26 de julho de 2010

Exemplo de desenvolvimento sustentável e consciência ecológica.


Essa foto é de um restaurante do sr. Rafael sito a Rua Joaquim Moreira-José Bonifácio-SP-Bairro São José, próximo a Igreja São José.
É um exemplo de desenvolvimento sustentável e de consciência ecológica.



No caminho da ampliação da sua empresa havia um pé de mangueira. Ele olhou e não teve duvidas: aumentou seu restaurante contornando o tronco da arvore.


Uma atitude diferenciada, pois no caso de outro proprietário sem essa consciência a teria eliminado.

Um exemplo para professores e educadores que querem transmitir a seus alunos a importância da preservação ambiental, mesmo que seja um caso exótico.

Escola Estadual Pedro Brandão dos Reis, no caso das podas das arvores externas houve uma agressão à natureza ou prevenção para evitar um dano maior?

As fotos abaixo denotam um crime ambiental ou não? Pois se vê que algumas árvores foram podadas e duas foram totalmente eliminadas aparentemente sem razão alguma. Ali houve um crime ambiental? Vamos aos fatos e que meus poucos leitores cheguem as suas conclusões.




REDE ELÉTRICA:

Notamos pelas fotos que a rede elétrica fica do outro lado da rua.



RISCO DE QUEDA:

As árvores estão saudáveis não apresentando risco de queda, a não ser uma que fica bem ao lado da portaria do colégio onde nota-se que suas raízes estão forçando o muro frontal que apresenta uma pequena envergadura (fotos), que poderia ser sanado facilmente com um reforço na sua estrutura. Ou se for o caso, depois de um estudo técnico competente o laudo comprovar esse risco de queda, ai sim depois disso, eliminá-la totalmente, pois a poda que houve não resolve o problema caso exista um real perigo nesse sentido.

TEMPESTADE:
No caso de uma tempestade pode ocorrer algum acidente, causando danos aos veículos dos funcionários da escola. Mas se olharmos por essa ótica a Prefeitura deve arrancar todas as arvores da cidade, pois todas podem cair em cima de algum veiculo estacionado na sua proximidade no caso de uma forte ventania, isso ninguém pode prever ou evitar, seria uma fatalidade que infelizmente acontece. Tempestades que estão vindo violentas por causa da inconseqüência do homem no trato com a mãe natureza, isto já comprovado pelos cientistas do todo o mundo.

ÁRVORES EXÓTICAS:
A diretora alegou que eram arvores exóticas que por causa disso podem ser eliminadas sem maiores problemas.

Belém do Pará é conhecida como a cidade das mangueiras, as incontáveis mangueiras existentes nas ruas da cidade ajudam a amenizar o calor, principalmente nos meses mais quentes de julho a novembro, quando a temperatura pode chegar a 35 graus. E estão nos planos daquela Prefeitura aumentar a quantidade de pés na tentativa de chegar a redução de até 4º graus nos meses mais quentes.

Precisamos enfrentar o aquecimento global, isso independe o tipo de vegetação, o exemplo de Belém nos diz isso.

SEGURANÇA PUBLICA:

Quando conversei com a diretora da escola Suzana F.de Souza, ela alegou que solicitou a poda das árvores e a eliminação de outras, visto que ali estava havendo consumo de drogas e era frequentado por deliquentes causando insegurança aos alunos e alunas, um ato para evitar o pior: estupros, assaltos ou qualquer outro tipo de violência.

Um argumento até certo ponto válido e verdadeiro, pois se trata da segurança dos jovens e crianças que por ali transitam. Entretanto é um problema que pertence às autoridades de segurança pública e a prefeitura no caso da iluminação do local, dessa forma creio que um boletim de ocorrência resguardaria a responsabilidade da direção da escola, uma vez que as árvores ficavam no lado externo da escola.

Se seguirmos esse raciocínio a prefeitura deve interromper o reflorestamento e jardinagem da margem do córrego Embira, pois as árvores ali plantadas vão trazer insegurança aos moradores dos Bairros próximos e os transeuntes a caminho de suas residências do outro lado do córrego.

QUEDA DE GALHOS SOBRE OS ALUNOS:

Se for essa a preocupação da direção da escola, temos aqui duas situações:

1)No interior da escola também existem algumas arvores de grande porte conforme poderemos ver nas fotos, que também podem causar esse tipo de acidente, mas que todos sabemos se bem cuidadas e podadas adequadamente eliminando os galhos velhos evitaria o problema.

2)Se mesmo assim a direção da escola pelos cuidados e responsabilidade natural com seus alunos não se sentir seguros para evitar um acidente, é recomendado a eliminação total de todas as arvores e plantar apenas arbustos.



Aqui poderemos ver vários tópicos sobre essa polêmica, mas onde fica o meio ambiente e a natureza?
Como devemos conservá-las se alguns apontam as árvores como inimigas, sem considerar que elas são a principal fonte de vida, pois nelas se originam a fotossíntese liberando o oxigênio, limpando a ar das poluições , do gás carbônico contribuindo para diminuir o aquecimento global, protegendo os mananciais onde se origina a nossa agua?

Se em cada espaço que permitir o plantio de um arvore para enfrentar-mos os problemas climáticos previstos, alguém apontar algum perigo que essa arvore possa causar, sem duvida alguma a humanidade corre um sério risco.



Meio ambiente e natureza tem que ser tratado como o ar que respiramos. Você, eu, nossos filhos, ricos e pobres todos servimos dele. Alguém questionou a sua origem???

Notamos pela cidade a poda de árvores das calçadas sem nenhum critério, algumas ficam apenas o tronco ou são arrancadas. Isso com certeza vêm agravar o já escaldante calor que estamos enfrentando.

O municipio de José Bonifácio alcançou em 2009 apenas 28.7 no projeto do Governo Estadual MUNICIPIO VERDEAZUL.
Ficamos atrás de pequenos municipios vizinhos como Ubarana, Adolfo, Mendonça, Monte Aprazivel e tantos outros. Vamos torcer para que em 2010 a nossa nota seja melhor, mesmo que nao cheguemos aos 80 pontos exigidos pelo governo, mas que melhoremos na questao ambiental. Porque meio ambiente saudável é saúde.


Nota: Agradeço a nobreza e gentileza da diretora Suzana F. Souza pelas informações e autorização para tirar as fotos. As criticas que apontei tem o objetivo de proteção da natureza e meio ambiente, ação que venho fazendo desde o ano 2006 com o primeiro blog.
Não sou filiado a nenhum partido político, levo em conta em primeiro lugar a minha religiosidade cristã e adepto ao ideal do carisma franciscano.
São Francisco de Assis amava a natureza por ser uma criação de Deus, e considerava todos os elementos naturais e animais como irmãos. 


Duas árvores eliminadas.




Se a árvore das fotos abaixo corre o risco de queda, necessita de um parecer técnico, se for o caso deve elimina-la. Nunca efetuar uma poda dessa forma. 









Contrariando a minha opinião acima, depois de tirar essa nova foto (inserida hoje 26/07/2010) da parte frontal da escola,
voce pode ver que a árvore não apresenta nenhum risco de queda, pois se apresenta
bastante sadia.Linda e frondosa.

  


As próximas fotos são de podas, argumento e opiniao no texto acima. 






As proximas fotos são do interior da escola.








24 de julho de 2010

Queimadas provocam doenças respiratórias no interior de SP

Clique aqui para ler a notícia:
Queimadas provocam doencas respiratorias no interior de São Paulo.

                                Foto Kleber A.Ribeiro

Os governantes são eleitos com  a esperança que eles sejam uma espécie  de "PAI" da  sociedade humana.
Para que cuidem de nós, principalmente os mais indefesos e fracos, mas  não é isso que vem acontecendo na questão ambiental.


Nós do interior paulista estamos abandonados, nosso ar que antes era limpo, saudável, agora somos obrigados a respirar o veneno das queimadas nos canaviais.
Prometem acabar com elas  em 2017, é muito tempo comparando com a média de vida de várias espécies, inclusive a humana.

Com as modificações repentinas causadas pelo homem em um bioma, será impossível a adaptação da vida vegetal e animal em curto espaço de tempo.

Vamos supor que algumas espécies da fauna e flora sobrevivem por centenas de anos numa área com a temperatura média equilibrada, os ciclos de chuvas regulares, ou se houve variação elas ocorreram gradativamente em milhares de nos, a VIDA teve tempo para adaptar-se.
Agora, essa área é alterada bruscamente pelo homem através de uma grande obra como a transposição do Rio São Francisco, ou pelo agronegócio das monoculturas que transformara grandes áreas dessa vegetação. A média das temperaturas dessa área que foi modificada poderá se alterar, os ventos podem mudar de direção, assim essa vegetação não irá reconhecer seu ambiente natural e podem se definhar, seus troncos sufocados não terão mais brotos, não produzirão mais frutos.
Os animais que há séculos ali vivem já estão adaptados àquele meio ambiente, terão que migrar ou morrerão de fome ou de doenças, esse equilíbrio e relação entre fauna e flora em uma área definida chama-se BIOMA.
O ser humano também faz parte de um bioma: a região onde vivemos somos acostumados com o clima, a água, os frutos, com os animais e os peixes dos rios da nossa região, dos quais muitos se alimentam. Muitas vezes o nosso espaço é modificando pelo “progresso”, pela poluição, modificando o clima trazendo desconforto as pessoas que sempre viveram nesse espaço, nesse bioma.
Assim não podemos chegar numa região e ir destruindo tudo, modificando rios, desmatando as florestas, expulsando animais, modificando o relevo e até altitudes, sem antes estudar e compreender todos os impactos que isso venha causar nessa região. Portando é um desastre ambiental e social propor um tipo de desenvolvimento econômico inadequado com as características de um bioma.

Essa é uma das razoes que em minha opinião, discordo das monoculturas, principalmente da cana de açúcar que é uma das mais agressivas ao meio ambiente: em áreas densamente povoadas ou em regiões que provocam o desmatamento e poluem os mananciais com os agrotóxicos, transformando o bioma de uma região e impondo a adaptação dos animais e vegetais em curto espaço de tempo.

Estamos vivendo numa encruzilhada: a humanidade deve evoluir-se no sentido de compreender o sentido da VIDA, abandonando atitudes de consumo supérfluo que nada acrescentam para a nossa sobrevivência, ou continuar apenas pensando num progresso que vai nos levar ao mundo desconfortável, inóspito, e sem condições de sobrevivência para várias espécies, inclusive a humana. Precisamos tomar o caminho certo...

Os ambientalistas estão fazendo a sua parte: alertando e tentando conscientizar as pessoas, uma tarefa difícil diante da cegueira dos que governa o mundo. A Natureza está ai, diante de nós, já pediu socorro por várias vezes, Deus o Criador já deu as ultimas chances ao homem, agora Ele espera que nós compreendamos isso, ou será o nosso fim...

No Brasil os maiores Biomas são:

Bioma AMAZÔNIA
Bioma CERRADO
Bioma MATA ATLÂNTICA
Bioma CAATINGA
Bioma PAMPA
Bioma PANTANAL

LEIAM MAIS SOBRE BIOMAS

22 de julho de 2010

FOTOS DE QUEIMADAS NO BAIRRO RURAL CÓRREGO FUNDO-JOSÉ BONIFÁCIO-SP

PESQUISE AQUI:Espécie vegetal Angico

CLIQUE SOBRE AS FOTOS PARA VE-LAS NO TAMANHO GRANDE










Não temos conhecimento se essa queimada foi acidental ou não, mas sem dúvida alguma a "pólvora" foi uma plantação de cana de açucar.
Um atentado a vida humana a fauna e flora.

O despeito a natureza é mais uma loucura humana equivalente a produção de armas nucleares, porque ambas ameaçam a vida no planeta TERRA.
Até quando iremos ser o perigo a todos tipo de vida, sendo que somos os únicos animais racionais que povoam o planeta????

18 de julho de 2010

JOÃO DE BARRO -Rivaldo R. Ribeiro

Foto Kleber A.Ribeiro

Meu dom: construtor..., olhei uma árvore e vi nela o meu mundo... Num galho confiei a minha esperança do resto da minha vida... Do alto vejo a planície, o vento, as borboletas, o vale, o rio, as sombras das nuvens, os pomares com meu alimento, a primavera, e a liberdade...


Nesta árvore fiz com barro e capim minha fortaleza. A porta de entrada nunca verá chuva: confiei no meu instinto e na minha sabedoria, sei de que lado que a chuva vai bater, de que lado que o vento vem com suas rajadas. Também como o amor ele bateu forte do lado esquerdo, definitivo e sempre... Sou um pássaro cristão não trabalho aos domingos.


É tão bom ser simples! Ser perfeito justamente porque não se importa com as imperfeições, olhar o mundo como um reino, não deixar pegadas porque os caminhos são mágicos...


Não me importar com os segredos da luz, os segredos da água, os segredos do vento, não ter medo da sede e da fome. Emprestei um galho daquela arvore, ela não se incomodou. Incomodar por quê? Não me declarei proprietário! Ali estou sem ser parasita, num convívio de amizade sem ser escravo.



Não abandonei meus filhotes, não tive medo não fui covarde... O mundo não os negou alimento, todos os dias eles aguardavam meu retorno com os bicos abertos, e com as asinhas batendo de alegria, todos faziam uma algazarra cabeça com cabeça certos de seu quinhão.


Éramos nós os filhotes e o amor...


O meu triunfo, não tem canções de vitória, caminhos manchados de sangue, ídolos, dores na alma, glorias covardes escondidas sobre outros infortúnios, apenas nossa casinha de barro, igual a todas as outras casinhas nos galhos das arvores das florestas... Porque a mentira, a arrogância, a maldade, a traição, não tem ninho, não existe e não é sonho, não tem passado e nem futuro...


Agora de repente estão me expulsando, quando vôo são longas distancias de um mar verde, não encontro lugar para pousar ou construir minha casa, apenas algumas arvores solitárias com seu tronco negro que denuncia que ali houve fogo, não vou arriscar minha família de serem queimadas, que pena aqui era meu mundo, tenho que ir embora para outras florestas... Ser intruso em outras paragens...


Pesquisar  João de Barro,pássaro.

11 de julho de 2010

PROJETO MUNICÍPIO VERDE/AZUL DO ESTADO DE SÃO PAULO-Reavaliação dos municípios


Clique nos links abaixo e veja a NOTA DO SEU MUNICÍPIO em 2009 depois da reavaliação pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo , dos 566 municípios inscritos no programa MUNICÍPIO VERDEAZUL, foram certificados antes dos recursos 156, e pós recursos 168.
Uma porcentagem ainda muito baixa, diante dos problemas climáticos que estamos enfrentando. Problemas que exigem das autoridades de cada município um maior empenho para que alcancem a nota mínima de 80 pontos para ter direito do certificado de MUNICÍPIO VERDE/AZUL.
Ou pelo menos mais próximo aos 80 pontos, pois é grande a quantidade de municípios com a classificação muito baixa.
A natureza vem devolvendo as agressões do homem com violência e muita destruição. Ainda a tempo de revertemos essa situação critica que todo o PLANETA vem atravessando, pois se a humanidade não acordar teremos um futuro sombrio.


Precisamos olhar para a Natureza e o Meio Ambiente independentemente dos movimentos partidários, que em muitos casos servem apenas para atravancar as soluções dos problemas, e ver que no caso ambiental todos serão beneficiados ou punidos conforme nossas ações daqui para frente.
A conscientização ambiental tem que ser primária como a nossa respiração.


Vejam a relação completa nos links:




RELAÇÃO:MUNICÍPIO VERDE/AZUL

CONSULTA DA PONTUAÇÃO INDIVIDUALMENTE

22 de junho de 2010

QUEIMADAS CANAVIAIS PRÓXIMO A JOSE BONIFÁCIO-SP



Essa foto foi tirada no dia 20/06/2010 próximo à cidade de José Bonifácio-SP, naquela tarde o ar da cidade ficou cinzento e sufocante.

Poluição que causa as pessoas  idosas, asmáticos, alérgicos e crianças  problemas respiratórios diversos. E segundo afirmações médicas altera a saúde em outros vários pontos, entre eles problemas cardíacos e cancerígenos.
Enquanto isso autoridades que foram eleitas por essas pessoas nada fazem, alguns deles alegam que a solução do problema cabe a outras esferas governamentais.

Entretanto em muitos municípios tais práticas já foram proibidas.

Notícia publicada no ALDEIA MUNDUS.

4 de junho de 2010

CARRO ELÉTRICO ESTÁ CHEGANDO.

No meu blog     ALDEIA MUNDUS  eu já havia falado sobre alguns lançamentos de carros elétricos.

Agora para a nossa alegria, eles  estão se transformando  numa realidade.

No próximo post falarei mais sobre o assunto...

30 de maio de 2010

O que queremos para nossa agricultura

João Pedro Stedile *

Adital -

As transformações do mundo nas últimas décadas fizeram com que o centro de acumulação do capital fosse para a esfera financeira e para as corporações transnacionais. Isso trouxe graves consequências e promoveu um enfrentamento crescente entre dois modelos de produção na agricultura.

O modelo dos capitalistas é uma aliança entre grandes proprietários de terras, empresas transnacionais e sistema financeiro. As empresas fornecem insumos, compram os produtos, controlam o mercado e fixam preços dos produtos agrícolas.

Os grandes proprietários (cerca de apenas 40 mil, que possuem mais de mil hectares) entram com a terra, destruindo a biodiversidade e superexplorando os trabalhadores, para repartir a taxa de lucro da agricultura das empresas.
Esse modelo foi autodenominado de agronegócio. Adota a monocultura, para ampliar a escala de produção, com o uso intensivo de venenos e maquinaria pesada.

Essa matriz tecnológica provoca um desequilíbrio climático e ambiental para obter lucros e fazer negócios a quaisquer custos.

O próprio sindicato das empresas de defensivos agrícolas anunciou exultante que, na safra passada, utilizou 1 bilhão de litros de agrotóxicos (cinco litros por habitante). Somos o maior consumidor mundial de venenos.

Isso degrada o solo, afeta o lençol freático, contamina até as chuvas, além dos alimentos.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Instituto Nacional do Câncer têm alertado que o aumento de câncer está ligado ao crescente uso de agrotóxicos.

Os ricos e a classe média alta compram produtos orgânicos, mais caros. No entanto, o povo está à mercê dos produtos contaminados.

O agronegócio ainda aumenta a concentração da terra e da produção, pela necessidade de ganhar escala no plantio. O Censo de 2006 aponta que a concentração da terra é maior do que na década de 1920.

Estamos fazendo o caminho inverso ao da reforma agrária. Cerca de 80% das nossas melhores terras são usadas para produzir para exportação três produtos: soja, milho e cana. Além disso, o agronegócio é cada vez mais dependente do financiamento público.

Para produzir um valor anual de R$ 120 bilhões, esse modelo retira crédito nos bancos públicos (da poupança recolhida nos depósitos à vista), ao redor de R$ 90 bilhões.

Ou seja, é a população brasileira que financia o agronegócio, ao contrário da propaganda mentirosa que só exalta seus "benefícios".

Os movimentos sociais, junto com ambientalistas, igrejas e cientistas, temos alertado sobre esses problemas. Propomos outro modelo de agricultura, que priorize a produção diversificada, máquinas agrícolas adequadas a pequenas unidades, agroindústrias cooperativadas e técnicas agroecológicas.

Em vez de priorizar o lucro de grandes empresas e fazendeiros, temos que respeitar o equilíbrio do ambiente, produzir alimentos sadios, fortalecer o mercado interno, aproximando produtores e consumidores. Nossa proposta de reforma agrária popular é a adoção desse modelo, e não apenas distribuir lotes para os sem-terra.

O que está em jogo é a organização da agricultura brasileira.

O povo não tem dinheiro para financiar candidatos, mas o agronegócio anunciou a aplicação de R$ 800 milhões para eleger candidatos. Mas temos o voto e poder de mobilização. É preciso, nesse período eleitoral, cobrar dos candidatos posições claras. Os nossos recursos naturais devem ser utilizados em benefício do povo brasileiro.

A sociedade brasileira, cedo ou tarde, deverá decidir se o país continuará produzindo alimentos com venenos, porque dão lucros, ou se dará prioridade a alimentos saudáveis e à preservação ambiental.

[FSP, 28 maio 2010].

Economista. Integrante da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e da Via Campesina Brasil

http://www.adital.com.br

15 de maio de 2010

Erupções vulcânicas na cidade de José Bonifácio-SP?



Clique na foto ver tamanho original. 


“As erupções no vulcão localizado sob a geleira Eyjafjallajoekull, na Islândia, causaram transtornos em toda a Europa, a fumaça expelida pelo vulcão impediu o tráfego aéreo em diversos países europeus, afetando as conexões no mundo todo....”

Mas essas fumaças das fotos embora pareçam com erupções vulcânicas se originam nas queimadas nos gigantescos canaviais no município de José Bonifácio-SP.

A polemica das queimadas nos canaviais é alicerçada nas bases econômicas predatórias de um lado, de outro nas poluições desumanas que sujam as cidades, fazem mal a saúde das pessoas, alem do assassinato de milhares de seres vivos entre insetos e animais silvestres de todos os tamanhos.

Além disso surgem casos de maltrato a trabalhadores no corte de cana (Faltam-lhes roupas de proteção e ferramentas adequadas), alguns casos o da escravidão explicita, ou mascarada nos baixos salários.

É uma balança difícil de encontrar o equilíbrio, precisamente porque nossos políticos e empresários priorizam os lucros. Lucros que poderemos classificar como um bumerangue: que levanta voo, mas a descida é sempre uma incógnita.


Por do Sol em José Bonifacio


Clique na foto para ter o tamanho aumentado.


Lindo por do Sol na cidade de José Bonifácio-SP.  Poderemos ver  no horizonte gases que se formaram na atmosfera originados das queimadas nos canaviais naquela cidade.

11 de maio de 2010

CIDADEJOSÉ BONIFÁCIO-SP, SITIADA PELAS QUEIMADAS NOS CANAVIAIS.






A população de José Bonifácio, Estado de São Paulo, é humilhada pelas queimadas nos canaviais. Vê atônita todas às tardes no seu horizonte verdadeiros cogumelos de fumaça subindo para atmosfera. Trazendo prejuízos ao ar, meio ambiente, fauna e flora. Milhares de seres vivos: insetos, animais silvestres, pássaros são incinerados. As fuligens e materiais particulados que são facilmente inalados para os pulmões bombardeiam a cidade. Crianças, idosos, alérgicos, asmáticos sofrem com isso, as autoridades de saúde culpam as mudanças do tempo, jogando sobre as verdadeiras causas dessas doenças uma cortina que eu poderia dizer de fumaça, mas não ficaria bem. 

 Mas uma cortina negra da indignação.

4 de maio de 2010

SAFRA DA CANA: Recomeça o tormento das queimadas nos canaviais.

Clique nas fotos para ver a imagem original. 















Fotos denunciando as queimadas nos canaviais próximos à cidade de José Bonifácio-SP.


Vejam a poluição que essa pratica causa na atmosfera, com graves conseqüências a saúde dos habitantes próximos.


Um crime ambiental permitido pelas autoridades locais e do Estado (Executivo, legislativo e Judiciário). Não seria uma violação aos direitos humanos? Um ataque à natureza, as espécies animais e vegetais, ao solo, biomas locais, promoção do desequilíbrio climático alterando os ciclos de chuva e contribuindo para o aquecimento global?



O Art. 225 Constituição do Brasil, VI (Meio ambiente). VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.


Viola a internacional LEI DO PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO.



Viola a Lei de Crimes Ambientais ou Lei da Natureza - Lei nº 9.605/98



>Veja os gases que se formam na atmosfera depois da queima da palha de cana.





3 de maio de 2010

Densa e escura camada de fumaça encobre Arcos

Queimadas na região Centro-oeste de Minas Gerais, mais precisamente nos canaviais de cidades vizinhas a Arcos trouxeram uma densa camada de nuvens e fumaça para o céu do município. Por volta das 11h30 da manhã dessa terça-feira (27 de abril), a fumaça desceu e encobriu a cidade. Sol ficou com um aspecto de eclipse.

A região Norte de Arcos ficou encoberta durante boa parte da manhã. De acordo com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Arcos, a fumaça prejudica o município e por isso cabe uma declaração oficial por parte daqueles que provocam a queimada. "Infelizmente o vento traz a fumaça para Arcos e isso nos atinge diretamente. Hoje quando vi o céu parecia que estava acontecendo um eclipse", comentou o assessor Márcio Ferreira.

Em agosto de 2008, o município de Arcos também foi atingido por Fuligem e fumaça, reflexo da queima no canavial em Lagoa da Prata. Na época uma grande fumaça negra podia ser vista sobre a cidade, vinda do município vizinho.


17 de março de 2010

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS

Considerando que cada animal tem direitos; considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos levaram e continuam a levar o homem a cometer crimes contra a Natureza e contra os animais; considerando que o reconhecimento por parte da espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo; considerando que genocídios são perpetrados pelo homem e que outros ainda podem ocorrer; considerando que o respeito pelos animais por parte do homem está ligado ao respeito dos homens entre si; considerando que a educação deve ensinar à infância a observar, compreender e respeitar os animais.

Proclama-se :

Art. 1° ­ Todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à existência.


Art. 2° ­ a) Cada animal tem o direito ao respeito. b) O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se ao direito de exterminar os outros animais ou explorá-los, violando este direito. Ele tem o dever de colocar a sua consciência a serviço dos outros animais. c) Cada animal tem o direito à consideração, à cura e à proteção do homem.

Art. 3° ­ a) Nenhum animal deverá ser submetido a maltrato e a atos cruéis. b) Se a morte de um animal é necessária, deve ser instantânea, sem dor nem angústia.

Art. 4° ­ a) Cada animal que pertence a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu ambiente natural terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de reproduzir-se. b) A privação da liberdade, ainda que para fins educativos, é contrária a este direito.

Art. 5° ­ a) Cada animal pertencente a uma espécie que vive habitualmente no ambiente do homem tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie. b) Toda modificação deste ritmo e destas condições impostas pelo homem para fins mercantis é contrária a este direito.

Art. 6° ­ a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem o direito a uma duração de vida, conforme a sua natural longevidade. b) O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Art. 7° ­ Cada animal que trabalha tem o direito a uma razoável limitação do tempo e intensidade do trabalho, a uma alimentação adequada e ao repouso.

Art. 8° ­ a) A experimentação animal que implica em um sofrimento físico e psíquico é incompatível com os direitos do animal, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer outra. b) As técnicas substitutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Art. 9° ­ a) No caso de o animal ser criado para servir de alimentação, deve ser nutrido, alojado, transportado e morto sem que para ele resulte ansiedade ou dor.


Art. 10° ­ a) Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. b) A exibição dos animais e os espetáculos que utilizam animais são incompatíveis com a dignidade do animal.


Art. 11° ­ O ato que leva à morte de um animal sem necessidade é um biocídio, ou seja, um delito contra a vida.


Art. 12° ­ a) Cada ato que leva à morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou seja, um delito contra a espécie. b) O aniquilamento e a destruição do ambiente natural levam ao genocídio.


Art. 13° ­ a) O animal morto deve ser tratado com respeito. b) As cenas de violência de que os animais são vítimas devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos que tenham como fim mostrar um atentado aos direitos do animal.


Art. 14° ­ a) As associações de proteção e de salvaguarda dos animais devem ser representadas a nível de governo. b) Os direitos do animal devem ser defendidos por leis, como os direitos do homem.


Em 27 de janeiro de 1978, a UNESCO proclamou os Direitos dos Animais, e já possui mais de 20 anos de existência. Apesar disso, a Declaração permanece desconhecida e, o que é pior, desrespeitada. De uma forma impressionante, cada artigo reflete exatamente o oposto do comportamento adotado pelo homem nos dias atuais.


Lembre-se de uma coisa : O dia 4 de outubro é o Dia dos Animais.E dia de São Francisco de Assis-protetor dos animais e natureza.

13 de março de 2010

10 razões para não precisarmos de transgênicos:

1. Os transgênicos não resolvem a crise alimentar. O próprio Banco Mundial garante que o aumento da produção de biocombustíveis é a principal causa do aumento do preço dos alimentos. “A crise climática foi usada para fomentar os biocombustíveis, ajudando assim a criar a crise alimentar, que, por sua vez, está a ser usada para desenvolver as fortunas da indústria dos transgênicos”, afirma Daniel Howden.

2. Os transgênicos não aumentam o potencial de rendimento. Por exemplo, a produção de soja transgênica tem diminuído.

3. Os transgênicos aumentam o uso de pesticidas.

4. Há melhores maneiras de alimentar o mundo. Um estudo das Nações Unidas e do Banco Mundial feito por 400 cientistas em 58 países conclui que os cultivos transgênicos pouco têm para dar à agricultura global.

5. Há outras tecnologias agrícolas melhores para controlar pragas e aumentar a produção.

6. Os transgênicos não são seguros na alimentação. Animais alimentados a transgênicos revelaram efeitos de saúde preocupantes.

7. Transgênicos disfarçados na alimentação animal sem o conhecimento e sem o consentimento dos consumidores. Carne, ovos e lacticínios de animais alimentados a transgênicos e importados para a Europa não precisam de rótulo.

8. Os cultivos transgênicos são um desastre a longo prazo para os agricultores. As estatísticas de 2009 mostram que o preço das sementes transgénicas aumentaram imenso em relação às sementes orgânicas, o que representou uma forte redução nos rendimentos dos agricultores.

9. Os transgênicos não podem co-existir com os orgânicos porque os contaminam.

10. Não podemos confiar nas empresas de transgênicos. Elas têm um longo historial de contaminação tóxica e de enganos públicos. Há agricultores a ser processados por terem transgênicos nos seus terrenos que não compraram, não querem, não usarão e não vão vender.


Lista preparada por Octávio Lima, do Blog Ondas3, Portugal.

Suíça livre de transgênicos; Monsanto admite falha.

Derrotas em série para os transgênicos pelo mundo. Pouco tempo depois da Comissão Européia aprovar a Amflora, espécie de batata transgênica, governos da Grécia, Áustria, Luxemburgo, Itália, Hungria e França anunciaram publicamente que não vão permitir a nova criatura em seus territórios. Agora, é a vez da Suíça ir além: o país baniu o cultivo de sementes geneticamente modificadas pelos próximos três anos.

Entre os que apóiam a moratória estão os próprios fazendeiros suíços, que parecem ter brilhantemente entendido que o cultivo de transgênico prejudica aos que têm interesse em continuar cultivando sementes convencionais e até mesmo orgânicas, produto que têm alta aceitação no mercado europeu. A decisão é um soco no estômago do presidente da Comissão Européia José Manuel Barroso, que vem tentando forçar os transgênicos goela abaixo dos países membros.

Por fim, um golpe de misericórdia. Mídia indiana comenta declaração da própria Monsanto, que em caso único em sua história, finalmente admite que sua tecnologia é falha. A multinacional que monopoliza a tecnologia de modificação genética de sementes, confirmou que a espécie de algodão inserida no país não elimina a necessidade do uso de pesticidas, como o prometido. Insetos e pragas na Índia desenvolveram resistência à semente. A notícia foi comentada pela coordenação de transgênicos do Greenpeace na Índia.

http://www.greenblog.org.br/


Comentário do blog:

O homem está modificando itens importantes que compõe o ecossistema e toda a cadeia na natureza. Não sabemos as conseqüências disso...




Os transgênicos são produtos modificados geneticamente, o que poderá ocorrer a quem deles se alimentar? O que poderá ocorrer na natureza que será influenciada por esses produtos? Na genética existem segredos que o homem ainda não descobriu, mas que a ganância alienada está nos levando às verdadeiras situações calamitosas.


Podemos fazer uma comparação empírica, mais real, hoje se usa muito mais agrotóxicos e pesticidas do que anos atrás, chegamos ao absurdo de usar toneladas desses produtos que nos está envenenando a todos.. Num passado não muito distante plantavam-se as culturas adubadas com esterco de animais. A maioria dos produtos agrícolas era orgânica, mas queriam mais produção e não qualidade saudável. Optaram por mais produção aplicando novos produtos químicos e isso nos levou a consumir alimentos duvidosos sem garantia alguma para nossa saúde.




E os transgênicos estão indo para o mesmo caminho, se optarmos pela produção e não pela segurança para nossa saúde e meio ambiente o resultado será temeroso.




O resultado fatalmente será um circulo vicioso, pragas se tornando mais resistentes obrigando o uso de produtos mais potentes para combatê-las, mas até quando os seres humanos e toda a vida resistirão a esse envenenamento continuo.

7 de março de 2010

Aqüífero Guarani e a monocultura da cana de açúcar.

"Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água,que é tão útil, e humilde, e preciosa e casta.” São Francisco de Assis.


O aqüífero guarani é de vital importância, porque é uma das principais fontes de agua doce para uma extensa área que se estende aos paises como: Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Sua área é de 1,15 milhões de quilômetros quadrados, ficando assim dividido: 71% sob território brasileiro (a maior parte). Argentina com 19%, Paraguai 6% e Uruguai 4%. Sendo uma das maiores reservas subterrâneas de agua doce do mundo. No Brasil o aqüífero está sob os estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás. De acordo com a Embrapa-Empresa Brasileira de Pesquisa Ambiental e Agropecuária, temos ali agua de excelente qualidade o suficiente para abastecer a atual população brasileira por 2.500 anos.


Mesmo com toda essa quantidade de agua o aqüífero ainda corre riscos, uma delas é a poluição que é gravíssima e irreversível, pois ao contrário dos rios, se poluírem uma vez ficará poluído para sempre.

A principal preocupação dos ambientalistas é nas áreas de recarga (onde se infiltra a agua das chuvas para o subterrâneo) do aqüífero, entre essas áreas estão os lixões, o uso excessivo dos agrotóxicos na agricultura e extração de minérios.


O homem vem agredindo a natureza sistemicamente sem se prevenir com as conseqüências. As vantagens econômicas das atividades nocivas à preservação ambiental, fazem que alienação tome conta das suas mentes, tendo apenas a visão única das benesses econômicas do presente.


No Estado de São Paulo exatamente pelas grandes áreas de concentrações demográfica o consumo de agua é maior, e na época das queimadas nos canaviais o problema se acentua por causa da poluição das fuligens. Alem disso ainda temos os poços artesianos perfurado para irrigação e consumo por causa da seca, que se acentua a cada ano. Diante de um possível e grave problema os governos devem ficar atentos com as perfurações de poços artesianos, pois será uma porta aberta para a poluição irreversível do aqüífero, um tesouro que não se iguala ao ouro e nem as maiores das fortunas, pois a agua é vital para a vida em todos os sentidos.


Nessa área de São Paulo precisam-se fazer com urgência uma reorganização nas atividades agrícolas, afastando das áreas de recargas do aqüífero as atividades agrícolas poluidoras, sendo a monocultura da cana de açúcar umas das principais, pela sua grande extensão de terras e o grande uso de agrotóxicos que podem infiltrar pelo solo e atingir o aqüífero.

Em outras palavras impedir a construção de novas usinas de cana de açúcar, afastando assim um dos principais ameaças ao aqüífero, Vide no mapa: a localização do aqüífero no Estado de São Paulo coincide com as plantações das grandes fazendas de cana, desde o município de Ribeirão Preto a região de São Jose do Rio Preto.














A agua é um bem inegociável para a saúde e o bem estar de milhões de pessoas, a sua escassez vai afetar a produção de alimentos, constitui uma ameaça ao desenvolvimento e a proteção do meio ambiente.

Assim o etanol é mais vilão do que herói: Prejudica o meio ambiente poluindo a agua, o desmatamento. Manda para atmosfera toneladas de gases, suja as cidades com suas queimadas, desequilibram a biodiversidade, o ecossistema, altera os biomas mais sensíveis, a ponto de já haver a migração de muitas aves a animais para outras regiões ou invadindo as cidades próximas, uma violação ao habitat natural desses animais.

Lembrando que não estamos sozinhos com a preocupação com o aqüífero, pois outro problema pode ser levantado como preocupante: Na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) os EUA matem um batalhão do exercito monitorando o aqüífero com fotos de satélite atualizadas minuto a minuto. Eles sabem mais do Aqüífero do que a gente, alerta João Manoel Bicca, coordenador do movimento Pró-Rio Uruguai -



Aqüífero Guarani.
Exceto alguns comentários do texto os dados foram coletados no site:


http://www.uniagua.org.br/

Dados sobre água

Que o Brasil é o país mais rico em água doce do planeta? Nada mensos que 13,7 % de toda água do mundo está aqui.



Que o Pantanal, no Mato Grosso do Sul, é a maior área úmida continental do mundo?


Que a Amazônia abriga as mais extensas florestas alagadas do planeta?

Que 70% das internações hospitalares do Brasil são causadas por doenças relacionadas à água?


Que em todo mundo, cerca de 10 milhões de mortes anuais resultam de doenças intestinais transmitidas pela água?

Que menos de 1% da água doce do planeta está disponível para o consumo?


Que em todo mundo, a irrigação na agricultura responde por cerca de 70% do consumo de água; 20% vão para a indústria; e os 10% restantes destinam-se ao uso doméstico?

Que no Brasil, a agricultura consome 70% da água, as indústrias, 20%, e as residências, 20% também?


Que cada minuto de banho gasta de 3 a 6 litros de água?


Que você economiza 70 litros de água se fechar a torneira enquanto ensaboa a louça?

Que o mau uso do solo nas regiões ribeirinhas é o maior causador das enchentes?

Que em todo o mundo, as enchentes causam perdas econômicas de cerca de cinco bilhões de dólares?

Que 40 milhões de brasileiro não têm acesso a água?


Que o uso de água mais que triplicou entre 1950 e 1980?

Que em São Paulo, 70% da poluição das águas é de origem doméstica e 30% de origem industrial?

Que o índice de desperdício de água no Brasil chega a 40% entre a produção e os domicílios?

5 de março de 2010

QUEIMADAS NOS CANAVIAIS... O QUE É POLUIÇÃO???

                                                   

O processamento de milhões toneladas da cana-de-açúcar, um crescimento assustador deste tipo de indústria, realmente nos deixa preocupado tanto no aumento dessa monocultura desfavorecendo a diversificação das culturas que traria um crescimento socioeconômico sustentado, tanto na pratica das queimadas que temos que suportar até 2014. E a nível social uma alta concentração de rendas.
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As nuvens da fumaça destas queimadas formam gases tóxicos nocivos à população, um significativo aumento das concentrações de ozônio e de monóxido de carbono (segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e a fuligem além da sujeira no meio ambiente urbano, causam prejuízo à saúde das pessoas. *

É um desrespeito a nossa constituição no seu Art. 225 onde diz que:
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Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
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§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:
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I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; “As queimadas e a monocultura da cana-de-açúcar atingem as espécies e o ecossistema”
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IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade. “No caso da cana-de-açúcar a população não está sendo informada dos perigos das queimadas”
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V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;
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VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
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VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade. “Animais morrem carbonizados durante as queimadas, espécies são extintas ou expulsas etc.”.
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§ 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

A fuligem das queimadas da cana de açúcar prejudica a qualidade de vida e o meio ambiente, além da saúde dos trabalhadores no corte da cana e da população, trás diversos problemas de saúde causados por mais de 70 produtos químicos identificados na fumaça resultante destas queimadas. As partículas mais finas são a que traz maior prejuízo à saúde, são tóxicas ou cancerígenas, pois são levadas para dentro dos pulmões causando infecções pulmonares, agravando as situações dos que sofrem de asma, bronquite, enfisema pulmonar e doenças do coração.
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Aumenta o consumo de água, pois é recomendável o uso da água para a sua remoção evitando assim que se respire o carvãozinho da fuligem prejudicando a sua saúde.
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As queimadas também alteram a física, e a química do solo, prejudicando sua fertilidade.
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Nós que habitamos em lugares que sempre ficou longe da poluição, agora corremos o risco de enfrentar uma mudança drástica no nosso ar e no clima, sem tempo algum para uma possível adaptação, se é que isso existe adaptação a poluição...




VERDE DA NOSSA BANDEIRA


NÃO DEIXE QUE O DESRESPEITO AS LEIS AMBIENTAIS E AS AGRESSÕES A NATUREZA ACABE COM O VERDE DA NOSSA BANDEIRA




As notícias que chegam a todos nós, além do aquecimento global, é o grande desrespeito as leis ambientais.

A promoção e divulgação dos lucros das atividades que degradam a natureza é assustador!

Se continuar assim a cor verde da nossa bandeira não terá mais significado. ..

Relatório da ONU diz que as populações indígenas são parte da população mais pobre do mundo.

Não concordo no que diz respeito as causas! Pois as causas dessa pobreza não tiveram origem na sua sociedade primitiva e natural dos índios.

Os índios ficaram pobres quando foram ou tiveram suas culturas invadidas pelo "homem Branco", que nada de positivo acrescentaram em suas culturas e modo de vida, apenas doenças, (pois é o principal transmissor de todo tipo de enfermidades) destruição e desequilibro de sua sociedade que sobrevivia a milhares de anos daquela forma.

Onde está a pobreza do índio? Veio do homem branco.

Riqueza ou pobreza depende muito do ponto de vista.

No posto de vista da maioria dos homens branco, riqueza é um ajuntar de coisas sem fim, passando por cima de interesses da sua propria sociedade, meio ambiente, e muitas vezes insensível aos seus próprios semelhantes.

E isse tipo de desenvolvimento e riqueza afeta os índios sobremaneira, os levando a todos os vícios doentios do homem branco.

Enquanto viviam na floresta longe da chamada civilização branca, os índios tinham de volta da natureza uma riqueza incalculável: Tinham saúde, alimentação, proteções do Grande Espírito , viviam dentro das suas tradições naturais, e nada contribuíam para a destruição do Planeta, ao contrário era uma relação intima, de colaboração e cumplicidade com mãe natureza.


O oposto da civilização branca que confusa com sua “riqueza” caminha para um horizonte sombrio...

“Com as primeiras arvores derrubadas começou a civilização. Com a ultimas arvores derrubadas a civilização terminará.”

17 de fevereiro de 2010

O mundo e eu...

Numa analise pessimista do mundo,ou seja lá como queiram, o planeta Terra não nos quer mais por aqui, acho que fomos destrutivos e ingratos a tudo que a mãe Terra nos concedeu...



Estamos todos assustados e anestesiados, parece que o fim está próximo, sabemos as causas, mas não queremos viver sem elas. ..



Assim a nossa opção fica sem opção e não conseguimos desviar para outro caminho... O abismo está próximo...



Somos uma aldeia minúscula, situada num universo infinito, de tal modo que nossa imaginação não consegue desvendar os segredos que existem entre as estrelas... Apenas supomos ou criamos conforme nossas fantasias.



Então estamos só...A terra e eu...O mundo e nós...



Oba! O meu futuro será próspero, a minha prosperidade é sinônimo de tudo que leva a destruição do meu mundo...Será que posso sonhar com um futuro próspero?



Você pode?



Rivaldo R.Ribeiro

6 de fevereiro de 2010

A história do Haiti é a história do racismo, artigo de Eduardo Galeano.

A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de querer um país menos injusto.


O voto e o veto

Para apagar as pegadas da participação estadunidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.

Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe:

– Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.



O álibi demográfico

Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Porto Príncipe, qual é o problema:

– Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.

E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilômetro quadrado.

Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado… de artistas.

Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.


A tradição racista

Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objetivos: cobrar as dívidas do Citybank e abolir o artigo constitucional que proibia vender as plantations aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem “uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização”. Um dos responsáveis pela invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: “Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses”.


O Haiti fora a pérola da coroa, a colônia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: “O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro”.


Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: “Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos”. Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro “pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras”.


A humilhação imperdoável

Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.

A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.



O delito da dignidade

Nem sequer Simón Bolívar, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete naves e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.

Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um gênio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pênis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indenização gigantesca, a modo de perdão por haver cometido o delito da dignidade.


A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.

Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.

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