22 de junho de 2010

QUEIMADAS CANAVIAIS PRÓXIMO A JOSE BONIFÁCIO-SP



Essa foto foi tirada no dia 20/06/2010 próximo à cidade de José Bonifácio-SP, naquela tarde o ar da cidade ficou cinzento e sufocante.

Poluição que causa as pessoas  idosas, asmáticos, alérgicos e crianças  problemas respiratórios diversos. E segundo afirmações médicas altera a saúde em outros vários pontos, entre eles problemas cardíacos e cancerígenos.
Enquanto isso autoridades que foram eleitas por essas pessoas nada fazem, alguns deles alegam que a solução do problema cabe a outras esferas governamentais.

Entretanto em muitos municípios tais práticas já foram proibidas.

Notícia publicada no ALDEIA MUNDUS.

4 de junho de 2010

CARRO ELÉTRICO ESTÁ CHEGANDO.

No meu blog     ALDEIA MUNDUS  eu já havia falado sobre alguns lançamentos de carros elétricos.

Agora para a nossa alegria, eles  estão se transformando  numa realidade.

No próximo post falarei mais sobre o assunto...

30 de maio de 2010

O que queremos para nossa agricultura

João Pedro Stedile *

Adital -

As transformações do mundo nas últimas décadas fizeram com que o centro de acumulação do capital fosse para a esfera financeira e para as corporações transnacionais. Isso trouxe graves consequências e promoveu um enfrentamento crescente entre dois modelos de produção na agricultura.

O modelo dos capitalistas é uma aliança entre grandes proprietários de terras, empresas transnacionais e sistema financeiro. As empresas fornecem insumos, compram os produtos, controlam o mercado e fixam preços dos produtos agrícolas.

Os grandes proprietários (cerca de apenas 40 mil, que possuem mais de mil hectares) entram com a terra, destruindo a biodiversidade e superexplorando os trabalhadores, para repartir a taxa de lucro da agricultura das empresas.
Esse modelo foi autodenominado de agronegócio. Adota a monocultura, para ampliar a escala de produção, com o uso intensivo de venenos e maquinaria pesada.

Essa matriz tecnológica provoca um desequilíbrio climático e ambiental para obter lucros e fazer negócios a quaisquer custos.

O próprio sindicato das empresas de defensivos agrícolas anunciou exultante que, na safra passada, utilizou 1 bilhão de litros de agrotóxicos (cinco litros por habitante). Somos o maior consumidor mundial de venenos.

Isso degrada o solo, afeta o lençol freático, contamina até as chuvas, além dos alimentos.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Instituto Nacional do Câncer têm alertado que o aumento de câncer está ligado ao crescente uso de agrotóxicos.

Os ricos e a classe média alta compram produtos orgânicos, mais caros. No entanto, o povo está à mercê dos produtos contaminados.

O agronegócio ainda aumenta a concentração da terra e da produção, pela necessidade de ganhar escala no plantio. O Censo de 2006 aponta que a concentração da terra é maior do que na década de 1920.

Estamos fazendo o caminho inverso ao da reforma agrária. Cerca de 80% das nossas melhores terras são usadas para produzir para exportação três produtos: soja, milho e cana. Além disso, o agronegócio é cada vez mais dependente do financiamento público.

Para produzir um valor anual de R$ 120 bilhões, esse modelo retira crédito nos bancos públicos (da poupança recolhida nos depósitos à vista), ao redor de R$ 90 bilhões.

Ou seja, é a população brasileira que financia o agronegócio, ao contrário da propaganda mentirosa que só exalta seus "benefícios".

Os movimentos sociais, junto com ambientalistas, igrejas e cientistas, temos alertado sobre esses problemas. Propomos outro modelo de agricultura, que priorize a produção diversificada, máquinas agrícolas adequadas a pequenas unidades, agroindústrias cooperativadas e técnicas agroecológicas.

Em vez de priorizar o lucro de grandes empresas e fazendeiros, temos que respeitar o equilíbrio do ambiente, produzir alimentos sadios, fortalecer o mercado interno, aproximando produtores e consumidores. Nossa proposta de reforma agrária popular é a adoção desse modelo, e não apenas distribuir lotes para os sem-terra.

O que está em jogo é a organização da agricultura brasileira.

O povo não tem dinheiro para financiar candidatos, mas o agronegócio anunciou a aplicação de R$ 800 milhões para eleger candidatos. Mas temos o voto e poder de mobilização. É preciso, nesse período eleitoral, cobrar dos candidatos posições claras. Os nossos recursos naturais devem ser utilizados em benefício do povo brasileiro.

A sociedade brasileira, cedo ou tarde, deverá decidir se o país continuará produzindo alimentos com venenos, porque dão lucros, ou se dará prioridade a alimentos saudáveis e à preservação ambiental.

[FSP, 28 maio 2010].

Economista. Integrante da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e da Via Campesina Brasil

http://www.adital.com.br

15 de maio de 2010

Erupções vulcânicas na cidade de José Bonifácio-SP?



Clique na foto ver tamanho original. 


“As erupções no vulcão localizado sob a geleira Eyjafjallajoekull, na Islândia, causaram transtornos em toda a Europa, a fumaça expelida pelo vulcão impediu o tráfego aéreo em diversos países europeus, afetando as conexões no mundo todo....”

Mas essas fumaças das fotos embora pareçam com erupções vulcânicas se originam nas queimadas nos gigantescos canaviais no município de José Bonifácio-SP.

A polemica das queimadas nos canaviais é alicerçada nas bases econômicas predatórias de um lado, de outro nas poluições desumanas que sujam as cidades, fazem mal a saúde das pessoas, alem do assassinato de milhares de seres vivos entre insetos e animais silvestres de todos os tamanhos.

Além disso surgem casos de maltrato a trabalhadores no corte de cana (Faltam-lhes roupas de proteção e ferramentas adequadas), alguns casos o da escravidão explicita, ou mascarada nos baixos salários.

É uma balança difícil de encontrar o equilíbrio, precisamente porque nossos políticos e empresários priorizam os lucros. Lucros que poderemos classificar como um bumerangue: que levanta voo, mas a descida é sempre uma incógnita.


Por do Sol em José Bonifacio


Clique na foto para ter o tamanho aumentado.


Lindo por do Sol na cidade de José Bonifácio-SP.  Poderemos ver  no horizonte gases que se formaram na atmosfera originados das queimadas nos canaviais naquela cidade.

11 de maio de 2010

CIDADEJOSÉ BONIFÁCIO-SP, SITIADA PELAS QUEIMADAS NOS CANAVIAIS.






A população de José Bonifácio, Estado de São Paulo, é humilhada pelas queimadas nos canaviais. Vê atônita todas às tardes no seu horizonte verdadeiros cogumelos de fumaça subindo para atmosfera. Trazendo prejuízos ao ar, meio ambiente, fauna e flora. Milhares de seres vivos: insetos, animais silvestres, pássaros são incinerados. As fuligens e materiais particulados que são facilmente inalados para os pulmões bombardeiam a cidade. Crianças, idosos, alérgicos, asmáticos sofrem com isso, as autoridades de saúde culpam as mudanças do tempo, jogando sobre as verdadeiras causas dessas doenças uma cortina que eu poderia dizer de fumaça, mas não ficaria bem. 

 Mas uma cortina negra da indignação.

4 de maio de 2010

SAFRA DA CANA: Recomeça o tormento das queimadas nos canaviais.

Clique nas fotos para ver a imagem original. 















Fotos denunciando as queimadas nos canaviais próximos à cidade de José Bonifácio-SP.


Vejam a poluição que essa pratica causa na atmosfera, com graves conseqüências a saúde dos habitantes próximos.


Um crime ambiental permitido pelas autoridades locais e do Estado (Executivo, legislativo e Judiciário). Não seria uma violação aos direitos humanos? Um ataque à natureza, as espécies animais e vegetais, ao solo, biomas locais, promoção do desequilíbrio climático alterando os ciclos de chuva e contribuindo para o aquecimento global?



O Art. 225 Constituição do Brasil, VI (Meio ambiente). VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.


Viola a internacional LEI DO PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO.



Viola a Lei de Crimes Ambientais ou Lei da Natureza - Lei nº 9.605/98



>Veja os gases que se formam na atmosfera depois da queima da palha de cana.





3 de maio de 2010

Densa e escura camada de fumaça encobre Arcos

Queimadas na região Centro-oeste de Minas Gerais, mais precisamente nos canaviais de cidades vizinhas a Arcos trouxeram uma densa camada de nuvens e fumaça para o céu do município. Por volta das 11h30 da manhã dessa terça-feira (27 de abril), a fumaça desceu e encobriu a cidade. Sol ficou com um aspecto de eclipse.

A região Norte de Arcos ficou encoberta durante boa parte da manhã. De acordo com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Arcos, a fumaça prejudica o município e por isso cabe uma declaração oficial por parte daqueles que provocam a queimada. "Infelizmente o vento traz a fumaça para Arcos e isso nos atinge diretamente. Hoje quando vi o céu parecia que estava acontecendo um eclipse", comentou o assessor Márcio Ferreira.

Em agosto de 2008, o município de Arcos também foi atingido por Fuligem e fumaça, reflexo da queima no canavial em Lagoa da Prata. Na época uma grande fumaça negra podia ser vista sobre a cidade, vinda do município vizinho.


17 de março de 2010

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS

Considerando que cada animal tem direitos; considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos levaram e continuam a levar o homem a cometer crimes contra a Natureza e contra os animais; considerando que o reconhecimento por parte da espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo; considerando que genocídios são perpetrados pelo homem e que outros ainda podem ocorrer; considerando que o respeito pelos animais por parte do homem está ligado ao respeito dos homens entre si; considerando que a educação deve ensinar à infância a observar, compreender e respeitar os animais.

Proclama-se :

Art. 1° ­ Todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à existência.


Art. 2° ­ a) Cada animal tem o direito ao respeito. b) O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se ao direito de exterminar os outros animais ou explorá-los, violando este direito. Ele tem o dever de colocar a sua consciência a serviço dos outros animais. c) Cada animal tem o direito à consideração, à cura e à proteção do homem.

Art. 3° ­ a) Nenhum animal deverá ser submetido a maltrato e a atos cruéis. b) Se a morte de um animal é necessária, deve ser instantânea, sem dor nem angústia.

Art. 4° ­ a) Cada animal que pertence a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu ambiente natural terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de reproduzir-se. b) A privação da liberdade, ainda que para fins educativos, é contrária a este direito.

Art. 5° ­ a) Cada animal pertencente a uma espécie que vive habitualmente no ambiente do homem tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie. b) Toda modificação deste ritmo e destas condições impostas pelo homem para fins mercantis é contrária a este direito.

Art. 6° ­ a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem o direito a uma duração de vida, conforme a sua natural longevidade. b) O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Art. 7° ­ Cada animal que trabalha tem o direito a uma razoável limitação do tempo e intensidade do trabalho, a uma alimentação adequada e ao repouso.

Art. 8° ­ a) A experimentação animal que implica em um sofrimento físico e psíquico é incompatível com os direitos do animal, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer outra. b) As técnicas substitutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Art. 9° ­ a) No caso de o animal ser criado para servir de alimentação, deve ser nutrido, alojado, transportado e morto sem que para ele resulte ansiedade ou dor.


Art. 10° ­ a) Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. b) A exibição dos animais e os espetáculos que utilizam animais são incompatíveis com a dignidade do animal.


Art. 11° ­ O ato que leva à morte de um animal sem necessidade é um biocídio, ou seja, um delito contra a vida.


Art. 12° ­ a) Cada ato que leva à morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou seja, um delito contra a espécie. b) O aniquilamento e a destruição do ambiente natural levam ao genocídio.


Art. 13° ­ a) O animal morto deve ser tratado com respeito. b) As cenas de violência de que os animais são vítimas devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos que tenham como fim mostrar um atentado aos direitos do animal.


Art. 14° ­ a) As associações de proteção e de salvaguarda dos animais devem ser representadas a nível de governo. b) Os direitos do animal devem ser defendidos por leis, como os direitos do homem.


Em 27 de janeiro de 1978, a UNESCO proclamou os Direitos dos Animais, e já possui mais de 20 anos de existência. Apesar disso, a Declaração permanece desconhecida e, o que é pior, desrespeitada. De uma forma impressionante, cada artigo reflete exatamente o oposto do comportamento adotado pelo homem nos dias atuais.


Lembre-se de uma coisa : O dia 4 de outubro é o Dia dos Animais.E dia de São Francisco de Assis-protetor dos animais e natureza.

13 de março de 2010

10 razões para não precisarmos de transgênicos:

1. Os transgênicos não resolvem a crise alimentar. O próprio Banco Mundial garante que o aumento da produção de biocombustíveis é a principal causa do aumento do preço dos alimentos. “A crise climática foi usada para fomentar os biocombustíveis, ajudando assim a criar a crise alimentar, que, por sua vez, está a ser usada para desenvolver as fortunas da indústria dos transgênicos”, afirma Daniel Howden.

2. Os transgênicos não aumentam o potencial de rendimento. Por exemplo, a produção de soja transgênica tem diminuído.

3. Os transgênicos aumentam o uso de pesticidas.

4. Há melhores maneiras de alimentar o mundo. Um estudo das Nações Unidas e do Banco Mundial feito por 400 cientistas em 58 países conclui que os cultivos transgênicos pouco têm para dar à agricultura global.

5. Há outras tecnologias agrícolas melhores para controlar pragas e aumentar a produção.

6. Os transgênicos não são seguros na alimentação. Animais alimentados a transgênicos revelaram efeitos de saúde preocupantes.

7. Transgênicos disfarçados na alimentação animal sem o conhecimento e sem o consentimento dos consumidores. Carne, ovos e lacticínios de animais alimentados a transgênicos e importados para a Europa não precisam de rótulo.

8. Os cultivos transgênicos são um desastre a longo prazo para os agricultores. As estatísticas de 2009 mostram que o preço das sementes transgénicas aumentaram imenso em relação às sementes orgânicas, o que representou uma forte redução nos rendimentos dos agricultores.

9. Os transgênicos não podem co-existir com os orgânicos porque os contaminam.

10. Não podemos confiar nas empresas de transgênicos. Elas têm um longo historial de contaminação tóxica e de enganos públicos. Há agricultores a ser processados por terem transgênicos nos seus terrenos que não compraram, não querem, não usarão e não vão vender.


Lista preparada por Octávio Lima, do Blog Ondas3, Portugal.

Suíça livre de transgênicos; Monsanto admite falha.

Derrotas em série para os transgênicos pelo mundo. Pouco tempo depois da Comissão Européia aprovar a Amflora, espécie de batata transgênica, governos da Grécia, Áustria, Luxemburgo, Itália, Hungria e França anunciaram publicamente que não vão permitir a nova criatura em seus territórios. Agora, é a vez da Suíça ir além: o país baniu o cultivo de sementes geneticamente modificadas pelos próximos três anos.

Entre os que apóiam a moratória estão os próprios fazendeiros suíços, que parecem ter brilhantemente entendido que o cultivo de transgênico prejudica aos que têm interesse em continuar cultivando sementes convencionais e até mesmo orgânicas, produto que têm alta aceitação no mercado europeu. A decisão é um soco no estômago do presidente da Comissão Européia José Manuel Barroso, que vem tentando forçar os transgênicos goela abaixo dos países membros.

Por fim, um golpe de misericórdia. Mídia indiana comenta declaração da própria Monsanto, que em caso único em sua história, finalmente admite que sua tecnologia é falha. A multinacional que monopoliza a tecnologia de modificação genética de sementes, confirmou que a espécie de algodão inserida no país não elimina a necessidade do uso de pesticidas, como o prometido. Insetos e pragas na Índia desenvolveram resistência à semente. A notícia foi comentada pela coordenação de transgênicos do Greenpeace na Índia.

http://www.greenblog.org.br/


Comentário do blog:

O homem está modificando itens importantes que compõe o ecossistema e toda a cadeia na natureza. Não sabemos as conseqüências disso...




Os transgênicos são produtos modificados geneticamente, o que poderá ocorrer a quem deles se alimentar? O que poderá ocorrer na natureza que será influenciada por esses produtos? Na genética existem segredos que o homem ainda não descobriu, mas que a ganância alienada está nos levando às verdadeiras situações calamitosas.


Podemos fazer uma comparação empírica, mais real, hoje se usa muito mais agrotóxicos e pesticidas do que anos atrás, chegamos ao absurdo de usar toneladas desses produtos que nos está envenenando a todos.. Num passado não muito distante plantavam-se as culturas adubadas com esterco de animais. A maioria dos produtos agrícolas era orgânica, mas queriam mais produção e não qualidade saudável. Optaram por mais produção aplicando novos produtos químicos e isso nos levou a consumir alimentos duvidosos sem garantia alguma para nossa saúde.




E os transgênicos estão indo para o mesmo caminho, se optarmos pela produção e não pela segurança para nossa saúde e meio ambiente o resultado será temeroso.




O resultado fatalmente será um circulo vicioso, pragas se tornando mais resistentes obrigando o uso de produtos mais potentes para combatê-las, mas até quando os seres humanos e toda a vida resistirão a esse envenenamento continuo.

7 de março de 2010

Aqüífero Guarani e a monocultura da cana de açúcar.

"Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água,que é tão útil, e humilde, e preciosa e casta.” São Francisco de Assis.


O aqüífero guarani é de vital importância, porque é uma das principais fontes de agua doce para uma extensa área que se estende aos paises como: Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Sua área é de 1,15 milhões de quilômetros quadrados, ficando assim dividido: 71% sob território brasileiro (a maior parte). Argentina com 19%, Paraguai 6% e Uruguai 4%. Sendo uma das maiores reservas subterrâneas de agua doce do mundo. No Brasil o aqüífero está sob os estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás. De acordo com a Embrapa-Empresa Brasileira de Pesquisa Ambiental e Agropecuária, temos ali agua de excelente qualidade o suficiente para abastecer a atual população brasileira por 2.500 anos.


Mesmo com toda essa quantidade de agua o aqüífero ainda corre riscos, uma delas é a poluição que é gravíssima e irreversível, pois ao contrário dos rios, se poluírem uma vez ficará poluído para sempre.

A principal preocupação dos ambientalistas é nas áreas de recarga (onde se infiltra a agua das chuvas para o subterrâneo) do aqüífero, entre essas áreas estão os lixões, o uso excessivo dos agrotóxicos na agricultura e extração de minérios.


O homem vem agredindo a natureza sistemicamente sem se prevenir com as conseqüências. As vantagens econômicas das atividades nocivas à preservação ambiental, fazem que alienação tome conta das suas mentes, tendo apenas a visão única das benesses econômicas do presente.


No Estado de São Paulo exatamente pelas grandes áreas de concentrações demográfica o consumo de agua é maior, e na época das queimadas nos canaviais o problema se acentua por causa da poluição das fuligens. Alem disso ainda temos os poços artesianos perfurado para irrigação e consumo por causa da seca, que se acentua a cada ano. Diante de um possível e grave problema os governos devem ficar atentos com as perfurações de poços artesianos, pois será uma porta aberta para a poluição irreversível do aqüífero, um tesouro que não se iguala ao ouro e nem as maiores das fortunas, pois a agua é vital para a vida em todos os sentidos.


Nessa área de São Paulo precisam-se fazer com urgência uma reorganização nas atividades agrícolas, afastando das áreas de recargas do aqüífero as atividades agrícolas poluidoras, sendo a monocultura da cana de açúcar umas das principais, pela sua grande extensão de terras e o grande uso de agrotóxicos que podem infiltrar pelo solo e atingir o aqüífero.

Em outras palavras impedir a construção de novas usinas de cana de açúcar, afastando assim um dos principais ameaças ao aqüífero, Vide no mapa: a localização do aqüífero no Estado de São Paulo coincide com as plantações das grandes fazendas de cana, desde o município de Ribeirão Preto a região de São Jose do Rio Preto.














A agua é um bem inegociável para a saúde e o bem estar de milhões de pessoas, a sua escassez vai afetar a produção de alimentos, constitui uma ameaça ao desenvolvimento e a proteção do meio ambiente.

Assim o etanol é mais vilão do que herói: Prejudica o meio ambiente poluindo a agua, o desmatamento. Manda para atmosfera toneladas de gases, suja as cidades com suas queimadas, desequilibram a biodiversidade, o ecossistema, altera os biomas mais sensíveis, a ponto de já haver a migração de muitas aves a animais para outras regiões ou invadindo as cidades próximas, uma violação ao habitat natural desses animais.

Lembrando que não estamos sozinhos com a preocupação com o aqüífero, pois outro problema pode ser levantado como preocupante: Na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) os EUA matem um batalhão do exercito monitorando o aqüífero com fotos de satélite atualizadas minuto a minuto. Eles sabem mais do Aqüífero do que a gente, alerta João Manoel Bicca, coordenador do movimento Pró-Rio Uruguai -



Aqüífero Guarani.
Exceto alguns comentários do texto os dados foram coletados no site:


http://www.uniagua.org.br/

Dados sobre água

Que o Brasil é o país mais rico em água doce do planeta? Nada mensos que 13,7 % de toda água do mundo está aqui.



Que o Pantanal, no Mato Grosso do Sul, é a maior área úmida continental do mundo?


Que a Amazônia abriga as mais extensas florestas alagadas do planeta?

Que 70% das internações hospitalares do Brasil são causadas por doenças relacionadas à água?


Que em todo mundo, cerca de 10 milhões de mortes anuais resultam de doenças intestinais transmitidas pela água?

Que menos de 1% da água doce do planeta está disponível para o consumo?


Que em todo mundo, a irrigação na agricultura responde por cerca de 70% do consumo de água; 20% vão para a indústria; e os 10% restantes destinam-se ao uso doméstico?

Que no Brasil, a agricultura consome 70% da água, as indústrias, 20%, e as residências, 20% também?


Que cada minuto de banho gasta de 3 a 6 litros de água?


Que você economiza 70 litros de água se fechar a torneira enquanto ensaboa a louça?

Que o mau uso do solo nas regiões ribeirinhas é o maior causador das enchentes?

Que em todo o mundo, as enchentes causam perdas econômicas de cerca de cinco bilhões de dólares?

Que 40 milhões de brasileiro não têm acesso a água?


Que o uso de água mais que triplicou entre 1950 e 1980?

Que em São Paulo, 70% da poluição das águas é de origem doméstica e 30% de origem industrial?

Que o índice de desperdício de água no Brasil chega a 40% entre a produção e os domicílios?

5 de março de 2010

QUEIMADAS NOS CANAVIAIS... O QUE É POLUIÇÃO???

                                                   

O processamento de milhões toneladas da cana-de-açúcar, um crescimento assustador deste tipo de indústria, realmente nos deixa preocupado tanto no aumento dessa monocultura desfavorecendo a diversificação das culturas que traria um crescimento socioeconômico sustentado, tanto na pratica das queimadas que temos que suportar até 2014. E a nível social uma alta concentração de rendas.
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As nuvens da fumaça destas queimadas formam gases tóxicos nocivos à população, um significativo aumento das concentrações de ozônio e de monóxido de carbono (segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e a fuligem além da sujeira no meio ambiente urbano, causam prejuízo à saúde das pessoas. *

É um desrespeito a nossa constituição no seu Art. 225 onde diz que:
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Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
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§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:
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I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; “As queimadas e a monocultura da cana-de-açúcar atingem as espécies e o ecossistema”
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IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade. “No caso da cana-de-açúcar a população não está sendo informada dos perigos das queimadas”
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V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;
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VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
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VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade. “Animais morrem carbonizados durante as queimadas, espécies são extintas ou expulsas etc.”.
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§ 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

A fuligem das queimadas da cana de açúcar prejudica a qualidade de vida e o meio ambiente, além da saúde dos trabalhadores no corte da cana e da população, trás diversos problemas de saúde causados por mais de 70 produtos químicos identificados na fumaça resultante destas queimadas. As partículas mais finas são a que traz maior prejuízo à saúde, são tóxicas ou cancerígenas, pois são levadas para dentro dos pulmões causando infecções pulmonares, agravando as situações dos que sofrem de asma, bronquite, enfisema pulmonar e doenças do coração.
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Aumenta o consumo de água, pois é recomendável o uso da água para a sua remoção evitando assim que se respire o carvãozinho da fuligem prejudicando a sua saúde.
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As queimadas também alteram a física, e a química do solo, prejudicando sua fertilidade.
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Nós que habitamos em lugares que sempre ficou longe da poluição, agora corremos o risco de enfrentar uma mudança drástica no nosso ar e no clima, sem tempo algum para uma possível adaptação, se é que isso existe adaptação a poluição...




VERDE DA NOSSA BANDEIRA


NÃO DEIXE QUE O DESRESPEITO AS LEIS AMBIENTAIS E AS AGRESSÕES A NATUREZA ACABE COM O VERDE DA NOSSA BANDEIRA




As notícias que chegam a todos nós, além do aquecimento global, é o grande desrespeito as leis ambientais.

A promoção e divulgação dos lucros das atividades que degradam a natureza é assustador!

Se continuar assim a cor verde da nossa bandeira não terá mais significado. ..

Relatório da ONU diz que as populações indígenas são parte da população mais pobre do mundo.

Não concordo no que diz respeito as causas! Pois as causas dessa pobreza não tiveram origem na sua sociedade primitiva e natural dos índios.

Os índios ficaram pobres quando foram ou tiveram suas culturas invadidas pelo "homem Branco", que nada de positivo acrescentaram em suas culturas e modo de vida, apenas doenças, (pois é o principal transmissor de todo tipo de enfermidades) destruição e desequilibro de sua sociedade que sobrevivia a milhares de anos daquela forma.

Onde está a pobreza do índio? Veio do homem branco.

Riqueza ou pobreza depende muito do ponto de vista.

No posto de vista da maioria dos homens branco, riqueza é um ajuntar de coisas sem fim, passando por cima de interesses da sua propria sociedade, meio ambiente, e muitas vezes insensível aos seus próprios semelhantes.

E isse tipo de desenvolvimento e riqueza afeta os índios sobremaneira, os levando a todos os vícios doentios do homem branco.

Enquanto viviam na floresta longe da chamada civilização branca, os índios tinham de volta da natureza uma riqueza incalculável: Tinham saúde, alimentação, proteções do Grande Espírito , viviam dentro das suas tradições naturais, e nada contribuíam para a destruição do Planeta, ao contrário era uma relação intima, de colaboração e cumplicidade com mãe natureza.


O oposto da civilização branca que confusa com sua “riqueza” caminha para um horizonte sombrio...

“Com as primeiras arvores derrubadas começou a civilização. Com a ultimas arvores derrubadas a civilização terminará.”

17 de fevereiro de 2010

O mundo e eu...

Numa analise pessimista do mundo,ou seja lá como queiram, o planeta Terra não nos quer mais por aqui, acho que fomos destrutivos e ingratos a tudo que a mãe Terra nos concedeu...



Estamos todos assustados e anestesiados, parece que o fim está próximo, sabemos as causas, mas não queremos viver sem elas. ..



Assim a nossa opção fica sem opção e não conseguimos desviar para outro caminho... O abismo está próximo...



Somos uma aldeia minúscula, situada num universo infinito, de tal modo que nossa imaginação não consegue desvendar os segredos que existem entre as estrelas... Apenas supomos ou criamos conforme nossas fantasias.



Então estamos só...A terra e eu...O mundo e nós...



Oba! O meu futuro será próspero, a minha prosperidade é sinônimo de tudo que leva a destruição do meu mundo...Será que posso sonhar com um futuro próspero?



Você pode?



Rivaldo R.Ribeiro

6 de fevereiro de 2010

A história do Haiti é a história do racismo, artigo de Eduardo Galeano.

A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de querer um país menos injusto.


O voto e o veto

Para apagar as pegadas da participação estadunidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.

Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe:

– Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.



O álibi demográfico

Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Porto Príncipe, qual é o problema:

– Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.

E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilômetro quadrado.

Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado… de artistas.

Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.


A tradição racista

Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objetivos: cobrar as dívidas do Citybank e abolir o artigo constitucional que proibia vender as plantations aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem “uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização”. Um dos responsáveis pela invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: “Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses”.


O Haiti fora a pérola da coroa, a colônia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: “O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro”.


Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: “Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos”. Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro “pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras”.


A humilhação imperdoável

Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.

A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.



O delito da dignidade

Nem sequer Simón Bolívar, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete naves e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.

Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um gênio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pênis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indenização gigantesca, a modo de perdão por haver cometido o delito da dignidade.


A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.

Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.

http://www.ecodebate.com.br/

28 de janeiro de 2010

QUEIMADAS




Ao fundo fumaça denuncia que está havendo queimadas agrícolas no local denominado Bairro Monte Alegre-Município de José Bonifácio-SP


25 de janeiro de 2010

PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO

Uma Maneira Sensata de Proteger a Saúde Pública e o Meio-Ambiente

The Precautionary Principle
A common sense way to protect Public Health and the Enviroment
preparado por: The Science and Environmental Health Network
tradução : Lucia A. Melim para Fundação Gaia

"Quando uma atividade representa ameaças de danos ao meio-ambiente ou à saúde humana, medidas de precaução devem ser tomadas, mesmo se algumas relações de causa e efeito não forem plenamente estabelecidas cientificamente."

Dentre os principais elementos do Princípio figuram: a precaução diante de incertezas científicas; a exploração de alternativas a ações potencialmente prejudiciais; a transferência do "ônus da prova" aos proponentes de uma atividade e não às vítimas ou vítimas em potencial daquela atividade; e o uso de processos democráticos na adesão e observação do Princípio -- inclusive o direito público ao consentimento informado.

Leiam mais no LINK abaixo sobre o principio da precaução, que nossos legisladores e poder judiciário ignoram, cometendo um desleixo com a saúde e segurança pública no que se refere ao meio ambiente.




 
Clique aqui:


24 de janeiro de 2010

PROJETO MUNICÍPIO VERDE/AZUL DO ESTADO DE SÃO PAULO





Clique no link abaixo e veja a POSIÇÃO DO SEU MUNICÍPIO em 2009, dos 563 municípios inscritos no programa, foram certificados 156.

Uma porcentagem ainda muito baixa, diante dos problemas climáticos que estamos enfrentando. Problemas que exigem das autoridades de cada município um maior empenho para que alcancem a nota mínima de 80 pontos para ter direito do certificado de MUNICÍPIO VERDE/AZUL.

A natureza vem devolvendo as agressões do homem com violência e muita destruição. Ainda há tempo de revertemos essa situação critica que todo o PLANETA vem atravessando, se a humanidade não acordar teremos um futuro sombrio.

Natureza e meio ambiente independe dos movimentos partidários, pois todos serão beneficiados ou punidos conforme nossas ações daqui para frente.

Estamos num ano eleitoral, preparem-se para se defender dos oportunistas que nunca olharam para a causa ambiental, mas que nesse momento eleitoral vão se transformar em VERDES pés de alface atrás do seu voto.

Alguns municípios que não alcançaram a pontuação de 80 pontos:
ITARARÉ   (03,22)
CAFELÂNDIA...(14,70)
TABOÃO DA SERRA..(20,07)
FRANCO DA ROCHA..(23,16)
JOSÉ BONIFÁCIO..( 28,07)



Alguns municípios que foram certificados por terem alcançados 80 pontos:
SANTA FÉ DO SUL.( 94,40)
NOVO HORIZONTE..( 94,33)
BURITAMA..( 93,69)
ADOLFO..(90,30)
SOROCABA..(89,79)
TANABI...  (87,99)




FONTE ORIGEM: http://aldeia.mundus.zip.net/  (Meu primeiro Blog sobre meio ambiente, mas infelizmente não existe mais, visto que a plataforma ZIP.NET saiu do ar)