12 de abril de 2013

O brasileiro é um povo fútil?


O paradoxal é que quanto menos se tem acesso ao capitalismo, maior o valor de status dos bens capitalistas.

No relatório de consumo de países emergentes da Credit Suisse, o Brasil é o país com um consumo “discricionário mais prevalente”, o que é uma forma educada de dizer que gastamos mais dinheiro com futilidades do que outros países emergentes. Entre os brasileiros com uma renda de até U$1.000 (PPP), 62% dos participantes disseram que pretendem comprar roupa ou tênis 'de marca' nos próximos 12 meses. A proporção sobre para 74% entre os que ganham mais de U$2.000, mais do que nos demais países emergentes do relatório. Lembrando que, mesmo em paridade de poder de compra, 'roupa de marca' é mais cara aqui que em outros países emergentes...


FRAGMENTOS CONTIDOS NESSE ARTIGO:

“Ter um smartphone ou um tênis Nike não serve para sinalizar status nas ruas de Londres ou nos cafés de Paris.”
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“Acabamos sendo um país que gasta mais com futilidades não porque os brasileiros são necessariamente tão mais fúteis, mas em parte porque nosso consumo de status se dá por meio de futilidades industrializadas, principalmente pela juventude.”
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“O adolescente gringo sinaliza status andando de tênis de lona; o adolescente brasileiro sinaliza status andando de tênis cheio de amortecedores. O gringo sinaliza status bebendo um café artesanal; o brasileiro, comendo um sanduíche industrial. O gringo usa uma camisa de tricot; o brasileiro usa uma polo de marca. O gringo sinaliza status andando de bicicleta; o brasileiro, andando de carro com adesivos e aerofólios. O gringo sinaliza status saindo à noite para ver uma apresentação musical independente; o brasileiro, saindo para ouvir música industrial com um DJ. O gringo planeja passar as férias em Costa Rica ou na Indonésia; o brasileiro planeja pasar férias em Las Vegas ou na Disney.”








7 de abril de 2013

UMA VELHA E UM CAOLHO

Uma declaração descuidada do presidente uruguaio José Mujica, a respeito de sua colega argentina e seu antecessor e falecido esposo, revoltou a família Kirchner e abalou as relações diplomáticas entre os dois países vizinhos.
Pensou alto o velho Mujica: “Esta velha é pior que o caolho”.
A frase caiu como uma bomba, após vazar por uma página da web, criando um desconforto e um corre-corre de delegações imbuídas em apagar a fogueira de um pensamento vago, até então oculto nos porões do inconsciente (não apenas de um, mas de muitos). No dia seguinte o uruguaio apenas acrescentou: “Nada, nem ninguém, pode apagar nossa história”. Referia-se, é claro, à histórica relação de amizade entre os dois países. Não entre os dois governantes.
Tirando a gafe e as questões preconceituosas da terminologia usada, eis que o incidente é um excelente manancial de reflexões, tanto quanto o é no confronto de muitas verdades ocultas. Há mais sabedoria numa frase impensada do que naquelas construídas sob as arestas de nossos interesses e posições que ocupamos. Pobres aqueles que dizem o que realmente pensam. Ou pensam muito e dizem pouco. O próprio Mujica deixou escapar em seu celebre discurso na Rio+20: “Pobre não é aquele que tem pouco, mas aquele que necessita de muito”. Entre uma frase e outra, uma única verdade: Pobres somos nós, que mantemos nossas “velhas opiniões formadas” sob o clivo do vesgo olhar da opinião alheia. Dizer verdades pode ferir, magoar. Então me calo, me omito.
Esse é o ponto. Quem nunca se omitiu nesse aspecto? Muitas das nossas gafes acabam sendo positivas, pois provocam a verdade e estampam na conduta do outro uma necessidade de rever suas posições, seu comportamento. Apesar do clima de insatisfação e total indignação provocado por opiniões contrárias à nossa, são elas que muitas vezes nos curam de uma cegueira comportamental. Quantos caolhos e cegos ainda guiam outros piores! Quantos ensinam o pai nosso aos vigários – no caso a presidente ensinando ao Papa argentino como usar uma cuia de chimarrão – e não enxergam o ridículo dum ato impensado. Eis então que o subconsciente de uma voz ao lado nos desperta para a realidade, porque nossa verdade não é absoluta.
O pensamento político-social está bem enraizado na mentira. “Uma mentira repetida mil vezes pode soar como verdade”. Esse fundamento assaz contraditório está presente em todo e qualquer veículo publicitário, especialmente aqueles que vendem uma ideologia político-partidária. Em nada difere dos padrões do comportamento social, onde prevalecem as aparências e não a verdade do indivíduo. Enganar as pessoas, com o fim de galgar posições e status, para muitos é sinônimo de esperteza, nunca mentira nua e crua. Dizer verdades, então, é quase um ato de suicídio, que a “velha” cantilena das condutas político-sociais desaconselha sempre. É um dos trunfos de vitórias certas. Se preciso, diga meia verdade... uma verdade caolha. Nunca diga tudo o que sabe ou pensa. Tudo que viu ou vê. Deixe sempre uma carta na manga. Esse é o jogo, o trunfo do sucesso humano. Essa é a verdade que temos vergonha de assumir.

E a verdade cristã? Na simplicidade de seus ensinamentos, a única pergunta deixada sem resposta por parte de Cristo foi exatamente esta: “Afinal, o que é a verdade?”. Seu silêncio e suas atitudes falaram mais alto. Ele mesmo já havia se manifestado como a própria Verdade. Certamente, a cegueira do poder não permitiria a Pilatos a compreensão de qualquer resposta, mesmo que essa viesse da boca de Jesus. Mesmo assim, diante de polêmica semelhante, um dia encurralaram o Mestre com uma questão que lhe poderia causar embaraços com a política vigente: “A quem devemos oferecer nossos tributos?” Qual a verdade de nossa obediência: Deus ou os homens? “A Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”. Não o surpreenderam em nenhuma mentira, mas, “admirados de sua resposta, calaram-se” Porque a verdade dói.
WAGNER PEDRO MENEZES wagner@meac.com.br

30 de março de 2013

REFORMA POLÍTICA JÁ!

João Fidélis de Campos Filho

Se esta avalanche de impostos recolhidos pela população brasileira retornasse, na mesma proporção, em investimentos em educação, saúde e programas sociais nosso país já teria saltado para o primeiro mundo.

Mesmo com a sonegação e os incontáveis artifícios que os mais abastados utilizam para burlar a legislação tributária, o governo, em todas as esferas (municipal, estadual e federal) ainda arrecada muito. E com o orçamento comprometido com gastos elevados/mal administrados acaba sobrando pouco para financiar as obras e serviços essenciais aos municípios brasileiros. Se administrasse melhor as finanças o governo federal, que concentra a maior parte da arrecadação poderia distribuir melhor a renda através de investimentos sociais.

Tudo se resume em eleger as reais prioridades do país. No entanto a casta política que desde o império se beneficia das verbas públicas exerce uma forte pressão para dirigir estas prioridades, tentando de maneira nada ética inverter o curso natural das coisas. Como se tornou evidente que o legislativo consome, direta ou indiretamente, parte considerável do orçamento do país, já há tempos repousa no Congresso vários projetos de reforma política, que foram abandonados por conveniência ou falta de vontade de nossos dirigentes. Mas a cada dia que passa vem se tornando mais urgente e indispensável estas reformas, pois é consenso que o Brasil está bem distante no que se refere a um legislativo mais ágil e menos dispendioso em relação a muitas nações.

O Brasil precisa copiar o modelo de alguns países onde o parlamentar recebe baixos salários, tem pouca verba de gabinete e tem que arcar com os custos de sua manutenção e transporte. Nenhum deputado ou senador pode se dar ao luxo de ter tantos serviços pagos pela união como no Brasil, que servem muitas vezes para desvio e enriquecimento ilícito.

Há muitos projetos urgentes e importantes engavetados porque existem muitos entraves burocráticos, a votação é a passos de tartaruga e com isso, entra ano sai ano, o país fica emperrado pelo sistema. Este fato provoca um grande desestímulo no parlamentar bem intencionado que pode até ter boas ideias, mas não enxerga no horizonte possibilidades de vê-las materializadas. O eleitor também se desanima com a falta de dinâmica do Congresso e confia cada vez menos na instituição política. Cria-se um ciclo vicioso em que todos perdem porque o sistema democrático foi idealizado para servir ao povo.

O Brasil não pode esperar mais pela reforma política. Ela já se tornou indispensável, temos que cobrar de nossos representantes mais empenho neste sentido.

jofideli@gmail.com
    

26 de março de 2013

QUATRO "ERRES" CONTRA O CONSUMISMO-LEONARDO BOFF

A fome é uma constante em todas as sociedades históricas. Hoje, entretanto, ela assume dimensões vergonhosas e simplesmente cruéis.
Revela uma humanidade que perdeu a compaixão e a piedade. Erradicar a fome é um imperativo humanístico, ético, social e ambiental. Uma pré-condição mais imediata e possível de ser posta logo em prática é um novo padrão de consumo.

A sociedade dominante é notoriamente consumista. Dá centralidade ao consumo privado, sem auto-limite, como objetivo da própria sociedade e da vida das pessoas. Consome não apenas o necessário, o que é justificável, mas o supérfluo, o que questionável. Esse consumismo só é possível porque as políticas econômicas que produzem os bens  supérfluos são continuamente alimentadas, apoiadas e justificadas.
Grande parte da produção se destina a gerar o que, na realidade, não precisamos para viver decentemente.

Como se trata do supérfluo, recorrem-se a mecanismos de propaganda, de marketing e de persuasão para induzir as pessoas a consumir e a fazê-las crer que o supérfluo é necessário e fonte secreta da felicidade.

O fundamental para este tipo de marketing é criar hábitos nos consumidores a tal ponto que se crie neles uma cultura consumista e a necessidade imperiosa de consumir. Mais e mais se suscitam necessidades artificiais e em função delas se monta a engrenagem da produção e da distribuição. As necessidades são ilimitadas, por estarem ancoradas no desejo que, por natureza, é ilimitado. Em razão disso, a produção tende a ser também ilimitada. Surge então uma sociedade, já denunciada por Marx, marcada por fetiches, abarrotada
de bens supérfluos, pontilhada de shoppings, verdadeiros santuários do consumo, com altares cheios de ídolos milagreiros, mas ídolos, e, no termo, uma sociedade insatisfeita e vazia porque nada a sacia. Por isso, o consumo é crescente e nervoso, sem sabermos até quando a Terra
finita agüentara essa exploração infinita de seus recursos.

Não causa espanto o fato de o Presidente Bush conclamar a população para consumir mais e mais e assim salvar a economia em crise, lógico,  à custa da sustentabilidade do planeta e de seus ecossistemas. Contra isso, cabe recordar as palavras de Robert Kennedy, em 18 de março de 1968: "Não encontraremos um ideal para a nação nem uma satisfação
pessoal na mera acumulação e no mero consumo de bens materiais. O PIB não contempla a beleza de nossa poesia, nem a solidez dos valores familiares, não mede nossa argúcia, nem a nossa coragem, nem a nossa compaixão, nem a nossa devoção à pátria. Mede tudo menos aquilo que torna a vida verdadeiramente digna de ser vivida". Três meses depois
foi assassinado.

Para enfrentar o consumismo urge sermos conscientemente anti-cultura vigente. Há que se incorporar na vida cotidiana os quatro "erres" principais: reduzir os objetos de consumo, reutilizar os que já temos usado, reciclar os produtos dando-lhes outro fim e finalmente rejeitar o que é oferecido pelo marketing com fúria ou sutilmente para ser consumido.

Sem este espírito de rebeldia consequente contra todo tipo de
manipulação do desejo e com a vontade de seguir outros caminhos ditados pela moderação, pela justa medida e pelo consumo responsável e solidário, corremos o risco de cairmos nas insídias do consumismo, aumentando o número de famintos e empobrecendo o planeta já devastado.

Nota do Marcos Arruda:
Acrescento um quinto R, o de respeitar a VIDA e a mãe-Natureza: este é o valor de fundo de um modo de consumir sustentável e solidário.

Obs. Esse texto foi enviado pela amiga Marina Rivero - RS, publicando anteriormente no blog
http://sintonia777.zip.net/ em 02/06/2008

Humor - Definições do indefinível

· Nada mais humorístico do que o próprio humor, quando pretende definir-se (Friedrich Hebbel).

· Definir o humor é como pretender pregar a asa de uma borboleta usando como alfinete um poste de telégrafo (Enrique Jardiel Poncela).

· Humor é a maneira imprevisível, certa e filosófica de ver as coisas (Monteiro Lobato).

· O humorismo é o inverso da ironia (Bergson).

· O humorismo é o único momento sério e sobretudo sincero da nossa quotidiana mentira (G. D. Leoni).

· O humor é o açucar da vida. Mas quanta sacarina na praça! (Trilussa).

· O humor é o único meio de não sermos tomados a sério, mesmo quando dizemos coisas sérias: que é o ideal do escritor (M. Bontempelli).

· O humor compreende também o mau humor. O mau humor é que não compreende nada (Millôr Fernandes).

· O espírito ri das coisas. O humor ri com elas (Carlyle).

· A fonte secreta do humor não é a alegria, mas a mágoa, a aflição, o sofrimento. Não há humor no céu (Mark Twain).

· O humor é uma caricatura da tristeza (Pierre Daninos).

· O humor é a vitória de quem não quer concorrer (Millôr Fernandes).

· A própria essência do humor é a completa, a absoluta ausência do espírito moralizador. Interessa-lhe pouco a pregação doutrinal e a edificação pedagógica. O humor não castiga, não ensina, não edifica, não doutrina (Sud Menucci).

· O humorismo é dom do coração e não do espírito (L. Boerne).

· O humorismo é a arte de virar no avesso, repentinamente, o manto da aparência para por à mostra o forro da verdade (L. Folgore).

· O humor tem não só algo de liberador, análogo nisso ao espirituoso e ao cômico, mas também algo de sublime e elevado (Freud).

· Humorismo é a arte de fazer cócegas no raciocínio dos outros. Há duas espécies de humorismo: o trágico e o cômico. O trágico é o que não consegue fazer rir; o cômico é o que é verdadeiramente trágico para se fazer (Leon Eliachar).(*)

· O humorismo é a quintessência da seriedade (Millôr Fernandes).

· O humorista é um forte bom, vencido, mas sobranceiro à derrota (Alcides Maia).

· O humor é a polidez do desespero (Chris Marker).

(*) Definição laureada com o primeiro prêmio ("PALMA DE OURO") na IX Exposição Internacional de Humorismo realizada na Europa — Bordighera, Itália, 1956.




23 de março de 2013

Ubarana (SP) poderá ser município de interesse turístico


O prefeito João Costa Mendonça viajou a São Paulo na quarta-feira, 20 de março, para participar de uma reunião da Frente parlamentar de apoio aos municípios de interesse turístico, que ocorreu n a Assembléia Legislativa do Estado. O prefeito juntamente com a turismóloga Patrícia Sete, que foi contratada para iniciar um trabalho de promoção do turismo em Ubarana, receberam as informações e juntamente com outras diversas cidades, mostraram interesse em pleitear uma vaga de município de interesse turístico para Ubarana.

O projeto que foi criado por 11 Deputados Estaduais, tramita na Assembléia e deverá ser votado ainda este ano a pedido do Governador Geraldo Alckmin. A lei prevê a criação de cidades que tem algum potencial turístico e infra-estrutura básica, para que a mesma possa receber uma verba para ser empregado no fortalecimento do turismo.

O evento contou com deputados, membros de conselhos e associações voltadas ao turismo e também do Secretário de Estado do Turismo, Cláudio Valverde.

Após o encontro João e Patrícia falaram ao secretário da importância se tornar um município beneficiado pela lei. Os dois também fizeram questão de visitar o Deputado Sebastião dos Santos, um dos criadores da nova lei e também autor da indicação, que se aprovada, fará de Ubarana uma Estância Turística.

O Deputado se colocou a disposição do prefeito no que diz respeito ao turismo e garantiu apoio nas áreas de pesca e aqüicultura para geração de empregos na cidade.

FONTE:  http://www.ubarana.sp.gov.br/prefeitura/ 

7 de fevereiro de 2013

O sabor de a "Queda da Manga"-João Fidélis de Campos Filho

Tempo! Quero viver mais duzentos anos... (Sal da Terra, Beto Guedes e Ronaldo Bastos)

Quisera poder viver mais duzentos anos para ler todos os livros que acorrem à minha mente e descobrir os incontáveis universos que a linguagem humana permite externar. O último que li foi “A Queda da Manga”, de Luciana Crepaldi, vencedora do Prêmio Nelson Seixas de Fomento à Cultura de São José de Rio Preto. Confesso que a experiência da leitura desta obra se assemelha à degustação de uma manga madura, que vai deixando seu sabor pouco a pouco penetrar em nosso ser. Não pense o leitor que vai encontrar o doce gosto das mangas comuns: é uma leitura que incomoda, que nos inspira, e nos faz pensar constantemente neste grande enigma que é a vida humana neste planeta.

Através da análise psicológica de uma personagem que perdeu todos os parâmetros que definem seu estar no mundo, a jornalista Luciana em sua primeira inserção no campo literário, nos conduz aos intrincados labirintos (à semelhança do universo simbólico de Jorge Luis Borges) e conflitos que compõe a história dos homens. E imerso nestas digressões afluem muitas ideias que têm o efeito de trazer o ser à sua consciência, desnudando-o de sua vivência aparente e colocando frente a frente com o espelho real (outro recurso Borgeano)

A personagem de Luciana Crepaldi cumpre seu destino sem se deixar consumir pela onda ilusória que rouba dos homens o ser-em-si. Ela quer ir mais longe e fugir da condição passiva daqueles homens aprisionados na caverna de Platão (que não conheciam a luz do mundo exterior). E busca através de sua história respostas que nem sempre o mundo pode dar. Porque somos animais ainda influenciados por instintos irracionais. Animais recém-saídos da animalidade. Animais que estão agora aprendendo a viver juntos e a ser mais humanos. E neste percurso passamos por um período mitológico essencial à sobrevivência da espécie, mas que agora precisa ser dispensado para a humanidade galgue novos patamares.

Em “A Queda da Manga” a perplexidade da existência humana é realçada em tons fortes e nem os milhares de deuses que o homem fabricou em sua história terrena podem dirimir estas contradições. O estar no mundo provoca na personagem principal uma angústia reflexiva que, como Sartre dizia em “O Ser e o Nada” está mais próxima da verdadeira condição humana.

Luciana já demarcou seu território com esta inspirada obra. Agora é esperar suas novas ousadias no mundo das letras. Leiam amigos leitores, “A Queda da Manga” e retirem dela suas preciosidades.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista

 http://jofideli.blogspot.com
 






7 de janeiro de 2013

TEMPESTADE :José Bonifácio-SP





No dia 26/12/2012 à tarde entre 16,30 e 19,00 hs, uma forte tempestade passou raspando a cidade de José Bonifácio-SP.



25 de dezembro de 2012

Homens-porcos e Porcos-homens.

Será que há quem não sabe que a gente sabe que o Lula sabe  que o sabiá sabia sobiar?
Sabemos. Sabemos de forma diferente.
O CARA atravessou entre TIO SAM e KARL MARX, num momento ou melhor numa época em que a "ESPERANÇA DANÇAVA  NA CORDA BAMBA DE SOMBRINHA". Nesta época o que se SABIA???
Alguns sabiam alguma coisa , outros nem suspeitavam.
A "Revolução dos Bichos" de George Orwell era um prenúncio, mas quem saberia???
Eram tantos  MACUNAÍMAS e tantos MAQUIAVÉLICOS.
Como distinguir entre homens e porcos???
Quem sabia, quem saberia???
Eu confesso, não sabia, mas me conforto em saber que Helio Bicudo tb não sabia.
De uma coisa sabíamos:  QUE NÃO PODERÍAMOS SABER DE NADA. QUE NOS ERA PROIBIDO SABER.
Mas a vontade de MUDANÇAS convocou nosso inconformismo, e na neblina do tempo, confundimos  homens-porcos com porcos -homens.
Custou descobrir que o MACUNAÍMA era MACUNAÍMA, mas o CARA atravessou de forma oportunista, se esgueirando entre TIO SAM e KARL MARX, claro, e continua atravessando no imaginário popular.
Repetimos a história, a velha história!!!
Porém não devemos esquecer que os homens-porcos comem no mesmo cocho que os porcos-homens: em mesas com toalhas e roupas elegantes, em colarinhos brancos.
 Repudiar "os de agora",num nojo recente, com a chance de vomitar...
Mas há o repúdio de um antigo nojo, que já nos intoxicou em "manchas torturadas", sem a chance da êmese aliviante.
Agora, de uma coisa não há  como saber: será que existem homens-homens suficientes para MUDAR este status-quo???
"A Esperança Equilibrista Sabe..."
Dr. Thales Pereira (Psiquiatra)

5 de dezembro de 2012

Incêndio na Loja J.Mahfuz

Hoje um incêndio nos fundos do andar superior da uma das filiais das Lojas J. Mahfuz na cidade de José Bonifácio (SP), causou um grande transtorno nas ruas centrais e espanto em algumas pessoas, que se concentraram nas proximidades observando os trabalhos dos bombeiros e policiais.
As ruas centrais ficaram com o trânsito interrompido para veículos e pessoas, que por motivo de segurança o trânsito foi desviado para as ruas laterais.

CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR. 



VEJA MAIS NO LINK ABAIXO:



"A nossa torcida é para que os diretores e funcionários da J.MAHFUZ, uma Empresa que acreditou na nossa cidade e aqui investiram, superem as dificuldades e voltem a funcionar ainda dentro do período natalino.

Festejos que nós cristãos relembramos o nascimento do NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.Tempos de Esperança e Fé...

Que a FÉ em Deus lhes dê força e otimismo para isso!

PAZ E BEM!"



6 de novembro de 2012

CEMITÉRIO DE JOSÉ BONIFÁCIO-SP:FINADOS ANO 2012





Essas fotos eu fiz no Cemitério de José Bonifacio-SP.
No dia de finados fomos visitar o túmulo do meu pai, falecido há 47 anos, depois de um volta por todo o cemitério olhando a última morada dos que já cumpriram suas missões aqui entre nós, e sempre surpreendemos ao ver a fotografia sobre um túmulo de alguem que faleceu e não havíamos tido conhecimento.
Depois como é tradição passamos ao pé do cruzeiro para queimar algumas velas, nesse momento eu fazia uma oração e olhei para o céu e vi o fenômeno de um auréola em volta de uma nuvem que cobria o sol bem em cima daquele local.
Dizem que o círculo é formado por partículas de gelo que brilham com os raios solares...
A natureza sempre nos oferece coisas lindas, e tudo nela é uma criação de Deus, e a Ele agradeço pelas imagens que fiz num lugar onde todos rezam em homenagem aos seus entes queridos que já se foram.
Deus coroou o lugar com sua LUZ!



4 de novembro de 2012

Quem Ganha Com Esta Eleição?

João Fidélis de Campos Filho

Muitas especulações estão surgindo após a divulgação dos resultados das eleições municipais. Alguns analistas já fazem previsões de quem sai fortalecido com esta eleição e quais serão os possíveis candidatos a governador e presidente do país. A primeira vista o enfraquecimento de José Serra no PSDB amplia as chances de Aécio Neves ser o indicado do partido já que seu candidato à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, venceu no primeiro turno. Aécio está montando sua estratégia de alianças e em suas andanças pelo país procura atrair apoios ao seu projeto político. Sua recente cartada foi tentar uma composição com o governador (e também postulante à presidência) Eduardo Campos. Governador de Pernambuco, Campos acumula uma enorme popularidade e também tem sido citado como um forte concorrente de Dilma. Seu partido o PSB foi o que mais cresceu com as eleições municipais, conquistando 442 prefeituras. E este fato somado ao sucesso de seu governo em Pernambuco e o crescimento de sua liderança no nordeste, o coloca como uma ameaça às pretensões de Aécio Neves.

Aécio ou Campos terá muito trabalho pela frente porque a popularidade de Dilma continua nas alturas, reflexão da calmaria econômica do Brasil e da manutenção dos programas sociais, com o Bolsa-Família e afins.

Dizem que Kassab perdeu força porque apoiou José Serra. Também sua gestão não foi bem avaliada pela população da capital e isto acabou prejudicando a campanha de Serra. Seu partido o PSD cresceu, mas ainda é considerado pequeno.

O DEM perdeu muitas prefeituras e encolheu mais um pouco, contudo elegeu ACM Neto em Salvador.

Depreende-se a partir do resultado deste pleito que o povo em sua maioria votou em nomes e reelegeu os que consideraram ter feito uma gestão positiva, deixando de lado as siglas partidárias. A eliminação dos candidatos ficha suja também contribuiu para uma melhoria do nível ético destas eleições.

Com a vitória de Fernando Haddad o PT cresceu em São Paulo e passa a aspirar cadeira de Geraldo Alkmin em 2014. É claro que terá que encontrar um candidato livre das pressões políticas advindas do julgamento do mensalão, mas o partido conta com dois cabos eleitorais de peso, que são Lula e Dilma. Dizem até que Lula poderia topar esta empreitada, no entanto de acordo com informações do partido isto é pura boataria.

Em Votuporanga a aprovação quase unanime da gestão Juninho Marão se refletiu na grande votação que recebeu a chapa Juninho/Waldecy Bortoloti. O município sai fortalecido com esta eleição e demonstra um inequívoco apoio ao modelo administrativo que vem sendo implantado nos últimos anos. A liderança política fica consolidada, com a união de forças, como o Deputado Federal João Dado, o Deputado Estadual Carlos Pignatari, entre outros líderes importantes que estiveram do lado de Juninho/Waldecy. Dizem que os planos do prefeito reeleito são ambiciosos, mas não poderiam ser diferentes, pois ele é tido com um visionário e já demonstrou ser um trabalhador incansável pelas causa de Votuporanga.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista
Votuporanga-SP

30 de outubro de 2012

MENINOS DO BRASIL...



Nossas preocupações diárias e vencer o mundo, ser maiores nas ostentações materiais e luxuosas, ter poder de mando e dominação.

Mas poderemos ser maiores ainda, olhar um pouquinho abaixo de nós para os pequeninos de Deus.

Porque os meninos do Brasil estão passando por isso?

Façam uma analise que rumo nossa sociedade está tomando, porque os valores morais estão sendo pregado de uma forma que prejudica a família?

Porque pregam uma liberdade que os aprisionam nas drogas, no abandono, na prostituição, no ateísmo?

Como sempre as vítimas são os mais fracos e indefesos.

Covardia ou indiferença diante do futuro dos MENINOS DO BRASIL...

14 de outubro de 2012

Valores morais em decadência: Uma sociedade sobrevive dessa forma?


Estou ficando louco, ou tudo a minha volta está desmoronando?

Falar em valores morais está ficando proibido.

O valores se inverteram, entretanto a sociedade clama por Paz, Justiça, mas suas ações são ao contrário: tudo leva para o fortalecimento da desordem social.

Ora se somos seres sociais não podemos agir dessa forma, pois mesmo num formigueiro existem regras, sociedade sem regras está num rumo imprevisto e perigoso...

17 de setembro de 2012

Estresse e Síndrome de Burnout

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).
Enfim, a Síndrome de Burnout repressenta o quadro que poderíamos chamar “de saco cheio” ou “não agüento mais”.

Acesse o link e saiba mais:

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=70




8 de setembro de 2012

QUEIMADA E POLUIÇÃO EM JOSÉ BONIFACIO-SP, 06/09/2012

Na tarde de 06 de setembro de 2012 notei uma coluna espessa de fumaça  a leste da cidade de José Bonifácio-SP.  A ilusão ótica nos levava a crer que o incêndio ocorria próxima a Rodovia BR 153.
Segui por uma estrada de terra e descobri que a queimada ficava bem mais distante do que imaginava. 
Até onde consegui chegar, a estrada tinha em toda a sua extensão plantações de canaviais a perder de vista. O ar estava poluído e denso, fuligens caiam como chuva. Não havia dúvida, a queimada foi num canavial. 





Dá um frio da barriga atravessar essa rodovia nesse horário: 18 horas. 

 
Com a baixa umidade do ar registrada durante quase 60 dias e a estiagem, os canaviais se tornam de fácil combustão. 
É um incêndio sem controle, pois as labaredas vem rápidas destruindo e matando animais em questão de minutos. Portanto na questão ambiental esse tipo de cultura será sempre execessivamente nociva. 
  




 O gavião carcará esperava numa arvore pelas vitimas do fogo....

                                                

A cidade de José Bonifácio-SP situada na região de São José do Rio Preto, estava nesse dia(06/09/2012)com 18% de umidade do ar SIGAM/SMA/CETESB

Nas fotos abaixo mostramos a cidade sufocada com a poluição criminosa vinda dos campos. 
Com a umidade do ar nesse ponto crítico, somando com a poluição do ar natural nesses tempos de estiagem, as fuligens, material particulado vindo das queimadas, formam todas as condições negativas que causam graves problemas de saúde a população.

Ontem dia 08/09/2012 a umidade do ar chegou a ponto crítico e assustador: 13%.

Qual seria a causa disso? Desmatamento sem controle, queimadas agrículas. O desmatamento que ocorre em todo o Brasil usando em muitos casos o fogo para destruir as florestas. A arborização das cidades estão precárias e com podas de forma incorreta.  O que estamos vendo já é um abiente inóspito para o ser humano e todo ecossistema.  





VEJA NO LINK COMPOSIÇÃO FISICA E QUIMICA NA FUMAÇA DAS QUEIMADAS :



19 de agosto de 2012

O Veredito do Mensalão

João Fidélis de Campos Filho

O julgamento do mensalão tornou-se o espetáculo da mídia brasileira. Vários editoriais publicados em jornais, revistas e na internet tendem a realçar este momento histórico da política brasileira analisando os desdobramentos e as consequências do veredito condenatório ou a absolvição. 38 réus que participaram de um suposto esquema de compra e venda de apoio político, denunciados por exaustivas investigações da Polícia Federal, serão julgados pela maior entidade do poder judiciário, o Supremo Tribunal Federal. Nunca na história do país isto aconteceu, o que por si só constitui um grande avanço contra a impunidade dos crimes do colarinho branco. E o interesse despertado pela nação em relação ao julgamento demonstra um amadurecimento da população em relação a uma questão que causa revolta na opinião pública: a deterioração da imagem da classe política e o empobrecimento desta instituição.

Mas este julgamento nos induz a algumas reflexões que dizem respeito principalmente à aplicação da justiça em nosso país. No caso do mensalão os crimes aconteceram há sete anos e o julgamento está ocorrendo, para os padrões brasileiros, até com certa rapidez. Contudo há processos que duram até trinta anos para serem julgados e crimes que se prescrevem neste meio tempo. Há incontáveis vítimas que se desiludem com a morosidade e as penas leves aplicadas de acordo com nosso código de leis. O mensalão se destacou porque foi um crime institucional, que nasceu de um poder constituído e eleito pela população. Se não bastasse este fato a imprensa e a opinião pública exerceram uma forte pressão para que todo este escândalo não fosse abandonado em mais uma gaveta como muitos em nosso passado recente.Para refrescar a memória do leitor, já que são tantos os casos de corrupção neste país que muita gente até se confunde, a equipe que comandava a nação na época utilizando-se do poder desviou, segundo a apuração, o dinheiro público para fraudar projetos e corromper parlamentares valendo-se de um empresário (Marcos Valério), do tesoureiro do partido (Delúbio Soares) e um banco (Banco Rural).

O resultado do mensalão terá uma repercussão quase que plebiscitária sobre a credibilidade do judiciário uma vez que prevalece em muitos pareceres um critério quase que subjetivo na interpretação da legislação em vigor. Desta maneira os votos devem ser analisados com cuidado, pois é notadamente perceptível a grande expectativa criada por todos em relação ao resultado final deste julgamento. Se os réus forem todos absolvidos depois de tudo que emergiu deste trabalho de averiguação, levado a cabo pela Polícia Federal e o Ministério Público, certamente o impacto sobre o povo brasileiro será enorme e o Judiciário que geralmente se atém basicamente ao cumprimento da legislação também será avaliado.

Espera-se isenção , bom senso e uma visão lúcida dos nossos ministros do supremo porque é uma página muito importante de nossa história política que está sendo escrita. E o que for decidido fatalmente servirá como base para futuros julgamentos políticos. Dependendo do resultado a política brasileira sairá mais fortalecida como instituição.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista

jofideli@gmail.com 

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MENSALÃO



 

14 de agosto de 2012

Valorização do Esporte...A suíça Gabrielle Andersen entra no estádio olímpico de Los Angeles em 1984, atormentada por câimbras e dores



Veja  mais sobre Gabrielle nos links:

Gabrielle Andersen - Los Angeles em 1984

Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=CKTjdXyJuYM


"Junto com esses vídeos eu resolvi publicar no mesmo post o artigo abaixo do amigo Dr. João Fidélis, onde ele opina sobre a falta de estímulo no esporte brasileiro" .


Valorização do Esporte
O trabalho dos repórteres e narradores brasileiros durante as olimpíadas pode ser até constrangedor ou desestimulante ao repercutir os maus resultados dos atletas de nosso país, mas, ao mesmo tempo, nada pode soar mais educativo do que mostrar as deficiências e dificuldades do Brasil na área esportiva. Muitos dirão a velha máxima que “vale mais competir do que vencer”, ou que “o importante é união entre os povos”, contudo desde muitas olimpíadas atrás o Brasil vem tendo uma participação decepcionante, pífia, e é preciso enfrentar com seriedade este problema.

Para um país de dimensão continental e com 200 milhões de habitantes, que deveria ter uma participação nas olimpíadas bem mais incisiva, fica patente que o investimento em esporte segue o mesmo parâmetro que o da educação, ou seja, é relegado a segundo plano, e segue a tradição cultural brasileira de empurrar para debaixo do tapete seus problemas crônicos.

Em 2008, nas Olimpíadas de Pequim, o Brasil ficou no vigésimo terceiro lugar do ranking dos países participantes, com um total de 15 medalhas (três de ouro, quatro de prata e oito de bronze). Mesmo que consiga melhorar esta performance nos atuais jogos é necessário pensar que em 2016 as olimpíadas serão em nosso país e precisamos como anfitriões melhorar muito estes resultados.

Já há muito tempo fala-se que o principal problema do Brasil está na falta de formação de atletas nas escolas. Das mais de 50 modalidades disputadas nas olimpíadas nosso país ensina e pratica em nossas escolas apenas algumas poucas. As restantes são bancadas por clubes e instituições particulares. Dessa forma fica difícil surgirem talentos capazes de disputarem com países como a China, Estados Unidos e Reino Unido.

Há também uma evidente deficiência em nossas universidades no estímulo ao esporte, ao contrário de outros países onde o atleta que se destaca em algum esporte recebe bolsa de estudos e incentivos. No Brasil o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) só investe em atletas de ponta. Os outros atletas tem que lutar por patrocínio de empresas e clubes para treinar e manterem-se aptos para competir.

Por outro lado é importante que a população brasileira valorize e apoie outros esportes. Não podemos pensar só em futebol. É importante ajudar o crescimento de outros esportes indo a outras competições.

Dizem que o Barão Pierre de Coubertin ao criar os jogos olímpicos não tinha como objetivo uma disputa entre nações pela primazia de alguns esportes, mas sim estimular, através da competição, o esporte como algo saudável e essencial ao ser humano. Ele pensava que as medalhas tinham uma função secundária.No entanto, no fundo, elas refletem de certa maneira o que um pais tem feito pelo esporte e já está na hora do Brasil torna-lo uma de suas principais prioridades.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista


10 de agosto de 2012

Uma questão democrática?

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.
                         Centro de José Bonifácio-SP: Foto Rivaldo R.Ribeiro
                   
No caso das cidades com menos de 200 mil habitantes não existe o segundo turno, e isso causa uma espécie de vitória indefinida, pois na maioria das vezes os eleitos não obtém 50% dos votos +1, e isso causa uma polêmica surda durante os quatros anos do mandato do Prefeito diplomado.
Seria legitima uma escolha onde a maioria não optou por esse candidato?

No caso de José Bonifácio-SP que temos 04 candidatos será quase impossível que um deles tenha mais de 50% dos votos, portanto o eleito não será legítimo, pois não foi aceito pela maioria da população, sendo que a soma dos votos dos 03 candidatos vencidos será muito maior do que o candidato "vencedor", uma vontade popular pulverizada aos ventos...

Alem da nossa cidade com 32 mil habitantes, existem as menores com 5 mil, 3 mil eleitores que vão para as eleições escolher um infinito numero de candidatos a prefeitos e vereadores. Tudo isso com um orçamento que poderia ser usado na real necessidade dos seus povos.

Dessa forma ou haveria segundo turno para todas as cidades ou impediria a candidatura de mais de 02 candidatos. Assim o Prefeito eleito seria realmente legítimo. Propor a idéia da candidatura de dois candidatos não é antidemocrático, vejam a maior e duradoura democracia do mundo: os Estados Unidos, apenas dois candidatos disputam a Presidência da República, é uma questão de uma boa organização política, não essa confusão que está ai. 

Se meu candidato a Prefeito não tiver mais de 50% dos votos, não posso comemorar uma vitória que foi decidida apenas pela lei, não pela vontade popular.

Não seria democraticamente justo...

29 de julho de 2012

Prazer e Ceticismo

João Fidélis de Campos Filho

       Esta superexposição da vida em nosso planeta, que se tornou um fenômeno nos meios de comunicação de massa, desenvolve nas pessoas uma espécie de reação de defesa que é na verdade uma insensibilidade ou indiferença em relação ao desenrolar da vida diária. De fato, se por um lado muitos acontecimentos no passado não eram divulgados com tanta rapidez, por outro a população mundial era menor e mais isolada em suas próprias culturas. Sendo assim o que faz um acontecimento parecer normal é sua repetição, sem que a sociedade crie mecanismos para inibir esta repetição. É o que justifica, por exemplo, a persistência de muitas ações repugnantes como maus tratos a animais, a criminalidade em todos os seus aspectos que verificamos atualmente e a falta de ética em vários setores da vida social.
       E quando se vêm impotentes diante dos males que chegam instantaneamente, as pessoas se valem do mecanismo da sublimação ou procuram o prazer como refúgio a um mundo aparentemente caótico. Por isso dois grandes pensadores estão muito em evidência em nossa época : Epicuro e Montaigne.
       A redescoberta de Epicuro se deve a uma espécie de carapaça que ele fabricou para evitar o sofrimento humano diante de seu inevitável destino e das dores da existência. Ele fundamentou-se no conceito da ataraxia, que é uma palavra grega que significa viver em estado de prazer equilibrado e estável.  Epicuro defendia duas categorias de prazer, o primeiro era o prazer advindo dos vícios e da compulsividade humana, que são de consequências danosas, pois no fundo provocam situações prejudiciais e provocam a dor que se pretende evitar. O segundo é o prazer de uma vida moderada, sem acúmulo de muitos bens materiais, atribulações de vida pública e excesso de trabalho. E o que fazer para evitar o prazer negativo? Epicuro dizia que há 4 antidotos contra isso, que são: 1- “Não se deve temer os Deuses” . O temor a Deus mantém o homem sobre uma constante ameaça, o que aumenta a autocensura e inibe sua criatividade.
2-“Não se deve temer a morte”. É obvio que não se deve ignorar o tempo de vida, mas a introjeção de ideia de morte pode influenciar negativamente o estado de espírito e a vida diária.
3-“O Bem não é difícil de alcançar”. Neste caso o homem deve procurar a felicidade em coisas simples, procurando manter a mente em paz.
4- ” Os males não são difíceis de suportar”. Epicuro procura salientar que as dores humanas dependem muito da reação de cada um a elas. Diante de algo inevitável, o desespero, a depressão e a angústia só fazem piorar a situação. Como bem observa Epicuro todas as dores têm um tempo de duração e mesmo as que perduram mais são suportáveis.
       Para combater a dor Epicuro diz que o homem possui instrumentos importantes que são: a inteligência, o raciocínio, o autodomínio e a justiça.
       Outro pensador que está muito em voga hoje em dia é Michel de Montaigne. Este filósofo francês foi um crítico dos várias correntes de pensamento de seu tempo e defendia que o conhecimento total do mundo é impossível devido à sua complexidade e as múltiplas variantes que envolvem esta questão.
       Montaigne defende que o homem é senhor de poucas certezas e, diante disso não deve queimar neurônios e levar uma vida módica aproveitando seguindo sua intuição.
       Deste mix entre o prazer e a incerteza resulta um ser humano que ainda carrega quanto à sua essência uma profunda perplexidade.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista


LEI DE ACESSO A INFORMAÇÃO-MPF-Ministério Público Federal.

A importância dessa Lei para nós cidadãos, políticos, governantes éticos e honestos é de suma importância que resolvi publicar esse link numa postagem individual.

Temos que fazer valer nosso direito de conhecer a máquina administrativa dos governos: O uso correto dos recursos financeiros que tem origem nos nossos salários e trabalho suado, portanto o que eles administram vem dos nossos impostos, da luta de todo um povo, duma nação. São valores que não pertencem  aos Prefeitos e Governadores, sim a grande e esmagadora maioria da nação brasileira.

Usar desses recursos indevidamente alem de corrupção, emperra o nosso desenvolvimento e poderia ser considerado uma traição à Pátria Brasileira.


Sobre a Lei nº 12.527/2011 - Lei de Acesso à Informação -


Garantir a todos os cidadãos o acesso à informação pública é o principal objetivo da Lei de Acesso à Informação - Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. Ela estabelece a obrigatoriedade de os  órgãos e entidades públicas divulgarem, independente de solicitação,  informações de interesse geral ou coletivo, garantindo a confidencialidade prevista no texto legal.  A Lei determina que estejam acessíveis na internet dados relacionados à estrutura, gastos, processos licitatórios e contratos, entre outros, o que é denominado de Transparência Ativa.

Nesta página estão disponíveis acessos aos dados referentes à Procuradoria Geral da República e ao Ministério Público Federal, sendo que alguns links remetem ao  Portal da Transparência do MPF.

Aqui você também acessa o formulário do Serviço de Informação ao Cidadão (SIC), por meio do qual pode solicitar ao MPF/PGR informações não publicadas na internet (Transparência Passiva). Confira a portaria que institui o SIC do Ministério Público Federal.

FONTE LINK:

http://cidadao.mpf.mp.br/