana. Além disso, o agronegócio é cada vez mais dependente do financiamento público.

Para produzir um valor anual de R$ 120 bilhões, esse modelo retira crédito nos bancos públicos (da poupança recolhida nos depósitos à vista), ao redor de R$ 90 bilhões.

Ou seja, é a população brasileira que financia o agronegócio, ao contrário da propaganda mentirosa que só exalta seus "benefícios".

Os movimentos sociais, junto com ambientalistas, igrejas e cientistas, temos alertado sobre esses problemas. Propomos outro modelo de agricultura, que priorize a produção diversificada, máquinas agrícolas adequadas a pequenas unidades, agroindústrias cooperativadas e técnicas agroecológicas.

Em vez de priorizar o lucro de grandes empresas e fazendeiros, temos que respeitar o equilíbrio do ambiente, produzir alimentos sadios, fortalecer o mercado interno, aproximando produtores e consumidores. Nossa proposta de reforma agrária popular é a adoção desse modelo, e não apenas distribuir lotes para os sem-terra.

O que está em jogo é a organização da agricultura brasileira.

O povo não tem dinheiro para financiar candidatos, mas o agronegócio anunciou a aplicação de R$ 800 milhões para eleger candidatos. Mas temos o voto e poder de mobilização. É preciso, nesse período eleitoral, cobrar dos candidatos posições claras. Os nossos recursos naturais devem ser utilizados em benefício do povo brasileiro.

A sociedade brasileira, cedo ou tarde, deverá decidir se o país continuará produzindo alimentos com venenos, porque dão lucros, ou se dará prioridade a alimentos saudáveis e à preservação ambiental.

[FSP, 28 maio 2010].

Economista. Integrante da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e da Via Campesina Brasil

http://www.adital.com.br

15 de maio de 2010

Erupções vulcânicas na cidade de José Bonifácio-SP?



Clique na foto ver tamanho original. 


“As erupções no vulcão localizado sob a geleira Eyjafjallajoekull, na Islândia, causaram transtornos em toda a Europa, a fumaça expelida pelo vulcão impediu o tráfego aéreo em diversos países europeus, afetando as conexões no mundo todo....”

Mas essas fumaças das fotos embora pareçam com erupções vulcânicas se originam nas queimadas nos gigantescos canaviais no município de José Bonifácio-SP.

A polemica das queimadas nos canaviais é alicerçada nas bases econômicas predatórias de um lado, de outro nas poluições desumanas que sujam as cidades, fazem mal a saúde das pessoas, alem do assassinato de milhares de seres vivos entre insetos e animais silvestres de todos os tamanhos.

Além disso surgem casos de maltrato a trabalhadores no corte de cana (Faltam-lhes roupas de proteção e ferramentas adequadas), alguns casos o da escravidão explicita, ou mascarada nos baixos salários.

É uma balança difícil de encontrar o equilíbrio, precisamente porque nossos políticos e empresários priorizam os lucros. Lucros que poderemos classificar como um bumerangue: que levanta voo, mas a descida é sempre uma incógnita.


Por do Sol em José Bonifacio


Clique na foto para ter o tamanho aumentado.


Lindo por do Sol na cidade de José Bonifácio-SP.  Poderemos ver  no horizonte gases que se formaram na atmosfera originados das queimadas nos canaviais naquela cidade.

11 de maio de 2010

CIDADEJOSÉ BONIFÁCIO-SP, SITIADA PELAS QUEIMADAS NOS CANAVIAIS.






A população de José Bonifácio, Estado de São Paulo, é humilhada pelas queimadas nos canaviais. Vê atônita todas às tardes no seu horizonte verdadeiros cogumelos de fumaça subindo para atmosfera. Trazendo prejuízos ao ar, meio ambiente, fauna e flora. Milhares de seres vivos: insetos, animais silvestres, pássaros são incinerados. As fuligens e materiais particulados que são facilmente inalados para os pulmões bombardeiam a cidade. Crianças, idosos, alérgicos, asmáticos sofrem com isso, as autoridades de saúde culpam as mudanças do tempo, jogando sobre as verdadeiras causas dessas doenças uma cortina que eu poderia dizer de fumaça, mas não ficaria bem. 

 Mas uma cortina negra da indignação.

4 de maio de 2010

SAFRA DA CANA: Recomeça o tormento das queimadas nos canaviais.

Clique nas fotos para ver a imagem original. 















Fotos denunciando as queimadas nos canaviais próximos à cidade de José Bonifácio-SP.


Vejam a poluição que essa pratica causa na atmosfera, com graves conseqüências a saúde dos habitantes próximos.


Um crime ambiental permitido pelas autoridades locais e do Estado (Executivo, legislativo e Judiciário). Não seria uma violação aos direitos humanos? Um ataque à natureza, as espécies animais e vegetais, ao solo, biomas locais, promoção do desequilíbrio climático alterando os ciclos de chuva e contribuindo para o aquecimento global?



O Art. 225 Constituição do Brasil, VI (Meio ambiente). VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.


Viola a internacional LEI DO PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO.



Viola a Lei de Crimes Ambientais ou Lei da Natureza - Lei nº 9.605/98



>Veja os gases que se formam na atmosfera depois da queima da palha de cana.